Ainda estamos dormindo e não vamos acordar tão cedo…


Venha para o Brasil, disseram... Será legal, disseram...Com o risco de parecer conspiracionista, preciso esclarecer algumas questões que percebo do que vejo das recentes manifestações no Brasil. E aproveitar para fazer um breve resumo de tudo o que venho pensando ultimamente.

Admito que inicialmente via tudo isso como manifestações populares legítimas, baseadas em críticas reais sobre a forma como o Brasil estava sendo condizido. A final, eu também sou contra a realização da Copa do Mundo em 2014, considerando que não temos infra-estrutura social para isso. Eu também estou de saco cheio da roubalheira, da corrupção dos mandos e desmandos do governo e dos parlamentares.

E quando o povo começou a tomar as ruas incentivados pelo aumento do ônibus, eu achei uma iniciativa bem interessante. E quando a polícia começou a reagir com medo – pois aquelas agressões gratuitas que vimos só pode ser fruto do medo – eu vi legitimidade. Principalmente quando a bandeira levantada era “Não são só vinte centavos”.

E comecei a ver mais justificativas, como vídeos feitos por estrangeiros mostrando apoio não só às manifestações, mas à necessidade de cuidado com o país. Disso, este vídeo me chamou muito a atenção:

É um vídeo com argumentos muito lúcidos, que me incentivou ainda mais a querer boicotar a Copa do Mundo. A forma como a Copa foi organizada e está sendo liderada é bem complicada. Pessoas estão perdendo casas, não têm apoio de saúde, educação, segurança e todo o interesse do Governo está indo para a Copa da FIFA. Com um Governo assim, não quero a Copa. Prefiro pegar esse dinheiro e investir onde realmente precisamos – que com certeza não são mais estádio de futebol.

E então vi mais vídeos como este:

É um vídeo – como muitos – que chama a participação popular nas manifestações. É um vídeo empolgante que mostra não só a importância das manifestações populares, mas também a forma como a polícia tem agido com spray de pimenta e gás lacrimogêneo. E para finalizar, até mostra o clipe do policial que quebra a própria janela do carro para depois culpar os manifestantes! Com um vídeo assim, quem não vai querer ir para as ruas manifestar também e pedir pelos seus direitos?

Mas quais direitos mesmo estamos pedindo?

Essa é uma das causas que defendo!E é aí que comecei a ver as coisas ficarem complicadas. O Movimento Passe Livre ainda estava lutando pela redução do preço das passagens de ônibus, ao meio de gritos que “ainda não são só vinte centavos”. Nas passeatas podíamos ver bandeiras brancas, bandeiras de partidos políticos, de movimentos populares. Seriam esses os ideias defendidos? Víamos cartazes dos mais variados pedindo por tudo. O que eu mais gostei era o que pedia mais dignidade aos professores. Isso porque sempre defendi que o que o Brasil precisa é de mais educação.

Mas daí vi gente defendendo outras bandeiras, como o direito dos animais, o direito das crianças, para retirarem o estatuto do nascituro, e ainda alguns perdidos lutando pelo veto presidencial ao Ato Médico. Todas essas são bandeiras muito justas e eu mesmo defendo várias delas.

Mas um movimento social desse tamanho, sem uma bandeira única, começou a chamar a minha atenção…

Nos últimos trina anos, na história do Brasil, tivemos outros dois momentos de manifestações populares. Na década de 80, os Brasileiros, em plena ditadura militar, iam às ruas pedir pelas eleições diretas num movimento conhecido por “Diretas Já”. Esse movimento era liderado por grandes nomes da política nacional, ligados aos diferentes partidos e movimentos de oposição da época. Esse movimento conseguiu não as eleições diretas, mas o fim da ditadura e a indicação de um presidente escolhido indiretamente pelo colégio eleitoral, Tancredo Neves, que morreu logo em seguida e foi substituído por seu Vice, José Sarney.

Nossos últimos presidentes ainda vivos.E é aqui que entram as conspirações: Sarney, durante a ditadura, defendia os interesses dos militares. Tancredo Neves, que concorreu contra Paulo Maluf, não. Então, por mais que os militares tivessem deixado que Tancredo ganhasse o voto do colégio eleitoral, quem assumiu foi um presidente alinhado aos interesses da ditadura. Coincidência?

E aí temos as nossas primeiras eleições diretas. E quem vence? Fernando Collor de Melo, eleito para poder limpar o governo da corrupção e lutar contra a inflação. Mas ele também se envolveu com casos de corrupção e tivemos mais um movimento popular, os Caras Pintadas, estudantes que queriam ver o impeachment do presidente. E conseguiram!

E a conspiração desta vez, onde está? Todos dizem que Collor foi eleito graças à manipulação da mídia, em especial da Rede Globo. E todos dizem que o movimento de impeachment também foi liderado pelo mesmo grupo de mídia. Naquela época, não tínhamos redes sociais e as notícias eram divulgadas pelos grupos de mídia que, além de divulgar, podiam manipular as informações. E muitos conspiracionistas dizem que foi exatamente isso que aconteceu.

E depois de Collor, seu vice Itamar Franco assumiu e depois seu escolhido ministro da economia Fernando Henrique Cardoso, por dois mandatos, eleito graças ao Plano Real que conseguiu estabilizar a economia e acabar com a inflação. Tivemos um mesmo grupo no poder desde as primeiras eleições diretas. Seu principal opositor sempre foi o líder sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou vencendo as eleições depois de três derrotas consecutivas. E quando ele venceu, esse grupo não saiu mais do governo.

Lula foi primeiro eleito e depois reeleito. Quando acabou seu segundo mandato, ele conseguiu eleger sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. E qual a bandeira principal dele? O Bolsa-Família e os programas sociais.

E vocês me perguntam: o que tudo isso tem a ver com as recentes manifestações? Calma… estou chegando lá… Antes queria deixar aqui registrado como a visão do próprio presidente que instalou o Bolsa-Família no Brasil mudou sobre os programas assistencialistas:

Mas o que mudou no presidente, além do discurso? O fato de antes ele ser de oposição e depois ser de situação. Enquanto estava na oposição, ele acusava o que dava pra acusar: os programas assistencialistas são sim utilizados pelo governo como moeda de troca de votos. Enquanto o povo recebe a assistência, eles garantem os votos. Depois de estarem no poder, o discurso muda, e o assistencialismo é visto só pelo seu aspecto positivo social. Mas o lado político passa a ser ignorado!

O mais interessante é que esse lado político é ignorado não só pela nova situação, mas também pela nova oposição, a antiga situação. Por que a oposição não quer mostrar a manipulação política dos programas assistencialistas? Porque a oposição também tem o que ganhar com esses programas: votos. Se eles se opõem às bolsas, eles perdem votos. É bem simples. Por isso há o silêncio dos envolvidos. E, neste momento, todos os políticos de situação e oposição estão envolvidos com o interesse de ganhar votos e se manter no poder.

A nossa política do Pão e CircoMais uma coisa que o Lula fez que garantiu a vitória eleitoral de sua protegida foi trazer a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 para o Brasil. Nunca antes na história do país, tantos eventos populares mundiais estavam vindo para cá. E o povo adorou. E o povo aplaudiu.

E agora a política Pão e Circo dos antigos romanos estava pronta. O Governo dá o pão em forma de Bolsa Família e irá trazer o circo em forma dos eventos esportivos mundiais. O controle popular está garantido, da mesma forma como o Império Romano conseguiu manter o controle de um território tão grande quanto o deles.

Não quero aqui tirar o mérito desses projetos, pois tanto o Bolsa-Família quanto a Copa do Mundo têm sim seus méritos sociais e infra-estruturais. Mas isso não tira ou reduz o fato de que eles são usados como meios de manipulação política para a manutenção dos votos. Enquanto isso, os apoiadores do governo manipulam as informações para que só o lado bom desses programas seja visto e o lado político ignorado.

Até que aconteceu o que só posso chamar de “atentado terrorista” contra o Bolsa-Família:

Um simples boato – do mesmo tipo que levou à crise econômica de 1929 e à queda da Bolsa de Nova York, que trouxe uma grande depressão econômica a nível mundial e durou nos Estados Unidos até a Segunda Guerra Mundial e no Brasil garantiu a era da Ditadura Vargas – levou os beneficiários do bolsa família perceberem que não podem ficar sem o benefício. E daí eu me pergunto: se realmente alguém soltou um boato, quem lucrou com esse boato? A única resposta: o Governo. Por mais que a oposição quisesse atacar o Governo e produzir desordem e caos social, o Governo lucrou com esse boato, porque agora os beneficiários sabem que não poderão ficar sem o benefício e para manter o benefício que têm, vão precisar votar para a manutenção desse governo.

Manifestação nas ruas de São Paulo.E então podemos entrar nas manifestações popularmente conhecidas como A Revolta da Salada. Elas receberam esse nome “diferenciado” justamente porque um jornalista foi preso por carregar uma garrafa de vinagre, enquanto os policiais atacavam com sprays de pimenta. A principal bandeira é para um transporte público com dignidade, com preço acessível, contra o aumento abusivo de R$0,20. E as outras bandeiras eram no início toda a indignação popular que os manifestantes queriam trazer: corrupção, impunidade, educação, saúde, etc, etc, etc. Mas, a grande bandeira era a manifestação pacífica e pedidos apartidários.

Víamos todas as formas de indignação popular, mostrando que o povo que estava até o momento dormindo, finalmente acordou e quer lutar pelos seus direitos – da mesma forma como nas Diretas Já e no movimento do Fora Collor. Mas desta vez, a organização estava sendo feita pelas redes sociais, não mais pela grande mídia ou grandes partidos políticos. Desta vez, quem organizou foi o povo, representado pela máscara anônima dos AnonimousBR, um grupo filiado a um grande grupo anônimo mundial que está por trás de grande manifestações populares pelo mundo todo, a favor da população e contra a manipulação financeira, bancária e governamental.

E diante de tantas bandeiras, o AnonimousBR lançou uma organização clara, as Cinco Causas:

Um vídeo bastante lúcido, levantando cinco causas nobres. Mas, por que essas cinco causas e não outras? Onde está a bandeira da educação? Dos direitos humanos e das minorias? E a bandeira dos direitos dos animais? E por que ninguém quer atacar o Governo? Querem uma lei que torna corrupção no congresso crime hediondo; e quanto à corrupção no governo? E o Ato Médico, como fica?

E então, novamente eu me pergunto: quem lucra com esses cinco pontos? Por incrível que pareça, é o Governo novamente! Mas e o povo, não ganha? Infelizmente, não. Vamos analisar os cinco pontos:

1 – Não à PEC 37, que faria com que o poder de investigação fosse exclusivo da Polícia Federal e Civil, retirando a atribuição do Ministério Público e outros órgãos. Isso é uma causa política que influencia o Congresso, não o Governo. A Polícia responde ao Governo, o Ministério Público, ao povo. Se retirado o poder de investigação do MP, ele não poderá mais investigar os políticos e eventualmente o próprio Governo. Mas principalmente, eles não investigarão os parlamentares, pois o Governo ainda continua do lado da Polícia Federal. Mas o MP sempre investigou e não conseguiu muita coisa contra o Governo até agora. Então o MP não é ameaça ao governo, somente aos deputados envolvidos em crimes de corrupção – deputados tanto da base aliada quanto de oposição ao Governo. Então, se a PEC 37 cair, os deputados perdem e o Governo ganha. E a população, o que tem a ganhar ou perder com isso? Nada. Só um “sentimento de justiça” que na prática – e sejamos realistas aqui – não alimenta ninguém nem resolve os problemas sociais. E se você ainda acredita que punir deputados irá resolver alguma coisa, repense seus conceitos.

Quem realmente manda no país?2 – Saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional. Mais um ato político que quem ganha é o Governo. Que diferença faz para o povo quem é presidente do congresso? Se for um ou outro, em nada muda. Pergunte para a população quem é o presidente do congresso ou, neste momento, quem é o interino, se a Dilma, se seu vice, se o Renan ou se o Sarney ou se o Presidente do STJ ou do TCU? Ninguém sabe. Mas para o Governo, ter um bode-expiatório é muito bom, pois assim, tira-se a atenção dos corruptos governistas e coloca-se nos corruptos parlamentares. E, novamente, o Governo ganha, o Congresso sai como bode-expiatório, e o povo fica indiferente, somente com o “sentimento de justiça” revigorado.

3 – Imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa, pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. Este talvez seja o mais sensato. Mas, mesmo assim, investigação é algo que demora, que não é de uma hora pra outra e que pode – ou não – trazer bons resultados. Essas investigações podem, inclusive, levar à criação de novos bodes-expiatórios para desviar o foco dos erros do Governo. Essas investigações – principalmente pela Polícia Federal – não irão nos levar aos erros e desvios do Governo, no máximo erros nas licitações, erros econômicos de impressão de dinheiro e aumento de inflação – que leva eventualmente à necessidade de mais dinheiro para terminar as obras e então com mais dinheiro circulando, mais inflação que encarece tudo, inclusive às obras e entramos em um círculo vicioso econômico, e não político. Novamente, o Governo ganha e o povo fica na mesma.

4 – Criação de lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo. Olhe só: Corrupção no Congresso passaria a ser crime hediondo. E quando o presidente e seus ministros são corruptos, isso é crime hediondo? E com relação aos ex-presidentes, isso conta também? E quem irá julgar essa corrupção no congresso, pois atualmente quem julga isso é o próprio congresso em suas CPIs. Novamente, temos uma proposta que tira todo o foco do Governo, coloca no Bode-Expiatório do Congresso – que pode ser renovado a qualquer momento com mais parlamentares que apoiam o próprio Governo – e o povo lucra com o que mesmo? Só com o “sentimento de justiça” que não resolve nenhum problema social de verdade.

5 – Fim do foro privilegiado, sob a alegação que é um ultraje ao Artigo 5º da nossa Constituição. Esta é uma questão de reforma política necessária, pois com isso, um dos problemas do quarto ponto se resolveria, pois os congressistas corruptos poderiam ser julgados como todos nós pelo judiciário. Mas, o que isso resolveria mesmo para o povo que está com fome e doente e precisando de hospitais e para os policiais e professores que vivem de salário mínimo? Nada. E quem ganha com isso? O Governo novamente! Tudo bem que eles perdem o foro privilegiado, mas eles ganham o voto popular.

O mais interessante é que nas próximas eleições, o Governos para se reeleger pode usar essas mesmo cinco causas como propostas eleitorais, pois nenhuma delas afeta diretamente a atuação do Governo e ainda vai ganhar o apelo popular.

E então vejo mais um vídeo, desta vez do ator Carlos Vereza, dando sua opinião sobre tudo isso:

E ele aponta para uma manobra conspiracionista para toda a Revolta da Salada. Ele aponta que os coordenadores dos protestos em Brasília – que financiaram a queima de pneus e trancamento de ruas e depredações – são ligados ao Governo Federal. Em São Paulo, por mais que o movimento seja apartidário, os manifestantes carregando bandeiras de partidos de base aliada do Governo Federal e da Prefeitura de São Paulo, se dirigiam ao Palácio do Governo do Estado, que é de oposição, mesmo sendo a prefeitura a responsável pelos preços das tarifas de ônibus.

E a Copa do Mundo? É aí que tudo fica mais complicado. O Brasil ainda não está pronto para receber a Copa e a FIFA pode dizer que não haverá mais Copa do Mundo no Brasil por causa disso. Mas se o problema for de falta de planejamento do Governo, vai ficar feio a FIFA dizer que não haverá mais Copa, pois o vilão será o Governo. Então, precisamos de mais um bode-expiatório: os manifestantes baderneiros! Isso pode ser a desculpa que o Governo precisa para culpar o povo pela não realização da Copa.

E então o povo se alegra, pois agora os bilhões gastos nos estádios poderão ser investidos no que o povo precisa: educação, segurança, saúde, etc. Certo? Errado! Esse orçamento é fixado pelo Congresso Nacional, não pela Presidência, pelo Governo. O dinheiro extra deverá entrar novamente na discussão orçamentária e nada garantirá que ele será aplicado onde precisa. NADA garante isso.

Todas as bandeiras de luta das atuais manifestações ajudam à causa do Governo, ajudam à manutenção e perpetuação do partido governista no poder e nos levam mais próximos de uma ditadura popular, nos moldes bolivarianos da Venezuela.

Seria a Revolução Francesa um bom paralelo histórico?O que me leva a mais um ponto de reflexão. Toda essa revolta por causa de “vinte centavos” está sendo comparada à Revolução Francesa, que iniciou por causa do preço do pão e acabou com a monarquia e levou – eventualmente – à instalação de uma República. Ou seja, a Revolução Francesa levou a uma enorme e significativa mudança social, popular e política – tudo o que o Brasil quer e precisa neste momento. Mas seria a Revolução Francesa um bom paralelo histórico? Que fim levou esse movimento?

Quem liderou a Revolução foram os burgueses, a classe média da época. Eles lideraram os plebeus contra os nobres, levantando bandeiras ideológicas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Eles queriam melhores condições de vida para o povo que os nobres não puderam oferecer. A revolução foi instalada.

Uma das consequências foi a Queda da Bastilha, com o objetivo de conseguir naquela prisão, armamento e pólvora suficiente para a população lutar contra a opressão da nobreza. Logo após, os nobres foram tirados do poder e iniciou-se o chamado Reino de Terror – uma ditadura militar responsável pela execução de mais de 41 mil pessoas na guilhotina (inclusive o próprio inventor da máquina que se opôs a seu uso em larga escala), sendo todos os nobres e realeza, incluindo também o rei e sua esposa. Qualquer pessoa que se opusesse ao Reino de Terror era taxado como inimigo do Estado e condenado à morte. E qualquer pessoa que pudesse ameaçar o Estado de qualquer forma, era também executado. A Revolução Francesa terminou com um Golpe de Estado e a instalação de Napoleão Bonaparte como o mais novo Imperador da França. E os reis continuaram reinando por muito tempo na França (por mais que tivessem breves períodos de república). A mudança idealizada pela Revolução Francesa não foi conseguida durante a Revolução – muito pelo contrário.

E se seguirmos esses passos, o que teremos? Uma ditadura militar nos moldes do Reino de Terror, provavelmente liderados por quem comanda o Exército – o Governo. E depois, a instalação de mais um Império ou ditadura, já que provavelmente ninguém mais quer ver os herdeiros da Coroa Brasileira no poder. E quem irá liderar essa ditadura nova? Quem estiver no poder e tiver mais aliados: o Governo.

Pode ser só paranóia minha ou só mania de conspiração. Mas aconteceu algo parecido na Venezuela e em breve pode acontecer no Brasil também, já que o atual governo é bem alinhado aos ideias bolivarianos de Hugo Chaves.

E para não deixar de ser, termino aqui com uma mensagem psicológica para todo esse manifesto. Não adianta defendermos causas sem bandeiras, pois assim seremos levados pela bandeira que aparecer – e já estão aparecendo, não se iludam. Temos que defender a única bandeira que poderá realmente provocar transformações: a EDUCAÇÃO. Sem ela, não vai adiantar punir corruptos, reforma política, boicote a Copa ou ônibus de graça. Educação é essencial para a transformação do povo e do país. E principalmente, não só uma educação escolar, moldada pela ideologia do mercado e do governo, mas principalmente uma educação e transformação pessoal. Sem isso, nada no país vai mudar. Sem a mudança do indivíduo, o país está fadado a continuar o mesmo. Até isso acontecer, o gigante continuará dormindo e não vamos acordar por muito tempo, pois para acordar não adianta olhar para fora: é necessário olhar para dentro!

A psicologia do inconsciente...

Querem uma verdadeira revolução? Iniciemos a Revolução da Educação!

Comments (6)

  1. Só uma correção:
    O preço da tarifa dos trens e metrôs em São Paulo são ditadas pelo governo do estado. E também queríamos baixar estas tarifas.

    Desgosto profundamente do governador Alckmin, mas concordo com sua linha de raciocínio sobre o fato de que tem algo estranho no ar.
    E talvez o incidente do Bolsa Família tenha sido apenas um teste para ver se era possível causar revolta.

  2. Continuando a conversa:

    Temos a cultura de culpar apenas uma pessoa ou setor da sociedade ainda é forte, e idéia de que um “Messias” poderá nos salvar sendo plantada, pode acontecer um golpe institucional.
    Como isso?
    Uma das possibilidades é o povo continuar a exigir que a Dilma resolva tudo sozinha e ela resolver usar isso como desculpa para centralizar mais ainda o poder.
    Afinal, se tem coisas que não é da alçada dela e exigem que ela faça, então ela poderá dizer que está apenas fazendo o que o povo gosta.
    Enquanto continuarmos nos focando apenas em Brasília, esquecendo que as políticas de educação básica e se saúde são decididas nos municípios e estados, estamos fortalecendo a idéia de um governo central.

    E se ter um governo central que mande em todos porque o povo pediu, não é golpe, é?
    É Revolução… como algumas revoluções que já tivemos no país e que, no final das contas, não passaram de ditaduras.

    Neste cenário sua teoria é muito plausível.

    O problema é que só saberemos mesmo o que é ou não verdade, ou o mais próximo do que se pode chamar de verdade, com o tempo.

  3. Céus, o primeiro parágrafo está totalmente truncado…. isso que dá não revisar antes de postar

  4. […] Pelo que vejo nos vários comentários nas redes sociais e ainda em fotos tiradas durante as recentes manifestações populares, me parece que há um enorme desconhecimento do que realmente está acontecendo e qual é o […]

  5. […] tempos de revolução social, acho interessante vermos um outro lado da história. Jiddu Krishnamurti é um psicólogo indiano […]

  6. […] Na política, não precisamos nos prender aos antigos divisores de esquerda e direita da época da Revolução Francesa e podemos considerar diferentes olhares, mais amplos e […]

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