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O Caminho dos Heróis e o Trabalho em Equipe


Já conhecem a história de Jasão e os Argonautas?Todos já ouviram falar do grande herói mítico Hércules, mas poucos sabem que ele já fez parte de uma grande equipe de heróis míticos chamada Os Argonautas, porque eles navegavam no grande navio Argo. Seu líder era Jasão, que estava em uma missão para recuperar o trono que fora usurpado por seu tio Pélias. Jasão contava com a ajuda de vários heróis além de Hércules, cada um com sua habilidade que o destacava dos demais. Hércules, é claro, trazia sua enorme força. Orfeu tinha um dom incrível de cantar e graças a ele, que cantou mais bonito que as sereias, ele sobreviveram. Jasão também encontrou no caminho a feiticeira Medéia que o ajudou com sua magia.

A mensagem que a história de Jasão e os Argonautas deixa para nós é que uma equipe pode se beneficiar com os talentos individuais de cada integrante, ao invés de procurar uma equipe uniforme. Se cada um desses talentos for valorizado, no momento apropriado cada um poderá contribuir da melhor forma possível.

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Day of the Doctor: As Viagens do Tempo na Mente


Salvem o dia! Dia 23 foi o Day of the Doctor!O último dia 23 de novembro foi o Day of the Doctor, o Dia do Doctor Who. Nesse dia, além da comemoração de 50 anos do seriado de ficção científica mais longo da história, passou no mundo todo e visto por milhões de espectadores na televisão e nos cinemas um episódio especial com a participação de vários dos personagens mais queridos da série.

Nesse mesmo dia, aqui em Curitiba, o grupo de fãs de Doctor Who fez um evento nas Livrarias Cultura do Shopping Curitiba um evento em comemoração ao Day of the Doctor, com palestras, debates e concursos de cosplay. Eu fui um dos palestrantes, com uma palestra muito bem frequentada entitulada As Viagens do Tempo na Mente: Os paradoxos temporais e as implicações para os viajantes. Minha motivação nessa palestra é mostrar um outro ponto de vista – mais psicológico – sobre as viagens no tempo.

Basicamente eu mostrei como o conceitos de Paradoxo Temporal – muito utilizado nas histórias de viagens temporais – acaba sendo carregado de conceitos mentais e subjetivos, mais do que impossibilidades físicas e objetivas. Concluo, com exemplos do Doctor Who, como os problemas de paradoxos de viagens no tempo – diante de todas as hipóteses e teorias – tem mais a ver com a nossa compreensão consciente de tempo e realidade do que com as limitações físicas do universo.

É claro que as viagens temporais físicas serão limitadas pela nossa tecnologia e ciência materiais. Mas, sempre quando nos lembramos de uma experiência antiga, ou quando fazemos projetos para nossa vida, estamos de certa forma viajando no tempo, na nossa memória do passado e no nosso planejamento do futuro! E é sobre essa experiência que falamos quando lemos e experienciamos na ficção as viagens temporais. Os paradoxos são simplesmente os problemas de compreensão das alterações ou de revisitações desses espaços que são – de certa forma – pontos fixos no tempo (para utilizar uma expressão da série inglesa).

Para quem não conhece a série e gosta de ficção científica, recomendo fortemente que assista. Na verdade, nem precisa gostar de ficção científica! A série teve sua estréia na Inglaterra em 1963 e já passou por várias reformulações e até um filme em 1996. Quem quer começar a assistir agora, recomendo pegar o reboot de 2005. E se achar esse começo chato, recomento tentar passar pelos primeiros episódios, até a série realmente engrenar. Depois, fica viciante!

E, para aqueles que não puderam ver minha palestra, ou para aqueles que assistiram mas querem pegar as referências, deixo aqui minha apresentação feita no Prezi.

E para quem conhece inglês, vale a pena assistir a esta animação, para ter um gostinho do que é Doctor Who:

Os Contos de Fadas Através da História


Cinderela é talvez um dos contos mais antigosOriginalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis.  Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente as consequências dos diferentes comportamentos, os bons e os maus. Porém, muitas das histórias não apresentavam sequer alguma veia de moralidade. Então, durante boa parte da Idade Média, os contos de fadas eram bastante populares – em vários sentidos.

No final da idade média, as fadas aparecem nas histórias arturianas, na figura de Viviane e Morgana e ainda no romance francês Melusine, do século XIV, que contava a história de uma criatura feminina sedutora e originária das águas. A força maior dos contos nessa época, porém, estava nas histórias de amor romântico. Foi nessa época, por exemplo, que surgiram outras histórias como Tristão e Isolda e O Segredo de Áquila, histórias que possuem todos os elementos de contos de fadas, cujo tema principal é justamente a história de amor.

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