By Pablo de Assis on 15/05/2012
Percebi que tenho escrito vários artigos aqui com o tema da violência, mesmo que de forma indireta. E são justamente esses artigos que têm recebido mais comentários! Coincidentemente – ou não -, meus alunos estão trabalhando com o tema da violência, em seus diversos aspectos. Por isso, preparei um material para passar para eles e acho interessante também passá-lo aqui.
Para começar, gostaria de dizer que o que falarei aqui sobre violência cabe muito bem para falarmos sobre o Bullying e sobre a Homofobia, dois temas amplamente discutidos aqui. Espero também que este artigo sirva para sanar algumas das dúvidas levantadas pelos meus comentadores em alguns desses posts. Infelizmente, não tenho como tratar de todos os pontos individualmente, mas imagino que no decorrer do texto tratarei da maioria deles.
Para começar, gostaria de explicar o título do artigo. “O Outro Lado da Violência” faz referência não só à violência, mas também – e principalmente – ao que está do outro lado: a não-violência. É interessante termos esse olhar, pois geralmente trata-se a violência com mais violência.
Quando trato desse tema, gosto muito de uma frase do célebre Bertolt Brecht que uma vez disse:
Muitos dizem violentas as águas que tudo arrastam, mas não dizem violentas as margens que as reprimem
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “O Outro Lado da Violência”
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By Pablo de Assis on 28/02/2012
Bullying é um tema controverso, polêmico e atual, tanto é que fui convidado pelo pessoal do Papo de Gordo para gravar um podcast sobre bullying! A conversa foi muito bacana e foi muito bem recebida. Porém, como todo papo polêmico, teve bastantes controversas. Caso queira ouvir o cast original, sigam este link. E neste, vocês poderão acessar o episódio onde foi lido alguns comentários sobre o episódio de Bullying.
Como toda boa conversa, esse cast sobre bullying rendeu muita conversa e repercussão… Esperava que fossem repercussões positivas e criativas, mas infelizmente percebo que houve mais desinformação do que diversão. Só lembrando que, por mais que o tema do cast seja sério, a proposta sempre foi ver as coisas por um lado mais leve – ao menos a minha proposta ao participar do programa era mostrar que, por mais sério que seja um problema, podemos aprender a ver as coisas por outros ângulos.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Ainda um pouco mais sobre bullying”
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By Pablo de Assis on 25/01/2012
Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do podcast ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia – produtores e consumidores – conseguimos imaginar dela e criar com ela. A minha base de partida foram os trabalhos já realizados sobre o imaginário do rádio, dentro de uma área de pesquisa do imaginário.
Então, baseado nessas pesquisas resolvi imaginar o podcast. Quais seriam suas características e potenciais? Como podemos imaginar sua produção? E o principal: onde poderemos chegar com essa mídia? Essa é a base da minha pesquisa. E o artigo que publiquei no final do ano passado, no nº 9 da revista Comunicologia da Universidade Católica de Brasília, trata um pouco sobre esse tema, focando mais nos trabalhos clássicos sobre imaginário do rádio e como isso se relaciona com o podcast. Para quem se interessar, aqui vai o resumo:
Este artigo propõe visualizar o imaginário do podcast a partir dos estudos clássicos do imaginário do rádio. Como ambos se assemelham pela transmissão de áudio à distância, existem elementos de comparação. Ao mesmo tempo, encontram-se elementos de diferenciação. Baseado em Bachelard, Arnheim e McLuhan e seus interlocutores, constrói-se a relação do rádio e do podcast com o inconsciente, a visualidade e a tecnologia. Conclui-se que ao se perceber o imaginário do podcast consegue-se visualizar suas potencialidades e possibilita-se imaginar o que há de único no podcast.
Caso você tenha se interessado e queira baixar e ler o artigo na íntegra, basta baixar no link ao final do texto. E, se você for acadêmico e quiser citá-lo, fique à vontade!

O Imaginário do Áudio e o Podcast:
Download (101)
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By Pablo de Assis on 12/01/2012
Originalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis. Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente as consequências dos diferentes comportamentos, os bons e os maus. Porém, muitas das histórias não apresentavam sequer alguma veia de moralidade. Então, durante boa parte da Idade Média, os contos de fadas eram bastante populares – em vários sentidos.
No final da idade média, as fadas aparecem nas histórias arturianas, na figura de Viviane e Morgana e ainda no romance francês Melusine, do século XIV, que contava a história de uma criatura feminina sedutora e originária das águas. A força maior dos contos nessa época, porém, estava nas histórias de amor romântico. Foi nessa época, por exemplo, que surgiram outras histórias como Tristão e Isolda e O Segredo de Áquila, histórias que possuem todos os elementos de contos de fadas, cujo tema principal é justamente a história de amor.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Os Contos de Fadas Através da História”
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By Pablo de Assis on 09/01/2012
Geralmente não respondo os comentários deixados em meu blog – somente alguns que merecem minha atenção. Deixo os comentários abertos para que meus leitores discutam e não gosto de encerrá-los com minhas ideias: prefiro deixá-las aberta para o benefício e discussão de todos. Mas leio todos, inclusive uso-os para ter ideias de novos artigos.
Porém, hoje recebi um comentário em meu blog no artigo que mostrava os riscos da terapia cognitivo-comportamental que veio carregado por algumas acusações relativamente pesadas. Por isso, dou-me ao direito aqui de responder cada um dos pontos levantados, mas antes gostaria de levantar alguns pontos sobre o meu texto que acredito foram ignorados pela leitura de meu crítico, o Dr. Hélio.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Resposta ao Dr. Hélio”
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By Pablo de Assis on 25/10/2011
Em nosso quinto episódio do PsicoLog Podcast, eu disponibilizo a gravação de uma palestra que proferi para as turmas de Comunicação Social das Faculdades OPET de Curitiba da professora Carla Rizzotto, minha colega do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem. Ela, em sua disciplina de Psicologia e Comunicação, pediu que falasse sobre Psicologia Analítica. Então preparei essa fala sobre alguns conceitos dessa abordagem teórica e como podemos aplicá-la à comunicação. Mas independente de área, aqui podemos ver como podemos aplicar esse conhecimento psicológico em outras áreas do conhecimento.
Duração: 57 minutos
Mandem E-mails
Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem será muito bem-vinda!
Assinem o feed
Se você quiser, você pode baixar este e todos os episódios do PsicoLog Podcast assinando o nosso novo feed pelo seu agregador de feeds favorito, copiando o endereço http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/. Caso você tenha o iTunes instalado e quer assinar diretamente no iTunes, basta clicar neste link: itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/.

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By Pablo de Assis on 14/10/2011
Talvez um dos temas mais recorrentes nas histórias seja o mito da jornada do herói. Ele aparece desde filmes até os contos de fadas. Como toda narrativa de herói, o conto de fadas vai apresentar o seu protagonista. Esse protagonista pode ser homem ou mulher, herói ou heroína. Vale lembrar que nos mitos clássicos, a jornada é sempre do herói e nunca da heroína, justamente porque essas culturas apresentam elementos mais patriarcais.
Já nos contos de fadas, além de serem mais universais e estarem além (ou aquém) das divisões entre masculino e feminino – e por mais que os contos respeitem essas questões na delimitação de seus personagens – a figura feminina é mais valorizada, talvez por influência celta, dando assim uma oportunidade para o surgimento de heroínas. Mas mesmo assim é interessante percebermos como existem ligeiras diferenças nas narrativas das históricas clássicas de heróis e dos contos de heroínas, como Cinderela ou Chapeuzinho Vermelho. Tanto o herói quanto a heroina passam pelos mesmos passos, mas ambos terminam a jornada de forma diferente.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Os Contos de Fadas e o Caminho do Herói”
Posted in Arte e Mitologia | Tagged branca de neve, chapeuzinho vermelho, contos de fada, herói, heroína, jornada do herói, mitologia |
By Pablo de Assis on 13/10/2011
Uma das questões que mais me incomoda quando falamos sobre ciência é sobre a definição e origem dos diferentes nomes das ciências. Muitas pessoas acham que o nome é irrelevante, pois “uma rosa sob outro nome teria o mesmo perfume”, como disse Shakespeare em Romeu e Julieta. Essa inclusive é uma discussão no livro O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Mas o nome é importante sim, principalmente para saber diferenciar e identificar as coisas.
Durante muito tempo, os nomes eram vistos como extensões da alma. Tanto é que atribuir um nome a algo era atribuir uma alma a isso. Não é à toa que no relato bíblico da criação do mundo Deus dá ao homem a tarefa de dar nome aos animais. Dessa forma, não só os animais poderiam ser identificados, mas também o homem seria como Deus, pois ele estaria atribuindo alma e sendo criador também. E, ao negligenciarmos os nomes, estamos negligenciado a alma das coisas, sua essência.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Logoslogia”
Posted in Curiosidades, Filosofia e Epistemologia | Tagged bíblia, ciência, epistemologia, grego, logos, nome, nominalismo, Psicologia, realismo |
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