Archives for : Psicologia

Cursos e Formações em Psicologia Analítica – Curitiba


cartaz_PENSAMENTO JUNGUIANO

Extensão: Introdução à Psicologia Analítica e ao Pensamento Junguiano – 29/11/2014 e 06/12/2014

No mês de novembro irei ministrar um curso de extensão em Psicologia Analítica pelas Faculdades Dom Bosco no total de oito horas, em dois sábados. Este é um módulo inicial que chamo de “Introdução à Psicologia Analítica e ao Pensamento Junguiano” e foi desenhado para apresentar para quem se interesse quais são os fundamentos dessa teoria e um pouco do pensamento de Carl G. Jung de uma forma simples e descomplicada. A psicologia junguiana pode ser um pouco hermética e complicada para quem não conhece, tratando de temas como mitologia, religião, arquétipo e inconsciente coletivo. Porém, seu fundamento é mais simples do que isso e antecede esses conceitos. Esse é o foco que dou nesse curso que está em sua segunda edição agora em 2014. Pretendo reproduzir esse curso todos os semestres para todos os interessados e também a partir de 2015 quero fazer um módulo temático onde aprofundarei através da psicologia analítica e do pensamento junguiano algum tema de interesse.

INSCRIÇÕES: 17/10/2014 ATÉ 25/11/2014
PERÍODO: 29/11/2014 e 06/12/2014
CARGA HORÁRIA: 8horas – 4 horas em cada sábado
PÚBLICO ALVO/INVESTIMENTO (À VISTA):  ALUNO, COMUNIDADE, EGRESSO, PROFESSOR ( R$ 50,00 )

As inscrições podem ser realizadas diretamente pelo site do Dom Bosco acessando este link: Increva-se Aqui!

OBS: As datas no material de divulgação aqui estão erradas. As datas corretas estão acima.

cartaz_PENSAMENTO JUNGUIANO

Extensão: Introdução à Psicologia Analítica e ao Pensamento Junguiano – 29/11/2014 e 06/12/2014

 

Pós-Graduação Presencial em psicologia Analítica - Teoria e Prática

Clique na imagem para ver os detalhes.

E aproveitando os cursos de Psicologia Analítica em Curitiba, quero também apresentar a oportunidade para a realização de um curso de pós-graduação em Psicologia Analítica presencial a ser realizada aqui na cidade. O curso é voltado para psicólogos, pois inclui ainda módulos de discussão da prática psicológica. Eu ministrarei módulos nesse curso, junto com outros colegas de renome na área.

PÚBLICO-ALVO: Psicólogos e estudantes de Psicologia.

PERÍODO: Acontecerá em Curitiba um final de semana por mês, sábado e domingo, das 8h às 18h, com início em 29 de novembro de 2014 e término em 24 de janeiro de 2016.
LOCAL DAS AULAS: Hotel Nacional Inn Curitiba R. Lourenço Pinto, 456 – Centro, Curitiba – PR.

CARGA HORÁRIA: 420 h/a

INVESTIMENTO:
Taxa de Adesão: R$ 200,00 com boleto para novembro de 2014
Mensalidades: 24x R$ 249,00 com boleto da primeira mensalidade para dezembro de 2014: (valor promocional com 20% de desconto até a data do vencimento. Valor sem desconto: R$ 299,00 mensais)

CORPO DOCENTE:


CERTIFICADORA: UNIFIA – CENTRO UNIVERSITÁRIO AMPARENSE – Mantenedora – UNISEPE – O Centro Universitário Amparense credenciado pela Portaria 195, de 23.01.2006, publicada à pág. 12 , Seção I do DOU nº 17, de 24.01.2006.

Vagas limitadas! Faça sua pré matrícula no link:
https://docs.google.com/forms/d/16FLQcRCH_TORwLtmF_PRnR0InI8RZMnH4cxaFNFGZE4/viewform

A Psicologia Analítica e o Tratamento da Drogadição


Como lidar com as drogas, seus usuários e o mundo a sua volta?Recebi um email de um ex-aluno me fazendo uma pergunta muito bacana que gostaria de compartilhar aqui no blog – não só pelo interesse acadêmico da questão, mas também para que os leitores possam perceber que existem várias alternativas aos tratamentos dos problemas psicossociais. Reproduzo abaixo o email, com algumas ligeiras alterações:

Olá, professor,

Sou um ex aluno seu e trabalho com dependentes químicos. Gostaria de saber qual  o olhar da Psicologia Analítica para o ser humano dependente químico, a estrategia terapêutica, etc. Por exemplo, a Psicologia Comportamental vai olhar  as contingencias do sujeito, fazendo um analise do seu comportamento operante, quais os reforçadores que mantêm ou estingue comportamentos, etc… Em relação ao  terapeuta junguiano, o que ele deve olhar, como seria sua estrategia terapêutica?

Aprendi muito com você em sala de aula, imagino q vai poder me ajudar nessa também…

Abraços!

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Viciados em Celulares


Selfie no Oscar 2014Celulares e Smartphones já fazem parte do cotidiano do brasileiro. Não sabia da profundidade dessa realidade até entrar em contato com o trabalho de uma professora durante meu mestrado em comunicação e linguagens que havia feito sua pesquisa de doutorado justamente sobre isso. A professora doutora Sandra Rubia da Silva escreveu a tese entitulada Estar no tempo, estar no mundo: a vida social dos telefones celulares em um grupo popular, onde ela explora o cotidiano de uma comunidade popular e sua relação com aparelhos de telefone celular.

Ela nos mostra uma realidade bem interessante que, mesmo uma comunidade onde seus habitantes não possuem tanto poder aquisitivo, o aparelho celular – geralmente os mais simples – já fazem parte de seu cotidiano. Os aparelhos mais modernos nos permitem realizar várias atividades complexas, comparáveis a muitos computadores pessoais, porém, mesmo os mais simples com recursos limitados como ligações e mensagens, conseguem integrar essa comunidade em várias dimensões, como as relações de gênero e e de gerações, na apresentação de si e até na participação religiosa da comunidade. Esse último, me recordo, os membros de uma igreja local compartilhavam diariamente por mensagens versículos a outros membros, como forma de expandir sua vivência religiosa.

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O Valor de uma Psicoterapia: Teoria Vs. Prática – Resposta a Joustou


Qual seria a chave da compreensão da psicoterapia: a teoria ou a prática?Mais um comentário que traz um debate interessantíssimo e extremamente relevante para compreendermos as bases de uma prática psicoterapêutica. A final de contas, o que dá o valor a essa prática, sua base epistemológica ou seus resultados práticos? O leitor Joustou traz essa provocação no seguinte comentário:

Ao ler o post, mesmo sendo antigo, eu como estudante de psicologia tive um insight: a psicologia se importa mais com debates epistemológicos, isto é, uma posse do conhecimento sobre a subjetividade humana, do que nos seus resultados práticos. Se o terapeuta consegue auxiliar o indivíduo em seus problemas, o conduzir ao autoconhecimento e uma vida mental mais saudável, que diferença faz se o ser humano é determinado pelo ambiente, pelo inconsciente, pela cognição, se busca a autorrealização, se é produto de uma sociedade ou de um tempo histórico? A psicologia por ter como objeto de estudo a subjetividade humana, em suas discussões teóricas parecem mais com uma discussão filosófica, tal, como por exemplo, a natureza do ser, que é questionada desde os gregos, mas que de valor prático nada tem. Quando se pensa no valor prático da psicologia, seja na clinica, na empresa, seja na escola, as teorias devem tornar-se técnicas empregadas para o alcance de algum objetivo, e seja o seu teórico de referencia FREUD, JUNG, SKINNER, ROGERS, BECK, VIGOTSKY,PIAGET,o que importa sim é o resultado. São os resultados práticos que devem justificar a teoria explicativa, e não a teoria justificar o por que o seu emprego prático deve funcionar e as outras não.

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Direitos Iguais e a Transformação da Família


Direitos matrimoniais iguais é um movimento de escala mundial.Recentemente li um argumento bem interessante sobre o problema do casamento gay ou da “igualdade de direitos” para os homossexuais que realmente me fez pensar que ele é de fato um risco para a família tradicional. Infelizmente, não me lembro a fonte, mas tentarei reproduzir aqui as minhas reflexões a respeito desse argumento.

Durante muito tempo construímos uma imagem de sociedade tal que inclui não somente a visão da “família nuclear” pai-mãe-filho, mas também papéis sociais para pais e mães e filhos. Cada um tem sua responsabilidade não só na família, mas também na sociedade. Quando homossexuais exigem direito de casamento, eles exigem poder participar desses papéis sociais permitidos para as famílias heterossexuais. O problema é que eles não se encaixam. Se a família nuclear é pai-mãe-filho, quando dois homens se casam, teremos o que, pai-pai-filho, teremos uma família sem mãe? O mesmo quando duas mulheres se casam, teremos uma família com duas mães e sem pai? Ou será que uma dessas pessoas assumirá o papel oposto? 

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A Psicologia e os Modelos de Conhecimento: reflexões sobre depressão e farmacologia


Como será que diferentes pensamentos sobre psicologia podem conversar?Devo admitir que a repercusão de algumas ideias vai mais além do que imaginava, mas isso é algo bom! Algumas ideias realmente são difíceis de serem compreendidas e eu trabalho bastante com elas. Por muitas vezes meus alunos demonstram dificuldades em compreender algumas questões diferentes, justamente por partir de modelos de conhecimento que não estamos acostumados. E isso pode trazer vários problemas para a compreensão geral das discussões.

Trabalho com psicologia analítica, psicologia existencial e fenomenologia, além de estudos de fenomenologia da imaginação e estudos do imaginário, o que implicam em uma série de pensamentos e formas de pensar que diferem bastante das formas tradicionais de pensamento e de conhecimento. É isso que me refiro quando falo em um “modelo de conhecimento”. E existem vários modelos diferentes que pegamos de “empréstimo” para servir para a nossa forma de conhecer o mundo. 

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Psicofármacos, Terapia e o Efeito Placebo


Muito do sucesso da terapia depende de como acreditamos nelaNunca imaginei que um artigo antigo ainda iria retomar tanta discussão. Mas, uma coisa boa daquilo que já foi dito é a possibilidade de revisá-lo e de construir novas ideias e novos argumentos. Tive vários comentários, mas o mais recente me chamou a atenção para outros pontos sobre a relação entre psicofarmacoterapia e psicoterapia que ainda não havia tocado.

O comentário foi da Luciana, que relatou sua história com a depressão e relação com ambos remédio e psicanálise. Ao final, ela conclui que ambos os caminhos são válidos, ao contrário do que defendo – que somente a psicoterapia é suficiente. Seus argumentos são bastante válidos e baseados em sua experiência e, sobre isso, só tenho a dizer que, se funcionou para ela, se esse foi o seu caminho, então ótimo! É difícil encontrarmos o nosso caminho. Mas, lamento informar que isso pouco teve a ver com os remédios tomados e mais a ver com os encontros vividos. Explico. 

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Quem observa os observadores: os rolezinhos e o medo das massas


Encontro de Blogueiros de Curitiba acontecia regularmente em Shopping, com dezenas de pessoas.

Fonte: Jonny Ken Itaya http://www.flickr.com/photos/jonnyken/2435699977/in/photostream/

Organizar encontros no shopping através da internet e de forma periódica: blogueiros de Curitiba já faziam isso em 2009, inclusive com o apoio do shopping em questão que chegou a ampliar o acesso ao Wifi por conta disso, como mostra esta matéria aqui do próprio estabelecimento. E, desde essa época, o mesmo Shopping recebe a visita organizada de grupos vindo da periferia da cidade ouvindo suas músicas preferidas e vestindo suas calças no joelho e pantufas no pé sem muito preconceito… Até hoje é assim, sem grande separação, sem tantos conflitos (só um pouco e só de vez em quando).

Na mesma época inaugurou na cidade um outro shopping que dizia ser o maior centro comercial do sul do Brasil, só que lá, pela proximidade a um grande terminal de ônibus que facilitava a chegada de gente “diferenciada” de mais longe, eles tiveram esse tipo de problema de barrar a entrada desses grupos. A resposta foi uma investigação do Ministério Público que percebeu que vários shoppings faziam algo parecido, por mais que fosse velado.

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Um olhar psicológico sobre as discussões culturais e naturais sobre gênero e sociedade


Temos como negar o que está diante de nós?Estava no Facebook dias atrás quando vi o desabafo de uma amiga sobre uma questão pertinente aos estudos culturais de gênero que ela estuda no mestrado. Ela estava desabafando que existem pesquisadores que, de certa forma, levantam a bandeira do negacionismo biológico, colocando que tudo é uma construção cultural. No caso, ela estava explicando que existem pessoas que, para defenderem que as diferenças de gênero são questões socialmente construídas, atacam qualquer possibilidade de aceitar marcações biológicas para a definição de gênero. Ou seja, gênero deveria ser uma escolha ou construção pessoal, não uma imposição cultural, muito menos utilizando-se de argumentos biológicos.

Esse é um debate acalorado, com apoiadores de ambos os lados. Eu, particularmente, aceito a posição da minha amiga que, por mais que existam definições culturais na discussão sobre gêneros, não podemos esquecer que possuímos corpos biológicos e que esses corpos biológicos impõem de certa forma limitações como menstruações para as mulheres (por mais que muitas delas prefiram tomar remédios para evitar os desconfortos mensais) e a impossibilidade de gerar vida para os homens, por exemplo.

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O Caminho dos Heróis e o Trabalho em Equipe


Já conhecem a história de Jasão e os Argonautas?Todos já ouviram falar do grande herói mítico Hércules, mas poucos sabem que ele já fez parte de uma grande equipe de heróis míticos chamada Os Argonautas, porque eles navegavam no grande navio Argo. Seu líder era Jasão, que estava em uma missão para recuperar o trono que fora usurpado por seu tio Pélias. Jasão contava com a ajuda de vários heróis além de Hércules, cada um com sua habilidade que o destacava dos demais. Hércules, é claro, trazia sua enorme força. Orfeu tinha um dom incrível de cantar e graças a ele, que cantou mais bonito que as sereias, ele sobreviveram. Jasão também encontrou no caminho a feiticeira Medéia que o ajudou com sua magia.

A mensagem que a história de Jasão e os Argonautas deixa para nós é que uma equipe pode se beneficiar com os talentos individuais de cada integrante, ao invés de procurar uma equipe uniforme. Se cada um desses talentos for valorizado, no momento apropriado cada um poderá contribuir da melhor forma possível.

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