Os Contos de Fadas Através da História


Cinderela é talvez um dos contos mais antigosOriginalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis.  Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente as consequências dos diferentes comportamentos, os bons e os maus. Porém, muitas das histórias não apresentavam sequer alguma veia de moralidade. Então, durante boa parte da Idade Média, os contos de fadas eram bastante populares – em vários sentidos.

No final da idade média, as fadas aparecem nas histórias arturianas, na figura de Viviane e Morgana e ainda no romance francês Melusine, do século XIV, que contava a história de uma criatura feminina sedutora e originária das águas. A força maior dos contos nessa época, porém, estava nas histórias de amor romântico. Foi nessa época, por exemplo, que surgiram outras histórias como Tristão e Isolda e O Segredo de Áquila, histórias que possuem todos os elementos de contos de fadas, cujo tema principal é justamente a história de amor.

No Renascimento, as fadas apareceriam novamente em diversas fontes, como na peça Sonho de uma noite de verão de Shakespeare e até mesmo em Romeu e Julieta do mesmo autor. Na primeira história, as fadas aparecem como seres da floresta onde os protagonistas estão. Na última, as fadas são citadas no prólogo da peça, como musas inspiradores. Em Os Lusíadas, Camões apresenta a  “Ilha dos Amores”, que seria um resgate da Ilha de Avalon ou da terra das fadas.

Oberon e Titânia, do Sonhos de uma Noite de VerãoNo século XVIII foi escrita a tradução para o frances de As mil e uma noites, uma coletânea de contos árabes, do oriente médio e do sul da Ásia, escritas e reunidas a partir do século IX. Devido à popularidade dos contos de fadas na Europa, esses contos orientais foram muito aceitos, principalmente porque eles apresentam vários elementos místicos e comuns aos contos de fadas europeus.

No século XVII, o escritor francês Charles Perrault reescreveu vários dos contos de fadas populares, acrescentando uma moral ao final, atribuindo a eles um valor pedagógico. Os contos de fadas passaram a ter, então, um direcionamento maior para as crianças. Então, muitos dos contos originais foram mudados e inclusive conhecemos a versão de Perrault para eles, não a forma como eram contatas nos círculos mais populares.

Mamãe Ganso, ou a Dona CarochinhaFoi Perrault que escreveu os “Contos da Mãe Gansa”, com a intenção de ajudar na formação moral das meninas. Essa mãe gansa seria uma figura folclórica que contava histórias para crianças e, devido a uma prática popular de mulheres que contavam histórias enquanto teciam, a tradição passou que ela seria uma mulher, não uma gansa. Em vários países, ela ganhou outros nomes, como Carocinha, a fiadeira. Inclusive, isso faz referência à figura da mitologia africana, Anansi: uma aranha fiadeira contadora de histórias. Nos Estados Unidos e Inglaterra, ela continuou sendo a “Mother Goose” e suas traduções ganharam rima. Alguns desses contos incluem: A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Gata Borralheira (cinderela) e O Pequeno Polegar.

No início do século XIX, os estudiosos Jacob e Wilhelm Grimm fizeram uma coletânea dos contos tradicionais alemães, na tentativa de encontrar nesses contos populares alguma raiz linguística relacionada à cultura. Eles recolheram mais de 100 contos voltados a crianças e adultos, mostrando versões diferentes dos mesmos contos de Perrault. Alguns deles são: A Bela e a Fera, e João e Maria. A grande diferença entre as versões dos Irmãos Grimm e de Perrault é que a dos Irmãos Grimm está muito mais próxima da versão original, sem as modificações morais de Perrault. O intuito deles era mostrar a evolução da linguagem através dos diferentes contos, então quanto mais original, melhor.

Ainda no século XIX, na dinamarca, Hans Christian Andersen escreveu mais de 200 contos infantis, parte retirado da cultura popular, parte de sua imaginacão, contribuindo com vários contos de fadas diferentes, como A Roupa Nova do Imperador, O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Princesa e a Ervilha e Os Sapatinhos Vermelhos.

Alice no País das MaravilhasNo final do século XIX, as histórias abrem mão do sobrenatural e abraçam o absurdo. São histórias como Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll e Pinóquio, de Carlo Collodi. Este apresenta não só um boneco que quer ser gente que tem amigos animais e um grilo falante como consciência, mas a Fada Azul, capaz de conseder desejos. Sobre os absurdos do conto de Carroll, nem precisamos comentar, certo?

Chegando no século XX, esses mesmos contos foram traduzidos para a linguagem do cinema. Mas isso já é uma outra história…

Comments (4)

  1. sandy

    oi gente que coisa mais chata nossa coloquei. perguntas de contes de fada olha o que me aparece gente que coisa feia! não gestei gente escrevo uma coisa e me a parece outra!!!

  2. Teresa

    MUITO INTERESSANTE A MATÉRIA. CONTOS DE FADAS SÃO UM PRESENTE PARA A NOSSA ALMA, NOSSA PSIQUÊ.

  3. MONICA

    POISE MINHA PROFESSORA PEDIU HISTORIAS DE CONTOS DE FADAS ISSO E INFANTIL

  4. Franklin

    achei legal e consegui tirar uma boa nota em história

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