<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title></title>
	<atom:link href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/psicopatologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pablo.deassis.net.br</link>
	<description>Psicologia, Tecnologia e tudo mais.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Jan 2012 21:14:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1</generator>
	<!-- podcast_generator="podPress/8.8.8.4" -->
	<copyright>Copyright © Pablo de Assis 2010-2011 </copyright>
	<managingEditor>pablo.deassis@gmail.com (Pablo de Assis)</managingEditor>
	<webMaster>pablo.deassis@gmail.com (Pablo de Assis)</webMaster>
	<ttl>1440</ttl>
	<image>
		<url>http://pablo.deassis.net.br/psicolog/psicologlogo2.png</url>
		<title>Pablo de Assis &#187; Psicopatologia</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle>Podcast de psicologia, tecnologia e tudo mais!</itunes:subtitle>
	<itunes:summary>Psicologia, Tecnologia e tudo mais.</itunes:summary>
	<itunes:keywords>psicologia, tecnologia, mitologia, psicoterapia, podcasting, podcast, comunicação, áudio</itunes:keywords>
	<itunes:category text="Health" />
	<itunes:category text="Education">
		<itunes:category text="Education Technology" />
	</itunes:category>
	<itunes:category text="Technology">
		<itunes:category text="Podcasting" />
	</itunes:category>
	<itunes:author>Pablo de Assis</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>Pablo de Assis</itunes:name>
		<itunes:email>pablo.deassis@gmail.com</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://pablo.deassis.net.br/psicolog/psicologlogo2.png" />
		<item>
		<title>Esteróides e outras drogas</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/esteroides-e-outras-drogas/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/esteroides-e-outras-drogas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 20:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[anabolizante]]></category>
		<category><![CDATA[ansiolítico]]></category>
		<category><![CDATA[antidepressivo]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[esteróide]]></category>
		<category><![CDATA[hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[psicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[remédio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=672</guid>
		<description><![CDATA[Recentemente me deparei com um documentário no Youtube sobre esteróides anabolizantes. De cara, o tema não me interessou, pois o universo dos anabolizantes não é próximo ao meu. Porém, percebi que o documentário na realidade se tratava da cultura dos Estados Unidos, que centrava em torno da força e do poder e que os anabolizantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/esteroides.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-714" title="Qual a verdade dos esteróides e outras drogas?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/esteroides.jpg" alt="Qual a verdade dos esteróides e outras drogas?" width="265" height="206" /></a>Recentemente me deparei com um documentário no Youtube sobre esteróides anabolizantes. De cara, o tema não me interessou, pois o universo dos anabolizantes não é próximo ao meu. Porém, percebi que o documentário na realidade se tratava da cultura dos Estados Unidos, que centrava em torno da força e do poder e que os anabolizantes eram somente um fator envolvido. Então resolvi assistir.</p>
<p>E de cara, me deparei com questionamentos não só sobre a supervalorização do corpo perfeito ou dos excessos, mas também sobre a hipocrisia do uso de modificadores ou otimizadores corporais, que eles chamam de &#8220;enhancers&#8221;. Basicamente, a cultura daquele país &#8211; que acaba moldando muito da cultura do nosso também &#8211; valoriza o uso de produtos químicos para melhorar ou otimizar o trabalho. Um deles são os anabolizantes. Outros incluem os psicofármacos. E aqui começa o meu verdadeiro interesse.</p>
<p><span id="more-672"></span><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ritalin80.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-716" title="Muitas das drogas que consumimos são legalizadas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ritalin80.jpg" alt="Muitas das drogas que consumimos são legalizadas" width="189" height="286" /></a>Os esteróides anabolizantes não são os únicos químicos utilizados para melhorar alguma função física. Aliás, eles não são só utilizados por alterofilistas, mas também &#8211; e principalmente &#8211; por médicos para o tratamento de doenças. E a mesma desculpa é utilizada na prescrição de outras drogas, como anti-depressivos, ansiolíticos ou moderadores de humor: tudo isso é usado para o tratamento de doenças</p>
<p>De certa forma, pouco das drogas mesmo ilícitas, são utilizadas de forma recreativa. Muita gente recorre a medicamentos e drogas ilegais para melhorar alguma função física ou psicológica e muito disso está relacionado ao trabalho. Um músico que precisa se concentrar durante muito tempo e durante muitas noites e com pouco tempo para dormir, por exemplo, pode começar a usar cocaina para trabalhar. Ou ainda, pode recorer à cafeína ou ansiolíticos: produtos completamente legais e compráveis em qualquer farmácia.</p>
<p>Um estudante usa remédios como ritalina &#8211; utilizado para tratamento de Disturbio de Déficit de Atenção &#8211; para melhorar sua concentração e estudar melhor. Um jóquei pode recorer a moderadores de apetite ou até mesmo a laxantes para perder peso para suas competições no hipódromo. Empresários que precisam trabalhar mais de 12 ou 14 horas por dia, com pouco tempo de descanso e alto nível de estresse, pode recorrer a ansiolíticos para combater a ansiedade.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/calvin_and_hobbes_on_ritalin.gif"><img class="size-full wp-image-715 alignright" title="Já paramos pra perceber os efeitos da ritalina e outras drogas lícitas?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/calvin_and_hobbes_on_ritalin.gif" alt="Já paramos pra perceber os efeitos da ritalina e outras drogas lícitas?" width="326" height="414" /></a>E levando em consideração que grande parte dessas drogas são legais e muitas delas nem precisam de atestado médico, a sociedade não se preocupa com elas, muito menos com seus efeitos. E o que mais me preocupa é que seu uso passou a ser tão comum que nem mais e questiona sua necessidade. Já ouvi de várias pessoas que muitos médicos se auto-medicam com doses de anti-depressivos para se sentirem melhores e mais felizes! Se médicos fazem isso, o que os impede de entupir a população com &#8220;pílulas da felicidade&#8221;? O mais interessante é que essas mesmas pessoas relataram que esses mesmos médicos receitam as tais &#8220;pílulas da felicidade&#8221; com um mínimo de investigação.</p>
<p>Diante dessa realidade, será que vale a pena sermos contra as drogas ilegais e os esteróides anabolizantes e não nos questionarmos com relação às outras drogas legais como os psicofármacos? Isso para mim tem um nome: HIPOCRISIA. Isso é o mesmo que ser contra a maconha por ser ilegal mas encher a cara toda a semana e causar acidentes de trânsito pro dirigir bêbado &#8211; algo também ilegal.</p>
<p>Se quisermos ser minimamente coerentes, precisamos conhecer os verdadeiros efeitos desses produtos que estamos usando e os verdadeiros motivos de sermos contra. Ou então, devemos conhecer os efeitos, as políticas e os motivos das drogas para saber se devemos proibir ou permitir. A verdadeira solução para isso tudo é a <a title="Educação não se faz só na Escola" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/educacao-nao-se-faz-so-na-escola/">educação</a>.</p>
<p>Ao invés de listar aqui todos os motivos, vou ilustrar com esse documentário que assisti. Assistam ao vídeo abaixo e tirem suas conclusões. E, não se esqueçam de deixar suas opiniões sobre o assunto nos comentários abaixo!</p>
<p><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DmWXaFOUldw?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/v/DmWXaFOUldw?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/esteroides-e-outras-drogas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Medo, Fobia e Pânico</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/08/medo-fobia-e-panico/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2011/08/medo-fobia-e-panico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 12:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=687</guid>
		<description><![CDATA[Ouvindo mais um podcast, desta vez do amigo Eduardo Sales Filho, o Papo de Gordo, com o tema de sustos, medos e fobias, me deparo com uma pergunta direcionada a mim! O objetivo deles não era definir ou dar explicações precisas sobre o que são medos e fobias, mas invariavelmente eles precisaram falar sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medo-2.gif"><img class="alignright size-full wp-image-688" title="Você tem medo de quê?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medo-2.gif" alt="Você tem medo de quê?" width="235" height="200" /></a>Ouvindo mais um podcast, desta vez do amigo <a href="http://twitter.com/eduardo_sales">Eduardo Sales Filho</a>, o <a href="http://www.papodegordo.com.br/">Papo de Gordo</a>, com o tema de <a title="Ouça o podcast!" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">sustos, medos e fobias</a>, me deparo com uma pergunta direcionada a mim! O objetivo deles não era definir ou dar explicações precisas sobre o que são medos e fobias, mas invariavelmente eles precisaram falar sobre o conceito. Então eles tocam no assunto do pânico e querem saber o que é isso, já que popularmente refere-se ao pânico como um medo enorme. É então que eles citam o meu nome e pedem para que eu explique. Pois bem, aqui vai a explicação: (caso você queira ouvir o episódio antes e ouvir a pergunta, <a title="Sustos, medos e fobias, no Papo de Gordo" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">clique aqui</a>)</p>
<p>Basicamente, medo é uma reação natural do organismo a coisas que nos  ameaçam. Faz parte do nosso instinto de sobrevivência e pode ser  relacionado inclusive ao instinto de agressividade. Geralmente, diante  de ameaças ou nós atacamos ou fugimos, ou somos agressivos ou temos  medo. Tanto o medo quanto a agressividade são regidos neurologicamente por um gânglio cerebral chamado de <a title="Não confundir a Amídala com as &quot;Tonsilas Palatinas&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%ADgdala_cerebelosa">amídala</a>. E, psicologicamente, a diferença entre os dois é bem sutil, ao  ponto de você poder pensar que uma pessoa agressiva também tem bastante  medo (lembrando até o que o nosso amigo <a title="Ouça aqui!" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">Vanassi relatou no podcast</a> de ele ficar  agressivo quando leva sustos).<br />
<span id="more-687"></span></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/height010.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-689" title="Acrofobia é o medo de lugares altos, ou de cair desses lugares" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/height010.jpg" alt="Acrofobia é o medo de lugares altos, ou de cair desses lugares" width="297" height="222" /></a>Fobia é o nome dado a uma séries de &#8220;medos&#8221; específicos com  características irracionais. Mas aqui entra um porém. Muitos  pesquisadores apontam que várias das nossas fobias tem base evolutiva,  como por exemplo, o medo de altura (acrofobia) nos deixaria longe de  lugares altos e arriscados, ou o medo de fogo (pirofobia) nos prevenia  de sermos queimados, ou ainda o medo de lugares apretados  (claustrofobia), hoje afetando bastante gente que evita entrar em  elevadores, por exemplo, pode estar relacionado ao fato de pessoas  evitarem ficar em lugares pequenos e terem sempre uma rota de fuga em  situações de emergência.</p>
<p>A grande questão da fobia é que ela é um medo  específico, geralmente irracional, que provoca muita ansiedade.  Clinicamente, classificamos as fobias como Transtorno de Ansiedade de  Fobia Específica, ao contrário de outros transtornos de ansiedade, como a  Fobia Social, relacionada a uma série de situações que as pessoas  evitam por provocar muita ansiedade, como falar em público, conversar  com estranhos ou até mesmo comer ou escrever em público (sim, é real  isso). Existem vários tratamentos para as fobias, mas o mais tradicional  é o chamado &#8220;Dessensibilização sistemática&#8221;, onde a pessoa, aos poucos,  vai se aproximando do estímulo que provoca a ansiedade, enquanto está  em situação de relaxamento e bem-estar, para que associe o bem estar ao  estímulo ruim e pare de sentir-se mal.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Pan_satyre_della_Valle.jpg"><img class="size-full wp-image-690 alignright" title="O deus Pã provocava pânico em pessoas perdidas nas florestas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Pan_satyre_della_Valle.jpg" alt="O deus Pã provocava pânico em pessoas perdidas nas florestas" width="222" height="465" /></a>Já o pânico é uma situação completamente diferente. Pânico é um nome  geral que pode ser ou um &#8220;Episódio de Pânico&#8221; ou o &#8220;Transtorno de  Pânico&#8221;, popularmente conhecido como &#8220;síndrome do pânico&#8221;. Vale lembrar que esse nome é popular e não é utilizado cientificametne. O nome &#8220;pânico&#8221; vem da mitologia grega, por ser uma reação à ação do deus Pã que provocava esses sentimentos em pessoas que se perdiam nas florestas, como uma forma de proteger as matas e seus habitantes de invasores.</p>
<p>Um episódio de pânico acontece geralmente de forma repentina,  sem avisos e sem um motivador aparente (ele pode existir, mas geralmente  não se sabe o que é). Ele provoca uma série de reações fisiológicas  como taquicardia, falta de ar, formigamento em diferentes partes do  corpo, fraqueza, choro repentino, nauseas, tremores, calafrios e, principalmente, a sensação de que se  está perdendo o controle ou morrendo. Um episódio de pânico pode durar de 15 minutos a uma  hora, geralmente acompanhada de uma sensação de mal-estar durante  algumas horas após o episído. O episódio em si pode ser uma combinação de algumas dessas várias reações, por isso podem ocorrer episódios diferentes, com manifestações diferentes.</p>
<p>O &#8220;Transtorno de Pânico&#8221; é o nome dado à  condição de uma pessoa que já teve um ou mais episódios de pânico. O  Transtorno pode vir associado (e geralmente é, mas não necessariamente) a  outra condição chamada de Agorafobia, que seria o medo de lugares  públicos, abertos, onde não se tem segurança ou proteção. Isso acontece  pois os episódios de pânico são inconstantes e podem acontecer a  qualquer momento. Com o medo de que aconteça num momento onde não se tem  ajuda/proteção, a pessoa desenvolve o quadro de agorafobia, evitando  sair de casa ou sair desacompanhado.</p>
<p>Não existe relação entre medo/fobias e o pânico, como foi sugerido  no <a title="Ouça aqui o episódio 71" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">episódio 71</a> do Papo de Gordo. Ou seja, um medo extremo não leva ao transtorno de  pânico ou a episódios de pânico. Apesar que, uma pessoa que sofre de uma  fobia específica pode ter sensações parecidas às do pânico, mas só  enquanto estiver diante daquilo que tem medo. Quem sofre de pânico não  tem isso e pode sofrer do episódio a qualquer momento. O nome dado a  esse medo extremo é &#8220;pavor&#8221;, mas ele em si não é um problema, como as  fobias e o pânico. Pode ser, caso a pessoa fique paralizada de pavor diante de algum perigo, como atravessando uma rua.</p>
<p>Só mais uma curiosidade: foi comentado brevemente sobre os filmes  que dão medo. Tecnicamente, eles são classificados em duas categorias:  horror e terror. Os filmes de horror partem da sensação de repulsa e  medo que se tem após se ver algo que não gostamos, como os filmes do  Freddy Kruegger ou filmes de zumbi. Terror já parte da premissa de provocar medo pela  antecipação do medo. Os bons filmes atuais exploram essas duas vertentes  ao mesmo tempo, criando um clima de terror antes de mostrar algo  horripilante, que provoca repulsas, como fez muito bem a série de filmes  Jogos Mortais.</p>
<p>Aproveite para ver aqui um clipe com cenas de 10 filmes de terror e horror de diferentes países do mundo:<br />
<object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I-CcViW9_qU?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/I-CcViW9_qU?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2011/08/medo-fobia-e-panico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chapeuzinho Vermelho, os Atalhos da Vida e o Lobo Mau</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/12/chapeuzinho-vermelho-os-atalhos-da-vida-e-o-lobo-mau/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2010/12/chapeuzinho-vermelho-os-atalhos-da-vida-e-o-lobo-mau/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 16:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[atalho]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas]]></category>
		<category><![CDATA[dragão]]></category>
		<category><![CDATA[lei do menor esforço]]></category>
		<category><![CDATA[lobo mau]]></category>
		<category><![CDATA[motologia]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[psicofámacos]]></category>
		<category><![CDATA[remédio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=533</guid>
		<description><![CDATA[Contos de fadas não são só histórias para crianças. Elas trazem noções universais sobre o ser humano e nossa condição de vida que valem para todas as pessoas em todas as épocas e todos os tempos. Não é à toa que grande parte dos contos de fadas sobrevive há séculos entre nós. Não vou entrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lobomau.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-534" title="Lobo Mau" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lobomau.jpg" alt="Lobo Mau" width="220" height="250" /></a><a title="A Mitologia dos Contos de Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/">Contos de fadas</a> não são só histórias para crianças. Elas trazem noções universais sobre o ser humano e nossa condição de vida que valem para todas as pessoas em todas as épocas e todos os tempos. Não é à toa que grande parte dos contos de fadas sobrevive há séculos entre nós. Não vou entrar aqui no mérito dos &#8220;contos de fadas politicamente corretos&#8221; &#8211; ainda &#8211; pois esse não é o nosso foco no momento. O que quero mostrar é o valor que essas histórias &#8211; em seu original &#8211; têm para nossas vidas.</p>
<p>Os contos trazem, representados em seus personagens, valores e atitudes humanas. Elas trazem noções arquetípicas, ou seja, apresentam padrões de comportamento universais e atemporais. De certa forma, elas funcionam muito como mitos ao fazerem isso (para mais sobre mitos e mitologia, aconselho ouvirem o <a href="http://www.mitografias.com.br/">Papo Lendário</a>). <span id="more-533"></span>A grande diferença é que os contos de fadas são mais universais, pois fazem referência a uma terra distante, em um tempo distante, diferente de um mito que faz referência sempre a uma determinada cultura. Toda história que começa com &#8220;era uma vez&#8221; ou &#8220;há muito tempo atrás&#8221; ou ainda &#8220;Em uma terra muito distante&#8221; pode ser considerada um conto de fadas. <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/jung-psicologia-analitica/">Jung e os Junguianos</a> trataram bastante do tema, desde os mitos até os contos de fadas, relacionando-os com questões arquetípicas e comportamentais. <a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/StarWarsOpen.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-535" title="Era uma vez Star Wars..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/StarWarsOpen.jpg" alt="Era uma vez Star Wars..." width="299" height="280" /></a></p>
<p>Tendo feito essa breve introdução ao tema, gostaria então de falar sobre meu tema de hoje: a história de Chapeuzinho Vermelho. Não vou aqui relatar a história dessa história, seus autores ou as variações. Vou simplesmente tratar das temáticas mais conhecidas desse conto e o que ela mostra de comportamento humano. Mas antes, gostaria de relatar as experiências que me fizeram pensar sobre essa história.</p>
<p>Nesse último final de semana fui dar uma aula de <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/psicopatologia/">psicopatologia</a> para uma turma de enfermeiros. Como muitas das profissões relacionadas à saúde, os enfermeiros &#8211; infelizmente &#8211; acabam por entrar no paradigma médico, onde a principal ação é a medicação ao invés de tratarmos da pessoa. Muito do questionamento que me fora trazido tinha a ver com o uso de medicação e como devemos usar os remédios no tratamento de certas psicopatologias. Eu disse quase que enfaticamente que os remédios não devem ser usados no tratamento ou como único recuros &#8211; que é o que acaba acontecendo pela facilidade de uso dos medicamentos.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicofarmacos.jpg"><img class="size-full wp-image-536 alignleft" title="Psicofarmacos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicofarmacos.jpg" alt="Psicofarmacos" width="157" height="210" /></a>Além disso, tenho alguns pacientes que chegam até a mim já tomando remédios e em TODOS os casos percebo que eles tomam os remédios ou por influência médica ou para encontrar um atalho rápido para resolver algum problema pessoal. Infelzimente questões como tristeza, irritabilidade, euforia, alucinações, delírios e ansiedade NÃO SÃO problemas, são sim SINTOMAS que apontam para os verdadeiros problemas que em geral são inconscientes. Tomar os remédios vai resolver os sintomas, mas os verdadeiros problemas que geraram tais sintomas continuam lá, inconscientes e despercebidos. Tomar os remédios seria tentar resolver os problemas por suas manifestações, tentando quase que encontrar um atalho rápido para os problemas, mas que no fundo não os resolve.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Chapeuzinho_vermelho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-537" title="Chapeuzinho Vermelho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Chapeuzinho_vermelho.jpg" alt="Chapeuzinho Vermelho" width="190" height="270" /></a>É nesse ponto que me lembrei de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Na história, uma menina que usava um gorro vermelho saiu pelo bosque para levar uma cesta com comida para sua avó que estava doente. Sua mãe dissera que ela seguisse o caminho principal, a rua principal, sem pegar atalhos, pois neles se encontram muitos perigos. E foi isso o que ela fez, até encontrar na beira da estrada, o Lobo Mau. O Lobo não iria fazer nada com a menina pois ela estava muito visível na estrada, então ele tentou convencê-la a pegar um atalho para a casa da avó. Ao aceitar, ela foge do caminho principal, o que permitiu que o próprio Lobo conseguisse pegar um outro caminho e chegasse antes na casa da vovozinha. Ao chegar lá, ele a devorou e se fez passar pela pobre velhinha, para enganar a menina quando ela chegasse. Ela chegou e em pouco tempo e com bastante enganação, o lobo conseguiu devorar a pobre Chapeuzinho Vermelho.</p>
<p>O engraçado, talvez por influência da psicanálise de Freud, o foco principal de análise desse conto é do aspecto sexual que ele apresenta, por causa da tensão entre a chapeuzinho e o lobo, apontando aspectos da sexualidade infantil. Mas poucos se atentam no processo do caminho, com a jornada da menina. E essa jornada e caminho tem um aspecto importante: o atalho.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atalho.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-538" title="Atalho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atalho.jpg" alt="Atalho" width="270" height="270" /></a>Em nossas vidas, sempre queremos encontrar atalhos para resolver nossos problemas de forma mais fácil. É a &#8220;Lei do Menor Esforço&#8221; que acaba prevalencendo. E eu vejo os remédios psicoativos, os psicofármacos, como esse atalho. Mas, como na história da menina do capuz vermelho, tomar esse atalho e tentar fazer as coisas do jeito mais fácil, acaba trazendo consequências desastrosas.</p>
<p>O atalho leva para caminhos de enganos e decepções, de mentiras e falsidade onde nos levam a acreditar que tudo está bem, mas que no fundo, nada é o que parece e só tarde demais que percebemos isso. Os psicofármacos agem justamente assim, enganando o usuário a acreditar que ele não possui problemas, pois os sintomas são eliminados ou disfarçados. Com eles, achamos que resolvemos o nosso problema e não tivemos que enfrentar grandes dificuldades e sofrimentos para tal, bastando tomar alguns comprimidos durante um tempo.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/7274depressao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-539" title="O Caminho da Depressão" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/7274depressao.jpg" alt="O Caminho da Depressão" width="300" height="224" /></a>Mas ao fazer isso não percebemos que o problema não é os nossos setimentos e emoções. Os nossos problemas são os conflitos não resolvidos, os impasses criados, a falta de flexibilidade que impomos na vida, e uma série de outras questões que em NADA tem a ver com os sintomas manifestos. Na realidade, esses sintomas são formas que o nosso organismo encontra para tentar &#8211; com sérias falhas &#8211; resolver os nossos problemas inconscientes. Por exemplo, uma depressão força o sujeito a diminuir o ritmo de vida acelerado e a sentir as dores e sentimentos do corpo que são esquecidos e abandonados em nossas vidas corridas, agitadas e anestesiadas pelo excesso de estimulos que estão presentes em nossas cidades; uma hipocondria força a pessoa a olhar irracionalmente para o seu corpo aparentemente doente que fora abandonado  em nome de um caminho de vida lógico, racional e perfeccionista. E podemos ver em cada &#8220;doença&#8221; que ela em si, seus sintomas, apresentam uma possível solução para os problemas da pessoa.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/shrek2dra4.jpg"><img class="size-full wp-image-541 alignleft" title="O Burro e o Dragão de Shrek" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/shrek2dra4.jpg" alt="O Burro e o Dragão de Shrek" width="275" height="250" /></a>Ignorar os sintomas, anestesiá-los ao tomar os remédios, seria tomar o atalho apontado tentadoramente pelo Lobo Mau. Pensamos assim que resolvemos o nosso problema, mas na realidade entramos em um caminho de decepção. Os remédios não irão resolver os nossos problemas, pois eles só nós poderemos resolver. Mas para isso é necessário encontrá-los e reconhecê-los. Só então é possível saber se devemos enfrentá-los ou simplesmente aceitá-los. Vale lembrar um outro conto de fadas moderno, Shrek, onde o dragão quando era enfrentado ele se tornava um inimigo feroz que matou vários heróis, mas quando ele foi aceito por quem é, ele se tornou o maior aliado do herói. Os nossos problemas são os dragões. E não existem atalhos para lidar com eles.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/redrh.jpg"><img class="size-full wp-image-540 alignright" title="O lobo mau" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/redrh.jpg" alt="O lobo mau" width="200" height="249" /></a>Ao trazer essas imagens, espero não ter confundido mais do que o necessário. Mas são muitas coisas, muitas referências e muitas imagens para trazer uma mensagem simples: não devemos procurar atalhos para resolver os nossos problemas, pois os atalhos da vida não são como os atalhos geográficos: os problemas da vida precisam ser resolvidos de uma forma clara e direta e fugir deles procurando por atalhos só nos levará para mais problemas pois os nossos serão ignorados, abandonados e com toda a liberdade para crescer e tornar-se mais complexos. Quem tem medo do Lobo Mau? Aparentemente todos que fogem dele, mas não deveriam, pois a coragem de enfrentá-lo que o caçador na história tem, é suficiente para saber que é possível sobreviver ao lobo e aos nossos problemas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2010/12/chapeuzinho-vermelho-os-atalhos-da-vida-e-o-lobo-mau/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem observa os observadores: Mídia e Psicopatologia</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/07/quem-observa-os-observadores-midia-e-psicopatologia/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2010/07/quem-observa-os-observadores-midia-e-psicopatologia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 19:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[feliz]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[paranóia]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[protex]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno obsessivo compulsivo]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<category><![CDATA[vender]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=351</guid>
		<description><![CDATA[Faz um tempo tenho observado algumas propagandas e como elas vendem seus produtos. É claro que é objetivo do publicitário ao produzir essas campanhas de vender a imagem do produto, mas acredito que muitas vezes eles pegam um pouco pesado. Eles acabam vendendo algo que não precisaria vender e criam necessidades desnecessárias. O que mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley.png"><img class="alignright size-full wp-image-355" title="watchmen-smiley" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley.png" alt="Quem observa os observadores?" width="150" height="150" /></a>Faz um tempo tenho observado algumas propagandas e como elas vendem seus produtos. É claro que é objetivo do publicitário ao produzir essas campanhas de vender a imagem do produto, mas acredito que muitas vezes eles pegam um pouco pesado. Eles acabam vendendo algo que não precisaria vender e criam necessidades desnecessárias.</p>
<p>O que mais me chama a atenção é o excesso de propagandas que vendem a felicidade. Sejamos sinceros: ninguém consegue vender felicidade porque, como diz o <span style="text-decoration: line-through;">clichê</span> ditado pupoplar, dinheiro não compra felicidade! Isso porque felicidade é um sentimento que temos ao alcançarmos objetivos de vida, sejam eles simples ou complexos. A felicidade que temos ao comprar vem do fato de a compra ser um objetivo que alcançamos. Mas felicidade mesmo não pode ser comprada ou vendida ou mensurada ou feito nada com ela além de ser sentida e vivida.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley-sad.gif"><span id="more-351"></span><img class="size-thumbnail wp-image-356 alignleft" title="watchmen-smiley-sad" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley-sad-150x150.gif" alt="Alguém já parou pra perceber isso?" width="150" height="150" /></a>Acontece que quando estamos felizes &#8211; e isso é algo que a mídia de forma geral tenta nos convencer que precisamos &#8211; acabamos comprando mais e alimentamos mais o sistema. Na nossa sociedade acabou que é praticamente proibido ser triste, ficar deprimido, pois quando fazemos isso, não trabalhamos, não produzimos, não ganhamos dinheiro e consequentemente não gastamos. Mas não pense que isso é culpa do capitalismo, já que em um sistema comunista ou socialista ficar deprimido significa não contribuir para o bem social. Isso é um problema da nossa sociedade moderna que olha mais para fora do que para dentro.</p>
<p>A depressão  &#8211; por incrível que pareça &#8211; é algo necessário, pois com ela podemos refletir sobre nossas escolhas, sobre nosso caminho e sobre nossa vida. É tão necessário que os antigos gregos já reconheciam duas artes do teatro, a comédia que falava sobre as felicidades e eventos cômicos da vida, e a tragédia que falava das nossas tristezas e servia de cano de escape para os nossos sofrimentos.</p>
<p>É claro que ninguém quer ser triste ou sofrer, mas não podemos negar o valor e a necessidade disso. Infelizmente, não é isso que querem as empresas, o comércio e o mercado. Não há lugar para tristeza nesses meios, já que a prerrogativa deles é vender, comprar e consumir. Como exemplo, deixo aqui a propaganda de uma loja de departamentos conhecida. Seu slogan é &#8220;Vem ser feliz&#8221; e em vários momentos nessa peça podemos ver pessoas felizes, correndo e os funcionários da loja dizendo que eles querem fazer as outras pessoas felizes.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="465" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YsUzTzx5GuA&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/YsUzTzx5GuA&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Nada contra a felicidade, mas quando ela é tratada como mercadoria, começamos a ter um grande problema, principalmente porque cada vez mais as pessoas irão comprar para poderem ser felizes. O mercado adora isso! Mas não as pessoas, já que elas não sabem o que é ser feliz.</p>
<p>Um outro caso que me chamou muito a atenção é de uma marca de sabonete que vende literalmente a proteção a doenças que podem matar pessoas. É essa a imagem ao menos que acabamos tendo com a propaganda que passa na televisão. Vemos frazes do tipo: &#8220;Há bactérias em tudo que tocamos, que podem te deixar doente&#8221; ou &#8220;Previna-se contra doenças&#8221; ou ainda &#8220;você deve lavar as mãos várias vezes&#8221;, impondo o consumo excessivo do sabonete.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="465" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/y-2pc-rUOSg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/y-2pc-rUOSg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Posso pensar aí em dois grandes problemas psicopatológicos: o Transtorno  Obsessivo Compulsivo e a Paranóia, ou Transtorno Delirante.</p>
<p>O Transtorno Obsessivo Compulsivo se caracteriza por atos compulsivos utilizados para livrar a ansiedade de um pensamento obsessivo. Se esse pensamento for que tudo à nossa volta está contaminado (&#8220;<em>Há bactérias em tudo que tocamos, que podem te deixar doente</em>&#8220;), um ato compulsivo relacionado a isso pode ser o de lavar as mão várias e várias vezes para livrar-nos da contaminação (&#8220;<em>Você deve lavar as mãos várias vezes</em>&#8221; e &#8220;<em>Previna-se contra doenças</em>&#8220;).</p>
<p>Já o Transtorno Delirante é caracterizado pela presença de delírios, ou seja, de crenças irracionais sem fundamento. Acreditar que existem bactérias em tudo o que tocamos e que elas podem provocar doenças não é um delírio, já que isso é um fato. O delírio começa a acontecer quando acreditamos que essas bactérias podem estar atrás de nós e se nós não utilizarmos o tal sabonete para nos prevenir de doenças, vamos morrer. Isso já é delírio e beira a paranóia, que é o delírio de perseguição. Para mais detalhes sobre esses quadros, leiam este post: <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/">Uma breve história das doenças mentais</a>.</p>
<div id="attachment_357" class="wp-caption aligncenter" style="width: 449px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bacteriaDonSmith.jpg"><img class="size-full wp-image-357" title="bacteriaDonSmith" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bacteriaDonSmith.jpg" alt="Cuidado com as bactérias?" width="439" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Cuidado com as bactérias?</p></div>
<p>A grande questão que deixo agora é: a gente para pra pensar sobre os anuncios que vemos todos os dias na televisão e sobre a imagem que eles estão vendendo? Essas duas propagandas aqui são só dois exemplos de propagandas que criam necessidades desnecessárias, um de comprar felicidade e outro de superproteção à doenças mortais. Mas existem tantas outras, certo? Cada uma ou alimenta esses padrões de mercado ou  colocam objetivos irreais para pessoas reais. Só para citar mais UM exemplo (que depois irei comentar), a imagem de belexa anoréxica de vários comerciais de roupa íntima feminina.</p>
<p>Muitas vezes ficamos passivos diante de tudo isso, sendo somente observados como gado que consome o que nos empurram. Mas devemos perceber que também podemos observar tudo isso e sim podemos dizer não ao que nos vendem as propagandas. Podemos querer ser felizes, mas para isso basta colocar pequenos objetivos diários a serem alcançados e não precisar comprar qualquer coisa para isso. Podemos querer não ficar doentes, mas bactérias também fazem bem à saúde. O que precisamos é ficar atentos ao que nos é vendido, é tornarmos observadores ao invés de simples observados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2010/07/quem-observa-os-observadores-midia-e-psicopatologia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem observa os observadores? Uma Introdução</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/05/quem-observa-os-observadores-uma-introducao/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2010/05/quem-observa-os-observadores-uma-introducao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 20:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs e Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[delírio]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[observador]]></category>
		<category><![CDATA[observar]]></category>
		<category><![CDATA[orkut]]></category>
		<category><![CDATA[paranóia]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[watchmen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=298</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Quis Custodiet Ipso Custodet&#8221; é uma frase muito antiga do poeta romano Juvenal que quer dizer literalmente &#8220;Quem vai guardar aqueles que guardam&#8221; ou às vezes, &#8220;quem observa os observadores&#8221;. Essa frase, para quem assistiu ao filme Watchmen ou leu a graphic novel, sabe que essa frase aparece algumas vezes como forma de protesto contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Who_Watches_The_Watchmen.png"><img class="size-full wp-image-299  alignright" title="Who watches the Watchmen" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/whowatches.jpg" alt="Who watches the Watchmen" width="323" height="248" /></a>&#8220;<em>Quis Custodiet Ipso Custodet</em>&#8221; é uma frase muito antiga do poeta romano <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LSoJquRNC7Y">Juvenal</a> que quer dizer literalmente &#8220;Quem vai guardar aqueles que guardam&#8221; ou às vezes, &#8220;quem observa os observadores&#8221;. Essa frase, para quem assistiu ao filme <a href="http://http://www.submarino.com.br/produto/6/21649947/dvd+watchmen:+o+filme/?franq=272988">Watchmen</a> ou leu a <a href="http://www.submarino.com.br/produto/9/737869/watchmen/?franq=272988">graphic novel</a>, sabe que essa frase aparece algumas vezes como forma de protesto contra os heróis mascarados. O engraçado é que em nenhum momento da história eles são chamados de <em>Watchmen</em> (ao menos no original do Alan Moore), mas esse nome vem justamente da referência a essa frase.</p>
<p>Mas, independente de Alan Moore, essa frase reflete um pouco em como pode ser nossa vida na internet. Quem possui vida online é constantemente observado. Ao mesmo tempo, também observa. Vale ver como funciona, por exemplo, o Orkut. Lá, cada vez que olhamos o perfil de alguém, o sistema avisa o observado quem o observou. Somos constantemente vigiados.</p>
<p><span id="more-298"></span>Outro lugar onde isso acontece é o <a href="http://twitter.com/passis">Twitter</a>. Seguimos pessoas e somos seguidos por outras. Quem segue, observa. Quem é seguido é observado. Como todos seguimos e somos seguidos, somos ao mesmo tempo observador e observado. Neste caso, a resposta à pergunta &#8220;quem observa os observadores&#8221; seria &#8220;os observados&#8221;. Hoje em dia, isso dá uma ideia bem diferente sobre o que seria o Panóptico de Jeremy Bentham (o que pode ser assunto para outro post).</p>
<p>Isso é um prato cheio para quem sofre de alguma forma de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/49286/paranoia/?franq=272988">Paranóia</a>. Paranóia, para quem não conhece, é chamada brevemente como &#8220;mania de ser observado&#8221;. É aquela sensação de que alguém o está vigiando, observado o tempo todo, geralmente por alguém que não conhecemos. É aquela impressão que temos quando alguém está longe e nos olha brevemente e achamos que ela nos está observando há tempos.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/olho125.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-302" title="Olho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/olho125.jpg" alt="Olho" width="400" height="266" /></a></p>
<p>Mas como funciona isso? A base da paranóia é o delírio. O delírio, segundo Hillman, é o único sintoma que é 100% psicológico, ou seja, não existe nenhuma base fisio, neuro ou sociológica para o delírio. O delírio pode ser caracterizado como uma crença infundada em alguma coisa. Podem ser crenças bizarras ou não-bizzaras, mas sempre essas crenças não vem como fundamento. Algumas pessoas, inclusive, dizem que acreditar na existência de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1972799/deus+,+um+delirio/?franq=272988">Deus é um delírio</a> já que não existem fundamentos reais para tal, somente a fé. Ele é 100% psicológico porque, se a qualquer momento forem encontrados fundamentos para a crença, ele deixa de ser delírio.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/twitter_block.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-305" title="twitter_block" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/twitter_block.jpg" alt="" width="149" height="144" /></a>É claro que neste breve espaço, não é possível falar muito sobre isso, inclusive sobre as inplicações disso como, por exemplo, o fato de algumas empresas vigiarem ou controlarem a vida virtual de seus empregados. Isso muitas vezes vai além do fato de alguns sites e serviços online serem bloqueados da rede da empresa, mas também um controle sobre as comunidades do Orkut ou sobre o que a pessoa twitta. Em breve, falarei um pouco mais sobre isso, aprofundando sobre questões tecnológicas e psicológicas desse tema para compreendermos quem somos os observados que observamos nós, os observadores.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2010/05/quem-observa-os-observadores-uma-introducao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma breve história das doenças mentais*</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 22:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Apostilas]]></category>
		<category><![CDATA[demônio do meio dia]]></category>
		<category><![CDATA[doença mental]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pablo.deassis.net.br/?p=274</guid>
		<description><![CDATA[Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações. Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/02/uchr_08_img0882.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-275" title="Os transtornos mentais sempre acompanharam a humanidade." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/02/uchr_08_img0882.jpg" alt="Os transtornos mentais sempre acompanharam a humanidade." width="204" height="272" /></a>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações.</p>
<p>Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos como sinais de profetas.</p>
<p>Com a influência do cristianismo na cultura ocidental, esses mesmos comportamentos passaram a ser vistos como sendo negativos e influenciados por demônios. A depressão, por exemplo, dizia-se que era influenciada pelo <a title="Solomon, Andrew. O Demônio do Meio Dia." href="http://www.submarino.com.br/produto/1/182286/demonio+do+meio-dia,+o/?franq=272988"><em>demônio do meio-dia</em></a>. Como a Igreja tinha bastante influência na sociedade, essas pessoas eram ou abandonadas por estarem possuídas ou eram levadas a igrejas para serem exorcizadas.</p>
<p><span id="more-274"></span>No final da idade média e início do Renascimento, pessoas que apresentavam esses comportamentos eram deixados de lado pela sociedade. Eles eram chamados de loucos e muitas vezes eram trancados com criminosos para afastar suas influências das pessoas ditas normais.</p>
<p>Com o tempo e o avanço da medicina, começou-se a perceber que esses “loucos” não possuíam só comportamento desviante, mas apresentavam sintomas claros que se repetiam em várias pessoas. Agora, ao invés de trancados em cadeias com criminosos comuns, eles eram trancados em asilos e manicômios para serem estudados e tratados. Neste ponto, passou-se a reconhecer a loucura como doença mental.</p>
<p>*Originalmente escrito para a apostila &#8220;<em>Um breve manual de transtornos mentais &#8211; uma breve introdução à psicopatologia e aos sistemas diagnósticos de classificação</em>&#8220;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
			<enclosure url="http://pablo.deassis.net.br/podpress_trac/feed/274/0/Transtornos-Mentais.pdf" length="162595" type="application/pdf" />
		<itunes:duration>00:01:01</itunes:duration>
		<itunes:subtitle>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações.

Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos como sinais de profetas.

Com a influência do cristianismo na cultura ocidental, esses mesmos comportamentos passaram a ser vistos como sendo negativos e influenciados por demônios. A depressão, por exemplo, dizia-se que era influenciada pelo demônio do meio-dia. Como a Igreja tinha bastante influência na sociedade, essas pessoas eram ou abandonadas por estarem possuídas ou eram levadas a igrejas para serem exorcizadas.

No final da idade média e início do Renascimento, pessoas que apresentavam esses comportamentos eram deixados de lado pela sociedade. Eles eram chamados de loucos e muitas vezes eram trancados com criminosos para afastar suas influências das pessoas ditas normais.

Com o tempo e o avanço da medicina, começou-se a perceber que esses “loucos” não possuíam só comportamento desviante, mas apresentavam sintomas claros que se repetiam em várias pessoas. Agora, ao invés de trancados em cadeias com criminosos comuns, eles eram trancados em asilos e manicômios para serem estudados e tratados. Neste ponto, passou-se a reconhecer a loucura como doença mental.

*Originalmente escrito para a apostila "Um breve manual de transtornos mentais - uma breve introdução à psicopatologia e aos sistemas diagnósticos de classificação".</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Psicopatologia, Textos e Apostilas</itunes:keywords>
		<itunes:author>Pablo de Assis</itunes:author>
		<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
		<itunes:block>no</itunes:block>
	</item>
	</channel>
</rss>

