Um apelo da Depressão


Parece que estamos no fundo do poço...Recebi esta carta, com o pedido que eu a publicasse no meu blog. Removi e alterei informações que levassem à identificação da pessoa, mas respeitando o pedido, publico a carta aqui na íntegra. Quero agradecer ao leitor e quero dizer que fiquei emocionado com sua história.

Olá, Pablo.

Leio e acompanho seu blog a algum tempo, sempre à distância, sem nunca comentar. Também sigo suas postagens no Formspring e tenho que dizer que suas respostas têm me ajudado muito a refletir sobre a minha condição, além das suas participações no Papo Lendário que são sempre esclarecedoras. Tenho lido e refletido muito sobre o que você vem falando e gostaria de compartilhar minha história com você. Caso possa, gostaria que publicasse ela no seu blog também, para que outras pessoas possam também conhecer um pouco do que venho passando. Se não, fico feliz em que você leia e conheça um pouco de uma pessoa que viveu algo muito penoso, mas que aprendeu muito com o sofrimento – algo que sinto ser a mensagem de muitos dos seus textos.

Há dez anos fui diagnosticado por um psiquiatra como tendo Transtorno Depressivo Maior e Transtorno de Pânico (que graças a sua explicação, aprendi que não é síndrome do pânico, rs). Naquela época eu não sabia muito bem do que se tratava. Logo em seguida, fui morar no interior, com um convite de trabalho. Acabei morando sozinho, o que não ajudou muito a minha condição.

Não sei bem como tudo aconteceu. Sei que de repente brigava muito com meus pais e com minha namorada, que acabou me largando por conta das brigas. Consegui à duras penas terminar a faculdade – e só consegui porque era uma pública. Assim que me formei, meus amigos se mudaram da cidade e eu fui morar no interior também, sem amigos. Passei um ano lá, onde cresci profissionalmente, mas me afundei pessoalmente.

O mais engraçado são as coisas que acontecem. Depois da visita do psiquiatra, ele me receitou um antidepressivo e um ansiolítico, para tomar nos momentos de crise. Depois de dois meses, senti que os remédios estavam me deixando pior do que estava sem eles. Então resolvi parar de tomá-los. Entrei em uma crise muito forte um mês depois e minha família pensou em me internar.

Foi a crise de pânico mais forte que tive. Estava em casa, arrumando as malas porque iria viajar no dia seguinte. De repente, comecei a me sentir mal, como se minha pressão estivesse caindo. Deitei e não consegui me levantar mais. Não parava de chorar, meu corpo se contorcia, quase como se estivesse possuído. Sentia formigamento nos braços e pernas e meu coração não parava de bater forte. Por um momento, pensei estar tendo um infarto e que iria morrer em breve. O mais interessante foi que a ideia de morte naquele momento não me pareceu tão ruim assim. E foi quando eu reconheci a morte naquele momento que eu fui me acalmando e o pânico passando. Isso durou mais ou menos umas duas horas.

A morte – ou a ideia de morte – me ajudou naquele momento. Era uma sensação calmante, como se meus problemas fossem terminar em breve e que tudo depois ficaria melhor. Mas ao mesmo tempo era paradoxal, porque aquela era a pior sensação que eu já senti na vida. Se morrer fosse assim, morrer era algo que eu não queria de novo. Mas não adianta só não querer, já que o pânico aparece quando você menos espera. Isso inclusive me fez pensar em voltar a tomar remédios que, por mais que me fizessem mal, não era tão ruim quanto meus ataques de pânico.

E foi assim enquanto estava morando sozinho. Minha sorte foi que eu só tinha meus ataques de pânico quando estava em casa, sozinho – que era o que mais acontecia. Nunca tive no trabalho, nem quando saia com os poucos amigos que fiz por lá ou quando ia ao mercado. Lá procurei um outro psiquiatra, expliquei o que estava acontecendo e ele renovou a receita do mesmo antidepessivo que já tinha tomado, dizendo que o antidepressivo iria tratar o meu pânico também, mas se por acaso eu sentisse que iria ter outro ataque, era pra tomar o ansiolítico no momento.

Eu levei essa vida durante um ano, tomando antidepressivo todos os dias e indo trabalhar todos os dias e em casa, quando começava a me sentir mal, tomava ansiolítico. Minha vida perdeu o sentido. Depois de quatro meses nisso, não tinha forças para sair com os poucos amigos que tinha e quando eles saiam era para beber, algo que não podia por causa dos remédios. Eu estava ficando cada vez pior. Parece que os remédios estavam me levando para longe do caminho que eu precisava ir.

Dez meses dentro desse buraco eu resolvi parar com os remédios. Conversei com o psiquiatra e ele não quis me ouvir. A solução que ele deu foi aumentar a dose do antidepressivo para eu me sentir melhor! Não queria isso e resolvi largar tudo de vez.

Foram os piores meses da minha vida. Na real, a primeira semana foi muito boa, porque me senti livre, sem a obrigação de tomar remédio. Inclusive até saí com amigos e conheci uma garota muito bacana – meu primeiro encontro amoroso desde a minha ex-namorada. Mas na outra semana, quando estava sozinho em casa, tive mais um ataque de pânico. Resolvi não sair. E no dia seguinte, tive outro. A depressão voltou muito mais forte do que em qualquer outro momento da minha vida! Mas pelo menos alguns efeitos colaterais que me incomodavam estavam indo embora, como a falta de desejo sexual.

E isso talvez me incomodou mais. Enquanto estava tomando aquela droga, não sentia desejo algum. E isso de certa forma era bom, porque como não tinha condições mentais de me relacionar com ninguém, não sentia falta. Mas depois, comecei a sentir falta e vontade, mas a depressão estava mais forte. Sentia insônia, falta de apetite, estava mais irritado com as coisas. Era horrível! Parecia que eu precisava daquela droga pra não me sentir pior. Era ruim com elas, pior sem elas.

Pensei em voltar a usar, mas me lembrei, num breve momento de lucidez durante um ataque de pânico, que essa situação era parecida com quem usa crack. No começo é bom, se sentem bem. Mas depois, eles precisam usar só pra não se sentir mal e ficar mais ou menos. Eu estava exatamente assim com os antidepressivos e ansiolíticos! Foi aí que resolvi fazer uma desintoxiação de vez.

Pedi demissão, liguei para a minha família e disse que iria voltar e que precisava de ajuda. Fiz um internamento dentro de casa. E foi horrível. Ninguém lá sabia o que fazer. Novamente, pensaram em me internar, mas como eu não queria usar mais drogas, fiquei em casa, lutando contra tudo isso. E foi muito mais difícil do que imaginei.

A grande dificuldade não era nem por conta da minha condição, mas mais por conta das coisas que aconteciam com meus pais. Eu não conseguia trabalhar e meu pai reclamava que eu estava lá só atrapalhando as coisas com minhas frescuras e que eu tinha que engolir meu orgulho e tomar o remédio pra voltar a ser produtivo. Minha mãe chorava mais do que eu quando eu estava em crise, mas eu não sabia o que fazer com eles. Simplesmente me trancava no quarto, ficava isolado, sem falar com ninguém. Não saia, não comia e perdi muito peso.

Fiquei internado no meu quarto, só com televisão e livros por seis meses. De vez em quando recebia visitas e muitas vezes pensava em me matar. Mas, diante de tudo o que já tinha vivido, eu sabia que era só uma fase e que eu precisava passar por isso.

Foi nesse período que eu entendi a depressão. Eu via tudo muito escuro, muito ruim. Só via os problemas dos outros e passei a perceber os meus problemas também. Via como eu tinha tratado mal as pessoas. Vi as brigas com a minha ex-namorada e como eram por besteira. Vi os erros que cometia no trabalho e como eu podia melhorar. E principalmente eu percebi como eu estava me limitando porque estava querendo agradar aos outros! Enquanto tentava agradar os meus pais, não fazendo-os sofrer, eu me limitava e deixava de crescer.

Percebi isso em um período que passei literalmente três semanas fechado no meu quarto. Só saía para ir ao banheiro e nessas saídas aproveitava para pegar alguma coisa para comer. Bebia água da pia. Não dormia. Não tomava banho. Não falava com ninguém. Passava a maior parte do meu tempo chorando e brigando com minha mãe quando ela tentava entrar no meu quarto. Chegou um momento que deixei até de usar roupas e mal me limpava. Foram três semanas também sem escovar os dentes.

Mas foi necessário. Cheguei no fundo do poço só para encontrar lá força para voltar. Acho que não iria conseguir perceber tudo o que percebi e, principalmente, aceitar minhas limitações se eu não tivesse vivido tudo isso. Quando tomei meu primeiro banho depois de três semanas, senti um alívio tão grande que até chorei, mas foi um choro de libertação. Pedi dinheiro para minha mãe e fui cortar o cabelo e fazer a barba.

Não vou dizer que nesse momento estava curado, mas foi a partir daí que comecei a melhorar. Sofri muito ainda. Tive algumas crises de pânico ainda, mas bem mais leves e com menos frequência. Às vezes ainda tinha alguns episódios depressivos, mas conseguia respeitar esses momentos e consegui voltar a trabalhar.

Sentia que estava desintoxicado das drogas psiquiátricas. E sentia muito minha depressão. A maioria das noites eu tinha insônia e no dia seguinte ficava irritado, cansado. Mas era melhor isso do que como estava no interior, morando sozinho e dopado de remédios.

Resolvi aprender algo novo, mudar de carreira. Conheci um professor de marcenaria e pedi ajuda para minha mãe para fazer aulas com ele. No início era uma vez por semana, mas depois de alguns meses passei a ter aulas três vezes por semanas. Além de estar aprendendo um novo ofício, era muito terapêutico. Aprendi paciência, precisão, calma, e aprendi a medir duas vezes para precisar cortar só uma vez. O melhor é que a minha vida só começou a melhorar depois disso.

Fiz um curso de design de móveis e comecei a trabalhar com móveis planejados. Fui contratado por uma empresa e eu fazia as peças mais específicas que eles não conseguiam fazer nas máquinas ou ainda fazia as personalizações que os clientes pediam. E com isso passei a ganhar muito bem, muito mais do que ganhava trabalhando em escritório no interior.

Reencontrei a minha ex-namorada de antes de me mudar, praticamente três anos depois do nosso término e ela estava recém casada com uma pessoa que ela tinha conhecido na época das nossas brigas. Ela parecia bem feliz. Naquele momento, eu pensei que a depressão ia voltar forte, já que ela tinha sido o grande amor da minha vida, mas na verdade foi uma experiência bastante libertadora. Mais um peso se soltou.

Naquela noite chorei bastante, e fisicamente sentia como se estivesse tendo outra crise depressiva. Mas eu sabia que estava bem, que naquele momento eu estava só me limpando de dentro para fora.

Depois disso, nos próximos dois anos, tive mais umas três crises de pânico e até hoje de vez em quando ainda sinto uma força muito grande me puxando pro lado depressivo da força. Mas quando isso acontece, eu deixo. E sofro. Eu choro, perco o apetite e a vontade de viver, mas isso não passa de uma noite. Comecei a perceber várias coisas desde então que acho que podem servir para ilustrar seus exemplos:

1. A depressão fica pior sempre que eu brigava com ela. Quanto mais tentava brigar com a insônia, mais forte ela ficava. Quando passei a aceitar a depressão, ela vinha, ficava um pouco e ia embora. Durante alguns momentos, sentia que ela vinha para me fazer companhia. A depressão me ajudava a refletir sobre a vida e a perceber que eu sim posso viver apesar das dificuldades que a vida me apresenta.

2. Os remédios que tomei só pioraram a minha situação. Eu efetivamente me sentia melhor com eles, mas era uma sensação estranha, de um bem-estar falso, fabricado. Não era nada comparado ao bem estar que sinto quando termino um móvel ou quando vejo um cliente satisfeito. E depois de um tempo, a dependência do remédio começou a me trazer uma sensação muito grande de impotência. Não sei se isso me afetava sexualmente, já que o remédio tirava todo o meu apetite sexual. Mas da forma impotente que me sentia não conseguindo fazer nada sem o remédio, acho que não ia conseguir fazer mais nada.

3. Terapia realmente ajuda! Depois de algum tempo tentando sozinho me organizar, comecei a fazer terapia com um psicodramatista (é assim que fala?). E com ele consegui me organizar muito melhor. Muito do que eu já sentia das minhas experiências com a depressão e tinha só algumas ideias, com ele consegui dar nome e dar cara. Minhas emoções vinham com mais clareza e comecei a respeitar muito mais a minha depressão. Durante as terapias, ainda, a depressão vinha, e passei a tratá-la como minha amiga mais íntima.

4. Sofrer não é ruim. Pode parecer ruim para os outros que não sabem sofrer, mas para mim, os momentos que estou doendo, mal, chorando, são os melhores. São momentos que a vida me mostra o que está acontecendo. São momentos onde posso reestruturar as coisas que estou fazendo errado. Pra mim, sofrer é o início da mudança necessária para viver. E, ao final, toda mudança é boa, por isso vejo o sofrimento como bom.

Hoje tenho uma vida “normal”. Faço terapia até hoje e minha vida está muito melhor do que antes. Estou namorando e imagino que em breve vou me casar. Posso dizer que desde os primeiros sintomas, fiquei uns quatro ou cinco anos em depressão. Mas foram momentos importantes para mim e acredito que a nossa sociedade com seus valores impedem que a gente aprenda as lições que aprendi com a depressão. E acho até que é por isso que existe a depressão, para que possamos aprender a sofrer e para entrarmos mais em contato com a nossa natureza e menos com o que os outros dizem que a gente tem que fazer.

Ultimamente assisti os documentários do Michael Moore e acho que você vai gostar deles. Lá eu percebi que a nossa sociedade é muito doente e não adianta nada a gente querer seguir os padrões sociais porque eles vão nos deixar mais doentes, como eu fiquei. Com certeza eu não adoeci quando estava deprimido: adoeci quando me esqueci de mim mesmo e fiquei terminal quando tomei os remédios psiquiátricos. Aprendi que a precisamos seguir os nossos caminhos e que muitas vezes nosso sofrimento é o melhor caminho para crescer.

E por isso faço aqui esse apelo, em nome da depressão: não tenham medo de viver. Depressão não é morte. Depressão é o caminho que nos leva à transformação. E para vivermos precisamos mudar, nos transformar. Não querer mudar é querer morrer. Nossa sociedade prega uma vida morta, uma vida sem mudança. Nossa sociedade quer que sejamos zumbis. A depressão é o primeiro sinal e caminho para sair disso. Uma pessoa depressiva vive intensamente seus sentimentos, emoções, pensamentos, por mais que seu corpo fique parado. Talvez seja para desacelerar um pouco o ritmo das coisas. A depressão não é vivida porque ela é o oposto do que a sociedade quer. Mas nós precisamos de outras coisas. Não adianta querer viver os valores de uma sociedade doente, porque assim ficamos mais doentes. E a depressão é o caminho para a cura. Por favor, deem uma chance pra depressão…

Pablo, quero agradecer a oportunidade de conversar com você (por mais que só unilateralmente), e peço que continue com o seu belo trabalho no seu blog. Com certeza você tem me ajudado muito e espero com este depoimento ajudar mais pessoas.

Eu é quem agradeço a oportunidade de ler este depoimento e compartilhar com meus leitores. Eu sei que fiquei emocionado com sua história e espero que outras pessoas possam apreender algo do seu exemplo e da sua vida.

Obrigado!

Comments (11)

  1. Mendes

    Poxa.. realmente me emocionou!
    Eu já tive duas crises também, mas não fui diagnosticada com nenhum tipo de doença psíquica, pois minha mãe tinha medo de me levar ao psiquiatra e eu ter que tomar remédios e ficar viciada também. Eu frequentei por 3 anos uma psicóloga, que me ajudou muito.
    E hoje também estou muito melhor. A minha sensibilidade é algo muito forte ainda, qualquer coisa me faz chorar. Mas tem uma coisa de diferente na maneira como eu encarei o sofriemento para a história do autor da carta. Ficar trancada no meu quarto, chorando, ouvindo músicas que falavam de como eu estava me sentindo ( ou seja, músicas que falvam de suicídio e dor e rejeição ), me afundava ainda mais. Até que comecei a olhar diferente. Comecei a perceber que o meu sofrimento não era maior do que o de ninguém. Que todo mundo sofre, chora , mesmo que não demontre como eu demonstrava. Comecei a ver, que se eu tivesse meus amigos perto de mim, tudo estava melhor. Que quando eu ouvia uma música alegre, eu ria. E comecei a mudar de fora para dentro. Ao me vestir melhor, ao ouvir músicas mais alegres, começou a mudar o que eu sentia. Os sintomas físicos que eu tinha ( tontura, falta de ânimo, insônia ou sono demais, falta de sono num dia, ou sono extremo ( dormia mais de 14 horas às vezes ) no outro.. Isso tudo, diminuiu. Apesar de eu ainda ter uma ansiedade muito forte e dor no peito por causa disso.
    Mas, de um modo geral.. acho que todos esses tratamentos ajudam. Até mesmo o remédio. Só que nenhum deles funciona sem a consciência do paciente. Se ele não sentir que aquilo não é real, não adianta.

  2. ELTON

    Poxa, como tem realmente caráter transformador o sofrimento e como nos identificamos com os sentimentos das pessoas enquanto narram seus tormentos e a vitória delas passa a se nossa também.

  3. ILIZABETE CORREA

    Percebi que sou diferente e hj me sinto muito bem com isso, pois, graças a essa diferença tornei-me uma mulher especial, para a vida, para os outros, para tudo… e, isso me dá um brilho diferenciadp e que ninguém pode apagar!! Convivo com a depressão todos os meus dias, e hoje… ela só me empurra para frente!!

  4. AntiDepressivoAnônimo

    Ainda não sei quais serão os resultados de minhas reflexões e decisões, após a leitura desse depoimento, mas considerarei a ideia de tratar a depressão como uma “visita”, cuja presença não me deixa à vontade nem relaxado (à exceção dos cuidados pessoais e com a aparência, que ficam, realmente, extremamente “relaxados”), mas que, com toda a certeza, até este momento, é a existência mais íntimamente ligada a mim, como indivíduo único, apontando, de forma mais sincera, precisa e sem pudor, meus defeitos, limitações e valores.

    Obrigado.

  5. Fátima Pimentel

    Boa noite, conheci esse blog a pouco tempo, estou fascinada e maravilhada com a idéias de Pablo.
    Meu nome é Fátima, estou cursando Psicologia no 3º semestre e estou me sentindo perdida, insegura de não exercer bem o que tanto admiro. Acho fantástico o curso, entretanto sinto falta dessa conversação, dessa troca de experiências de entender um pouco mais a mais do que a faculdade repassa.
    Vejo aqui uma ajuda para este entendimento e desde já agradeço!

  6. ari

    Mais um que conseguiu sair do poço sozinho, tive os mesmos problemas durante muitos anos e só quem passa por isso sabe o que é, porem para conseguir se libertar tem que ter muita força de vontade, inteligencia e coragem, por isso recomendo que quem acha que não da conta do recado que não tente e continue tomando remédios porque e muito perigoso. Mais de uma vez pensei em me matar até conseguir me libertar. Hoje aprendi que temos que passar pelo sofrimento para mudar, temos que diminuir nossas expectativas e passar a aceitar o que a vida nos impoem, temos que ser mais humildes e compreender que temos limites pois somos humanos e nos foi dado o direito de errar. Pois é caindo e levantando que se aprende a andar. Obrigado fiquem com Deus.

  7. Ale

    Não sei como me livrar desses sentimentos, trabalhei mais de 15 anos na mesma empresa que eu gostava muito e quando perdi meu emprego, perdi toda minha autoconfiança tenho medo de não conseguir mais trabalhar e ao acordar as vezes penso para que acordar mas como tenho filhos preciso me esforçar por eles.
    Comecei a terapia com psicólogo melhorei um pouco mas aida falta o brilho no olhos que sumiu.

  8. Adriana

    Olá!

    Interessante o relato do rapaz, porém receio que a depressão e o transtorno do pânico, possam levar à loucura. No real sentido da palavra! Também sofro destes dois males. E tenho ficado muito pior por estes dias. Insônia e pensamentos de morte, muita vontade de morrer, porém sem coragem para cometer um suicídio. Apenas um imenso desejo de ter um câncer ou uma doença cardíaca para não sobreviver por muito mais tempo. Estou sempre em busca de receber algum diagnóstico médico, fazendo exames, mas nunca tenho nada grave. Realmente tenho sintomas de estar doente, muita falta de ar, parestesias e tonturas que quase me derrubam às vezes. Fumo também, tem muitos anos, mas ainda assim, mesmo com tamanha falta de ar, ainda não saiu em nenhum resultado de meus exames, que tenho algo grave. Não suporto mais a faculdade que curso, agora até não falta muito para a minha formação, mas só tenho me estressado com a mesma, com alguns professores, com orientador do estágio, com colegas do curso pelo fato de me sentir um ET no meio deles, pois sou diferente demais de todos eles, o oposto mesmo. Tenho um estilo que não se enquadra ao deles, o deles é bastante sitiante, então até me isolam, não andam comigo em intervalos, embora não me tratem mal, aí me sinto muito sozinha na faculdade. Se eu pudesse, pagaria pra faltar mais na faculdade e principalmente no estágio. Minha casa está sempre uma zona, tudo desorganizado, não tenho mais ânimo para fazer faxinas. Só não tenho preguiça de ir à academia e malhar.

    Choro constantemente, me sinto muito mal, é uma tristeza imensa. Sou casada (sem filhos) e meu casamento tem sido meio aberto, mais por decisão minha mesma, então tenho alguns casinhos, até porque sinto muita necessidade de sair da rotina muitas vezes, pois me sinto muito entediada em meu casamento e meu esposo e eu, temos brigado demais (e por qualquer motivo torpe, enfim, por meras bobagens), embora eu seja apegada a ele, mas à cada vez que saio com outro, o prazer é apenas momentâneo (como se fosse um efeito de uma droga), e a tristeza logo já volta e vem com tudo, porém ficar com outra pessoa às vezes é como se fosse para mim, uma válvula de escape para essa agonia toda que sinto, essa tristeza tão grande e esse vazio. Viver tem sido para mim, um fardo muito pesado de carregar. Constatei por estudos, que sofro de transtorno bipolar do humor, só que ultimamente, estou mais é deprimida mesmo, muito deprimida e isso tem sido horrível. Parece que não conseguirei suportar. Eu já não sei mais o que fazer. Não consulto com psicólogo ou com psiquiatra, porque não confio que possam realmente me ajudar e o meu transtorno do pânico me faz temer aos próprios remédios (psicotrópicos). Só sei que ando muito mal. Me sinto incapaz de ainda me tornar a profissional que almejo ser, para o que estudo e me sinto um lixo humano por parecer que somente eu ainda não tenho uma profissão com a qual eu tenha meu próprio dinheiro. Mas minha depressão, eu sei não ser somente por isso. Ela não tem explicação ou talvez tenha, de maneira inconscientemente, um acúmulo de razões que me deixam muito para baixo e do nada começo a chorar e me sinto cansada de tudo, cansada de viver. Apesar que passei a ter depressão mais elevada, acredito ter sido pela faculdade, pelo tamanho estresse que passo com a mesma. É como se eu ainda estivesse a cursando, obrigada.

    À essa hora, eu já deveria estar dormindo, mas se eu for me deitar, sei que não consigo. Sempre fui bipolar, então com momentos de depressão, só que tem 3 dias que a depressão está terrível, muito mais forte que em qualquer outro momento que já a tive. Tem chovido sem parar e isso é algo que contribui para que eu fique ainda pior. Espero que logo isso passe, enfim, que eu melhore. Nunca me senti tão mal como tenho me sentido e meu esposo está viajando, sozinha em casa sem ter o que fazer, parece que tem contribuído com essa extrema angústia, ainda bem que logo ele chega. É aflição demais. Ontem ao tentar dormir, tive crise de pânico e entrei em desespero, mas sentindo algo que antes nunca havia sentido: uma sensação de que iria enlouquecer. Sofro de transtorno do pânico tem muitos anos, desde o início de minha adolescência. Já tenho 30 e poucos anos. Acho que preciso aprender a lidar com isso, descobrir o lado positivo da depressão, como disse o rapaz do relato aí. Quem sabe em meu caso, se eu voltar a escrever poemas. Quem sabe!

  9. Adriana

    Uma correção a um pequeno trecho de meu texto aí: “Ela não tem explicação ou talvez tenha, de maneira inconsciente”***.

  10. Adriana

    Olá. Bom dia!

    Tentando postar meu comentário novamente, devido a um erro de digitação pelo fato de ter digitado depressa o texto já enviado e também porque neste acrescentei mais alguns detalhes. Peço que por gentileza, quando dono deste blog for publicar meu comentário anterior, que publique este ao invés dos anteriores que enviei, pois este está editado tal trecho e acrescentado o que faltara:

    Interessante o relato do rapaz, porém receio que a depressão e o transtorno do pânico, possam levar à loucura. No real sentido da palavra! Também sofro destes dois males. E tenho ficado muito pior por estes dias. Insônia e pensamentos de morte, muita vontade de morrer, porém sem coragem para cometer um suicídio. Apenas um imenso desejo de ter um câncer ou uma doença cardíaca para não sobreviver por muito mais tempo. Estou sempre em busca de receber algum diagnóstico médico, fazendo exames, mas nunca tenho nada grave. Realmente tenho sintomas de estar doente, muita falta de ar, parestesias e tonturas que quase me derrubam às vezes. Fumo também, tem muitos anos, mas ainda assim, mesmo com tamanha falta de ar, ainda não saiu em nenhum resultado de meus exames, que tenho algo grave. Não suporto mais a faculdade que curso, agora até não falta muito para a minha formação, mas só tenho me estressado com a mesma, com alguns professores, com orientador do estágio, com colegas do curso pelo fato de me sentir um ET no meio deles, pois sou diferente demais de todos eles, o oposto mesmo. Tenho um estilo que não se enquadra ao deles, o deles é bastante sitiante, então até me isolam, não andam comigo em intervalos, embora não me tratem mal, aí me sinto muito sozinha na faculdade. Se eu pudesse, pagaria pra faltar mais na faculdade e principalmente no estágio.

    Minha casa está sempre uma zona, tudo desorganizado, não tenho mais ânimo para fazer faxinas. Só não tenho preguiça de ir à academia e malhar. Choro constantemente, me sinto muito mal, é uma tristeza imensa. Sou casada (sem filhos) e meu casamento tem sido meio aberto, mais por decisão minha mesma, então tenho alguns casinhos, até porque sinto muita necessidade de sair da rotina muitas vezes, pois me sinto muito entediada em meu casamento e meu esposo e eu, temos brigado demais (e por qualquer motivo torpe, enfim, por meras bobagens), embora eu seja apegada a ele, mas à cada vez que saio com outro (o que é somente muito esporadicamente), o prazer é apenas momentâneo (como se fosse um efeito de uma droga), e a tristeza logo já volta e vem com tudo, porém ficar com outra pessoa às vezes é como se fosse para mim, uma válvula de escape para essa agonia toda que sinto, essa tristeza tão grande e esse vazio. Viver tem sido para mim, um fardo muito pesado de carregar. Constatei por estudos, que sofro de transtorno bipolar do humor, só que ultimamente, estou mais é deprimida mesmo, muito deprimida e isso tem sido horrível. Parece que não conseguirei suportar. Eu já não sei mais o que fazer.

    Não consulto com psicólogo ou com psiquiatra, porque não confio que possam realmente me ajudar e o meu transtorno do pânico me faz temer aos próprios remédios (psicotrópicos). Só sei que ando muito mal. Me sinto incapaz de ainda me tornar a profissional que almejo ser, para o que estudo e me sinto um lixo humano por parecer que somente eu ainda não tenho uma profissão com a qual eu tenha meu próprio dinheiro. Mas minha depressão, eu sei não ser somente por isso. Ela não tem explicação ou talvez tenha, de maneira inconsciente, um acúmulo de razões, uma série de fatores que me deixam muito para baixo e do nada começo a chorar e me sinto cansada de tudo, cansada de viver. Apesar que passei a ter depressão mais elevada, acredito ter sido pela faculdade, pelo tamanho estresse que passo com a mesma. É como se eu ainda estivesse a cursando, obrigada. Eu realmente DETESTO ir para a faculdade, detesto aquele ambiente e ter de conviver com aquelas pessoas todas tão diferentes de mim. E talvez eu já deteste não tanto pelo fato daquelas pessoas serem o meu oposto, mas pela própria depressão mesmo, sinto extrema necessidade de me isolar das pessoas. Questiono isso porque apenas a chegada de vizinhos do condomínio onde moro, ao abrirem portas, saindo ou entrando, já me deixa muito irritada, estressada. Talvez então, eu seja antissocial e justamente por isso, conviver com as pessoas na faculdade diariamente tem me sido um transtorno, um inferno! Aí ser antissocial seria uma característica da própria depressão? Detesto visitas em casa, não convido ninguém para vir me visitar e também não gosto de fazer visitas a ninguém. No máximo, só gosto de receber visitas de meus familiares e de visitá-los também. Porém sou muito comunicativa em redes sociais, curto interagir com as pessoas virtualmente. Só não curto sair com meus amigos e receber visitas deles. Também detesto baladas e aglomerações.

    À essa hora, eu já deveria estar dormindo, mas se eu for me deitar, sei que não consigo. Sempre fui bipolar, então com momentos de depressão, só que tem 3 dias que a depressão está terrível, muito mais forte que em qualquer outro momento que já a tive. Tem chovido sem parar e isso é algo que contribui para que eu fique ainda pior. Espero que logo isso passe, enfim, que eu melhore. Nunca me senti tão mal como tenho me sentido e meu esposo está viajando, sozinha em casa sem ter o que fazer, parece que tem contribuído com essa extrema angústia, ainda bem que logo ele chega. É aflição demais. Ontem ao tentar dormir, tive crise de pânico e entrei em desespero, mas sentindo algo que antes nunca havia sentido: uma sensação de que iria enlouquecer. Sofro de transtorno do pânico tem muitos anos, desde o início de minha adolescência. Já tenho 30 e poucos anos. Acho que preciso aprender a lidar com isso, descobrir o lado positivo da depressão, como disse o rapaz do relato aí. Quem sabe em meu caso, se eu voltar a escrever poemas. Quem sabe!

  11. Tatiane

    É um pouco da minha história, e o que me deixa feliz e saber que não é somente eu que sou assim, precisamos nos ajudar não com palavras bonitas ou dando conselhos, mas entendendo o outro e respeitando o seu pensar, e uma pena que ainda existe preconceitos, mas desde de 2008 faço tratamento tomo remédios fortes como você fala, mas quem passa por isso entende que devemos chegar ao fundo do poço para enxergarmos que a morte não é a solução mesmos não nascidos juntos ou grudados nos outros temos pessoas que amamos e se vermos elas sofrendo agente pensa que a morte vai aliviar, mas devemos pensar e quando eu morrer a dor da saudades e eterna e o sofrer também vem juntos e a morte não tem volta, e uma simples ou grave tristeza um dia vai passar, e se pensarmos nos nossos erros ou do outro agente pode ter a segunda e terceira a quarta……..chance de se arrepender e dar aquele enorme abraço com a vontade de pedi perdão por te fazer sofre junto comigo e o outro responder estarei sempre do seu lado não importa o que acontecer estaremos juntos!
    Gostaria muito de ter contato com essa pessoa e juntos ajudar muitas pessoas que vivem esse mesmo drama.
    Hoje sou feliz casada e tenho filhos e não tenho vergonha de dizer que tenho depressão, pra mim DEPRESSÃO e algo que te dar muito PRESSÃO da sociedade que não sabe o quer é ser honesto e justo com os nossos sentimentos.
    Se alguém dos comentários quiser conversar estamos juntos nessa FORÇA DE VIVER COMO NÓS SOMOS….
    Um enorme abraço em cada um e saibam que todos nós somos ESPECIAIS no bom sentido sabemos respeitar o sentimento e o sofrimento do outro…
    Fiquem com Deus e que TODOS NÓS não deixaremos de viver ou de não agradar os outros que não sabem respeitar os sentimentos de alguém que sente na pele o que é ser humilhado rejeitado e acusado pelos outros.

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