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Refletindo sobre Paradigmas Educacionais com Ken Robinson


Sir Ken Robinson Faz tempo quero começar uma série de reflexões a cerca da educação, não só a educação individual mas principalmente sobre os sistemas de educação públicas e privadas. Mas, antes é bom deixar registrado o que já existe e o que já fizeram sobre educação. Atualmente, o principal nome na área é Sir Ken Robinson, educador britânico radicado nos Estados Unidos e um dos principais pensadores atualmente sobre as mudanças de paradigma educacional.

Quero deixar aqui um breve vídeo que ilustra – literalmente – uma de suas palestras. Neste vídeo, ele fala sobre o atual paradigma educacional, seus principais problemas e como é possível modificá-los. Tanto a educação privada quanto a pública no Brasil sofrem do mesmo mal porque fazem parte de um mesmo sistema padronizado pelo Governo. Mas, melhor do que eu escrever aqui sobre o vídeo, vale mais a pena assistirem a ele.

Em breve, farei mais reflexões, não só sobre este vídeo, mas sobre outros assuntos também. Qualquer comentário que tenham sobre a educação, por favor, deixem aqui que possivelmente servirão para futuras reflexões!

O que realmente está por trás da “Cura Gay”…


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Ainda estamos dormindo e não vamos acordar tão cedo…


Venha para o Brasil, disseram... Será legal, disseram...Com o risco de parecer conspiracionista, preciso esclarecer algumas questões que percebo do que vejo das recentes manifestações no Brasil. E aproveitar para fazer um breve resumo de tudo o que venho pensando ultimamente.

Admito que inicialmente via tudo isso como manifestações populares legítimas, baseadas em críticas reais sobre a forma como o Brasil estava sendo condizido. A final, eu também sou contra a realização da Copa do Mundo em 2014, considerando que não temos infra-estrutura social para isso. Eu também estou de saco cheio da roubalheira, da corrupção dos mandos e desmandos do governo e dos parlamentares.

E quando o povo começou a tomar as ruas incentivados pelo aumento do ônibus, eu achei uma iniciativa bem interessante. E quando a polícia começou a reagir com medo – pois aquelas agressões gratuitas que vimos só pode ser fruto do medo – eu vi legitimidade. Principalmente quando a bandeira levantada era “Não são só vinte centavos”.

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O Eu, o Outro, o Indivíduo e a Sociedade



Qual deve ser o peso da responsabilidade, do indivíduo ou da sociedade?
Hoje percebi que o tema que tem mais postagens minhas é o de Psicologia e Sociedade. E refletindo sobre isso vi que, mesmo este blog tratando de psicologia, tecnologia e tudo mais, meu foco maior está sendo nas questões sociais mais relevantes e – muitas vezes – mais polêmicas. E me perguntei: por que esse meu interesse?

E percebi que o interesse está justamente na desinformação social com relação aos focos e conceitos das discussões. Passo bastante tempo discutindo com pessoas sobre algumas questões sociais, como a violência e os direitos civis, para perceber que muitos – se não todos – os posicionamentos se colocam ou em um ou outro ponto de uma balança bem delicada: o problema maior está no indivíduo ou na sociedade?

Vou pegar como exemplo um dos temas de discussão mais atuais, a diminuição da maioridade civil. Adolescentes mantando pessoas ultimamente têm trazido à tona a discussão sobre se adolescentes merecem ser presos e tratados como adultos pelos crimes cometidos. E muitos argumentos são lançados a favor e contra o assunto. Alguns dizem que o jovem já têm consciência sobre seus atos e merece ser punido, outros dizem que ele é só mais uma vítima dos problemas sociais e que medidas socioeducativas são melhores do que a cadeia. Uns voltam e dizem que prendendo adolescentes os adultos pararão de utilizá-los como bode-expiatório de seus crimes e outros voltam a dizer que cadeia não ressocializa nem diminui a violência urbana.

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Os Bodes Expiatórios e os crimes da sociedade


Culpamos o bode pelos nossos errosOutro dia estava comentando em sala de aula que temos uma cultura do bode expiatório, onde queremos encontrar um culpado pessoal para os problemas da sociedade. Na tradição original do “bode expiatório” na grécia, os pharmakos eram pessoas escolhidas por uma cidade para que elas levassem consigo os crimes e pecados da cidade e eram castigadas com o pior dos castigos da época: o Ostracismo, ou seja, eram banidas da cidade, perdiam a cidadania e nunca mais podiam voltar.

Para entendermos o quão grave era isso para eles, naquela época, vida em cidade era mais importante que vida individual, tanto é que cidades inteiras eram castigadas, como aconteceu com Sodoma e Gomorra, na bíblia ou ainda no mito de Édipo com a cidade de Tebas. Viver sem cidade era viver sem identidade.

Na tradição bíblica, todo pecado – seja ele da cidade ou do indivíduo – precisava ser pago com a morte. Eles resolveram que, ao invés de matar o pecador, essa pessoa sacrificaria um bode que morreria pelo pecado da pessoa e assim o mandamento de que todo pecado seria pago com a morte estava sendo cumprido. O cristianismo modifica isso pois eles aceitam o sacrifício de Jesus como sendo o sacrifício definitivo para todo o pecado do mundo, então a partir daí, ninguém mais precisa morrer por conta do pecado.

Então temos aí um padrão mítico, do mito do bode expiatório, onde uma pessoa acaba se responsabilizando – ou levando a culpa – pelo grupo: uma pessoa pagando pelos crimes e erros de um grupo todo. E, por mais que isso pareça algo de uma mentalidade antiquada, esse é o padrão que eu mais vejo pelo mundo atualmente, o que nos diz que nós temos ainda uma mentalidade antiquada.

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Anestesia ou Hiperestesia social com relação aos homossexuais?


Vivemos anestesiados socialmenteParece estranho esses termos médicos sendo utilizados para tratar de questões sociais, principalmente por alguém que critica a medicalização da sociedade. Mas os termos anestesia e hiperestesia, antes de serem da medicina – relacionando a efeitos de fármacos ou sintomas clínicos – são conceitos da estética.

Estética é o ramo da filosofia que trata das impressões dos sentidos, da percepção, da beleza e da arte. Durante muitos séculos, a filosofia vem tratando de questões estéticas, até mesmo questionando se a beleza é algo exterior, objetivo ou é interior e depende do observador. É claro que não chegamos a um consenso e existem defesas para os dois lados. Mas a questão aqui entra não nos padrões objetivos/subjetivos da estética, mas sim na sua falta ou em seu exagero.

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Reflexões sobre Educação à Distância: O Fórum


Como funcionam os fóruns?Há anos trabalho como tutor de EAD e à anos participo de fóruns online dos mais diversos tipos. Uma coisa que percebo quando comparo o uso dos fóruns em EAD e os outros fóruns é que os outros fóruns são muito mais ricos e vivos do que os de EAD. Parece que os fóruns em EAD se limitam a um espaço onde os alunos postam suas opiniões, enquanto nos outros fóruns seus membros realmente criam novas ideias!

Lembro-me de várias discussões no finado Orkut onde realmente íamos muito além da postagem inicial e realmente construíamos coisas novas. Muitas dúvidas foram esclarecidas e muitas ideias novas nasceram por lá. E isso é totalmente capaz na EAD! Mas por que isso não acontece? Bem, eu tenho algumas hipóteses:

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O uso dos psicotrópicos e a sociedade


Charlie Brown reflete sobre os efeitos colaterais da felicidade... Os efeitos colaterais dos remédios não são os únicos nem os maiores problemas da medicalização. Na real, são várias as críticas sociais do uso de medicamentos de forma indiscriminada, que nos levam a questionar seu uso até de forma controlada. A final, qual é o nosso objetivo com a prescrição desses remédios? E o que estamos falando com tudo isso?

Primeiro, ao receitar remédios para os nossos sentimentos extremos, estamos dizendo que eles são doenças. Ou seja, nossa tristeza e melancolia profundas é um Transtorno Depressivo Maior, nosso medo de falar em público é um Transtorno de Ansiedade de Fobia Social, nossos momentos de descontrole e euforia é um Episódio Maníaco dentro de um Transtorno Bipolar, os adolescentes isolados em seus mundinhos têm Transtorno de Personalidade Esquizóide e as crianças que adoram brincar e não se interessam nos estudos sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH.

Mas será que é isso mesmo? Será que não estamos mascarando de doenças comportamentos que são simplesmente normais? A final, todos temos o direito de ficarmos tristes, até mesmo de passarmos muito tempo tristes – se o nosso sofrimento for muito grande. E, muitas vezes, para não ficarmos tão tristes, devido a uma exigência social, nos colocamos em uma situação extrema de euforia – que nada mais é do que a resposta a uma demanda social de produção constante.

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Os efeitos dos medicamentos na vida


Quadro de Van Gogh, ilustra uma pessoa triste Os psicofármacos, como todo remédio possui seus efeitos principais e seus efeitos colaterais. Os remédios antidepressivos possuem como efeitos principais o aumento da sensação de bem-estar e a diminuição de sentimentos relacionados à depressão como desesperança e inutilidade. Ao mesmo tempo, muitos desses remédios possuem efeitos colaterais como boca seca, baixa de apetite, disfunção sexual, insônia ou hipersonia, pensamentos de morte, ideiais e atos suicidas, diminuição do desejo sexual, entre muitos outros. O mais interessante é que muitos desses efeitos colaterais são justamente sintomas e critérios diagnósticos da própria depressão que esse remédio tenta curar!

Mas como separar então esses efeitos? A questão é que não se pode. Tanto os efeitos principais quanto os secundários são efeitos reais dessas drogas. Acontece que os efeitos principais são os desejados e os vendidos, os colaterais são os que o paciente leva de brinde mas ele não quer. Não existe diferença. Alguns médicos irão dizer que esses efeitos colaterais acontecem em casos raros, mas eles esquecem de dizer que muitas vezes os efeitos principais também acontecem com a mesma frequência e muitas vezes somente os efeitos colaterais acontecem e nenhum dos efeitos principais são sentidos.

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Uma breve história dos psicofármacos


Philippe Pinel ordena a retirada das correntes das pacientes internas em Salpêtrière. Clique para ver a imagem maior.Para compreender os efeitos da medicalização, precisamos compreender o que são e de ondem vêm os psicofármacos. Psicofármaco é um nome genérico que se dá a qualquer remédio que possui efeito exclusiva ou principalmente comportamental, um psicotrópico. Mas de onde veio a busca por remédios que têm esse efeito?

Tudo começa no século XIX. Na real, tudo começa antes, mas vamos olhar a partir dos anos de 1800. Nessa época, a ciência se consolidou como a ferramenta da busca da verdade e ela se consolida baseada em um paradigma naturalista e materialista, ou seja, a ciência trabalharia com áreas exclusivamente materiais e naturais, evitando questões filosóficas e espirituais, por exemplo. Isso acaba por fortalecer muitas áreas, como a física, biologia e até a medicina. Mas uma área da medicina não se fortalece tanto assim, a psiquiatria.

A psiquiatria, desde um século antes com Philippe Pinel, é a área da medicina que se preocupa em cuidar dos doentes mentais. Foi com Pinel que problemas relacionados à loucura passou a ser considerada doença, o que para a época foi um grande avanço, pois até então os loucos ou eram vistos como malandros ou como possuídos por demônios. De qualquer forma, eles deveriam ser deixados de lado e não socializados. A psiquiatria começou a reintegrá-los à atenção social, mostrando que a loucura era um problema de saúde.

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