By Pablo de Assis on 25/01/2012
Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do podcast ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia – produtores e consumidores – conseguimos imaginar dela e criar com ela. A minha base de partida foram os trabalhos já realizados sobre o imaginário do rádio, dentro de uma área de pesquisa do imaginário.
Então, baseado nessas pesquisas resolvi imaginar o podcast. Quais seriam suas características e potenciais? Como podemos imaginar sua produção? E o principal: onde poderemos chegar com essa mídia? Essa é a base da minha pesquisa. E o artigo que publiquei no final do ano passado, no nº 9 da revista Comunicologia da Universidade Católica de Brasília, trata um pouco sobre esse tema, focando mais nos trabalhos clássicos sobre imaginário do rádio e como isso se relaciona com o podcast. Para quem se interessar, aqui vai o resumo:
Este artigo propõe visualizar o imaginário do podcast a partir dos estudos clássicos do imaginário do rádio. Como ambos se assemelham pela transmissão de áudio à distância, existem elementos de comparação. Ao mesmo tempo, encontram-se elementos de diferenciação. Baseado em Bachelard, Arnheim e McLuhan e seus interlocutores, constrói-se a relação do rádio e do podcast com o inconsciente, a visualidade e a tecnologia. Conclui-se que ao se perceber o imaginário do podcast consegue-se visualizar suas potencialidades e possibilita-se imaginar o que há de único no podcast.
Caso você tenha se interessado e queira baixar e ler o artigo na íntegra, basta baixar no link ao final do texto. E, se você for acadêmico e quiser citá-lo, fique à vontade!

O Imaginário do Áudio e o Podcast:
Download (9)
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By Pablo de Assis on 12/01/2012
Originalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis. Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente as consequências dos diferentes comportamentos, os bons e os maus. Porém, muitas das histórias não apresentavam sequer alguma veia de moralidade. Então, durante boa parte da Idade Média, os contos de fadas eram bastante populares – em vários sentidos.
No final da idade média, as fadas aparecem nas histórias arturianas, na figura de Viviane e Morgana e ainda no romance francês Melusine, do século XIV, que contava a história de uma criatura feminina sedutora e originária das águas. A força maior dos contos nessa época, porém, estava nas histórias de amor romântico. Foi nessa época, por exemplo, que surgiram outras histórias como Tristão e Isolda e O Segredo de Áquila, histórias que possuem todos os elementos de contos de fadas, cujo tema principal é justamente a história de amor.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Os Contos de Fadas Através da História”
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By Pablo de Assis on 09/01/2012
Geralmente não respondo os comentários deixados em meu blog – somente alguns que merecem minha atenção. Deixo os comentários abertos para que meus leitores discutam e não gosto de encerrá-los com minhas ideias: prefiro deixá-las aberta para o benefício e discussão de todos. Mas leio todos, inclusive uso-os para ter ideias de novos artigos.
Porém, hoje recebi um comentário em meu blog no artigo que mostrava os riscos da terapia cognitivo-comportamental que veio carregado por algumas acusações relativamente pesadas. Por isso, dou-me ao direito aqui de responder cada um dos pontos levantados, mas antes gostaria de levantar alguns pontos sobre o meu texto que acredito foram ignorados pela leitura de meu crítico, o Dr. Hélio.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Resposta ao Dr. Hélio”
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By Pablo de Assis on 25/10/2011
Em nosso quinto episódio do PsicoLog Podcast, eu disponibilizo a gravação de uma palestra que proferi para as turmas de Comunicação Social das Faculdades OPET de Curitiba da professora Carla Rizzotto, minha colega do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem. Ela, em sua disciplina de Psicologia e Comunicação, pediu que falasse sobre Psicologia Analítica. Então preparei essa fala sobre alguns conceitos dessa abordagem teórica e como podemos aplicá-la à comunicação. Mas independente de área, aqui podemos ver como podemos aplicar esse conhecimento psicológico em outras áreas do conhecimento.
Duração: 57 minutos
Mandem E-mails
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By Pablo de Assis on 14/10/2011
Talvez um dos temas mais recorrentes nas histórias seja o mito da jornada do herói. Ele aparece desde filmes até os contos de fadas. Como toda narrativa de herói, o conto de fadas vai apresentar o seu protagonista. Esse protagonista pode ser homem ou mulher, herói ou heroína. Vale lembrar que nos mitos clássicos, a jornada é sempre do herói e nunca da heroína, justamente porque essas culturas apresentam elementos mais patriarcais.
Já nos contos de fadas, além de serem mais universais e estarem além (ou aquém) das divisões entre masculino e feminino – e por mais que os contos respeitem essas questões na delimitação de seus personagens – a figura feminina é mais valorizada, talvez por influência celta, dando assim uma oportunidade para o surgimento de heroínas. Mas mesmo assim é interessante percebermos como existem ligeiras diferenças nas narrativas das históricas clássicas de heróis e dos contos de heroínas, como Cinderela ou Chapeuzinho Vermelho. Tanto o herói quanto a heroina passam pelos mesmos passos, mas ambos terminam a jornada de forma diferente.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Os Contos de Fadas e o Caminho do Herói”
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By Pablo de Assis on 13/10/2011
Uma das questões que mais me incomoda quando falamos sobre ciência é sobre a definição e origem dos diferentes nomes das ciências. Muitas pessoas acham que o nome é irrelevante, pois “uma rosa sob outro nome teria o mesmo perfume”, como disse Shakespeare em Romeu e Julieta. Essa inclusive é uma discussão no livro O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Mas o nome é importante sim, principalmente para saber diferenciar e identificar as coisas.
Durante muito tempo, os nomes eram vistos como extensões da alma. Tanto é que atribuir um nome a algo era atribuir uma alma a isso. Não é à toa que no relato bíblico da criação do mundo Deus dá ao homem a tarefa de dar nome aos animais. Dessa forma, não só os animais poderiam ser identificados, mas também o homem seria como Deus, pois ele estaria atribuindo alma e sendo criador também. E, ao negligenciarmos os nomes, estamos negligenciado a alma das coisas, sua essência.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Logoslogia”
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By Pablo de Assis on 07/10/2011
Não é um conto, não é uma história, mas é baseado em fatos reais. Este foi um sonho que eu tive faz muitos e muitos anos. Eu devia ter no máximo seis anos de idade. Mas é um sonho que me persegue até hoje. Depois que o sonhei, nunca mais voltei a sonhá-lo, mas nunca mais me esqueci desse sonho…
Não sei se é o sonho mais antigo que tive do qual me lembro, pois tenho lembranças de outros sonhos da mesma época. Mas esses outros sonhos não voltam em diferentes formas para me assombrar. De certa forma, isso pode ser bastante comum, pois os sonhos revelam muito da nossa personalidade e da nossa vida, não só do que estamos vivemos ou do que vivemos antes, mas também do que podemos e vamos viver. Não estou aqui fazendo referência aos sonhos premonitórios, mas sim aos sonhos prospectivos.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Fantasmas na escada”
Posted in Contos e Ensaios, Psicologia dos Sonhos | Tagged desafios, enfrentar, escada, fantasmas, premonição, sonho, sonho prospectivo |
By Pablo de Assis on 05/10/2011
Após iniciarmos nossa jornada pelo mundo dos contos de fadas, é interessante conhecermos melhor quem são esses seres fantásticos que dão nome a todo esse gênero literário, as Fadas.
A palavra “fada” vem do latim fatum, que signfica “destino, fatalidade, fado”. As fadas seriam então forças da natureza capazes de interferir no destino das pessoas. A origem das fadas é das culturas celta, germânica, nordico e anglo-saxã, onde supostamente seriam as fêmeas dos elfos, ou representantes femininas de forças da natureza ou de diferentes elementos da natureza, às vezes relacionadas aos elementos da terra, do fogo, do ar e da água e outras vezes ainda relacionadas aos seres elementais.
Dessa forma, as fadas se apresentam como mulheres belas capazes de ajudar ou prejudicar, guiar ou seduzir o caminho de um herói. Devido à influência do cristianismo, muitas vezes as fadas são relatadas como bruxas ou ainda demônios.
Na cultura greco-romana, a relação com as fadas estaria na figura das ninfas, que são divindades da natureza. Também teriam relação com as Moiras, que seriam três irmãs que teceriam o destino dos humanos e dos deuses. Vale ressaltar que, por mais que exista uma analogia arquetípica entre as fadas e as ninfas, elas não são parentes.
Quer saber mais? Clique aqui e continue lendo “Um pouco sobre as Fadas”
Posted in Arte e Mitologia | Tagged contos de fadas, destino, elementos, fadas, idade média, medieval, mitologia, natureza, ninfa |
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