Resposta ao Dr. Hélio


Resposta a um comentário deixado no meu blogGeralmente não respondo os comentários deixados em meu blog – somente alguns que merecem minha atenção. Deixo os comentários abertos para que meus leitores discutam e não gosto de encerrá-los com minhas ideias: prefiro deixá-las aberta para o benefício e discussão de todos. Mas leio todos, inclusive uso-os para ter ideias de novos artigos.

Porém, hoje recebi um comentário em meu blog no artigo que mostrava os riscos da terapia cognitivo-comportamental que veio carregado por algumas acusações relativamente pesadas. Por isso, dou-me ao direito aqui de responder cada um dos pontos levantados, mas antes gostaria de levantar alguns pontos sobre o meu texto que acredito foram ignorados pela leitura de meu crítico, o Dr. Hélio.

Primeiro, comecei meu texto já dizendo que meus argumentos para falar dos riscos da TCC são de base epistemológica, metodológica e política e que gostaria que as críticas recebidas por meus interlocutores também viessem por essas bases. Em momento algum acusei algum psicólogo ou médico específico, somente apontei para comportamentos questionáveis tanto de psicólgos quanto de médicos.

Tenho que admitir que nem todos os críticos são assim...Esperava, ao escrever este artigo, receber críticas pois admito não saber de tudo e provavelmente algum praticamente da terapia cognitivo-comportamental pudesse me esclarecer todos os meus pontos levantados. Mas também esperava que essas criticas fossem construtivas e apontassem os problemas dos meus argumentos. Tudo isso porque estava tentando seguir uma máxima que aprendi quando mais jovem, “Pessoas grandes discutem ideias, pessoas pequenas discutem outras pessoas”, e que tento usar em todos os meus argumentos: sempre discuto as ideias e não as pessoas que as têm, pois quando começo a falar sobre as pessoas eu mostro que não compreendo as ideias.

Lamento meu artigo não satisfazer a todos os leitures, mas essa é a minha opinião e ela está fundamentada em ideias. Já as críticas que recebi do “Dr. Hélio”, ao contrário, não me parecem estar fundamentadas – como veremos adiante. Então, vamos lá responder a cada uma delas. Se me permite, gostaria de comentar cada uma de suas frases, assim meus leitores poderão ver por completo esse comentário:

Estimado colega de profissão, (será?)

Será? Não sei qual é a sua profissão, pois você não se apresentou. Imagino que ao se nomear como “Doutor” Hélio, você deve ser formado e ter seguido carreira acadêmica e feito doutorado. Se sim, gostaria de saber qual foi sua linha de pesquisa e área de formação, até mesmo para ter uma base dos fundamentos do meu interlocutor, para tentarmos falar uma mesma língua. Mas se você não fez doutorado e se chama “doutor” por trabalhar na área da saúde – por ser médico ou psicólogo -, então seu titulo foi outorgado por seus clientes, não por seus pares. Realmente espero que você tenha feito doutorado e adoraria saber qual foi sua tese defendida!
Patético é sinônimo de "triste" ou "emotivo".

Nunca vi comentários mais patéticos em toda minha vida.

Todos os meus argumentos são patéticos? Mas como eles são patéticos? Eles te fazem chorar? Admito que ver uma classe de psicólogos deixando de criticar sua área e questionar suas bases para se submeter à classe dos médicos é realmente triste, patético. Mas não vejo como meus outros argumentos se encaixam nessa definição. Teria como ser mais claro? E aposto de esse “em toda a sua vida” tenha sido uma hipérbole mal-colocada, pois garato que “em toda a sua vida” você tenha encontrado argumentos mais patéticos que os meus…

Você não tem ideia do que seja a psicologia!

Sim, tenho uma boa ideia do que seja a psicologia e, modéstia à parte, tenho muitas ideias do que seja a psicologia, muito mais do que muito psicólogo como os que critico nesse artigo, que se prendem às técnicas e não compreendem as teorias, histórias, métodologias e epistemologias.

Seus argumentos são baseados em loucuras psicanalíticas, que diga-se de passagem, está muito longe de ser psicologia.

Eu concordo em partes com essa frase. Concordo que a psicanálise está longe de ser psicologia. Psicanálise é psicanálise e é um saber diferente da psicologia. Mas tenho que discordar em dois pontos: primeiro, que psicanálise é uma loucura. Posso não concordar com esse ponto-de-vista e preferir outras teorias psicológicas, mas admito que a psicanálise é um saber válido como outros saberes constituídos, com teorias, bases epistemológicas e fundamentos para suas práticas e métodos.

Outro ponto que discordo é que meus argumentos se baseiam em teorias psicanalíticas. Na realidade, esses argumentos – como havia dito antes – se baseiam em epistemologia da psicologia, metodologia da psicologia, história da psicologia e política da área da saúde. Inclusive, acredito que grande parte do meu argumento está sobre as bases epistemológicas e metodológicas das teorias comportamental e cognitiva! Eu só cito a psicanálise como forma de “apoio” histórico e nada mais. Não sei de onde você tirou que meus argumentos se baseiam na psicanálise. Poderia me mostrar?

Qualquer pipoqueiro pode ser psicanalista!

Já imaginaram um pipoqueiro psicanalista?Contanto que esse pipoqueiro tenha formação superior, claro! Mas qualquer sociedade de formação de psicanálise só aceitam profissionais com título superior reconhecido pelo MEC. Se um profissional de nutrição trabalhar como pipoqueiro quiser ser psicanalísta, ele pode. Mas não são todos os pipoqueiros que fizeram faculdade. Então nem todo o pipoqueiro pode ser psicanalista. Mas, uma coisa é ser psicanalista, outra é ele trabalhar como psicoterapeuta ou analista: isso é prerrogativa legal somente de psicólogos e médicos.

A psicanálise não é reconhecida pelo ministério da educação do Brasil, muito menos da França.

Aqui, tenho que discordar. A psicanálise tanto é reconhecida pelo ministério da educação do Brasil que o próprio MEC exige que os cursos de formação de psicólogo tenham em suas grades curriculares conteúdo de psicanálise. Além disso, o MEC também aprova, sanciona e reconhece cursos de mestrado e doutorado com fundamentação psicanalítica. Na França, infelizmente não conheço a legislação de educação, porém tenho vários amigos psicanalistas que fizeram suas pós-graduações strictu sensu naquele país, inclusive na Universidade de Sorbonne, uma das mais prestigiadas instituições de ensino francês. Então acredito que o ministério da educação do país do psicanalista Jacques Lacan reconheça a psicanálise sim. Mas isso é só uma hipótese.

Mas o que a França tem a ver com tudo isto mesmo?

Um terapeuta junguiano nada mais é do que um massagista sexual frustrado.

Devo admitir que já ouvi várias críticas aos terapeutas junguianos, como sendo místicos, bruxos, astrólogos de consultório, usuários de florais e homeopatia, praticantes de terapias alternativas, leitores de tarô, mas nunca havia ouvido um junguiano chamado de “massagista sexual frustrado”. O mais interessante são os argumentos que o Dr. Hélio utiliza para falar sobre isso na próxima frase!

Falo frustrado, porque se você observar tais terapeutas, os mesmos são bizarros fisicamente, mentalmente e com certeza têm um minúsculo falo.

Este é o ponto dos argumentos que gostaria de evitar: falar sobre pessoas. O meu artigo original falava sobre ideias, argumentos e críticas epistemológicas e políticas. Já meu interlocutor, o Dr. Hélio, vem falar sobre a aparência física dos junguianos e da agilidade mental dos mesmos, além de querer utilizar o tamanho do órgão sexual masculino – o falo, eufemismo para pênis – como ponto de referência.

Wilhelm Reich falava sobre as posturas corporais como aspectos psicológicos.Aqui já vejo vários problemas. O primeiro deles é que conheço muitos junguianos realmente atraentes e a maioria dos junguianos que conheço são mulheres e se dão muito bem com sua feminilidade a ponto de não se importarem com o fato de não terem um pênis! O que acho mais interessante é que esse tipo de argumento “fálico” é de base psicanalítica, a mesma base criticada por meu interlocutor algumas frases antes, chamada de “loucura psicanalítica”.

Mas também, fazer uma leitura corporal das pessoas se aproxima bastante da “Análise caracterológica” de Wilhelm Reich. Mas não sei se existe algum carácter próprio dos junguianos, pois conheço vários de caráteres dos mais variados. Só não posso afirmar sobre o tamanho dos falos dos junguianos pois nunca saí por aí comparando o tamanho deles. Só sei que as mulheres não os possuem, por motivos biológicos. A não ser que esteja falando do aspecto simbólico do falo como representante de poder. Mas, segundo a construção do texto do Dr. Hélio, acredito que ele fazia referência ao pênis mesmo, já que a importância do simbolismo fálico é uma das teorias da “loucura psicanalítica” e acredito – por coerência contextual – que meu interlocutor não estaria utilizando como base de seu argumento a teoria que está criticando, pois assim ele estaria criticando a si mesmo.

Não consigo imaginar o nível da instituição que você diz dar aulas.

E nem precisa, pois essa informação é irrelevante para o argumento. Digo isso pois conheço aqui em Curitiba psicólogos excelentes que lecionam em instituições privadas pequenas e novas com pouco reconhecimento, ao mesmo tempo em que conheço verdadeiras “portas” psicológicas – duras, de pouco movimento e geralmente fechadas – que me envergonham de ser da mesma classe profissional, que lecionam nas melhores instituições federais do país e inclusive na pós-graduação strictu senso das mesmas. O mesmo, tenho certeza, acontece em todas as universidades brasileiras. Ou seja, um ponto irrelevante para a argumentação.

Tampouco imagino onde você tenha se formado.

Novamente, irrelevante para uma boa discussão. Em que ponto a discussão de ideias passou a ser sobre o meu currículo? Mas, para que esses ânimos se resolvam – pois aparentemente o currículo parece ter mais importância que boas ideias -, basta dizer que sou formado pela Universidade Federal do Paraná, que é reconhecida como uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil.

Você diz também ter MBA em RH. Nossa!!!

Sim, é o título que recebi após terminar a minha pós-graduação. Sinceramente não gosto muito do “MBA” pois ele não é verdadeiro. Um MBA nos Estados Unidos é um mestrado na área de administração, mas aqui nada mais é do que um detalhe estético nos nomes de cursos de pós-graduação em praticamente qualquer área – que acaba não dizendo nada. Mas enfim…

Se você não sabia, o RH é uma área da administração.

Sim, eu sei que “Recursos Humanos” é um sistema de trabalho da administração – e como você bem notou, tenho um MBA nessa área – que também é trabalhado por psicólogos. É uma das inter-áreas do saber psicológico. Fiz esse curso justamente porque tenho interesse na psicologia na área do trabalho e nos aspectos administrativos das organizações de trabalho que influenciam diretamente a vida dos funcionários. Meu interesse não é somente clínico, mas organizacional também.

O papel do psicólogo é apenas fazer perguntinhas imbecís e acreditar que está selecionando alguém… e o pior, normalmente eliminar quem seria o mais indicado para a função.

Esta talvez seja a minha frase favorita de todo o comentário! Isso porque existe tanta informação em uma pequena frase. Vamos por partes…

RECRUTAMENTO: Atualmente não temos nada na área de pilhagem. Você consideraria algo na área de recursos humanos?

RECRUTAMENTO: Atualmente não temos nada na área de pilhagem. Você consideraria algo na área de recursos humanos?

Primeiro, o papel do psicólogo que trabalha com recursos humanos vai além do processo de “seleção” de pessoal. Classicamente, o sistema de Recursos Humanos se divide em vários subsistemas, como recrutamento, seleção, contratação, treinamento, desenvolvimento pessoal, clima organizacional, resolução de conflitos, desligamento, entre outros. Eu, particularmente, me interesso principalmente na área de desenvolvimento pessoal e organizacional.

Agora, essa afirmação de um psicólogo em um processo de seleção somente fazer “perguntinhas imbecís” (sic – vale lembrar que “imbecis”, plural da palavra “imbecil”, não leva acento por ser uma oxítona terminada em i) e “normalmente eliminar quem seria o mais indicado para a função” me parece, nas entrelinhas, como um relato pessoal, de uma frustração de ter sido eliminado em um processo de selecção. Eu sei que não iria falar sobre as pessoas. Mas os argumentos aqui do Dr. Hélio já saíram do campo das ideias faz algum tempo e não tenho como contestar argumentos pessoais com respostas ideais. Sugiro, Dr. Hélio, que procure mais informações sobre o papel do psicólogo nas empresas e no trabalho com recursos humanos. Quem sabe você possa descobrir os motivos por trás dos processos de seleção de pessoal e de todos os outros trabalhos exercidos pelos psicólogos.

E finalmente, foi essa frase que me entregou que meu interlocutor, o Dr. Hélio, não é um psicólogo formado, pois se fosse, teria estudado ao menos um semestre de Psicologia Organizacional ou algo semelhante, como “Psicologia do Trabalho” ou até mesmo “Psicologia Industrial”, ensinada até meados da década de 80. E como ele se chama de “Doutor”, acredito que ele seja um profissional da medicina – possivelmente da área da psiquiatria, área mais afim com a psicologia. Mas, novamente, isso é pura especulação, pois ele pode ser um pedagogo com doutorado em nutrição, por exemplo!

A população, seja ela leiga ou científica, não acredita na psicologia porque existem pseudo-profissionais iguais a você.

E assim termina-se a argumentação de meu interlocutor: com uma ofensa pessoal. Fui chamado de “pseudo-profissional”, ou de um “falso profissional”, dizendo que são os “pseudo-profissionais” como eu que tiram o crédito da psicologia. Sem querer comentar sobre a índole ou credenciais do Dr. Hélio (que, se não tiver defendido uma tese de doutorado seria um “pseudo-doutor”), quero aqui somente comentar o argumento de que a incredulidade da população com relação à psicologia se dá justamente por profissionais (ou “pseudo-profissionais”) como eu: isso é justamente o contrário do meu argumento, que os profissionais que dão o descrédito para a psicologia são aqueles que não questionam, não criticam, não apresentam argumentos válidos e só respondem aos saberes dos outros sem olhar para seus pacientes.

Aqui tenho que me retratar pois não são somente os que trabalham com TCC que fazem isso: qualquer psicólogo independente da abordagem está sucessível a ser assim. Inclusive conheço junguianos assim, o que me é realmente patético.

Este é um retrato da saúde mental...Infelizmente não consegui atrair um interlocutor que me apresentasse argumentos dignos de um bom debate intelectual. Infelizmente atraí um “Doutor” que precisou atacar a índole de seu interlocutor para se fazer ouvir, sem apresentar nenhum dos argumentos que havia pedido: epistemológicos, metodológicos ou políticos, limitando-se a afirmar que os meus argumentos eram “patéticos”.

Mas felizmente são argumentos assim que me dão a oportunidade de mostrar para meus leitores a quantas anda a realidade da psicologia e do trabalho com saúde mental no Brasil. Felizmente, são comentários como esse que me dão forças para continuar estudando e aprendendo mais sobre psicologia. Curiosamente, foi um comentário como esses feitos a mim enquanto eu era um estudante de psicologia navegando por fóruns pela internet – há muitos anos, antes dos tempos das redes socials – que me motivou a pesquisar e me aprofundar cada vez mais em áreas como epistemologia e filosofia, áreas do conhecimento que nos ajudam a compreender os fundamentos das nossas ideias e práticas profissionais.

E se esse comentário puder nos dar uma lição ou algo para aprender é que quando queremos questionar ideias devemos utilizar ideias e não devemos recorrer a ataques pessoais, pois esses só nos mostram o quanto somos frágeis naqueles. O Dr. Hélio nos mostrou o quão pouco ele conhecia (utilizo o verbo no passado, pois espero que agora ele conheça um pouco mais) a psicologia e, provavelmente por se sentir pessoalmente atacado pelas ideias apresentadas – especulo aqui que ele seja um psiquiatra que trabalhe ou recomenda a TCC para seus clientes, mas isso é só especulação minha (pois ele muito bem pode ser um pedagogo com doutorado em nutrição que foi recusado num processo de seleção provavelmente por um estagiário e procurou uma TCC para resolver seus traumas pessoais e obteve sucesso e se identificou com a TCC: não temos como saber ao certo sem que ele nos diga) – e sem ter argumentos epistemológicos, metodológicos ou políticos para apresentar aos meus, ele preferiu partir para ataques pessoais, fugindo do tema e falando sobre o autor. Ocorreu uma identificação com as ideias, como se ele fosse as ideias atacadas. É interessante perceber que esse comentário pode ser colocado em qualquer contexto desde blog, não necessariamente no artigo comentado.

Um belo sorriso de agradecimentoMuito obrigado pelo comentário!E é aqui que eu deixo o meu “MUITO OBRIGADO” ao Dr. Hélio por dar-me essa oportunidade de contra-argumentar os seus argumentos (ou a falta deles), um exercício muito interessante não só para mim mas – creio eu – para todos os meus leitores também. E espero, com toda sinceridade, que este artigo tenha servido para você também. E peço, Dr. Hélio, que tente responder às minhas perguntas e se for argumentar algo apresentado aqui que tente ater-se às ideias e não às pessoas envolvidas. Quero tentar deixar esta discussão GRANDE! Então, vamos lá às ideias?

Comments (5)

  1. Apesar de discordar de alguns pontos do seu artigo sobre a TCC (e concordar em outros), realmente não dá pra levar a sério esse tal Dr. Hélio. Me cheira a troll que não tem ideia do que está escrevendo (espero, porque se for um psicólogo de verdade… ó céus!). Mas sua resposta foi muito boa!

    • Pois é, Gabriele, todos temos direito de discordar de qualquer coisa… mas temos que saber como fazê-lo, certo?
      Aproveitando… quais são seus pontos de discordância e de concordância no meu artigo sobre TCC? Será que você poderia deixar um comentário lá falando sobre isso? Seria bem legal uma discussão saudável sobre o assunto!
      Obrigado!

  2. Maria Aparecida Fagundes

    Não sou Psicóloga nem Médica nem Pipoqueira, sou Administradora, e estudante de Psicanálise.
    Apreciei a discussão, as pessoas se perdem por não se aprofundarem nos temas . Tomar sua causa como verdade absoluta pode ser um equívoco, os pacientes (tratados como clientes) são os mais prejudicados. Sem visão holística teremos sempre show de iatrogenia.

    Abraço a todos

  3. […] em um post recente, sobre uma questão teórica da psicologia junguiana – ao contrário de outros comentários que não são tão agradáveis assim. Como eu acho que esse assunto é por demais sério para se […]

  4. […] vida. É bom discutir com pessoas esclarecidas, que sabem de onde estão falando, ao contrário de outras que me aparecem por aqui. Porém, isso não justifica que somente o seu modelo seja válido. Podemos muito bem encontrar um […]

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