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Day of the Doctor: As Viagens do Tempo na Mente


Salvem o dia! Dia 23 foi o Day of the Doctor!O último dia 23 de novembro foi o Day of the Doctor, o Dia do Doctor Who. Nesse dia, além da comemoração de 50 anos do seriado de ficção científica mais longo da história, passou no mundo todo e visto por milhões de espectadores na televisão e nos cinemas um episódio especial com a participação de vários dos personagens mais queridos da série.

Nesse mesmo dia, aqui em Curitiba, o grupo de fãs de Doctor Who fez um evento nas Livrarias Cultura do Shopping Curitiba um evento em comemoração ao Day of the Doctor, com palestras, debates e concursos de cosplay. Eu fui um dos palestrantes, com uma palestra muito bem frequentada entitulada As Viagens do Tempo na Mente: Os paradoxos temporais e as implicações para os viajantes. Minha motivação nessa palestra é mostrar um outro ponto de vista – mais psicológico – sobre as viagens no tempo.

Basicamente eu mostrei como o conceitos de Paradoxo Temporal – muito utilizado nas histórias de viagens temporais – acaba sendo carregado de conceitos mentais e subjetivos, mais do que impossibilidades físicas e objetivas. Concluo, com exemplos do Doctor Who, como os problemas de paradoxos de viagens no tempo – diante de todas as hipóteses e teorias – tem mais a ver com a nossa compreensão consciente de tempo e realidade do que com as limitações físicas do universo.

É claro que as viagens temporais físicas serão limitadas pela nossa tecnologia e ciência materiais. Mas, sempre quando nos lembramos de uma experiência antiga, ou quando fazemos projetos para nossa vida, estamos de certa forma viajando no tempo, na nossa memória do passado e no nosso planejamento do futuro! E é sobre essa experiência que falamos quando lemos e experienciamos na ficção as viagens temporais. Os paradoxos são simplesmente os problemas de compreensão das alterações ou de revisitações desses espaços que são – de certa forma – pontos fixos no tempo (para utilizar uma expressão da série inglesa).

Para quem não conhece a série e gosta de ficção científica, recomendo fortemente que assista. Na verdade, nem precisa gostar de ficção científica! A série teve sua estréia na Inglaterra em 1963 e já passou por várias reformulações e até um filme em 1996. Quem quer começar a assistir agora, recomendo pegar o reboot de 2005. E se achar esse começo chato, recomento tentar passar pelos primeiros episódios, até a série realmente engrenar. Depois, fica viciante!

E, para aqueles que não puderam ver minha palestra, ou para aqueles que assistiram mas querem pegar as referências, deixo aqui minha apresentação feita no Prezi.

E para quem conhece inglês, vale a pena assistir a esta animação, para ter um gostinho do que é Doctor Who:

Ensáios sobre Bistromática 1: A vida, o universo e tudo mais!


A vida, o universo e tudo maisÉ incrível como algumas coisas na vida nos fazem pensar em quão irracionais e não-absolutos são os números e o comportamento humano. Vendo alguns eventos recentes com alguns amigos e pensando sobre alguns planos pessoais sobre novos podcasts que não sei se terei tempo em realizar, percebi que Douglas Adams já falou sobre um possível caminho para resolver alguns desses problemas. É claro que a aplicação apresentada para esse caminho era a propulsão de naves transgaláticas (ou seja, capazes de atravessar a galáxia), mas talvez isso possa ser aplicado ao estudo do comportamento humano. Estou falando sobre a Bistromática.

Segundo o autor (em livre tradução minha), no livro A Vida, o Universo e Tudo Mais:

Bistromática é, em si, uma nova e revolucionária forma de compreender o comportamento dos números. Assim como a teoria da relatividade geral de Albert Einstein observou que o espaço não é um absoluto e depende do movimento do observador no tempo e que o tempo não é um absoluto e depende do movimento do observador no espaço, assim agora também percebe-se que os números não são absolutos, mas dependem do movimento do observador em restaurantes.

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