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Uma breve reflexão sobre o Narciso Moderno


O Narciso ModernoO mito do Narciso é muitas vezes utilizado para ilustrar o que chamamos – graças à psicanálise – de Narcisismo. Comumente, relacionamos ao narcisismo o mesmo que egoismo ou então preocupar-se muito com a própria imagem. No mito grego, Narciso era um jovem que foi condenado, devido à sua arrogância, a apaixonar-se por sua própria imagem. Só que as pessoas só conhecem o lado de “Narciso era apaixonado por si mesmo” e usam isso para falar a respeito de pessoas que não conseguem ver além dos próprios umbigos, ou daqueles que se prendem muito em suas imagens virtuais nas Redes Sociais.

Só que o mito fala muito mais do que isso e o que o mito complementa sobre Narciso pode muito bem nos ajudar a compreender o Narciso Moderno.

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Grupo de Estudos Virtual – a Psicologia do Inconsciente


Carl JungFaz algum tempo iniciei uma prática que há muito queria voltar a fazer: grupos de estudo com meus alunos. Iniciei a estudar assim na época da graduação em psicologia, quando reunia colegas interessados em estudar Psicologia Analítica e liamos juntos alguns textos. Na mesma época, estudava fora da faculdade em cursos direcionados por psicólogos junguianos. Foi nesses estudos que descobri o livro Psicologia do Inconsciente de Carl Jung.

A princípio, esse livro pareceu-me bastante completo, com conceitos pontuais e explicações bastante práticas sobre várias questões referentes à teoria junguiana. Acabei até utilizando várias de suas citações no corpo do meu TCC sobre o feminino sombrio. Mas o melhor desse livro não era nem a facilidade de compreensão de seu texto, mas sim algo que fui descobrir depois de algum tempo de estudar esse texto: ele ilustra claramente a forma de pensamento desse psicólogo suíço. E isso, talvez seja o mais importante a se estudar.

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Viciados em Celulares


Selfie no Oscar 2014Celulares e Smartphones já fazem parte do cotidiano do brasileiro. Não sabia da profundidade dessa realidade até entrar em contato com o trabalho de uma professora durante meu mestrado em comunicação e linguagens que havia feito sua pesquisa de doutorado justamente sobre isso. A professora doutora Sandra Rubia da Silva escreveu a tese entitulada Estar no tempo, estar no mundo: a vida social dos telefones celulares em um grupo popular, onde ela explora o cotidiano de uma comunidade popular e sua relação com aparelhos de telefone celular.

Ela nos mostra uma realidade bem interessante que, mesmo uma comunidade onde seus habitantes não possuem tanto poder aquisitivo, o aparelho celular – geralmente os mais simples – já fazem parte de seu cotidiano. Os aparelhos mais modernos nos permitem realizar várias atividades complexas, comparáveis a muitos computadores pessoais, porém, mesmo os mais simples com recursos limitados como ligações e mensagens, conseguem integrar essa comunidade em várias dimensões, como as relações de gênero e e de gerações, na apresentação de si e até na participação religiosa da comunidade. Esse último, me recordo, os membros de uma igreja local compartilhavam diariamente por mensagens versículos a outros membros, como forma de expandir sua vivência religiosa.

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Psicofármacos, Terapia e o Efeito Placebo


Muito do sucesso da terapia depende de como acreditamos nelaNunca imaginei que um artigo antigo ainda iria retomar tanta discussão. Mas, uma coisa boa daquilo que já foi dito é a possibilidade de revisá-lo e de construir novas ideias e novos argumentos. Tive vários comentários, mas o mais recente me chamou a atenção para outros pontos sobre a relação entre psicofarmacoterapia e psicoterapia que ainda não havia tocado.

O comentário foi da Luciana, que relatou sua história com a depressão e relação com ambos remédio e psicanálise. Ao final, ela conclui que ambos os caminhos são válidos, ao contrário do que defendo – que somente a psicoterapia é suficiente. Seus argumentos são bastante válidos e baseados em sua experiência e, sobre isso, só tenho a dizer que, se funcionou para ela, se esse foi o seu caminho, então ótimo! É difícil encontrarmos o nosso caminho. Mas, lamento informar que isso pouco teve a ver com os remédios tomados e mais a ver com os encontros vividos. Explico. 

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Quem observa os observadores: os rolezinhos e o medo das massas


Encontro de Blogueiros de Curitiba acontecia regularmente em Shopping, com dezenas de pessoas.

Fonte: Jonny Ken Itaya http://www.flickr.com/photos/jonnyken/2435699977/in/photostream/

Organizar encontros no shopping através da internet e de forma periódica: blogueiros de Curitiba já faziam isso em 2009, inclusive com o apoio do shopping em questão que chegou a ampliar o acesso ao Wifi por conta disso, como mostra esta matéria aqui do próprio estabelecimento. E, desde essa época, o mesmo Shopping recebe a visita organizada de grupos vindo da periferia da cidade ouvindo suas músicas preferidas e vestindo suas calças no joelho e pantufas no pé sem muito preconceito… Até hoje é assim, sem grande separação, sem tantos conflitos (só um pouco e só de vez em quando).

Na mesma época inaugurou na cidade um outro shopping que dizia ser o maior centro comercial do sul do Brasil, só que lá, pela proximidade a um grande terminal de ônibus que facilitava a chegada de gente “diferenciada” de mais longe, eles tiveram esse tipo de problema de barrar a entrada desses grupos. A resposta foi uma investigação do Ministério Público que percebeu que vários shoppings faziam algo parecido, por mais que fosse velado.

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O Ponto de Encontro entre Trabalho, Educação, Tecnologia e Psicologia.


Seminários Epistemológicos UnicentroNo último dia 05 de novembro fiz uma palestra na UniCentro, em Irati, a convite do meu amigo César Rey Xavier em seu primeiro evento Seminários Epistemológicos Unicentro. O objetivo era falar sobre interdisciplinaridade e epistemologia, então preparei uma fala de 40 minutos sobre o tema, amarrando com os pontos que atualmente estou trabalhando: o mundo do trabalho, a educação, a tecnologia e a psicologia.  Para quem é leitor do meu blog, já deve saber mais ou menos o teor dessa conversa. Para quem ainda não conhece, coloco aqui o Prezi que utilizei na apresentação. Adoraria ter gravado ao menos o áudio para disponibilizá-lo aqui, mas estava sem esses recursos tecnológicos na hora. Mas ao menos as ideias estão compreensíveis na apresentação.

O ponto principal que estava defendendo é que não dá mais para percebermos esses campos como sendo isolados, mas sim que sejam híbridos, um misto de todos os campos que apresentam características novas. A interdisciplinaridade pode ser vista a partir das diferentes disciplinas ou então a partir do novo campo criado que é necessariamente híbrido.

Direitos Humanos, Testes em Animais e a Lei de Godwin


Cães como esses foram resgatados do Instituto Royal.Recentemente virou notícia a invasão ao Instituto Royal para o resgate de dezenas de cães da raça Beagle que eram utilizados como cobaias em experimentos científicos. Esses cães especificamente eram usados para testar níveis de toxicidade de medicamentos, entre outras pesquisas biomédicas. A alegação feita pelos manifestantes era que esses animais estavam sofrendo maus tratos e por isso o resgate foi necessário. Porém, tem muita coisa por trás dessa história que não estamos conseguindo perceber – que são muito mais perigosas do que maus tratos em animais.

Não quero aqui entrar especificamente na questão dos direitos dos animais – pois só isso daria um artigo inteiro. Mas vou falar sobre os direitos humanos, como base principal para a argumentação. Também vou falar sobre como funcionam os testes em animais e explicar algumas mentiras e mitos em volta deles. E para terminar, é interessante recorrer à Lei de Godwin, uma lei criada em tempos de cibercultura, para refletirmos um pouco sobre as nossas próprias argumentações – para vermos para onde estamos encaminhando quando agimos da forma como estamos fazendo.

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O Anacronismo das Ciências Humanas


O tempo passa, mas os pensamentos continuam os mesmos...Estudo e leciono história e epistemologia há alguns anos. E sinceramente, estou ficando cansado das teorias baseadas em pensamentos do século XIX regendo as práticas cotidianas, sociais e políticas do século XXI. Já progredimos e evoluímos muito desde essa época do início da revolução industrial, mas nossa filosofia, sociologia, psicologia e ciências humanas de forma geral ainda se baseiam em pensamentos dessa época. Muita coisa já mudou nas nossas organizações pessoais, já passamos por muitas crises e tivemos muitos experimentos para saber que esses modelos de ciências humanas também precisam passar pelos mesmos processos.

As ciências naturais conseguiram evoluir com suas pesquisas. A física de hoje já não é a mesma do século XIX. A biologia talvez seja a ciência que melhor conseguiu evoluir – talvez por usar a evolução como um dos mais importantes pressupostos. A química o tempo todo está fazendo novas descobertas e mudando até mesmo a forma de compreendermos a sociedade. E por que ainda queremos usar, para embasar as ciências humanas, as ideias do século XIX?

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Oficina de Podcast Módulo 2 – Produção


Oficina de Podcasts!No último sábado apresentei o segundo módulo de uma oficina de Podcast organizada pelo SESC Curitiba. E por que eu só anunciei agora? Quer dizer que já se foram dois módulos dessa oficina e só agora estamos sabendo disso? Pois é… Aconteceram diversos problemas pessoais e acabei me enrolando com a divulgação do evento. Mas, antes tarde do que nunca, certo?

A oficina foi muito boa, por sinal, e antes de tudo, eu adoraria ter gravado as três horas do evento e poder distribuí-lo aqui no formato de podcast! Porém, devido a problemas técnicos e falhas na bateria da mesa de som, infelizmente, só consegui gravar os minutos iniciais da oficina e não consegui o material para disponibilizá-lo aqui. Mas, mesmo assim, ainda tenho os slides com o material básico do segundo módulo da oficina para disponibilizar aqui. Por mais que na maioria dos slides só contenha algumas palavras chave para orientar a nossa conversa, ao final deixo uma lista de vários artigos e episódios do Metacast com informações realmente úteis para podcasters iniciantes. Ao mesmo tempo, esses links são de relevância para prepararnos para o terceiro e último módulo dessa oficina!

Neste módulo, iremos produzir um podcast. Ele será curto – devido as limitações de tempo da oficina, mas terá a colaboração de todos os participantes, onde aprenderemos alguns truques do Audacity e colocaremos em prática muito do material estudado no segundo módulo. Então, caso você more em Curitiba e tenha interesse em participar do terceiro módulo da Oficina de Podcast, compareça dia 3/8/2013 no SESC do Paço da Liberdade às 14hs e construa conosco essa experiência!

Uma nova rodada para a “Cura Gay”


Como aconteceria a Cura Gay?Diante da notícia do arquivamento do projeto da “Cura Gay”, vemos que as manifestações populares conseguem mostrar para os deputados qual é o desejo do povo e não só de uma minoria. Pela notícia, parece que o Dep. João Campos resolveu arquivar o projeto, mesmo ainda acreditando nele. Mesmo assim, tem muita gente ainda falando sobre isso, principalmente por conta da desinformação. E quem mais está desinformado é o próprio legislativo! Um dia após o arquivamento pelo autor original, o Deputado Anderson Ferreira, do PR-PE – também da bancada evangélica do congresso – reapresentou o mesmo projeto, sem alterações, pois ele sente que isso ainda precisa ser discutido…

Pois bem, vamos discutí-lo! Um pouco tempo depois de eu ter escrito meu artigo sobre o que há por trás da cura gay, é lançado um vídeo do deputado Marco Feliciano onde ele se propõe a falar “tudo da cura gay”. Até aí, acho ótimo ele também esclarecer os pontos que ao público ficaram vagos. E, de fato, ele começa esclarecendo vários deles!

Mas, ao mesmo tempo, ele nos chama a atenção a respeito da “desonestidade intelectual” que a mídia supostamente faz ao manipular a opinião do público a respeito desse projeto de decreto legislativo. Segundo suas palavras, “desonestidade intelectual: quando querem destruir a imagem de alguém e quando querem que as pessoas pensem uma coisa, quando na verdade é outra”. O mais interessante e tudo isso é que quem foi desonesto intelectualmente não foi a mídia – que no máximo pode-se dizer ignorante dos detalhes. Quem foi desonesto intelectual foi o próprio pastor que manipulou a verdade para “destruir a imagem” da mídia e dos psicólogos a respeito da cura gay. Então, vamos por partes…

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