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	<description>Psicologia, Tecnologia e tudo mais.</description>
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	<itunes:subtitle>Podcast de psicologia, tecnologia e tudo mais!</itunes:subtitle>
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		<title>O Imaginário do Rádio e o Podcast</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 00:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do podcast ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia &#8211; produtores e consumidores &#8211; conseguimos imaginar dela e criar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/podcast_icon1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-839" title="Como podemos imaginar o podcast?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/podcast_icon1.jpg" alt="Como podemos imaginar o podcast?" width="220" height="242" /></a>Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do <a title="Aproveite e ouça aqui o meu podcast, o PsicoLog!" href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/" target="_blank">podcast</a> ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia &#8211; produtores e consumidores &#8211; conseguimos imaginar dela e criar com ela. A minha base de partida foram os trabalhos já realizados sobre o imaginário do rádio, dentro de uma área de pesquisa do imaginário.</p>
<p>Então, baseado nessas pesquisas resolvi imaginar o podcast. Quais seriam suas características e potenciais? Como podemos imaginar sua produção? E o principal: onde poderemos chegar com essa mídia? Essa é a base da minha pesquisa. E o artigo que publiquei no final do ano passado, no nº 9 da revista <a title="Revista Comunicologia" href="http://portalrevistas.ucb.br/index.php/comunicologia/issue/view/200">Comunicologia</a> da Universidade Católica de Brasília, trata um pouco sobre esse tema, focando mais nos trabalhos clássicos sobre imaginário do rádio e como isso se relaciona com o podcast. Para quem se interessar, aqui vai o <a title="Resumo e link para o texto completo direto do site da revista Comunicologia" href="http://portalrevistas.ucb.br/index.php/comunicologia/article/view/2885">resumo</a>:</p>
<blockquote><p><em>Este artigo propõe visualizar o imaginário do podcast a partir dos estudos clássicos do imaginário do rádio. Como ambos se assemelham pela transmissão de áudio à distância, existem elementos de comparação. Ao mesmo tempo, encontram-se elementos de diferenciação. Baseado em Bachelard, Arnheim e McLuhan e seus interlocutores, constrói-se a relação do rádio e do podcast com o inconsciente, a visualidade e a tecnologia. Conclui-se que ao se perceber o imaginário do podcast consegue-se visualizar suas potencialidades e possibilita-se imaginar o que há de único no podcast.</em></p></blockquote>
<p>Caso você tenha se interessado e queira baixar e ler o artigo na íntegra, basta baixar no link ao final do texto. E, se você for acadêmico e quiser citá-lo, fique à vontade!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<itunes:summary>Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do podcast ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia - produtores e consumidores - conseguimos imaginar dela e criar com ela. A minha base de partida foram os trabalhos já realizados sobre o imaginário do rádio, dentro de uma área de pesquisa do imaginário.

Então, baseado nessas pesquisas resolvi imaginar o podcast. Quais seriam suas características e potenciais? Como podemos imaginar sua produção? E o principal: onde poderemos chegar com essa mídia? Essa é a base da minha pesquisa. E o artigo que publiquei no final do ano passado, no nº 9 da revista Comunicologia da Universidade Católica de Brasília, trata um pouco sobre esse tema, focando mais nos trabalhos clássicos sobre imaginário do rádio e como isso se relaciona com o podcast. Para quem se interessar, aqui vai o resumo:
Este artigo propõe visualizar o imaginário do podcast a partir dos estudos clássicos do imaginário do rádio. Como ambos se assemelham pela transmissão de áudio à distância, existem elementos de comparação. Ao mesmo tempo, encontram-se elementos de diferenciação. Baseado em Bachelard, Arnheim e McLuhan e seus interlocutores, constrói-se a relação do rádio e do podcast com o inconsciente, a visualidade e a tecnologia. Conclui-se que ao se perceber o imaginário do podcast consegue-se visualizar suas potencialidades e possibilita-se imaginar o que há de único no podcast.
Caso você tenha se interessado e queira baixar e ler o artigo na íntegra, basta baixar no link ao final do texto. E, se você for acadêmico e quiser citá-lo, fique à vontade!

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		<itunes:keywords>Podcast e Podcasting, Textos e Apostilas</itunes:keywords>
		<itunes:author>Pablo de Assis</itunes:author>
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		<title>Os Contos de Fadas Através da História</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 11:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Originalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis.  Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/arthur-rackham-cinderella.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-832" title="Cinderela é talvez um dos contos mais antigos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/arthur-rackham-cinderella.jpg" alt="Cinderela é talvez um dos contos mais antigos" width="270" height="343" /></a><a title="Veja um pouco mais sobre a estrutura mítica dos contos de fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/10/os-contos-de-fadas-e-o-caminho-do-heroi/">Originalmente os contos de fadas não foram feitos para serem histórias infantis</a>.  Eram histórias contadas em círculos sociais adultos como formas de entretenimento e, assim, possuíam doses de elementos sexuais e de violência, como adultério, incesto, voyeurismo, exibicionismo, canibalismo ou estupro. Pode-se pensar que essas histórias, como as fábulas voltadas para crianças, tentavam mostrar originalmente as consequências dos diferentes comportamentos, os bons e os maus. Porém, muitas das histórias não apresentavam sequer alguma veia de moralidade. Então, durante boa parte da Idade Média, os contos de fadas eram bastante populares &#8211; em vários sentidos.</p>
<p>No final da idade média, as fadas aparecem nas histórias arturianas, na figura de Viviane e Morgana e ainda no romance francês <em>Melusine</em>, do século XIV, que contava a história de uma criatura feminina sedutora e originária das águas. A força maior dos contos nessa época, porém, estava nas histórias de amor romântico. Foi nessa época, por exemplo, que surgiram outras histórias como <em>Tristão e Isolda</em> e <em>O Segredo de Áquila</em>, histórias que possuem todos os elementos de contos de fadas, cujo tema principal é justamente a história de amor.</p>
<p><span id="more-803"></span>No Renascimento, as fadas apareceriam novamente em diversas fontes, como na peça <em>Sonho de uma noite de verão</em> de Shakespeare e até mesmo em <em>Romeu e Julieta</em> do mesmo autor. Na primeira história, as fadas aparecem como seres da floresta onde os protagonistas estão. Na última, as fadas são citadas no prólogo da peça, como musas inspiradores. Em <em>Os Lusíadas</em>, Camões apresenta a  “Ilha dos Amores”, que seria um resgate da Ilha de Avalon ou da terra das fadas.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Study_for_The_Quarrel_of_Oberon_and_Titania.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-833" title="Oberon e Titânia, do Sonhos de uma Noite de Verão" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Study_for_The_Quarrel_of_Oberon_and_Titania.jpg" alt="Oberon e Titânia, do Sonhos de uma Noite de Verão" width="301" height="196" /></a>No século XVIII foi escrita a tradução para o frances de <em>As mil e uma noites</em>, uma coletânea de contos árabes, do oriente médio e do sul da Ásia, escritas e reunidas a partir do século IX. Devido à popularidade dos contos de fadas na Europa, esses contos orientais foram muito aceitos, principalmente porque eles apresentam vários elementos místicos e comuns aos contos de fadas europeus.</p>
<p>No século XVII, o escritor francês Charles Perrault reescreveu vários dos contos de fadas populares, acrescentando uma moral ao final, atribuindo a eles um valor pedagógico. Os contos de fadas passaram a ter, então, um direcionamento maior para as crianças. Então, muitos dos contos originais foram mudados e inclusive conhecemos a versão de Perrault para eles, não a forma como eram contatas nos círculos mais populares.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mother-goose.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-834" title="Mamãe Ganso, ou a Dona Carochinha" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mother-goose.jpg" alt="Mamãe Ganso, ou a Dona Carochinha" width="250" height="352" /></a>Foi Perrault que escreveu os “Contos da Mãe Gansa”, com a intenção de ajudar na formação moral das meninas. Essa mãe gansa seria uma figura folclórica que contava histórias para crianças e, devido a uma prática popular de mulheres que contavam histórias enquanto teciam, a tradição passou que ela seria uma mulher, não uma gansa. Em vários países, ela ganhou outros nomes, como Carocinha, a fiadeira. Inclusive, isso faz referência à figura da mitologia africana, Anansi: uma aranha fiadeira contadora de histórias. Nos Estados Unidos e Inglaterra, ela continuou sendo a “Mother Goose” e suas traduções ganharam rima. Alguns desses contos incluem: A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Gata Borralheira (cinderela) e O Pequeno Polegar.</p>
<p>No início do século XIX, os estudiosos Jacob e Wilhelm Grimm fizeram uma coletânea dos contos tradicionais alemães, na tentativa de encontrar nesses contos populares alguma raiz linguística relacionada à cultura. Eles recolheram mais de 100 contos voltados a crianças e adultos, mostrando versões diferentes dos mesmos contos de Perrault. Alguns deles são: A Bela e a Fera, e João e Maria. A grande diferença entre as versões dos Irmãos Grimm e de Perrault é que a dos Irmãos Grimm está muito mais próxima da versão original, sem as modificações morais de Perrault. O intuito deles era mostrar a evolução da linguagem através dos diferentes contos, então quanto mais original, melhor.</p>
<p>Ainda no século XIX, na dinamarca, Hans Christian Andersen escreveu mais de 200 contos infantis, parte retirado da cultura popular, parte de sua imaginacão, contribuindo com vários contos de fadas diferentes, como A Roupa Nova do Imperador, O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Princesa e a Ervilha e Os Sapatinhos Vermelhos.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/411px-Alice_par_John_Tenniel_30.png"><img class="alignleft size-full wp-image-835" title="Alice no País das Maravilhas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/411px-Alice_par_John_Tenniel_30.png" alt="Alice no País das Maravilhas" width="250" height="364" /></a>No final do século XIX, as histórias abrem mão do sobrenatural e abraçam o absurdo. São histórias como <em>Alice no País das Maravilhas</em> de Lewis Carroll e <em>Pinóquio</em>, de Carlo Collodi. Este apresenta não só um boneco que quer ser gente que tem amigos animais e um grilo falante como consciência, mas a Fada Azul, capaz de conseder desejos. Sobre os absurdos do conto de Carroll, nem precisamos comentar, certo?</p>
<p>Chegando no século XX, esses mesmos contos foram traduzidos para a linguagem do cinema. Mas isso já é uma outra história&#8230;</p>
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		<title>Resposta ao Dr. Hélio</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 01:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
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		<description><![CDATA[Geralmente não respondo os comentários deixados em meu blog &#8211; somente alguns que merecem minha atenção. Deixo os comentários abertos para que meus leitores discutam e não gosto de encerrá-los com minhas ideias: prefiro deixá-las aberta para o benefício e discussão de todos. Mas leio todos, inclusive uso-os para ter ideias de novos artigos. Porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/comment_stage_6.png"><img class="alignright size-full wp-image-814" title="Resposta a um comentário deixado no meu blog" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/comment_stage_6.png" alt="Resposta a um comentário deixado no meu blog" width="250" height="203" /></a>Geralmente não respondo os comentários deixados em meu blog &#8211; somente alguns que merecem minha atenção. Deixo os comentários abertos para que meus leitores discutam e não gosto de encerrá-los com minhas ideias: prefiro deixá-las aberta para o benefício e discussão de todos. Mas leio todos, inclusive uso-os para ter ideias de novos artigos.</p>
<p>Porém, hoje recebi um <a title="Leia aqui o comentário completo" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/comment-page-1/#comment-2236" target="_blank">comentário</a> em meu blog no artigo que mostrava <a title="Os Riscos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/">os riscos da terapia cognitivo-comportamental</a> que veio carregado por algumas acusações relativamente pesadas. Por isso, dou-me ao direito aqui de responder cada um dos pontos levantados, mas antes gostaria de levantar alguns pontos sobre o meu texto que acredito foram ignorados pela leitura de meu crítico, o Dr. Hélio.</p>
<p><span id="more-813"></span>Primeiro, comecei <a title="Os Riscos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/">meu texto</a> já dizendo que meus argumentos para falar dos <a title="Os Riscos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/">riscos da TCC</a> são de base epistemológica, metodológica e política e que gostaria que as críticas recebidas por meus interlocutores também viessem por essas bases. Em momento algum acusei algum psicólogo ou médico específico, somente apontei para comportamentos questionáveis tanto de psicólgos quanto de médicos.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/snobish-critic-pic.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-815" title="Tenho que admitir que nem todos os críticos são assim..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/snobish-critic-pic.jpg" alt="Tenho que admitir que nem todos os críticos são assim..." width="172" height="171" /></a>Esperava, ao escrever este artigo, receber críticas pois admito não saber de tudo e provavelmente algum praticamente da terapia cognitivo-comportamental pudesse me esclarecer todos os meus pontos levantados. Mas também esperava que essas criticas fossem construtivas e apontassem os problemas dos meus <em>argumentos</em>. Tudo isso porque estava tentando seguir uma máxima que aprendi quando mais jovem, &#8220;Pessoas grandes discutem ideias, pessoas pequenas discutem outras pessoas&#8221;, e que tento usar em todos os meus argumentos: sempre discuto as ideias e não as pessoas que as têm, pois quando começo a falar sobre as pessoas eu mostro que não compreendo as ideias.</p>
<p>Lamento meu artigo não satisfazer a todos os leitures, mas essa é a minha opinião e ela está fundamentada em ideias. Já <a title="Caso não tenha lido o comentário ainda, irei colocá-lo na íntegra abaixo, junto aos meus comentários." href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/comment-page-1/#comment-2236" target="_blank">as críticas que recebi do &#8220;Dr. Hélio&#8221;</a>, ao contrário, não me parecem estar fundamentadas &#8211; como veremos adiante. Então, vamos lá responder a cada uma delas. Se me permite, gostaria de comentar cada uma de suas frases, assim meus leitores poderão ver por completo esse comentário:</p>
<blockquote><p><em>Estimado colega de profissão, (será?)</em></p></blockquote>
<p>Será? Não sei qual é a sua profissão, pois você não se apresentou. Imagino que ao se nomear como &#8220;Doutor&#8221; Hélio, você deve ser formado e ter seguido carreira acadêmica e feito doutorado. Se sim, gostaria de saber qual foi sua linha de pesquisa e área de formação, até mesmo para ter uma base dos fundamentos do meu interlocutor, para tentarmos falar uma mesma língua. Mas se você não fez doutorado e se chama &#8220;doutor&#8221; por trabalhar na área da saúde &#8211; por ser médico ou psicólogo -, então seu titulo foi outorgado por seus clientes, não por seus pares. Realmente espero que você tenha feito doutorado e adoraria saber qual foi sua tese defendida!<br />
<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/8775.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-816" title="Patético é sinônimo de &quot;triste&quot; ou &quot;emotivo&quot;." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/8775.jpg" alt="Patético é sinônimo de &quot;triste&quot; ou &quot;emotivo&quot;." width="183" height="231" /></a></p>
<blockquote><p><em>Nunca vi comentários mais patéticos em toda minha vida.</em></p></blockquote>
<p>Todos os meus argumentos são <a href="http://www.dicio.com.br/patetico/">patéticos</a>? Mas como eles são <a href="http://www.dicio.com.br/patetico/">patéticos</a>? Eles te fazem chorar? Admito que ver uma classe de psicólogos deixando de criticar sua área e questionar suas bases para se submeter à classe dos médicos é realmente triste, patético. Mas não vejo como meus outros argumentos se encaixam nessa definição. Teria como ser mais claro? E aposto de esse &#8220;em toda a sua vida&#8221; tenha sido uma hipérbole mal-colocada, pois garato que &#8220;em toda a sua vida&#8221; você tenha encontrado argumentos mais patéticos que os meus&#8230;</p>
<blockquote><p><em>Você não tem ideia do que seja a psicologia!</em></p></blockquote>
<p>Sim, tenho uma boa ideia do que seja a <a title="Veja aqui os meus artigos sobre psicologia!" href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/">psicologia</a> e, modéstia à parte, tenho muitas ideias do que seja a psicologia, muito mais do que muito psicólogo como os que critico nesse artigo, que se prendem às técnicas e não compreendem as teorias, histórias, métodologias e epistemologias.</p>
<blockquote><p><em>Seus argumentos são baseados em loucuras psicanalíticas, que diga-se de passagem, está muito longe de ser psicologia.</em></p></blockquote>
<p>Eu concordo em partes com essa frase. Concordo que a <a title="Jung e a Psicanálise de Freud" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicanalise-de-freud/">psicanálise</a> está longe de ser psicologia. Psicanálise é psicanálise e é um saber diferente da psicologia. Mas tenho que discordar em dois pontos: primeiro, que psicanálise é uma loucura. Posso não concordar com esse ponto-de-vista e preferir outras teorias psicológicas, mas admito que a psicanálise é um saber válido como outros saberes constituídos, com teorias, bases epistemológicas e fundamentos para suas práticas e métodos.</p>
<p>Outro ponto que discordo é que meus argumentos se baseiam em teorias psicanalíticas. Na realidade, esses argumentos &#8211; como havia dito antes &#8211; se baseiam em epistemologia da psicologia, metodologia da psicologia, história da psicologia e política da área da saúde. Inclusive, acredito que grande parte do meu argumento está sobre as bases epistemológicas e metodológicas das teorias comportamental e cognitiva! Eu só cito a psicanálise como forma de &#8220;apoio&#8221; histórico e nada mais. Não sei de onde você tirou que meus argumentos se baseiam na psicanálise. Poderia me mostrar?</p>
<blockquote><p><em>Qualquer pipoqueiro pode ser psicanalista!</em></p></blockquote>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/pipoqueiro.png"><img class="alignleft size-full wp-image-817" title="Já imaginaram um pipoqueiro psicanalista?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/pipoqueiro.png" alt="Já imaginaram um pipoqueiro psicanalista?" width="230" height="173" /></a>Contanto que esse pipoqueiro tenha formação superior, claro! Mas qualquer sociedade de formação de psicanálise só aceitam profissionais com título superior reconhecido pelo MEC. Se um profissional de nutrição trabalhar como pipoqueiro quiser ser psicanalísta, ele pode. Mas não são todos os pipoqueiros que fizeram faculdade. Então nem todo o pipoqueiro pode ser psicanalista. Mas, uma coisa é ser psicanalista, outra é ele trabalhar como psicoterapeuta ou analista: isso é prerrogativa legal somente de psicólogos e médicos.</p>
<blockquote><p><em>A psicanálise não é reconhecida pelo ministério da educação do Brasil, muito menos da França.</em></p></blockquote>
<p>Aqui, tenho que discordar. A psicanálise tanto é reconhecida pelo ministério da educação do Brasil que o próprio MEC exige que os cursos de formação de psicólogo tenham em suas grades curriculares conteúdo de psicanálise. Além disso, o MEC também aprova, sanciona e reconhece cursos de mestrado e doutorado com fundamentação psicanalítica. Na França, infelizmente não conheço a legislação de educação, porém tenho vários amigos psicanalistas que fizeram suas pós-graduações <em>strictu sensu</em> naquele país, inclusive na Universidade de Sorbonne, uma das mais prestigiadas instituições de ensino francês. Então acredito que o ministério da educação do país do psicanalista Jacques Lacan reconheça a psicanálise sim. Mas isso é só uma hipótese.</p>
<p>Mas o que a França tem a ver com tudo isto mesmo?</p>
<blockquote><p><em>Um terapeuta junguiano nada mais é do que um massagista sexual frustrado.</em></p></blockquote>
<p>Devo admitir que já ouvi várias críticas aos terapeutas junguianos, como sendo místicos, bruxos, astrólogos de consultório, usuários de florais e homeopatia, praticantes de terapias alternativas, leitores de tarô, mas nunca havia ouvido um junguiano chamado de &#8220;massagista sexual frustrado&#8221;. O mais interessante são os argumentos que o Dr. Hélio utiliza para falar sobre isso na próxima frase!</p>
<blockquote><p><em>Falo frustrado, porque se você observar tais terapeutas, os mesmos são bizarros fisicamente, mentalmente e com certeza têm um minúsculo falo.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Este é o ponto dos argumentos que gostaria de evitar: falar sobre pessoas. O meu artigo original falava sobre ideias, argumentos e críticas epistemológicas e políticas. Já meu interlocutor, o Dr. Hélio, vem falar sobre a aparência física dos junguianos e da agilidade mental dos mesmos, além de querer utilizar o tamanho do órgão sexual masculino &#8211; o falo, eufemismo para pênis &#8211; como ponto de referência.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Reich.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-818" title="Wilhelm Reich falava sobre as posturas corporais como aspectos psicológicos." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Reich.jpg" alt="Wilhelm Reich falava sobre as posturas corporais como aspectos psicológicos." width="200" height="242" /></a>Aqui já vejo vários problemas. O primeiro deles é que conheço muitos junguianos realmente atraentes e a maioria dos junguianos que conheço são mulheres e se dão muito bem com sua feminilidade a ponto de não se importarem com o fato de não terem um pênis! O que acho mais interessante é que esse tipo de argumento &#8220;fálico&#8221; é de base psicanalítica, a mesma base criticada por meu interlocutor algumas frases antes, chamada de &#8220;loucura psicanalítica&#8221;.</p>
<p>Mas também, fazer uma leitura corporal das pessoas se aproxima bastante da &#8220;Análise caracterológica&#8221; de Wilhelm Reich. Mas não sei se existe algum carácter próprio dos junguianos, pois conheço vários de caráteres dos mais variados. Só não posso afirmar sobre o tamanho dos falos dos junguianos pois nunca saí por aí comparando o tamanho deles. Só sei que as mulheres não os possuem, por motivos biológicos. A não ser que esteja falando do aspecto simbólico do falo como representante de poder. Mas, segundo a construção do texto do Dr. Hélio, acredito que ele fazia referência ao pênis mesmo, já que a importância do simbolismo fálico é uma das teorias da &#8220;loucura psicanalítica&#8221; e acredito &#8211; por coerência contextual &#8211; que meu interlocutor não estaria utilizando como base de seu argumento a teoria que está criticando, pois assim ele estaria criticando a si mesmo.</p>
<blockquote><p><em>Não consigo imaginar o nível da instituição que você diz dar aulas.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>E nem precisa, pois essa informação é irrelevante para o argumento. Digo isso pois conheço aqui em Curitiba psicólogos excelentes que lecionam em instituições privadas pequenas e novas com pouco reconhecimento, ao mesmo tempo em que conheço verdadeiras &#8220;portas&#8221; psicológicas &#8211; duras, de pouco movimento e geralmente fechadas &#8211; que me envergonham de ser da mesma classe profissional, que lecionam nas melhores instituições federais do país e inclusive na pós-graduação <em>strictu senso</em> das mesmas. O mesmo, tenho certeza, acontece em todas as universidades brasileiras. Ou seja, um ponto irrelevante para a argumentação.</p>
<blockquote><p><em>Tampouco imagino onde você tenha se formado.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Novamente, irrelevante para uma boa discussão. Em que ponto a discussão de ideias passou a ser sobre o meu currículo? Mas, para que esses ânimos se resolvam &#8211; pois aparentemente o currículo parece ter mais importância que boas ideias -, basta dizer que sou formado pela Universidade Federal do Paraná, que é reconhecida como uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil.</p>
<blockquote><p><em>Você diz também ter MBA em RH. Nossa!!!</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Sim, é o título que recebi após terminar a minha pós-graduação. Sinceramente não gosto muito do &#8220;MBA&#8221; pois ele não é verdadeiro. Um MBA nos Estados Unidos é um mestrado na área de administração, mas aqui nada mais é do que um detalhe estético nos nomes de cursos de pós-graduação em praticamente qualquer área &#8211; que acaba não dizendo nada. Mas enfim&#8230;</p>
<blockquote><p><em>Se você não sabia, o RH é uma área da administração.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Sim, eu sei que &#8220;Recursos Humanos&#8221; é um sistema de trabalho da administração &#8211; e como você bem notou, tenho um MBA nessa área &#8211; que também é trabalhado por psicólogos. É uma das inter-áreas do saber psicológico. Fiz esse curso justamente porque tenho interesse na <a title="Meus textos sobre Psicologia do Trabalho!" href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/psicologia-do-trabalho/">psicologia na área do trabalho</a> e nos aspectos administrativos das organizações de trabalho que influenciam diretamente a vida dos funcionários. Meu interesse não é somente clínico, mas organizacional também.</p>
<blockquote><p><em>O papel do psicólogo é apenas fazer perguntinhas imbecís e acreditar que está selecionando alguém… e o pior, normalmente eliminar quem seria o mais indicado para a função.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Esta talvez seja a minha frase favorita de todo o comentário! Isso porque existe tanta informação em uma pequena frase. Vamos por partes…</p>
<div id="attachment_819" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/human_resources_260805.jpg"><img class="size-full wp-image-819" title="RECRUTAMENTO: Atualmente não temos nada na área de pilhagem. Você consideraria algo na área de recursos humanos?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/human_resources_260805.jpg" alt="RECRUTAMENTO: Atualmente não temos nada na área de pilhagem. Você consideraria algo na área de recursos humanos?" width="250" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">RECRUTAMENTO: Atualmente não temos nada na área de pilhagem. Você consideraria algo na área de recursos humanos?</p></div>
<p>Primeiro, o papel do psicólogo que trabalha com recursos humanos vai além do processo de &#8220;seleção&#8221; de pessoal. Classicamente, o sistema de Recursos Humanos se divide em vários subsistemas, como recrutamento, seleção, contratação, treinamento, desenvolvimento pessoal, clima organizacional, resolução de conflitos, desligamento, entre outros. Eu, particularmente, me interesso principalmente na área de desenvolvimento pessoal e organizacional.</p>
<p>Agora, essa afirmação de um psicólogo em um processo de seleção somente fazer &#8220;perguntinhas imbecís&#8221; (sic &#8211; vale lembrar que &#8220;imbecis&#8221;, plural da palavra &#8220;imbecil&#8221;, não leva acento por ser uma oxítona terminada em i)  e &#8220;normalmente eliminar quem seria o mais indicado para a função&#8221; me parece, nas entrelinhas, como um relato pessoal, de uma frustração de ter sido eliminado em um processo de selecção. Eu sei que não iria falar sobre as pessoas. Mas os argumentos aqui do Dr. Hélio já saíram do campo das ideias faz algum tempo e não tenho como contestar argumentos pessoais com respostas ideais. Sugiro, Dr. Hélio, que procure mais informações sobre o papel do psicólogo nas empresas e no <a title="Meus artigos sobre Psicologia do Trabalho!" href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/psicologia-do-trabalho/">trabalho com recursos humanos</a>. Quem sabe você possa descobrir os motivos por trás dos processos de seleção de pessoal e de todos os outros trabalhos exercidos pelos psicólogos.</p>
<p>E finalmente, foi essa frase que me entregou que meu interlocutor, o Dr. Hélio, não é um psicólogo formado, pois se fosse, teria estudado ao menos um semestre de Psicologia Organizacional ou algo semelhante, como &#8220;Psicologia do Trabalho&#8221; ou até mesmo &#8220;Psicologia Industrial&#8221;, ensinada até meados da década de 80. E como ele se chama de &#8220;Doutor&#8221;, acredito que ele seja um profissional da medicina &#8211; possivelmente da área da psiquiatria, área mais afim com a psicologia. Mas, novamente, isso é pura especulação, pois ele pode ser um pedagogo com doutorado em nutrição, por exemplo!</p>
<blockquote><p><em>A população, seja ela leiga ou científica, não acredita na psicologia porque existem pseudo-profissionais iguais a você.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>E assim termina-se a argumentação de meu interlocutor: com uma ofensa pessoal. Fui chamado de &#8220;pseudo-profissional&#8221;, ou de um &#8220;falso profissional&#8221;, dizendo que são os &#8220;pseudo-profissionais&#8221; <em>como eu</em> que tiram o crédito da psicologia. Sem querer comentar sobre a índole ou credenciais do Dr. Hélio (que, se não tiver defendido uma tese de doutorado seria um &#8220;pseudo-doutor&#8221;), quero aqui somente comentar o argumento de que a incredulidade da população com relação à psicologia se dá justamente por profissionais (ou &#8220;pseudo-profissionais&#8221;) <em>como eu</em>: isso é justamente o contrário do meu argumento, que os profissionais que dão o descrédito para a psicologia são aqueles que não questionam, não criticam, não apresentam argumentos válidos e só respondem aos saberes dos outros sem olhar para seus pacientes.</p>
<p>Aqui tenho que me retratar pois não são somente os que trabalham com TCC que fazem isso: qualquer psicólogo independente da abordagem está sucessível a ser assim. Inclusive conheço junguianos assim, o que me é realmente patético.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/SAUDE_MENTAL.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-820" title="Este é um retrato da saúde mental..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/SAUDE_MENTAL.jpg" alt="Este é um retrato da saúde mental..." width="240" height="240" /></a>Infelizmente não consegui atrair um interlocutor que me apresentasse argumentos dignos de um bom debate intelectual. Infelizmente atraí um &#8220;Doutor&#8221; que precisou atacar a índole de seu interlocutor para se fazer ouvir, sem apresentar nenhum dos argumentos que havia pedido: epistemológicos, metodológicos ou políticos, limitando-se a afirmar que os meus argumentos eram &#8220;patéticos&#8221;.</p>
<p>Mas felizmente são argumentos assim que me dão a oportunidade de mostrar para meus leitores a quantas anda a realidade da psicologia e do trabalho com saúde mental no Brasil. Felizmente, são comentários como esse que me dão forças para continuar estudando e aprendendo mais sobre psicologia. Curiosamente, foi um comentário como esses feitos a mim enquanto eu era um estudante de psicologia navegando por fóruns pela internet &#8211; há muitos anos, antes dos tempos das <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/tecnologia/redes-sociais/" target="_blank">redes socials</a> &#8211; que me motivou a pesquisar e me aprofundar cada vez mais em áreas como epistemologia e filosofia, áreas do conhecimento que nos ajudam a compreender os fundamentos das nossas ideias e práticas profissionais.</p>
<p>E se esse comentário puder nos dar uma lição ou algo para aprender é que quando queremos questionar ideias devemos utilizar ideias e não devemos recorrer a ataques pessoais, pois esses só nos mostram o quanto somos frágeis naqueles. O Dr. Hélio nos mostrou o quão pouco ele conhecia (utilizo o verbo no passado, pois espero que agora ele conheça um pouco mais) a psicologia e, provavelmente por se sentir pessoalmente atacado pelas ideias apresentadas &#8211; especulo aqui que ele seja um psiquiatra que trabalhe ou recomenda a TCC para seus clientes, mas isso é só especulação minha (pois ele muito bem pode ser um pedagogo com doutorado em nutrição que foi recusado num processo de seleção provavelmente por um estagiário e procurou uma TCC para resolver seus traumas pessoais e obteve sucesso e se identificou com a TCC: não temos como saber ao certo sem que ele nos diga) &#8211; e sem ter argumentos epistemológicos, metodológicos ou políticos para apresentar aos meus, ele preferiu partir para ataques pessoais, fugindo do tema e falando sobre o autor. Ocorreu uma identificação com as ideias, como se ele fosse as ideias atacadas. É interessante perceber que esse comentário pode ser colocado em qualquer contexto desde blog, não necessariamente no artigo comentado.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sorriso.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-821" title="Um belo sorriso de agradecimento" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sorriso.jpg" alt="Um belo sorriso de agradecimento" width="248" height="200" /></a><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/obrigado.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-822" title="Muito obrigado pelo comentário!" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/obrigado.jpg" alt="Muito obrigado pelo comentário!" width="136" height="200" /></a>E é aqui que eu deixo o meu &#8220;MUITO OBRIGADO&#8221; ao Dr. Hélio por dar-me essa oportunidade de contra-argumentar os seus argumentos (ou a falta deles), um exercício muito interessante não só para mim mas &#8211; creio eu &#8211; para todos os meus leitores também. E espero, com toda sinceridade, que este artigo tenha servido para você também. E peço, Dr. Hélio, que tente responder às minhas perguntas e se for argumentar algo apresentado aqui que tente ater-se às ideias e não às pessoas envolvidas. Quero tentar deixar esta discussão GRANDE! Então, vamos lá <em>às ideias</em>?</p>
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		<title>PsicoLog #05 &#8211; Psicologia Analítica e Comunicação</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 16:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em nosso quinto episódio do PsicoLog Podcast, eu disponibilizo a gravação de uma palestra que proferi para as turmas de Comunicação Social das Faculdades OPET de Curitiba da professora Carla Rizzotto, minha colega do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem. Ela, em sua disciplina de Psicologia e Comunicação, pediu que falasse sobre Psicologia Analítica. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP05.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-795" title="PsicoLog Podcast #05 - Psicologia Analítica e Comunicação" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP05.jpg" alt="PsicoLog Podcast #05 - Psicologia Analítica e Comunicação" width="204" height="204" /></a>Em nosso quinto episódio do PsicoLog Podcast, eu disponibilizo a gravação de uma palestra que proferi para as turmas de Comunicação Social das Faculdades OPET de Curitiba da professora <a href="https://twitter.com/#!/carlarizzotto">Carla Rizzotto</a>, minha colega do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem. Ela, em sua disciplina de Psicologia e Comunicação, pediu que falasse sobre Psicologia Analítica. Então preparei essa fala sobre alguns conceitos dessa abordagem teórica e como podemos aplicá-la à comunicação. Mas independente de área, aqui podemos ver como podemos aplicar esse conhecimento psicológico em outras áreas do conhecimento.</p>
<p>Duração: 57 minutos</p>
<p><strong>Mandem E-mails</strong></p>
<p>Mande e-mails e recados de voz para <a href="mailto:pablo@deassis.net.br">pablo@deassis.net.br</a> com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e   qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será muito   bem-vinda!</p>
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<p>Se você quiser, você pode baixar este e todos os episódios do PsicoLog Podcast  assinando o nosso novo feed pelo seu agregador de  feeds favorito, copiando o endereço <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>. Caso você tenha o iTunes instalado e quer assinar diretamente no iTunes, basta clicar neste link: <a href="itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>.</p>
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		<itunes:summary>Em nosso quinto episódio do PsicoLog Podcast, eu disponibilizo a gravação de uma palestra que proferi para as turmas de Comunicação Social das Faculdades OPET de Curitiba da professora Carla Rizzotto, minha colega do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem. Ela, em sua disciplina de Psicologia e Comunicação, pediu que falasse sobre Psicologia Analítica. Então preparei essa fala sobre alguns conceitos dessa abordagem teórica e como podemos aplicá-la à comunicação. Mas independente de área, aqui podemos ver como podemos aplicar esse conhecimento psicológico em outras áreas do conhecimento.

Duração: 57 minutos

Mandem E-mails

Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e   qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será muito   bem-vinda!

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		<title>Os Contos de Fadas e o Caminho do Herói</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 15:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez um dos temas mais recorrentes nas histórias seja o mito da jornada do herói. Ele aparece desde filmes até os contos de fadas. Como toda narrativa de herói, o conto de fadas vai apresentar o seu protagonista. Esse protagonista pode ser homem ou mulher, herói ou heroína. Vale lembrar que nos mitos clássicos, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sexy-fairy-tales-9.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-788" title="Nos contos de fadas, temos herósi e heroínas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sexy-fairy-tales-9.jpg" alt="Nos contos de fadas, temos herósi e heroínas" width="250" height="377" /></a>Talvez um dos temas mais recorrentes nas histórias seja o mito da jornada do herói. Ele aparece desde <a title="Hollywood não se cansa do Mito do Herói?" href="http://pablo.deassis.net.br/2009/03/hollywood-nao-se-cansa-do-mito-do-heroi/">filmes</a> até os <a title="A Mitologia dos Contos de Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/">contos de fadas</a>. Como toda narrativa de herói, o conto de fadas vai apresentar o seu protagonista. Esse protagonista pode ser homem ou mulher, herói ou heroína. Vale lembrar que nos mitos clássicos, a jornada é sempre do herói e nunca da heroína, justamente porque essas culturas apresentam elementos mais patriarcais.</p>
<p>Já nos contos de fadas, além de serem mais universais e estarem além (ou aquém) das divisões entre masculino e feminino – e por mais que os contos respeitem essas questões na delimitação de seus personagens – a figura feminina é mais valorizada, talvez por influência celta, dando assim uma oportunidade para o surgimento de heroínas. Mas mesmo assim é interessante percebermos como existem ligeiras diferenças nas narrativas das históricas clássicas de heróis e dos contos de heroínas, como Cinderela ou <a title="Chapeuzinho Vermelho, os Atalhos da Vida e o Lobo Mau" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/12/chapeuzinho-vermelho-os-atalhos-da-vida-e-o-lobo-mau/">Chapeuzinho Vermelho</a>. Tanto o herói quanto a heroina passam pelos mesmos passos, mas ambos terminam a jornada de forma diferente.</p>
<p><span id="more-787"></span>Os quatro passos são:</p>
<ul>
<li>Travessia: o herói ou heroína é levado para longe de sua terra e marca a entrada do personagem no mundo mágico.</li>
<li>Encontro: o herói ou heroína encontra o seu desafio, seu inimigo ou antagonista, geralmente um monstro, bruxa ou criatura mágica que ameaça o personagem de alguma forma.</li>
<li>Conquista: a luta de vida ou morte do herói ou heroína contra esse ser ameaçador, levado à vitória do protagonista.</li>
<li>Celebração: É quando o herói ou heroína retorna e “todos vivem felizes para sempre”.</li>
</ul>
<p>Geralmente o herói consegue enfrentar seu desafio sozinho, enquanto a heroína geralmente acaba conseguindo com a ajuda de algum outro personagem, que pode ser um outro ser mágico, como um animal ou uma fada madrinha, ou humano. Isso não quer dizer que o homem seja melhor que a mulher, só aponta para métodos diferentes e características diferentes. Enquanto o homem busca a força na construção da individualidade, a mulher busca a relação e a criação de vínculos para se fortalecer. São caminhos diferentes somente.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/snow-white.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-789" title="A Branca de Neve só consegue terminar sua jornada com a ajuda dos anões" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/snow-white.jpg" alt="A Branca de Neve só consegue terminar sua jornada com a ajuda dos anões" width="266" height="200" /></a>Por exemplo, na história da Cinderela, ela só consegue enfrentar sua madrasta e ir ao baile e depois reencontrar o príncipe graças à sua Fada Madrinha. E no caso da Chapeuzinho Vermelho, ela só consegue se salvar com a ajuda do caçador. Se pensarmos também em outros contos, como a Bela Adormecida, são fadas também que a ajudam e acabam ajudando também ao príncipe a encontrá-lo. E o que dizer da Branca de Neve e seus sete anões que a acompanham em sua jornada?</p>
<p>A jornada da heroína é a jornada da alma, e a alma somente vive em relação. Não existe uma alma individual. O que existe de individual é <a title="Nosso inimigo, o Ego" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/nosso-inimigo-o-ego/">o Ego que é, por definição, egoista</a>! A Alma, por outro lado, engloba a totalidade do sujeito e inclusive abraça sua própria <a title="Nossa amiga, a Sombra" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/nossa-amiga-a-sombra/">Sombra, muitas vezes tida como sua amiga</a>. E os contos de fadas são ótimas fontes dessas histórias que ilustram tudo isso.</p>
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		<title>Logoslogia</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 18:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das questões que mais me incomoda quando falamos sobre ciência é sobre a definição e origem dos diferentes nomes das ciências. Muitas pessoas acham que o nome é irrelevante, pois &#8220;uma rosa sob outro nome teria o mesmo perfume&#8221;, como disse Shakespeare em Romeu e Julieta. Essa inclusive é uma discussão no livro O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/red-rose.png"><img class="alignright size-full wp-image-780" title="Uma rosa por outro nome ainda seria uma rosa?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/red-rose.png" alt="Uma rosa por outro nome ainda seria uma rosa?" width="200" height="213" /></a>Uma das questões que mais me incomoda quando falamos sobre ciência é sobre a definição e origem dos diferentes nomes das ciências. Muitas pessoas acham que o nome é irrelevante, pois &#8220;uma rosa sob outro nome teria o mesmo perfume&#8221;, como disse Shakespeare em Romeu e Julieta. Essa inclusive é uma discussão no livro <em>O Nome da Rosa</em>, de Umberto Eco. Mas o nome é importante sim, principalmente para saber diferenciar e identificar as coisas.</p>
<p>Durante muito tempo, os nomes eram vistos como extensões da alma. Tanto é que atribuir um nome a algo era atribuir uma alma a isso. Não é à toa que no relato bíblico da criação do mundo Deus dá ao homem a tarefa de dar nome aos animais. Dessa forma, não só os animais poderiam ser identificados, mas também o homem seria como Deus, pois ele estaria atribuindo alma e sendo criador também. E, ao negligenciarmos os nomes, estamos negligenciado a alma das coisas, sua essência.</p>
<p><span id="more-776"></span><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/nomedarosa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-781" title="Desde a Idade Média discute-se sobre a validade dos nomes" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/nomedarosa.jpg" alt="Desde a Idade Média discute-se sobre a validade dos nomes" width="251" height="153" /></a>Na ciência, temos a tendência de prestar mais atenção ao que é observável e o que não é observável podemos deixar de lado e alguns inclusive chegam a dizer que isso pode ser irrelevante e inexistente. Esse é o velho debate medieval entre realismo e nominalismo. Os realistas diziam que a realidade é objetiva e que as coisas e objetos é que são reais. Já os nominalistas diziam que os nomes apontam para a realidade, que para que algo possa ser real, ela precisa receber um nome e que sem ele, não haveria como pensar, referir ou perceber nada na realidade.</p>
<p>Por motivos históricos, o realismo cresceu mais que o nominalismo &#8211; por mais que o nominalismo ainda exista. A ciência é realista. Mas a filosofia é nominalista. Ela se baseia muito nos nomes, pois os nomes apresentam conceitos e a clareza dos conceitos reflete a clareza das ideias. Mas não vou aqui falar sobre essas ideias, mas sim dos nomes, principalmente dos nomes das ciências.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mundo1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-782" title="São várias as ciências que cuidam do mundo e têm nomes diferentes" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mundo1.jpg" alt="São várias as ciências que cuidam do mundo e têm nomes diferentes" width="235" height="252" /></a>A grande maioria das ciências são identificadas pelo nome que termina com -<em>logia</em>. Algumas ciências não têm essa terminação, como <em>astronomia</em>, <em>geografia</em> e <em>economia</em>, isso porque existem outras ciências que possuem os mesmos prefixos: <em>astrologia</em>, <em>geologia</em> e <em>ecologia</em>. Astro é estrela. Astrologia seria a ciência das estrelas. Geo é terra e geologia é a ciência que estuda a terra. Eco é casa, lar. Ecologia seria a ciência que estuda onde vivemos, o meio-ambiente. O sufixo -nomia significa contar ou organizar, por isso astronomia e economia, ciências que trabalham com a organização dos astros e do lar; enquanto -grafia é relativo à escrita, no caso, a confecção de mapas, mostrando que a geografia trabalha com escritos, documentos e mapas.</p>
<p>É interessante perceber como o nome da ciência nos dá qual é o seu objeto de estudos. <em>Antropo</em>logia estuda as culturas humanas (<em>antropos</em> significa humano); <em>socio</em>logia estua a sociedade; biologia estuda a via (<em>bios</em> é vida); <em>tanato</em>logia estuda a morte (<em>thanatos</em> é morte); <em>psico</em>logia estuda o que chamamos e associamos à alma (<em>psyche</em> é alma). A lista pode continuar para sempre. Mas, além disso, o que significa o -logia?</p>
<p>Esse é o grande problema. Acontece que se é perpetuado um falsa tradução do significado de -logia, o que faz com que a compreensão da ciência seja errada também. A tradução é tirada do uso mais do que do significado. Como uma ciência estuda e o nome das ciências termina com -logia, toma-se que -logia significa &#8220;estudo&#8221; ou ainda &#8220;ciência&#8221;. Mas esse não é o caso.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/epistemologia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-783" title="Os gregos já discutiam sobre a ciência e seus nomes" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/epistemologia.jpg" alt="Os gregos já discutiam sobre a ciência e seus nomes" width="250" height="327" /></a>Ciência é <em>episteme</em> em grego. Tanto é que <em>epistemologia</em> seria a ciência que estuda a ciência, ou melhor, seria a ciência que estuda o <em>conhecimento</em>. Epistemologia também é chamada de &#8220;teoria do conhecimento&#8221;, o que nos dá uma dica para o significado de -logia, algo relacionado à teoria&#8230;</p>
<p>O sufixo -logia vem da palavra grega <em>Logos</em>. <em>Logos</em> não é estudo, muito menos ciência. Procurando brevemente no tradutor do Google, descobrimos que <em>Logos</em> traduz-se como <em>discurso</em>, ou <em>fala</em>. Isso aponta para seu uso como semelhante à &#8220;palavra&#8221; ou à &#8220;palavra dita&#8221; ou uma ação de falar, ou ainda ao &#8220;verbo&#8221;.</p>
<p>Num texto clássico como a Bíblia, originalmente ecrita em Grego, encontramos nos primeiros versículos do Evangélio de João o uso da palavra <em>logos.</em> Algumas versões apresentam a tradução como &#8220;palavra&#8221;, outras como &#8220;verbo&#8221;. O trecho seria: &#8220;No princípio era o <em>verbo</em>, e o <em>verbo</em> era Deus e o <em>verbo</em> estava com Deus&#8221;. No original diz &#8220;<strong>Εν αρχή ην ο <em>Λόγος</em> και ο <em>Λόγος</em> ήταν Θεός και ο <em>Λόγος</em> ήταν με το Θεό</strong>&#8221; e lemos &#8220;En arché en o <em>Logos</em> kai o <em>Logos</em> etan Theos kai o <em>Logos</em> etan me to Theo&#8221;. Uma melhor tradução seria &#8220;discurso&#8221; ao invés de verbo: &#8220;<em>No princípio era o Discurso&#8230;</em>&#8221; mas é calro que nesse caso, perde-se o sentido, porque o discurso pressupõe um sujeito e entraríamos em debates teológicos de quem seria esse sujeito que não Deus (o q não vem ao caso neste momento)&#8230;</p>
<p>O discurso fala mais que um verbo ou que uma palavra. O Discurso é algo falado, é uma ação de falar. A ciência não seria um simples estudo passivo, mas um discurso ativo. Além disso, a ciência não seria só o discurso que podemos falar sobre nosso objeto de estudo, mas também o discurso que esse objeto de estudo tem a falar para nós! Por exemplo, a <em>psicologia</em> o &#8220;discurso da alma&#8221;, ou seja, não somente o discurso que podemos fazer sobre a alma, mas também &#8211; e principalmente &#8211; o discurso que a alma faz e que nós ouvimos!</p>
<p>Toda ciência então é dialógica, é um processo constante de transformação do pesquisador e do objeto pesquisado. O cientista discursa sobre seu estudo: seu objeto de estudos discursa ao pesquisador. O cientista modifica o mundo e este mundo pesquisado modifica também o cientista. Essa é a essência da ciência e a compreensão do nome da ciência nos oferece essa possibilidade de compreender nosso papel como cientistas. Ciência como estudo é passiva, é somente estudar e absorver conhecimento &#8211; prática muito comum atualmente. Ciência como discurso é criativa, é relação dialógica com o objeto estudado onde o pesquisador modifica e é modificado pelo conhecimento &#8211; o que a ciência deveria ser.</p>
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		<title>Fantasmas na escada</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 23:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia dos Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[desafios]]></category>
		<category><![CDATA[enfrentar]]></category>
		<category><![CDATA[escada]]></category>
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		<category><![CDATA[premonição]]></category>
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		<category><![CDATA[sonho prospectivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é um conto, não é uma história, mas é baseado em fatos reais. Este foi um sonho que eu tive faz muitos e muitos anos. Eu devia ter no máximo seis anos de idade. Mas é um sonho que me persegue até hoje. Depois que o sonhei, nunca mais voltei a sonhá-lo, mas nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/boo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-769" title="Fantasmas..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/boo.jpg" alt="Fantasmas..." width="250" height="227" /></a>Não é um conto, não é uma história, mas é baseado em fatos reais. Este foi um sonho que eu tive faz muitos e muitos anos. Eu devia ter no máximo seis anos de idade. Mas é um sonho que me persegue até hoje. Depois que o sonhei, nunca mais voltei a sonhá-lo, mas nunca mais me esqueci desse sonho&#8230;</p>
<p>Não sei se é o sonho mais antigo que tive do qual me lembro, pois tenho lembranças de outros sonhos da mesma época. Mas esses outros sonhos não voltam em diferentes formas para me assombrar. De certa forma, isso pode ser bastante comum, pois os sonhos revelam muito da nossa personalidade e da nossa vida, não só do que estamos vivemos ou do que vivemos antes, mas também do que podemos e vamos viver. Não estou aqui fazendo referência aos sonhos premonitórios, mas sim aos sonhos prospectivos.</p>
<p><span id="more-768"></span><a href="http://www.flickr.com/photos/batram/3790640613/"><img class="alignleft size-full wp-image-770" title="Ao subir ou descer uma escada, podemos saber onde vamos chegar antes de chegar..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/escadas.jpg" alt="Fonte: http://www.flickr.com/photos/batram/3790640613/" width="250" height="188" /></a>Um sonho prospectivo é aquele que mostra as possibilidades de acontecimentos e o sonho vai apontar justamente para o evento mais provável de acontecer, caso sua vida continue da forma como está. É quase como uma previsão do tempo, um boletim meteorológico: se os ventos continuarem da forma como estão, se as correntes marítimas forem as mesmas, se a posição da Terra em relação ao Sol continuar, podemos prever como será o clima com certa segurança num período de dias, semanas ou até meses.</p>
<p>Um sonho prospectivo faz a mesma coisa. Mas o mais interessante é que muitas vezes ele nos mostra coisas que nos acompanharão durante muito e muito tempo. E foi isso que aconteceu comigo há mais de 20 anos atrás. Mas, vamos ao sonho:</p>
<blockquote><p><em>Eu morava em um prédio. Na realidade era o síndico de um prédio. Os inquilinos desse prédio eram monstros dos mais variados tipos. </em>(Muito tempo depois surgiu um desenho animado de monstros imaginários que moravam em uma casa, a Mansão Foster de Amigos Imaginários.)<em> Não me lembro o que fazia, só sabia que eu me dava muito bem com todos os inquilinos. Às vezes me assustava, mas sabia que eles não fariam nada. Às vezes o elevador estava ocupado e precisava subir às escadas. E nas escadas moravam fantasmas. Mas, novamente, não eram fantasmas maus, nem queriam fazer mal. O mais engraçado era que eram fantasmas medrosos que, quando encarados, corriam de medo e se escondiam nas sombras dos corrimões. Então, se eu me sentia ameaçado pelos fantasmas que me seguiam enquanto subia as escadas, bastava me virar e enfrentá-los que eles sumiam.</em></p></blockquote>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/FostersGroup.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-771" title="Monstros não precisam ser assustadores" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/FostersGroup.jpg" alt="Monstros não precisam ser assustadores" width="250" height="200" /></a>O sonho mostrou muitas coisas boas para uma criança de seis anos, como por exemplo, que eu não preciso ter medo dos meus monstros interiores &#8211; algo que realmente me foi útil durante minha infância &#8211; ou que eu posso enfrentar aquilo que me ameaça e conseguir me livrar sem grandes dificuldades. E eu me lembro que durante a infância, esse sonho foi uma grande referência para mim enquanto enfrentava minhas dificuldades pessoais.</p>
<p>Mas uma imagem dos sonhos me perseguiram até hoje e é algo do qual não consigo me livrar. E quanto mais eu penso sobre isso, mais vejo que essa imagem do sonho continua ainda real. Os fantasmas da escada que fugiam de mim quando os encarava ainda estão me perseguindo e sempre que tento enfrentá-los, eles fogem de mim.</p>
<p>Hoje em dia, esses fantasmas não são mais espectros dos meus sonhos, mas sim problemas reais, questões que me ameaçam e dos quais não consigo fazer nada, pois não dependem de mim resolver. E, por mais que eu queira resolver essas questões, por mais que eu as enfrente e as encare, elas fogem de mim, fogem do meu alcançe para resolvê-las. Os fantasmas voltam para as sombras da escada e eu continuo meu caminho sem enfrentá-los.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo, o sonho me mostrou que eu posso continuar vivendo apesar de não conseguir enfrentar esses fantasmas e que provavelmente eles sempre estarão lá. Mas, a vida continua apesar dos pesares e, quando esses problemas ficarem muito ameaçadores, basta encará-los para ter um pequeno alívio e poder continuar o meu caminho&#8230;<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/boos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-772" title="Fantasmas não precisam nos assustar" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/boos.jpg" alt="Fantasmas não precisam nos assustar" width="390" height="264" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um pouco sobre as Fadas</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 20:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[elementos]]></category>
		<category><![CDATA[fadas]]></category>
		<category><![CDATA[idade média]]></category>
		<category><![CDATA[medieval]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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		<description><![CDATA[Após iniciarmos nossa jornada pelo mundo dos contos de fadas, é interessante conhecermos melhor quem são esses seres fantásticos que dão nome a todo esse gênero literário, as Fadas. A palavra “fada” vem do latim fatum, que signfica “destino, fatalidade, fado”. As fadas seriam então forças da natureza capazes de interferir no destino das pessoas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-1859.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-761" title="Um pouco mais sobre as fadas..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-1859.jpg" alt="Um pouco mais sobre as fadas..." width="230" height="285" /></a>Após iniciarmos nossa jornada pelo <a title="A Mitologia dos Contos de Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/">mundo dos contos de fadas</a>, é interessante conhecermos melhor quem são esses seres fantásticos que dão nome a todo esse gênero literário, as Fadas.</p>
<p>A palavra “fada” vem do latim <em>fatum</em>, que signfica “destino, fatalidade, fado”. As fadas seriam então forças da natureza capazes de interferir no destino das pessoas. A origem das fadas é das culturas celta, germânica, nordico e anglo-saxã, onde supostamente seriam as fêmeas dos elfos, ou representantes femininas de forças da natureza ou de diferentes elementos da natureza, às vezes relacionadas aos elementos da terra, do fogo, do ar e da água e outras vezes ainda relacionadas aos seres elementais.</p>
<p>Dessa forma, as fadas se apresentam como mulheres belas capazes de ajudar ou prejudicar, guiar ou seduzir o caminho de um herói. Devido à influência do cristianismo, muitas vezes as fadas são relatadas como bruxas ou ainda demônios.</p>
<p>Na cultura greco-romana, a relação com as fadas estaria na figura das ninfas, que são divindades da natureza. Também teriam relação com as Moiras, que seriam três irmãs que teceriam o destino dos humanos e dos deuses. Vale ressaltar que, por mais que exista uma analogia arquetípica entre as fadas e as ninfas, elas não são parentes.</p>
<p><span id="more-760"></span><strong>As fadas nos contos originais</strong></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Fairies.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-762" title="As fadas como as conhecemos hoje surgiram na idade média" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Fairies.jpg" alt="As fadas como as conhecemos hoje surgiram na idade média" width="237" height="300" /></a>Apesar de a figura das fadas ser característica de culturas do norte da Europa, como uma força elemental ou natural, existem algumas personagens dessas culturas que são associadas às fadas ou como sendo fadas. Elas teriam aparecido na primeira vez na idade média, na série de histórias e contos do ciclo arturiano, mostrando o valor da figura das mulheres na cultura celta e o papel e importância do amor dentro da cultura medieval. Seriam elas Viviane, a “Dama da Água” e Morgana, conhecida como “Morgana Le Fay” ou “Morgana A Fada”. Por mais que elas possam ser associadas dentro da mitologia arturiana a figuras humanas, dentro da tradição medieval elas são representadas como fadas e possuem características das mesmas.</p>
<p>Com a cristianização ocorrida na idade média, a figura das fadas ou a força elemental e natural das mulheres e principalmente de mulheres como Viviane e Morgana ganhou ares sublimes de um amor sobrenatural, possível fonte mitológica das histórias de amor romântico da idade média. As fadas eram então, dentro da visão cristã, as mulheres amadas pelos cavaleiros ou ainda a força de ligação entre os amantes.</p>
<p>Dessa forma, ao final da idade média, a imagem da fada como ser da natureza, diminuiu, dando espaço para as mulheres de carne e osso, as amantes dos cavaleiros. Porém, nos contos de fadas, a ideia da magia e do sobrentural continuou mesmo sem a presença das fadas nos contos da época. O próprio amor romântico podia ser fonte de acontecimentos fantásticos, como na história de Tristão e Isolda, que ambos se apaixonam devido a uma poção mágica.</p>
<p>Mas é óbvio que além das fadas, outra figura importante nesses contos é o herói! Mas isso, vamos deixar para outro dia&#8230;</p>
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		<title>Documentário sobre Carl Jung e Psicologia Analítica</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/documentario-sobre-carl-jung-e-psicologia-analitica/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 17:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de te postado a entrevista com Carl Jung, posto aqui um breve documentário em duas partes sobre Carl Jung e a psicologia analítica. Este documentário trata um pouco mais sobre alguns conceitos teóricos, além de falar um pouco mais sobre a história de Carl Jung. Vale a pena assistir às duas partes! O documentário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cg_jung_10.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-757" title="Documentário sobre Carl Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cg_jung_10.jpg" alt="Documentário sobre Carl Jung" width="209" height="270" /></a>Depois de te postado a entrevista com Carl Jung, posto aqui um breve documentário em duas partes sobre Carl Jung e a psicologia analítica. Este documentário trata um pouco mais sobre alguns conceitos teóricos, além de falar um pouco mais sobre a história de Carl Jung. Vale a pena assistir às duas partes!</p>
<p>O documentário fala sobre conceitos diferentes muitas vezes citados aqui no blog e pouco explorado, como arquétipo e complexo, além de explicações sobre os tipos psicológicos. Particularmente pretendo tratar desses assuntos em futuros posts, mas até lá, contento-me em deixar esse documentário explicar por mim!</p>
<p>E caso queiram comentar, fiquem à vontade aqui no post&#8230;</p>
<p>Parte 1<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iTjK-JB1VHU?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/iTjK-JB1VHU?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Parte 2<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/APKugLNq8SQ?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/APKugLNq8SQ?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>A Mitologia dos Contos de Fadas</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/</link>
		<comments>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 18:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Lendário]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para aqueles que conhecem a psicologia analítica sabem que os contos de fadas e os mitos são temas recorrentes e muito utilizados pelos psicólogos. Mas de onde eles vem? O que são os contos de fadas de fato? O que já de relacionado com tudo isso? Este é o primeiro post de uma série de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-tale-sexy-wallpaper-4.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-742" title="A mitologia dos contos de fadas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-tale-sexy-wallpaper-4.jpg" alt="A mitologia dos contos de fadas" width="230" height="345" /></a>Para aqueles que conhecem a psicologia analítica sabem que os contos de fadas e os mitos são temas recorrentes e muito utilizados pelos psicólogos. Mas de onde eles vem? O que são os contos de fadas de fato? O que já de relacionado com tudo isso?</p>
<p>Este é o primeiro post de uma série de postagens sobre contos de fadas. Todos eles serão linkados aqui:</p>
<ul>
<li><a title="A Mitologia dos Contos de Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/">A Mitologia dos Contos de Fadas</a></li>
<li><a title="Um pouco sobre as Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/10/um-pouco-sobre-as-fadas/">Um pouco sobre as Fadas</a></li>
<li><a href="http://pablo.deassis.net.br/2011/10/os-contos-de-fadas-e-o-caminho-do-heroi/">Os Contos de Fadas e o Caminho do Herói</a></li>
<li><a title="Os Contos de Fadas Através da História" href="http://pablo.deassis.net.br/2012/01/os-contos-de-fadas-atraves-da-historia/">Os Contos de Fadas através da história</a></li>
<li>Contos de Fadas modernos no cinema</li>
</ul>
<p>Essas postagens serão lançadas durante a próxima semana e, uma vez prontos, ficarão aqui para consulta. Mas antes de ouvirmos sobre a <a title="Chapeuzinho Vermelho, os Atalhos da Vida e o Lobo Mau" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/12/chapeuzinho-vermelho-os-atalhos-da-vida-e-o-lobo-mau/">Chapeuzinho Vermelho</a> ou sobre As Roupas Novas do Imperador, vamos começar com o básico!</p>
<p><span id="more-741"></span><strong>O que são os contos de fadas?</strong></p>
<p>Os contos de fadas são uma variação de conto popular, uma forma diferente de se contar um mito. Mantém referência com as fábulas e com os mitos, mas com suas diferenças. A fábula é um escrito moral, com uma lição no final e com o propósito claro de ensinar um valor. Já os contos de fadas, por mais que mostrem elementos de bem e mal e de valores morais, não possuem necessariamente uma lição ao final</p>
<p>Os mitos são narrativas sobre tempos imemoriais, contando histórias de deuses e heróis. Os mitos contam histórias de culturas e geralmente tratam de momentos pré-históricos ou tentam explicar coisas que não têm explicação, como a criação do mundo ou o surgimento de um povo. Todo mito tenta oferecer um sentido para algo através de uma narrativa. Uma mitologia é o nome dado para um grupo de mitos ou para a forma que temos para compreender os mitos.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-tale-sexy-wallpaper-13.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-743" title="As fadas aparecem nos contos de fadas..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/fairy-tale-sexy-wallpaper-13.jpg" alt="As fadas aparecem nos contos de fadas..." width="230" height="359" /></a>E da mesma forma dos mitos, os contos de fadas são narrativas também, mas diferente desses, os contos não são tão culturais ou regionalizados; basta perceber que todos os mitos falam de um povo ou cultura. Cada mito é cultural e regional e por isso a grande variedade de mitos e culturas. Já os contos de fadas se passam em “terras distantes” e “há muito tempo atrás”, apontando para elementos mais universais e gerais que, por mais que não falem da minha cultura ou época especificamente, passam uma mensagem para mim. Em outras palavas, os contos de fadas conseguem ser mais universais do que os mitos!</p>
<p><strong>Principais características dos Contos de Fadas</strong></p>
<p>Os contos de fadas se passam sempre em uma terra muito distante e há muito tempo atrás, apontando para uma realidade universal. A terra distante mostra que o conto não faz referência a cultura de quem a conta ou de quem a ouve. O tempo distante (sempre no passado), mostra a natureza primitiva e arquetípica dos contos.</p>
<p>Esses contos podem ou não ter a presença de fadas, mas todas as histórias remontam a questões mágicas ou sobrenaturais, como bruxas, gênios, espíritos, duendes ou outras criaturas místicas ou encantadas.</p>
<p>Os contos de fadas, como toda narrativa mitológica, vão recontar uma experiência humana típica, trazendo uma trama existencial onde o protagonista busca uma realização pessoal com ou sem êxito. Dessa forma, a narrativa apresenta os obstáculos e dificuldades, aproximando assim a história aos elementos da <a title="Leia um pouco sobre a jornada do herói nos filmes de Hollywood" href="http://pablo.deassis.net.br/2009/03/hollywood-nao-se-cansa-do-mito-do-heroi/">Jornada do Herói</a>. Mas essa estrutura não é a única. Um conto de fadas não precisa ser o relato de uma jornada do herói &#8211; por mais que esse seja um tema recorrente &#8211; bastando ter esses elementos místicos, mágicos e arquetípicos</p>
<p><strong><a title="Ouça e comente aqui!" href="http://www.mitografias.com.br/2011/09/27/papo-lendario-52-era-uma-vez/" target="_blank"><img class="alignright" title="Papo Lendário #52 - Era uma vez..." src="http://www.mitografias.com.br/wp-content/uploads/Papo-Lendario-52.jpg" alt="Papo Lendário #52 - Era uma vez..." width="218" height="218" /></a>Os contos de fadas no Podcast</strong></p>
<p>Recentemente foi lançado um podcast do <a href="http://www.mitografias.com.br/">Mitografias</a> sobre o tema. É o Ep. <a href="http://www.mitografias.com.br/2011/09/27/papo-lendario-52-era-uma-vez/">#52 &#8211; Era uma vez&#8230; do Papo Lendário</a>. Lá é tratado muito do que é tratado aqui. E se você gosta de mitologia, você tem uma obrigação moral de ouvir o Papo Lendário!</p>
<p>E se você só quer conhecer esse episódio, você pode ouvi-lo aqui! Não se esqueça de comentar aqui sobre os contos de fadas ou lá no Mitografias sobre o episódio.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Face a Face com Carl G. Jung</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 16:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jung]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi pesquisando para preparar uma aula que encontrei este documentário sobre Jung. Na realidade, é uma entrevista feita com Carl Gustav Jung no final da década de 50 (como podem verificar pela qualidade das imagens). Nela, o entrevistador faz todo tipo de pergunta, tanto sobre sua vida quanto sobre sua obra. Então, se você sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cg_jung_2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-734" title="Face a face com Carl Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cg_jung_2.jpg" alt="Face a face com Carl Jung" width="189" height="273" /></a>Foi pesquisando para preparar uma aula que encontrei este documentário sobre Jung. Na realidade, é uma entrevista feita com <a title="Jung e a Psicologia Analítica" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicologia-analitica/">Carl Gustav Jung</a> no final da década de 50 (como podem verificar pela qualidade das imagens). Nela, o entrevistador faz todo tipo de pergunta, tanto sobre sua vida quanto sobre sua obra. Então, se você sempre teve curiosidade em saber <a title="Uma introdução à psicologia junguiana" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/uma-introducao-a-psicologia-junguiana/">quem foi o psicólogo e psiquiatra suiço Carl Gustav Jung</a>, aqui está sua chance de ouvir diretamente dele! E para aqueles que não sabem inglês, o vídeo está legendado. Em alguns momentos, o vídeo treme e a resolução é baixa, mas nada que atrapalhe nem a compreensão nem a leitura das legendas.</p>
<p>O vídeo foi editado em quatro partes, e deixo todas elas aqui, uma abaixo da outra.</p>
<p>Parte 1<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fcwDcfomjVI?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/fcwDcfomjVI?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span id="more-733"></span><br />
Parte 2<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Xk7ZN6ReshI?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/Xk7ZN6ReshI?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Parte 3<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E7cvrdzYIMA?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/E7cvrdzYIMA?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Parte 4<br />
<object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kG-nxIw06Ww?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/v/kG-nxIw06Ww?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Momento de crise na Educação Brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 16:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Tentei ser politicamente neutro durante as eleições. Mas agora não adianta mais. O Brasil foi enganado pelos governantes eleitos, e resolvi não mais me manter calado. Irei criticar quem merece ser criticado e mostrar para aqueles que me leem os problemas dos atuais governantes que nós mesmo elegemos não faz nem um ano. E o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/escola_1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-725" title="A educação no Brasil está em crise" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/escola_1.jpg" alt="A educação no Brasil está em crise" width="270" height="185" /></a>Tentei ser politicamente neutro durante as <a title="Leia meu primeiro post sobre política aqui no blog" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">eleições</a>. Mas agora não adianta mais. O Brasil foi enganado pelos governantes eleitos, e resolvi não mais me manter calado. Irei criticar quem merece ser criticado e mostrar para aqueles que me leem os problemas dos atuais governantes que nós mesmo elegemos não faz nem um ano. E o maior problema que vejo é na <a title="Educação não se faz só na Escola" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/educacao-nao-se-faz-so-na-escola/">educação</a>.</p>
<p>Os governantes mentiram dizendo que iriam investir em educação. Isso não aconteceu. O governo atual NÃO TEM INTERESSE EM EDUCAR. Não adianta que governistas e petistas e dilmistas venham tentar me provar o contrário, mostrando promessas e projetos. Os fatos mostram o contrário. Aceitem. Todos fomos enganados pela promeça de <a title="Veja, entre outras, o risco do continuismo" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/como-escolher-o-seu-candidato-nas-proximas-eleicoes/">renovação</a> da primeira presidenta do Brasil. Não vou nem fazer referência aos <a href="http://correiodobrasil.com.br/a-queda-do-quarto-ministro-de-dilma/284538/" target="_blank">quatro ministros de Dilma</a> que cairam desde o começo do ano por denûncias de corrupção &#8211; nem mensionar que esses quatro ministros, concidentemente, foram quatro dos ministros que trabalhavam com Lula.</p>
<p><span id="more-722"></span>Quero aqui chamar a atenção para o descaso que o governo do PT tem tido com a educação. Desde a mentira que o Lula fez nas campanhas dizendo que iria ter na educação sua maior prioridade &#8211; copiando a campanha de Cristóvão Buarque, que ganhava popularidade &#8211; o PT nunca conseguiu fazer um bom trabalho nessa área. Gostaria de mostrar um vídeo que mostra esses problemas.</p>
<p><object width="600" height="450"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tGbqNUgtdqQ?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="450" src="http://www.youtube.com/v/tGbqNUgtdqQ?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E gostaria da opinião de todos. Comentem abaixo! Quero saber o que meus leitores acham sobre tudo isso.</p>
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		<title>Esteróides e outras drogas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 20:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
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		<category><![CDATA[psicofármacos]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente me deparei com um documentário no Youtube sobre esteróides anabolizantes. De cara, o tema não me interessou, pois o universo dos anabolizantes não é próximo ao meu. Porém, percebi que o documentário na realidade se tratava da cultura dos Estados Unidos, que centrava em torno da força e do poder e que os anabolizantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/esteroides.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-714" title="Qual a verdade dos esteróides e outras drogas?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/esteroides.jpg" alt="Qual a verdade dos esteróides e outras drogas?" width="265" height="206" /></a>Recentemente me deparei com um documentário no Youtube sobre esteróides anabolizantes. De cara, o tema não me interessou, pois o universo dos anabolizantes não é próximo ao meu. Porém, percebi que o documentário na realidade se tratava da cultura dos Estados Unidos, que centrava em torno da força e do poder e que os anabolizantes eram somente um fator envolvido. Então resolvi assistir.</p>
<p>E de cara, me deparei com questionamentos não só sobre a supervalorização do corpo perfeito ou dos excessos, mas também sobre a hipocrisia do uso de modificadores ou otimizadores corporais, que eles chamam de &#8220;enhancers&#8221;. Basicamente, a cultura daquele país &#8211; que acaba moldando muito da cultura do nosso também &#8211; valoriza o uso de produtos químicos para melhorar ou otimizar o trabalho. Um deles são os anabolizantes. Outros incluem os psicofármacos. E aqui começa o meu verdadeiro interesse.</p>
<p><span id="more-672"></span><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ritalin80.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-716" title="Muitas das drogas que consumimos são legalizadas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ritalin80.jpg" alt="Muitas das drogas que consumimos são legalizadas" width="189" height="286" /></a>Os esteróides anabolizantes não são os únicos químicos utilizados para melhorar alguma função física. Aliás, eles não são só utilizados por alterofilistas, mas também &#8211; e principalmente &#8211; por médicos para o tratamento de doenças. E a mesma desculpa é utilizada na prescrição de outras drogas, como anti-depressivos, ansiolíticos ou moderadores de humor: tudo isso é usado para o tratamento de doenças</p>
<p>De certa forma, pouco das drogas mesmo ilícitas, são utilizadas de forma recreativa. Muita gente recorre a medicamentos e drogas ilegais para melhorar alguma função física ou psicológica e muito disso está relacionado ao trabalho. Um músico que precisa se concentrar durante muito tempo e durante muitas noites e com pouco tempo para dormir, por exemplo, pode começar a usar cocaina para trabalhar. Ou ainda, pode recorer à cafeína ou ansiolíticos: produtos completamente legais e compráveis em qualquer farmácia.</p>
<p>Um estudante usa remédios como ritalina &#8211; utilizado para tratamento de Disturbio de Déficit de Atenção &#8211; para melhorar sua concentração e estudar melhor. Um jóquei pode recorer a moderadores de apetite ou até mesmo a laxantes para perder peso para suas competições no hipódromo. Empresários que precisam trabalhar mais de 12 ou 14 horas por dia, com pouco tempo de descanso e alto nível de estresse, pode recorrer a ansiolíticos para combater a ansiedade.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/calvin_and_hobbes_on_ritalin.gif"><img class="size-full wp-image-715 alignright" title="Já paramos pra perceber os efeitos da ritalina e outras drogas lícitas?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/calvin_and_hobbes_on_ritalin.gif" alt="Já paramos pra perceber os efeitos da ritalina e outras drogas lícitas?" width="326" height="414" /></a>E levando em consideração que grande parte dessas drogas são legais e muitas delas nem precisam de atestado médico, a sociedade não se preocupa com elas, muito menos com seus efeitos. E o que mais me preocupa é que seu uso passou a ser tão comum que nem mais e questiona sua necessidade. Já ouvi de várias pessoas que muitos médicos se auto-medicam com doses de anti-depressivos para se sentirem melhores e mais felizes! Se médicos fazem isso, o que os impede de entupir a população com &#8220;pílulas da felicidade&#8221;? O mais interessante é que essas mesmas pessoas relataram que esses mesmos médicos receitam as tais &#8220;pílulas da felicidade&#8221; com um mínimo de investigação.</p>
<p>Diante dessa realidade, será que vale a pena sermos contra as drogas ilegais e os esteróides anabolizantes e não nos questionarmos com relação às outras drogas legais como os psicofármacos? Isso para mim tem um nome: HIPOCRISIA. Isso é o mesmo que ser contra a maconha por ser ilegal mas encher a cara toda a semana e causar acidentes de trânsito pro dirigir bêbado &#8211; algo também ilegal.</p>
<p>Se quisermos ser minimamente coerentes, precisamos conhecer os verdadeiros efeitos desses produtos que estamos usando e os verdadeiros motivos de sermos contra. Ou então, devemos conhecer os efeitos, as políticas e os motivos das drogas para saber se devemos proibir ou permitir. A verdadeira solução para isso tudo é a <a title="Educação não se faz só na Escola" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/educacao-nao-se-faz-so-na-escola/">educação</a>.</p>
<p>Ao invés de listar aqui todos os motivos, vou ilustrar com esse documentário que assisti. Assistam ao vídeo abaixo e tirem suas conclusões. E, não se esqueçam de deixar suas opiniões sobre o assunto nos comentários abaixo!</p>
<p><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DmWXaFOUldw?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/v/DmWXaFOUldw?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Os Riscos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/09/os-riscos-da-terapia-cognitivo-comportamental/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 14:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um tema polêmico, mas essa é uma questão que vem surgindo repetidas vezes com meus alunos. Não posso deixar passar. Quem já me ouviu falando sobre isso sabe que eu tenho uma opinião clara sobre isso e até agora não conheci argumentos que pudessem me convencer do contrário. Quem nunca me ouviu, poderá ler [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ps3.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-703" title="Qual o risco das psicoterapias cognitivo-comportamentais?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ps3.jpg" alt="Qual o risco das psicoterapias cognitivo-comportamentais?" width="240" height="302" /></a>Mais um tema polêmico, mas essa é uma questão que vem surgindo repetidas vezes com meus alunos. Não posso deixar passar. Quem já me ouviu falando sobre isso sabe que eu tenho uma opinião clara sobre isso e até agora não conheci argumentos que pudessem me convencer do contrário. Quem nunca me ouviu, poderá ler agora minha opinião sobre as &#8220;psicoterapias cognitivo-comportamentais&#8221;: SOU CONTRA e não recomendo a ninguém. Aqui poderei expor por quê.</p>
<p>Antes de começar a falar, já adianto que sei que haverão muitas críticas dos defensores dessa &#8220;<del><span style="color: #000000;">pseudo</span>-</del>abordagem&#8221;, mas já adianto que tentarei responder a essas críticas antes que elas sejam feitas aqui. Outra coisa que devo acrescentar antes de prosseguir é que meu fundamento para tal posicionamento está em questões epistemológicas, metodológicas e políticas relacionadas à psicologia e espero que, caso eu venha a ser criticado, que essas críticas sejam no mesmo nível. Não estou aqui menosprezando nenhum psicólogo específico, muito menos seus pacientes. Somente quero alertar meus leitores para os riscos dessa abordagem, riscos esses que poucos &#8211; ou quase ninguém &#8211; conhecem.</p>
<p><span id="more-684"></span>Acho que um bom começo de todas essas exposições seria uma explicação histórica, para situar o leitor que não sabe de onde veio isso. A Terapia Cognitivo-Comportamental, daqui para frente referida como TCC, surgiu na junção de duas outras terapias, a Terapia Cognitiva e a Terapia Comportamental. Ambas essas terapias possuem embasamentos próprios, pressupostos teóricos e metodológicos. Porém, a TCC não possui nada disso.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/skinner.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-704" title="A terapia comportamental é baseada nos estudos de Skinner" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/skinner.jpg" alt="A terapia comportamental é baseada nos estudos de Skinner" width="137" height="200" /></a>As terapias comportamentais (sim, são mais de uma, mas como não trabalho nessa área, não as conheço a fundo) se baseiam nas teorias da Psicologia Comportamental e da filosofia do Behaviorismo Radical, criada por B. F. Skinner. O Behaviorismo Radical defende que todas as ações do organismo humano são comportamentos controlados e que seguem às leis do comportamento, como o reforço (que diz que um comportamento reforçado tem a probabilidade maior de voltar a acontecer), <a title="Minha opinião sobre punição é inspirada no behaviorismo radical. Leia mais sobre isso aqui!" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/punicao-serve-para-absolutamente-nada/">punição</a>, etc. Ele também diz que todo comportamento tem um antecedente e um consequente. O antecedente &#8220;chama&#8221; o comportamento em questão, enquanto o consequente o reforça para aparecer mais ou menos vezes num futuro quando surgir tal antecedente. Essas relações entre antecedentes, comportamentos e consequentes formam uma &#8220;teia&#8221; de <em>comportamentos operantes</em>, pois operam no meio e são operados pelo meio.</p>
<p>Resumindo: todo comportamento &#8211; desde ações até pensamentos e memórias &#8211; são controladas pelas contingências do meio. Consequentemente, as teorias comportamentais partem do pressuposto que para se alterar o comportamento é preciso controlar o ambiente controlador, ou exercer o <em>contra-controle</em>. Assim, a terapia se dá ao se tomar conhecimento do ambiente que nos controla e modificando-o, para alterar as contingências que nos controlam. Todo o trabalho está na relação d sujeito com o meio, com o ambiente.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/aaron-beck.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-705" title="Aaron Beck fez a base para as psicoterapias cognitivas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/aaron-beck.jpg" alt="Aaron Beck fez a base para as psicoterapias cognitivas" width="240" height="286" /></a>As terapias cognitivas (sim, também são mais de uma) se inspiram no trabalho de um psicólogo chamado Aaron Beck. Ele fora psicanalisa durante certo tempo e, ao tratar de pacientes com depressão, percebera que a técnica psicanalítica não dava os resultados esperados e que os pacientes com depressão apresentavam melhoras em seus sintomas com ou sem a terapia psicanalítica. Ele então encontra subsídio na nascente teoria cognitiva que nasce &#8211; entre outras questões &#8211; como uma crítica ao behaviorismo de skinner, além de se aproximar dos recentes (da época) estudos de neurologia e cibernética. A psicologia cognitiva diz, entre outras coisas, que os comportamentos são controlados não pelo ambiente mas sim pela <em>mente</em>. A mente é formada pelos processos cognitivos da memória, consciência, percepção, atenção, etc.</p>
<p>A terapia cognitiva de Beck constrói então um modelo inspirado nisso e diz que os problemas psicológicos se constróem sobre  crenças nucleares disfuncionais. Essas crenças acabam construindo sentimentos disfuncionais que, por sua vez, influenciam nossos pensamentos que controlam os comportamentos. Alterando-se as crenças, altera-se os sentimentos e pensamentos e comportamentos que se apresentam como <a title="Quer saber um pouco mais sobre psicopatologias?" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/">patológicos</a>.</p>
<p>Acontece que historicamente, só duas grandes teorias tiveram sucesso e nome: a <a title="Leia aqui um pouco sobre Jung e a Psicanálise de Freud" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicanalise-de-freud/">psicanálise</a>, que parte do pressuposto do inconsciente e que tal inconsciente é imutável e define todo o nosso desenvolvimento, e o behaviorismo, que parte do pressuposto do comportamento que é aprendido e pode ser alterado. Como então fazer com que outras propostas de terapia consigam espaço num meio tão desconhecido e pouco divulgado?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/psico-cognitiva.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-706" title="As diferentes psicoterapias" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/psico-cognitiva.jpg" alt="As diferentes psicoterapias" width="310" height="204" /></a>É então que um grupo de terapeutas cognitivos resolvem adotar o nome de TCC, agregando o &#8220;comportamental&#8221; ao seu nome. A tentativa era de <a title="Quem observa os observadores: Mídia e Psicopatologia" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/quem-observa-os-observadores-midia-e-psicopatologia/">marketing</a>, para agregar uma marca conhecida a um produto desconhecido. Alguns terapeutas comportamentais gostaram da bricadeira e aceitaram o nome, pois isso dava um ar novo e diferente ao seu trabalho. Mas no início não passa disso: de um nome comum para duas terapias diferentes que se conversavam em alguns pressupostos, como o da aprendizagem e da possibilidade de mudança através da terapia.</p>
<p>Porém, com o tempo, começaram-se a criar verdadeiros monstros de Frankenstein com a TCC. Pegavam-se as melhores e mais recomendadas técnicas cognitivas e juntavam-se às melhores e mais recomendadas técnicas comportamentais. A TCC então se fundamenta enquanto uma prática baseada e justificada pelos resultados de suas técnicas que &#8211; obviamente &#8211; funcionam. O maior argumento a seu favor é justamente esse: pega-se o que existe de melhor das duas teorias para se criar uma terapia melhor para o bem-estar do paciente; dessa forma age-se mais rápido e com maior eficácia.</p>
<p>E é justamente aí que os problemas começam. Não que eu não seja a favor do bem-estar dos pacientes, mas não sou a favor se esse bem-estar é às custas de outros valores essenciais. Mas antes de falar sobre isso, queria apresentar meu argumento político, que talvez seja o mais convincente.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/coolest-house-1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-707" title="Todo médico se acha o House e ignora os pacientes" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/coolest-house-1.jpg" alt="Todo médico se acha o House e ignora os pacientes" width="280" height="413" /></a>Talvez os maiores propagadores da TCC sejam os médicos e psiquiatras. Geralmente quando eles falam de tratamento de transtornos mentais eles, eles dizem que o tratamento é uma associação do uso de algum medicamento aliado à TCC. Para o leigo e para os profissionais não antenados, isso pode parecer uma recomendação sensata, mas não percebem que isso é uma recomendação política: ao indicar a TCC, eles apontam para a <a title="Veja aqui um outro exemplo disso: o Ato Médico" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/o-problema-do-ato-medico/">hegemonia e supremacia da medicina sobre as outras profissões da área da saúde</a>.</p>
<p>É de conhecimento tácido e velado (ou seja, não é falado publicamente e qualquer pessoa envolvida irá negar) que os médicos recebem financiamento das indústrias farmacêuticas para receitarem seus remédios. Já ouvi de diversas pessoas que muitos médicos mal ouvem os pacientes e já querem receitar antidepressivos ou ansiolíticos &#8211; ou outros remédios de venda controlada -  muitas vezes sem necessidade. Isso pode mostrar algumas coisas: os médicos não estão interessados no paciente, somente no tratamento da doença a qualquer custo para responder a uma demanda social; ou os médicos já estão tão condicionados pelas indústrias farmacêuticas que eles já nem pensam mais antes de receitar  remédios.</p>
<p>Supostamente, para cada receita retida na venda de remédios controlados, essa receita volta para a indústria que controla sua venda e essa empresa bonifica os médicos com presentes e até viagens para eles e suas famílias. É claro que com um incentivo desses, os médicos vão querem vender os remédios.</p>
<p>E o que isso tem a ver com a TCC? A TCC é um conjunto de técnicas cognitivas e comportamentais. Quem as aplica, acaba sendo isso: um técnico. Já ouvi de vários médicos que psicólogos e outros profissionais, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, são meros técnicos dos médicos. Mas se um psicólogo se fundamenta unicamente através das técnicas, ele só pode ser um técnico dos médicos mesmo! E assim, tenta-se manter essa hegemonia da medicina.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medico-b_thumb.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-708" title="A classe médica não se preocupa com os outros profissionais da saúde" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medico-b_thumb.jpg" alt="A classe médica não se preocupa com os outros profissionais da saúde" width="200" height="210" /></a>Quanto mais psicólogos aderirem à TCC, mais os médicos irão se fortalecer. Os tratamentos médicos terão cada vez mais &#8220;sucesso&#8221;, ou seja, as pessoas apresentarão cada vez menos sintomas e de formas cada vez mais rápidas. O problema é que tudo isso é feito às custas de toda uma classe. Os outros psicólogos que, por qualquer motivo, não trabalham com a TCC, acabarão sendo mal-tratados tanto pelos médicos quanto pelos submissos terapeutas cognitivo-comportamentais que, além dos bons olhos dos médicos e de seus pacientes, tem cada vez mais os bons olhos da mídia, que não sabe o que é uma boa psicoterapia.</p>
<p>Um outro problema disso é que com essa expansão dessa visão médica sobre os transtornos mentais, passa-se a compreender menos essas condições. Médicos tradicionalmente tratam doenças. Com eles tratando dessa forma somente os sintomas psicopatológicos, irá se perpetuar a noção de &#8220;doença mental&#8221;, algo que os profissionais da saúde tentam abolir há algum tempo (mais de 20 anos pelo menos). Os transtornos mentais são condições psicossociais que modificam nossa relação com o mundo e com a vida, mas nem por isso devem ser eliminados. É claro que muitos deles, como as esquizofrenias e transtornos psicóticos, provocam enorme sofrimento para a pessoa e suas famílias, mas outras, como a depressão e até mesmo o pânico, por exemplo, podem apresentar excelentes oportunidades de auto-conhecimento para quem sabe vivê-los. Eu sei disso porque eu mesmo fui diagnosticado com depressão e pânico e aprendi um monte sobre mim mesmo através dessas condições.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mente-e-cérebro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-709" title="Mente OU comportamento: duas visões diferentes do problema mente/corpo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mente-e-cérebro.jpg" alt="Mente OU comportamento: duas visões diferentes do problema mente/corpo" width="300" height="200" /></a>Terapeutas cognitivos e terapeutas comportamentais possuem visões de mundo que podem concordar com essa visão mais ampla, pois poderão respeitar tanto as condições de um meio que possa favorecer um crescimento apesar da depressão ou às crenças que embasarão aprendizado em momentos de crise. Mas um terapeuta cognitivo-comportamental não consegue fazer isso, pois ele não tem uma visão de mundo ou uma visão de humano: ele só possui técnicas alimentadas por demandas médicas.</p>
<p>A visão de mundo e de humano do comportamental diz que ele é controlado pelo meio mas que também pode controlar o meio. Ela também diz que não existe isso que se chama de mente e que os ditos &#8220;processos mentais&#8221; também são comportamentos controlados pelo meio. Já a visão de mundo e de humano do cognitivista diz que a mente é quem controla todos os comportamentos humanos e que ao se controlar a mente, controla-se os comportamentos: com isso podemos ser qualquer coisa, bastando trabalhar a mente e seus potenciais de forma correta. Ao mesmo tempo, diz-se que o ambiente tem pouca influência no sujeito, pois a mente é quem vai prevalecer.</p>
<p>Como tentei mostrar, ambas as visões de mundo são válidas mas são contraditórias. Não há como dizer qual está correta. Qualquer pessoa pode preferir acreditar em uma ou na outra (ou em outra qualquer). Porém, só sei de uma coisa: é impossível trabalhar com as duas noções ao mesmo tempo! Qual será o sujeito tratado pela TCC: seria um sujeito controlado pelo ambiente ou por suas crenças? Se for pelo ambiente, o trabalho deve ser na relação do sujeito com o ambiente, se for nas crenças, o trabalho deve ser interno.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/drawing_hands.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-710" title="A fonte do problema está dentro ou está fora do sujeito?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/drawing_hands.jpg" alt="A fonte do problema está dentro ou está fora do sujeito?" width="300" height="255" /></a>Os defensores da TCC podem dizer que é melhor atacar os dois flancos: o interno e o externo. Acontece que as técnicas que trabalham um flanco não precisam do outro e são autosuficientes em si mesmas! Terapeutas cognitivos sabem que suas técnicas são suficientes para resolver qualquer problema. O mesmo acontece com os terapeutas comportamentais. Na prática seria mais ou menos como querer dirigir um carro automático e manual ao mesmo tempo: é simplesmente impossível. Ou o carro é automático, ou ele é manual, e cada um possui um jeito próprio de dirigir.</p>
<p>O ser humano é um ser complexo e não é possível reduzi-lo a teorias e filosofias. O que a TCC faz é justamente ignorar essas teorias e fixar-se unicamente nas técnicas e resultados. Mas, ao fazer isso, reduz-se o ser humano a uma visão puramente médica e doentia. As grandes psicoterapias se destacaram justamente ao considerar o caso do sujeito saudável, de trabalhar com a questão da &#8220;saúde mental&#8221;. A TCC trabalha unicamente com técnicas de tratamento de doença mental e sua base para pensar a saúde mental é a médica: a ausência de doença. A Terapia Cogintivo-Comportamental não vem acompanhada de uma <em>Teoria Cognitivo-Comportamental</em>, porque tal teoria é simplesmente epistemologicamente impossível.</p>
<p>O risco para o paciente é que ele seja ignorado como sujeito e visto unicamente como um cliente a ser moldado e extirpado de seus sintomas que, mais do que fonte de sofrimento, são possíveis caminhos de transformação. O risco é ter o paciente tratado pelo paradigma médico que serve para a medicina, mas não para a psicologia. O risco é que a psicoterapia seja vista como técnicas de tratamento de doenças mentais, ao invés de um conjunto de saberes e práticas que tratam e promovem a saúde mental. Enquanto a sociedade endossar a Terapia Cognitivo-Comportamental, corremos o risco de nos perder nessas visões simplistas e reduzidas, e nos subjulgaremos cada vez mais às vontades e designios de uma única classe: dos médicos. Será que é isso que você quer para a sua vida?</p>
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		<title>PsicoLog 04 &#8211; Conversas com Falcão Azul 2: Culpa</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 13:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais uma conversa com o Daniel, o Falcão Azul do Monacast! Continuamos nossa conversa anterior sobre hábitos, desta vez falando sobre &#8220;Culpa&#8221;. Não contentando em falar só sobre isso, falamos também sobre alguns conceitos de psicologia junguiana, como o &#8220;Self&#8221; e a &#8220;individuação&#8221;. E terminamos nossa conversa falando um pouco mais sobre o que tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP04.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-699" title="PsicoLog Podcast 04 - Conversas com Falcão Azul 2: Culpa" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP04.jpg" alt="PsicoLog Podcast 04 - Conversas com Falcão Azul 2: Culpa" width="204" height="204" /></a>Mais uma conversa com o Daniel, o Falcão Azul do Monacast! Continuamos nossa conversa anterior sobre hábitos, desta vez falando sobre &#8220;Culpa&#8221;. Não contentando em falar só sobre isso, falamos também sobre alguns conceitos de <a title="Uma introdução à psicologia junguiana" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/uma-introducao-a-psicologia-junguiana/">psicologia junguiana</a>, como o &#8220;Self&#8221; e a &#8220;individuação&#8221;. E terminamos nossa conversa falando um pouco mais sobre o que tudo isso tem a ver com perda de peso. Durante o papo, comentamos vários posts já escritos aqui no blog, então sugiro que, caso não os tenha lido, que o façam até antes de ouvir (ou depois, tanto faz). Os posts comentados estão listados abaixo.</p>
<p>Uma observação: durante o episódio, tem um momento que não consigo me lembrar de uma palavra e passo um tempo pensando em qual poderia ser. Chego a falar em &#8220;totalidade&#8221;, mas a palavra que procurava é &#8220;Plenitude&#8221;.</p>
<p>Duração: 81 minutos</p>
<p><strong>Posts citados no episódio</strong></p>
<p><a title="A culpa é da culpa" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/a-culpa-e-da-culpa/">A Culpa é da Culpa</a></p>
<p><a title="Bullying, a vítima e a vitimização" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/bullying-a-vitima-e-a-vitimizacao/">Bullying, a vítima e a vitimização</a></p>
<p><a title="Quem observa os observadores: Mídia e Psicopatologia" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/quem-observa-os-observadores-midia-e-psicopatologia/">Quem observa os observadores: a mídia e a psicopatologia</a></p>
<p><a title="Punição serve para absolutamente NADA!" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/punicao-serve-para-absolutamente-nada/">Punição serve para absolutamente NADA</a></p>
<p><strong>Mandem E-mails</strong></p>
<p>Mande e-mails e recados de voz para <a href="mailto:pablo@deassis.net.br">pablo@deassis.net.br</a> com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e  qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será     muito   bem-vinda!</p>
<p><strong>Assinem o feed </strong></p>
<p>Se você quiser, você pode baixar este e todos os episódios do     PsicoLog Podcast  assinando o nosso novo feed pelo seu agregador de feeds favorito, copiando o endereço <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>. Caso você tenha o iTunes instalado e quer assinar diretamente no iTunes, basta clicar neste link: <a href="itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>.</p>
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		<itunes:summary>Mais uma conversa com o Daniel, o Falcão Azul do Monacast! Continuamos nossa conversa anterior sobre hábitos, desta vez falando sobre "Culpa". Não contentando em falar só sobre isso, falamos também sobre alguns conceitos de psicologia junguiana, como o "Self" e a "individuação". E terminamos nossa conversa falando um pouco mais sobre o que tudo isso tem a ver com perda de peso. Durante o papo, comentamos vários posts já escritos aqui no blog, então sugiro que, caso não os tenha lido, que o façam até antes de ouvir (ou depois, tanto faz). Os posts comentados estão listados abaixo.

Uma observação: durante o episódio, tem um momento que não consigo me lembrar de uma palavra e passo um tempo pensando em qual poderia ser. Chego a falar em "totalidade", mas a palavra que procurava é "Plenitude".

Duração: 81 minutos

Posts citados no episódio

A Culpa é da Culpa

Bullying, a vítima e a vitimização

Quem observa os observadores: a mídia e a psicopatologia

Punição serve para absolutamente NADA

Mandem E-mails

Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e  qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será     muito   bem-vinda!

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		<title>Medo, Fobia e Pânico</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 12:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ouvindo mais um podcast, desta vez do amigo Eduardo Sales Filho, o Papo de Gordo, com o tema de sustos, medos e fobias, me deparo com uma pergunta direcionada a mim! O objetivo deles não era definir ou dar explicações precisas sobre o que são medos e fobias, mas invariavelmente eles precisaram falar sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medo-2.gif"><img class="alignright size-full wp-image-688" title="Você tem medo de quê?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medo-2.gif" alt="Você tem medo de quê?" width="235" height="200" /></a>Ouvindo mais um podcast, desta vez do amigo <a href="http://twitter.com/eduardo_sales">Eduardo Sales Filho</a>, o <a href="http://www.papodegordo.com.br/">Papo de Gordo</a>, com o tema de <a title="Ouça o podcast!" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">sustos, medos e fobias</a>, me deparo com uma pergunta direcionada a mim! O objetivo deles não era definir ou dar explicações precisas sobre o que são medos e fobias, mas invariavelmente eles precisaram falar sobre o conceito. Então eles tocam no assunto do pânico e querem saber o que é isso, já que popularmente refere-se ao pânico como um medo enorme. É então que eles citam o meu nome e pedem para que eu explique. Pois bem, aqui vai a explicação: (caso você queira ouvir o episódio antes e ouvir a pergunta, <a title="Sustos, medos e fobias, no Papo de Gordo" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">clique aqui</a>)</p>
<p>Basicamente, medo é uma reação natural do organismo a coisas que nos  ameaçam. Faz parte do nosso instinto de sobrevivência e pode ser  relacionado inclusive ao instinto de agressividade. Geralmente, diante  de ameaças ou nós atacamos ou fugimos, ou somos agressivos ou temos  medo. Tanto o medo quanto a agressividade são regidos neurologicamente por um gânglio cerebral chamado de <a title="Não confundir a Amídala com as &quot;Tonsilas Palatinas&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%ADgdala_cerebelosa">amídala</a>. E, psicologicamente, a diferença entre os dois é bem sutil, ao  ponto de você poder pensar que uma pessoa agressiva também tem bastante  medo (lembrando até o que o nosso amigo <a title="Ouça aqui!" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">Vanassi relatou no podcast</a> de ele ficar  agressivo quando leva sustos).<br />
<span id="more-687"></span></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/height010.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-689" title="Acrofobia é o medo de lugares altos, ou de cair desses lugares" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/height010.jpg" alt="Acrofobia é o medo de lugares altos, ou de cair desses lugares" width="297" height="222" /></a>Fobia é o nome dado a uma séries de &#8220;medos&#8221; específicos com  características irracionais. Mas aqui entra um porém. Muitos  pesquisadores apontam que várias das nossas fobias tem base evolutiva,  como por exemplo, o medo de altura (acrofobia) nos deixaria longe de  lugares altos e arriscados, ou o medo de fogo (pirofobia) nos prevenia  de sermos queimados, ou ainda o medo de lugares apretados  (claustrofobia), hoje afetando bastante gente que evita entrar em  elevadores, por exemplo, pode estar relacionado ao fato de pessoas  evitarem ficar em lugares pequenos e terem sempre uma rota de fuga em  situações de emergência.</p>
<p>A grande questão da fobia é que ela é um medo  específico, geralmente irracional, que provoca muita ansiedade.  Clinicamente, classificamos as fobias como Transtorno de Ansiedade de  Fobia Específica, ao contrário de outros transtornos de ansiedade, como a  Fobia Social, relacionada a uma série de situações que as pessoas  evitam por provocar muita ansiedade, como falar em público, conversar  com estranhos ou até mesmo comer ou escrever em público (sim, é real  isso). Existem vários tratamentos para as fobias, mas o mais tradicional  é o chamado &#8220;Dessensibilização sistemática&#8221;, onde a pessoa, aos poucos,  vai se aproximando do estímulo que provoca a ansiedade, enquanto está  em situação de relaxamento e bem-estar, para que associe o bem estar ao  estímulo ruim e pare de sentir-se mal.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Pan_satyre_della_Valle.jpg"><img class="size-full wp-image-690 alignright" title="O deus Pã provocava pânico em pessoas perdidas nas florestas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Pan_satyre_della_Valle.jpg" alt="O deus Pã provocava pânico em pessoas perdidas nas florestas" width="222" height="465" /></a>Já o pânico é uma situação completamente diferente. Pânico é um nome  geral que pode ser ou um &#8220;Episódio de Pânico&#8221; ou o &#8220;Transtorno de  Pânico&#8221;, popularmente conhecido como &#8220;síndrome do pânico&#8221;. Vale lembrar que esse nome é popular e não é utilizado cientificametne. O nome &#8220;pânico&#8221; vem da mitologia grega, por ser uma reação à ação do deus Pã que provocava esses sentimentos em pessoas que se perdiam nas florestas, como uma forma de proteger as matas e seus habitantes de invasores.</p>
<p>Um episódio de pânico acontece geralmente de forma repentina,  sem avisos e sem um motivador aparente (ele pode existir, mas geralmente  não se sabe o que é). Ele provoca uma série de reações fisiológicas  como taquicardia, falta de ar, formigamento em diferentes partes do  corpo, fraqueza, choro repentino, nauseas, tremores, calafrios e, principalmente, a sensação de que se  está perdendo o controle ou morrendo. Um episódio de pânico pode durar de 15 minutos a uma  hora, geralmente acompanhada de uma sensação de mal-estar durante  algumas horas após o episído. O episódio em si pode ser uma combinação de algumas dessas várias reações, por isso podem ocorrer episódios diferentes, com manifestações diferentes.</p>
<p>O &#8220;Transtorno de Pânico&#8221; é o nome dado à  condição de uma pessoa que já teve um ou mais episódios de pânico. O  Transtorno pode vir associado (e geralmente é, mas não necessariamente) a  outra condição chamada de Agorafobia, que seria o medo de lugares  públicos, abertos, onde não se tem segurança ou proteção. Isso acontece  pois os episódios de pânico são inconstantes e podem acontecer a  qualquer momento. Com o medo de que aconteça num momento onde não se tem  ajuda/proteção, a pessoa desenvolve o quadro de agorafobia, evitando  sair de casa ou sair desacompanhado.</p>
<p>Não existe relação entre medo/fobias e o pânico, como foi sugerido  no <a title="Ouça aqui o episódio 71" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/08/15/podcast-papo-de-gordo-71-sustos-medos-fobias/">episódio 71</a> do Papo de Gordo. Ou seja, um medo extremo não leva ao transtorno de  pânico ou a episódios de pânico. Apesar que, uma pessoa que sofre de uma  fobia específica pode ter sensações parecidas às do pânico, mas só  enquanto estiver diante daquilo que tem medo. Quem sofre de pânico não  tem isso e pode sofrer do episódio a qualquer momento. O nome dado a  esse medo extremo é &#8220;pavor&#8221;, mas ele em si não é um problema, como as  fobias e o pânico. Pode ser, caso a pessoa fique paralizada de pavor diante de algum perigo, como atravessando uma rua.</p>
<p>Só mais uma curiosidade: foi comentado brevemente sobre os filmes  que dão medo. Tecnicamente, eles são classificados em duas categorias:  horror e terror. Os filmes de horror partem da sensação de repulsa e  medo que se tem após se ver algo que não gostamos, como os filmes do  Freddy Kruegger ou filmes de zumbi. Terror já parte da premissa de provocar medo pela  antecipação do medo. Os bons filmes atuais exploram essas duas vertentes  ao mesmo tempo, criando um clima de terror antes de mostrar algo  horripilante, que provoca repulsas, como fez muito bem a série de filmes  Jogos Mortais.</p>
<p>Aproveite para ver aqui um clipe com cenas de 10 filmes de terror e horror de diferentes países do mundo:<br />
<object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I-CcViW9_qU?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/I-CcViW9_qU?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Preconceito e Inclusão</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 22:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia aqui falar um monte sobre preconceito, sobre inclusão, sobre os processos psicológicos de quem é preconceituoso ou de quem sofre preconceito, das diferentes formas de preconceito além da homofobia &#8211; da qual já falei aqui -, além das diferentes formas de inclusão de quem é excluído, principalmente por preconceito e ignorância. Mas não irei. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia aqui falar um monte sobre preconceito, sobre inclusão, sobre os processos psicológicos de quem é preconceituoso ou de quem sofre preconceito, das diferentes formas de preconceito além da <a title="Minha opinião sobre leis contra homofobia" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/07/minha-opiniao-sobre-leis-contra-homofobia/">homofobia</a> &#8211; da qual já falei aqui -, além das diferentes formas de inclusão de quem é excluído, principalmente por preconceito e ignorância. Mas não irei. Irei me contentar simplesmente em deixar este vídeo para reflexão. <a title="Quem observa os observadores: as propagandas negativas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/08/quem-observa-os-observadores-as-propagandas-negativas/">É de uma propaganda extremamente positiva</a>.</p>
<p><em>Será que precisamos nos disfarçar para nos aproximar?</em></p>
<p><object width="560" height="345"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SMVa_c_cOak?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="345" src="http://www.youtube.com/v/SMVa_c_cOak?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>Venha mais perto&#8230;</em></p>
<p>Vi no <a href="http://iradex.net/6848/chegue-mais-perto-e-assista-este-comercial/">Iradex</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quem observa os observadores: as propagandas negativas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 17:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
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		<category><![CDATA[medo]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz um tempo tenho visto propagandas e principalmente campanhas que têm um enfoque negativo. E por enfoque negativo quero dizer que o foco da propaganda ou campanha não é o que deve ser feito, mas o que deve ser evitado. E, de um ponto de vista psicológico, fazer isso é apostar no fracasso, ou seja, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/paz_sem_voz.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-660" title="Campanha Paz sem voz é medo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/paz_sem_voz.jpg" alt="Campanha Paz sem voz é medo" width="250" height="366" /></a>Faz um tempo tenho visto propagandas e principalmente campanhas que têm um enfoque negativo. E por enfoque negativo quero dizer que o foco da propaganda ou campanha não é o que deve ser feito, mas o que deve ser evitado. E, de um ponto de vista psicológico, fazer isso é apostar no fracasso, ou seja, não dá certo.</p>
<p>Não quero aqui falar do mérito dessas campanhas, mas sim da forma como elas são feitas. O pior é que sempre que vejo uma delas eu penso comigo mesmo, &#8220;mais um esforço disperdiçado e mais dinheiro jogado fora à toa&#8221;. Dois grandes exemplos disso são a campanha &#8220;<a title="Paz sem voz é medo" href="http://www.pazsemvozemedo.com.br/" target="_blank">Paz sem voz é medo</a>&#8221; do grupo GRPCOM e a campanha &#8220;<a title="190 km/h é crime" href="http://www.190kmhecrime.com/" target="_blank">190 km/h é crime</a>&#8220;, organizada após o acidente protagonizado pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho. Até hoje não sei qual foi a eficácia dessas campanhas, mas vou aqui descrever porque elas não dão certo e como poderiam ser para funcionarem.</p>
<p><span id="more-659"></span>O grande problema desse tipo de campanha e propaganda é que ele mostra o que não deve ser feito e enquanto isso o espectador/consumidor não sabe o que fazer a respeito. Uma boa propaganda precisa ser direta e passar a maior quantidade de informação no menor espaço possível. Por isso todo o trabalho de se encontrar slogans ou frases que grudem ou até mesmo jingles de efeito, fazendo assim com que o consumidor sempre se lembre da mensagem e possa então consumir o produto ou aderir à campanha.</p>
<p>Um exemplo disso é a propaganda dos &#8220;Poneis malditos&#8221; da Nissan. Tenho certeza que todos já viram essa propaganda, mas poucos se lembram do que ela se trata. Além disso, a maioria nem se lembra que a marca por trás disso é a Nissan.</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X3yGSJE53kU?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/X3yGSJE53kU?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O jingle é tão chiclete que é impossível se livrar dele. Porém, esse jingle só aponta o problema. Nesse caso, ele mostra que existem carros que são tão fracos que não têm <a title="Aprenda o que é o Cavalo de Potência, ou Cavalo-Vapor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo-vapor">Cavalos de Potência</a>, mas sim Pôneis. Ok. Eu vi isso. Mas isso quer dizer o que exatamente? O jingle em si não diz nada e não passa a mensagem. Não diz que outros carros são mais potentes, que enfrentam barro e lama, nem muito menos quais carros fazem isso. E o pior, em nenhum momento o jingle aponta para a marca Nissan. Provavelmente, o jingle será lembrado, mas a mensagem não.</p>
<p>Outra propaganda dessas que grudou na mente das pessoas é uma da Honda, da década de 90, mas que ainda perdura no imaginário daqueles que viram a propaganda na época. Mas, garanto que poucos se lembram que essa era uma propaganda da Honda, nem qual sua mensagem!</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MFMREcgaGMs?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/MFMREcgaGMs?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A questão é, como proceder? Existem vários casos de propagandas bem sucedidas. Vou aqui mostrar um bom exemplo, vencedor de vários prêmios, que foi a propaganda da Parmalat. Todos se lembram do jingle, dos bichinhos e &#8211; o melhor de tudo &#8211; da marca e da mensagem. Por quê? Porque além de tentar ser chiclete, ela foi uma propaganda positiva, focada no que deve ser feito e na marca a ser associada! O sucesso foi tanto que eles conseguiram ressucitar a propaganda dez anos depois: eles pegaram os mesmos atores de 1996 e filmaram outra campanha em 2006, com o mesmo sucesso.</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4gsLhLFnr8Y?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/4gsLhLFnr8Y?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Mas e as propagandas negativas, qual o problema delas? O problema é que elas não atingem o resultado esperado. Por mais bem pensadas que elas sejam, no final, não passam a mensagem esperada. O exemplo que quero passar é da campanha &#8220;Paz sem voz é medo&#8221;, citado acima. Quero analizar só a frase, inicialmente.</p>
<p>Para começar, ela contém um elemento negativo &#8220;sem&#8221;, já apontando para algo que deve ser evitado. Além disso, a marca da campanha (colocada no início deste post), é feita num tom escuro, com elementos que dão a impressão de urgência e de medo, de algo que devemos nos preocupar. Talvez essa seja a ideia da campanha, de que devemos nos preocupar com a paz e a violência. Mas, quem em sã consciência quer prestar atenção na violência? Isso é algo do qual todos queremos fugir! É instintivo fugir da violência ou de querer lutar contra isso. E fazer uma campanha que passa essa imagem nos dá a impressão de que temos que lutar contra a campanha ou que devemos fugir dela.</p>
<p>O pior é que a intenção foi boa. Tanto é que retiraram esse nome &#8220;Paz sem voz é medo&#8221; da música &#8220;A minha alma&#8221; do grupo O Rappa. Mas acho que foi um tiro pela culatra.</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Kp1o8wSzzTg?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/Kp1o8wSzzTg?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Eles não perceberam que a mensagem que estão passando está próxima do subtítulo da música &#8220;A paz que eu não quero&#8221;. Se for isso que eles querem passar, então o foco é negativo e errado. Por quê? Porque tudo o que sei é o que eu não quero. Mas o que é que eu quero e o que devo fazer para alcançá-la? A campanha não me diz. A propaganda não me diz. Tudo o que ela faz é apontar coisas das quais eu devo ter medo, pois a paz que eu tenho é uma paz calada, ou seja, com problemas. E, diante disso, a maior reação instintiva é fugir do problema e, neste caso, fugir da campanha. A campanha perde o efeito.</p>
<p>O mesmo acontece com a campanha &#8220;190km/h é crime&#8221;. O que se quer alcançar com isso? Alterar as leis, já que se fala de crime? Ou colocá-las em prática? Ou quem sabe apontar um limite de velocidade novo criminoso? Mas o que essa campanha não faz é dizer o que se quer, que é ter paz no trânsito e respeito entre as pessoas. Apontar para o negativo não funciona e o erro é o mesmo do que acreditar que <a title="Veja aqui por que punição serve para absolutamente NADA!" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/punicao-serve-para-absolutamente-nada/">punição resolve para educar</a>.</p>
<div id="attachment_665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/grande_1edit.png"><img class="size-full wp-image-665" title="Qual é o objetivo desta campanha?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/grande_1edit.png" alt="Qual é o objetivo desta campanha?" width="568" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Qual é o objetivo desta campanha negativa? O que devo fazer com isso?</p></div>
<p>O foco sempre deve ser no que se quer. Quero aqui terminar com um exemplo duplo. A ideia é mostrar a importância do uso do cinto de segurança. A primeira propaganda é em sua maior parte negativa (só no final ela se torna positiva) e a segunda é inteiramente positiva. O foco da primeira propaganda é justamente os riscos de não se usar o cinto de segurança e tenta-se passar a mensagem através do medo. O problema disso é que causa repulsa e a reação inicial é de fuga, inclusive da própria mensagem. A segunda propaganda é positiva e o foco é na família e na proteção. O objetivo das duas é a mesma. Mas qual será que tem maior eficácia?</p>
<p>Propaganda negativa:<br />
<object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BrwYHNTWvcI?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/BrwYHNTWvcI?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Propaganda positiva:<br />
<object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/567J_hOeURM?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/567J_hOeURM?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Então, qual delas você prefere, a propaganda negativa ou a propaganda positiva?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Minha opinião sobre leis contra homofobia</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/07/minha-opiniao-sobre-leis-contra-homofobia/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 17:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Desnecessário. Essa é a minha opinião. Curta e direta. Agora, para poder compreendê-la, já é necessário de mais tempo de reflexão&#8230; Primeiro, precisamos compreender o que é &#8220;homofobia&#8221;. A definição de homofobia é a raiva ou repulsa por homossexuais. Existe aí um pequeno erro por parte de algumas pessoas que associal o sufixo -fobia a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lei-anti-homofobia.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-653" title="Lei anti-homofobia reforça homofobia?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lei-anti-homofobia.jpg" alt="Lei anti-homofobia reforça homofobia?" width="244" height="308" /></a>Desnecessário. Essa é a minha opinião. Curta e direta. Agora, para poder compreendê-la, já é necessário de mais tempo de reflexão&#8230;</p>
<p>Primeiro, precisamos compreender o que é &#8220;homofobia&#8221;. A definição de homofobia é a raiva ou repulsa por <a title="Homossexual… idade… ismo… o que é mesmo o sexo?" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/07/homossexual-idade-ismo-o-que-e-mesmo-o-sexo/">homossexuais</a>. Existe aí um pequeno erro por parte de algumas pessoas que associal o sufixo -fobia a medo, então seria medo de homossexuais. Mas não estamos aqui nos referindo ao medo em sim, mas sim à repulsa e principalmente à raiva sentida contra os homossexuais. Essa repulsa e raiva podem ser também resumidas ao preconceito contra homossexuais.</p>
<p>Esse preconceito é real e tão real quanto o preconceito aos afro-decendentes (para utilizar o termo politicamente correto) e até ao preconceito contra as mulheres (que ao meu ver é o mais grave de todos). Esse preconceito basicamente diz que os homossexuais são diferentes dos heterossexuais e, por isso, são inferiores ao heterossexuais e devem se manter distantes pois, devido a essa inferioridade ou diferença, trazer problemas aos heterossexuais, como por exemplo, promiscuidade, doenças venéreas, perversidade e <a title="Homossexuais e a ciência" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/07/homossexuais-e-a-ciencia/">outros argumentos pseudo-científicos</a>. Essa é a ideia por trás da homofobia.</p>
<p><span id="more-649"></span><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homossexuais-e-religiao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-654" title="Qual é a verdadeira verdade sobre a homossexualidade e a homofobia?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homossexuais-e-religiao.jpg" alt="Qual é a verdadeira verdade sobre a homossexualidade e a homofobia?" width="200" height="190" /></a>A seriedade disso se dá porque muitas pessoas levam isso ao extremo, ao ponto de quererem fazer, em pleno século XI, as mesmas coisas com os homossexuais que os nazistas faziam com os mesmos homossexuais e com os judeus e ciganos e com praticamente qualquer pessoa que não fosse ariana: um holocausto ou uma &#8220;limpeza étnica&#8221;. Temos &#8220;pessoas&#8221; (me recuso a acreditar que quem faça algo assim seja uma pessoa, mas tudo bem) que realmente preferem ver homossexuais mortos a vê-los pelas ruas ou convivendo com nossos filhos. E justificam essa raiva com discursos como &#8220;é anti-natural&#8221;, &#8220;é contra a lei de Deus&#8221;, e outras baboseiras preconceituosas. E praticam essa raiva diretamente sobre pessoas do mesmo sexo que demostram ser homossexuais. Inclusive, essas agreções acontecem contra pessoas que meramente demonstram homoafetividade mas não são, como aconteceu com <a title="Pai e filho são confundidos com casal gay e são agredidos. Leia mais aqui." href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/07/18/pai-filho-sao-confundidos-com-casal-gay-agredidos-por-grupo-em-sao-joao-da-boa-vista-sp-924936932.asp">um pai que estava abraçado a seu filho e foram agredidos por acharem que eram um casal gay</a>.</p>
<p>Diante dessas e outras barbaridades, querem empurrar no congresso uma lei contra a homofobia, ou melhor, que exista punição por atos preconceituosos contra homossexuais. Oras, diante dessa realidade, é óbvio que nossa sociedade e nosso governo deve agir fortemente contra isso. Porém, e é aqui que entra a minha opinião, não acho que precisemos de uma nova lei, somente saber aplicar as que já temos.</p>
<p>Para começar, a lei exigiria punição. E como já falei <a title="Leia mais sobre a minha opinião sobre a punição." href="http://pablo.deassis.net.br/2010/07/punicao-serve-para-absolutamente-nada/">aqui no blog, punição não funciona e não serve para nada</a>. Uma lei punitiva seria mais um desperdício de recursos públicos, pois ela não diz como deve ser feito, somente o que não deve acontecer. Ao invés disso, sou a favor da educação sexual e inclusiva.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bandeira.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-657" title="As leis são para todos, homossexuais ou não." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bandeira.jpg" alt="As leis são para todos, homossexuais ou não." width="220" height="177" /></a>Outro ponto é que a nossa constituição já pressupõe alguns pontos simples que garantem isso. Ela diz no artigo 5º:</p>
<blockquote><p>XLI &#8211; a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;</p></blockquote>
<p>Já começamos com isso. Existe um recurso na constituição que diz que haverão leis contra qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. Além disso, esse mesmo artigo assegura que:</p>
<blockquote><p>X &#8211; são invioláveis a intimidade, a vida privada, a  honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo  dano material ou moral decorrente de sua violação;</p></blockquote>
<p>Ou seja, o que uma pessoa faz na privacidade de seu lar ou de sua família, é problema da pessoa. Os homossexuais &#8211; e os heterossexuais também &#8211; têm esse direito de ter sua vida sexual e íntima da forma como quiser. A constituição garante isso. E existe também o que se chama de princípio da dignidade da pessoa humana. A lei não faz distinção de gênero, raça ou orientação sexual e essa dignidade é protegida. Por exemplo, no mesmo artigo quinto, a constituição diz:</p>
<blockquote><p>III &#8211; ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;</p></blockquote>
<p>Pelo que sei de lei, esse &#8220;ninguém&#8221; está incluindo também os homossexuais, que não podem ser torturados ou terem tratamentos desumanos ou degradantes, como serem vítimas de ataques, surras, linchamentos públicos ou até mesmo de serem ofendidos em rede pública de televisão. E junto a esse ponto, existe outro:</p>
<blockquote><p>XLIII &#8211; a lei considerará crimes inafiançáveis e  insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico  ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos  como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e  os que, podendo evitá-los, se omitirem;</p></blockquote>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/morte_aos_gays_e_sapatao_homofobia_igreja_fortaleza.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-656" title="Homofobia É terrorismo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/morte_aos_gays_e_sapatao_homofobia_igreja_fortaleza.jpg" alt="Homofobia É terrorismo" width="267" height="200" /></a>Ou seja, já existe uma disposição legal para coibir a tortura e o terrorismo que fazem contra qualquer pessoa, inclusive aos homossexuais! Então me pergunto: pra que mais uma lei que tem como única função apontar o preconceito e fortalecer a diferença? Por que, ao invés disso, não nos preocupamos em nos educar para perceber que todos somos iguais, diante da lei e diante da vida? Ninguém pode ser linxado, perseguido, surrado, torturado, aterrorizado e nenhuma morte é justificada contra nenhuma pessoa, seja ela hetero, homo ou bissexual ou qualquer que seja sua orientação. Então, pra que mais uma lei?</p>
<p>Essa lei é homofóbica por princípio, pois ela aponta que existe diferença entre um homossexual apanhar por ser homossexual de um torcedor de futebol apanhar por torcer por um determinado time. Se existe diferença, é discriminiação. Se é discriminação de homossexual, é homofobia. Quem defende as leis contra a homofobia, indiretamente está defendendo a própria homofobia!</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homofobia-cidadania.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-655" title="Homofobia não combina com cidadania" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homofobia-cidadania.jpg" alt="Homofobia não combina com cidadania" width="294" height="440" /></a>Não existe nem deveria existir diferença de tratamento para ninugém, logo, não deve haver diferença no tratamento de nenhuma pessoa por orientação sexual. Essas diferenças existem por falta de conhecimento, por ignorância mesmo. Outro dia ouvi uma pessoa criticando a adoção de crianças por casais homossexuais porque não conhecemos os efeitos de uma educação homossexual: é puro desconhecimento e ignorância! E não vai ser uma lei proibitiva que vai resolver isso: resolve-se isso com educação, principalmente, com educação sexual. Mas aí, temos outro problema que é a forma como iremos educar. Mas isso é assunto para outro artigo&#8230;</p>
<p>Ao invés de tentar proibir ataques aos homossexuais devemos nos focar em duas coisas. Primeiro, devemos perceber que homossexuais são pessoas e ao invés de sermos contra essa agressão devem ser contra <em>todo tipo de agressão e violência, independente de sexualidade</em>. Segundo, temos que perceber que punição não funciona e impunidade é irrelevante, logo, novas leis não vão funcionar também: ao invés disso temos que nos preocupar em educar nossos filhos, irmãos e amigos, pesquisar e conhecer ao invés de ignorar e quere que os outros sejam como nós somos.</p>
<p>Por enquanto só fica aqui a minha opinião que devemos nos focar no que nos aproxima, nas nossas igualdades e não nas nossas diferenças. Devemos perceber que, se tratarmos todos como iguais, não haverá necessidade de leis que reforcem as diferenças. Por isso acho essas leis desnecessárias. O importante, como sempre, é a<a title="Educação não se faz só na Escola" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/03/educacao-nao-se-faz-so-na-escola/"> educação, e não a proibição</a>.</p>
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		<title>Homossexuais e a ciência</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 19:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema da homossexualidade ainda é uma questão controversa. Nossa sociedade ainda não compreende o tema, muito menos a ciência e a religião conseguem chegar a um consenso. O que se sabe é que a ciência tenta compreender, enquanto a religião tenta encaixar dentro de seus conceitos e dogmas. Novamente, não pretendo chegar aqui a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/genetica2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-640" title="Questões científicas relativas à homossexualidade" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/genetica2.jpg" alt="Questões científicas relativas à homossexualidade" width="250" height="350" /></a>O tema da <a title="Leia um pouco mais sobre o tema aqui!" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/07/homossexual-idade-ismo-o-que-e-mesmo-o-sexo/">homossexualidade</a> ainda é uma questão controversa. Nossa sociedade ainda não compreende o tema, muito menos a ciência e a religião conseguem chegar a um consenso. O que se sabe é que a ciência tenta compreender, enquanto a religião tenta encaixar dentro de seus conceitos e dogmas. Novamente, não pretendo chegar aqui a nenhuma conclusão sobre o tema, apenas quer apresentar mais dois pontos de vista, o da ciência e o da religião.</p>
<p>Se eu fosse apresentar sozinho cada um desses, daria cada um uma tese. São várias concepções científicas e várias concepções religiosas. Aqui, porém, irei apresentar as questões científicas. As religiosas deixarei para outro post.</p>
<p><strong>As questões Científicas</strong></p>
<p>A ciência nunca chega a nenhuma conclusão e se alguém disser que algum ponto de vista científico é definitivo, então isso não é ciência. Tendo dito isto, quero aqui apresentar algumas questões polêmicas que a ciência traz e que muitos defensores dos direitos dos homossexuais utilizam como defesa, mas que eu pessoalmente questiono:</p>
<p><span id="more-637"></span>1) <em>Homossexualidade não é escolha</em>: Essa é a grande questão. Se for escolha, então podemos tentar convercer quem quer que seja a escolher diferente, como se escolhe um partido político ou um time de futebol. Se for escolha, escolher gostar de alguém do mesmo sexo seria igual a escolher torcer pro Flamengo ou pro Palmeiras e, nesse caso, se a sociedade disser que é errado ser homossexual, ele poderia ser &#8220;convertido&#8221; ou &#8220;virar a casaca&#8221; e passar a ser heterossexual. A grande questão é que se percebeu que não se escolhe ser homossexual: a pessoa se descobre homossexual. Mas daí vem outra grande questão: como a pessoa passou a ser homossexual, será que ela nasce assim ou se torna assim depois de nascer?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/asgay02.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-641" title="Será que se pode desligar a homossexualidade?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/asgay02.jpg" alt="Será que se pode desligar a homossexualidade?" width="250" height="270" /></a>2) <em>O que causa a homossexualidade?</em> Essa é outra questão que muita gente metida a cientista tenta responder, mas eu digo já de antemão que ela não tem resposta. Mas antes de dizer por que não tem resposta, queria analizar a pergunta. Geralmente as pessoas perguntam a causa da homossexualidade com um único propósito: se conheço a causa, posso tentar evitá-la para mudar a consequência. Por exemplo, se digo que a homossexualidade tem causa genética, ou seja, é um gene que te faz ser homossexual, eu posso, com esse conhecimento, usar de engenharia genética e evitar que futuros bebês sejam homossexuais. Ou ainda, se eu digo que é uma questão da gestação, por um problema qualquer da mãe, então eu posso dar remédios para combater isso e evitar mais um bebê homossexual. Novamente, perguntar a causa traz em si a ideia de prevenção. Na real, essa é a única utilidade de se saber o que causa a homossexualidade. Então, essa pergunta é 100% homofóbica! Ao se tentar utilizá-la para provar que a homossexualidade não é escolha, mas sim inata, cai-se no erro de dar margem pra prevenção à homossexualidade e, tenho certeza, nenhum homossexual compreende sua condição como algo que possa ser prevenido. Diante disso, já digo que não vale a pena tentar encontrar a resposa a essa pergunta, por isso ela não tem resposta. É melhor admitir que ela não tem resposta, para não se cair em problemas futuros. Além disso, ninguém pesquisa o que &#8220;causa a heterossexualidade&#8221;, certo? Então, novamente, não vale a pena se pensar nisso.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Quando-se-manifesta-a-homossexualidade1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-642" title="Quando se manifesta a homossexualidade, no nascimento?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Quando-se-manifesta-a-homossexualidade1.jpg" alt="Quando se manifesta a homossexualidade, no nascimento?" width="318" height="209" /></a>3) <em>A pessoa já nasce homossexual</em>. Essa é uma questão que beira a causalidade, mas é uma forma de fugir do paradigma da escolha sem tentar explicar a causa. Simplesmente aceita-se que a pessoa já nasce pré-disposta a ser homossexual ou a ser heterossexual. Mas, daí, levando outra questão: como saber isso se as primeiras manifestações de desejo sexual por outra pessoa se dá muitos anos depois do nascimento? Aí entra uma velha batalha científico-filosófica: qual tem maior influência, o inato ou o aprendido? Alguns defendem que o ináto, ou o genético, tem mais força. Outros dizem que tudo depende do ambiente e do que se aprende. Eu sou mais moderado e acho que depende de uma relação entre o inato e o aprendido, entre o genético e o ambiental. Então eu defendo que a pessoa não nasce homossexual. No máximo, ela pode nascer pré-disposta, mas vai depender de fatores ambientais também. Um exemplo disso são algumas pessoas que escolheram a castidade (e nisso não digo só padres, mas freiras também ou pessoas de outras religiões que praticam a castidade ritual): essas pessoas não possuem, ao menos não manifestamente, uma opção sexual por nenhum genero. Eu diria até que para essas pessoas existiria uma pré-disposição ao celibato ou uma assexualidade, mas que necessitaria do ambiente para se manifestar. E nisso, temos outra questão também: homossexual é um nome que damos a uma pessoa que tem determinada prática sexual. Em outra cultura com outros valores e práticas sexuais, ele não recebe esse nome, portanto, dizer que alguém &#8220;nasce&#8221; homossexual é delicado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/rivello/262600861/"><img class="alignleft size-full wp-image-643" title="Homossexuais são sempre homossexuais?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lesbos.jpg" alt="Homossexuais são sempre homossexuais?" width="280" height="186" /></a>4) <em>Não existe ex-homossexual</em>. Talvez esse seja correto, da mesma forma como não existe ex-heterossexual. Porém, gostos podem mudar. Teoricamente, podemos mudar de gostos ou aprender a aprecidar outras coisas, se nos permitirmos. Existe um filme do Kevin Smith chamado <a href="http://www.imdb.com/title/tt0118842/">Chasing Amy</a> que mostra justamente isso. A personagem Alyssa Jones disse que preferia mulheres porque em determinado momento de sua vida, ela percebe que gostar só de homens limita as opções para ela encontrar o amor e se ela gostasse de mulheres também, teria duas vezes mais chances. Pode parecer uma escolha, mas de certa forma, muita coisa em nossa vida é. Da mesma forma como é escolha ter atração por um genero e viver como se tivesse atração por outro. Isso vai ao nosso quinto e último ponto:</p>
<p>5) <em>Homofóbicos são homossexuais enrustidos</em>. Esse é o meu favorito. Eu sempre defendo que aquilo que eu mais odeio no outro é o que eu não quero aceitar em mim mesmo. Por exemplo, se eu critio o outro por ser preguiçoso por ele não querer me ajudar a fazer um trabalho que eu já deveria ter feito, estou falando que eu não quero aceitar que eu mesmo sou preguiçoso. O mesmo serve para os homofóbicos. Não quero aqui dizer que TODOS são, mas existe uma grande tendência. É claro que existem os casos de homofobia e preconceito aprendido, mas que no fundo não é tão alimentado. Mas os casos mais fortes, você pode ter certeza que sim, existem tendências homoafetivas. O mais legal é que fizeram estudos científicos sobre isso e este clip abaixo mostra justamente os resultados.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="390"><param name="movie" value="https://www.youtube.com/v/qVb8KtlMgmE?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="https://www.youtube.com/v/qVb8KtlMgmE?version=3&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qVb8KtlMgmE"> Assista ao vídeo no Youtube, caso encontre problemas para assistir aqui no blog.</a></p>
<p>Eu fico aqui com essas posições. Vale lembrar que, diferente das religiões, ciência é algo em constante construção. Eu deixo aqui as minhas reflexões sobre o tema. Posso estar errado e, com certeza, amanhã irão provar que estou. Mas até lá, tentaremos construir o nosso conhecimento sobre o tema.</p>
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		<title>Homossexual&#8230; idade&#8230; ismo&#8230; o que é mesmo o sexo?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 18:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ouvindo e lendo pela internet várias opiniões sobre homoafetividade ou homoerotismo, me deparo com vários conceitos e desconceitos sobre o tema. Queria tentar abordar uma dessas questões sob o ponto de vista histórico e psicológico. É claro que não conseguirei esclarecer todas as dúvidas ou abordar todos os pontos sobre o assunto, mas tentarei ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Homossexual.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-625" title="Homossexual... idade... ismo... o que é mesmo o sexo?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Homossexual.jpg" alt="Homossexual... idade... ismo... o que é mesmo o sexo?" width="260" height="172" /></a>Ouvindo e lendo pela internet várias opiniões sobre homoafetividade ou homoerotismo, me deparo com vários conceitos e desconceitos sobre o tema. Queria tentar abordar uma dessas questões sob o ponto de vista histórico e psicológico. É claro que não conseguirei esclarecer todas as dúvidas ou abordar todos os pontos sobre o assunto, mas tentarei ao menos esclarecer algumas questões. O que quero tratar é justamente é justamente a história por trás da homossexualidade e dos nomes que usamos para designar esse comportamento.</p>
<p><strong>Homossexualidade ou Homossexualismo?</strong></p>
<p>A primeira questão aqui é sobre o nome que damos para essa condição. Alguns dizem que o correto é falar &#8220;homossexualidade&#8221; porque &#8220;homossexualismo&#8221; seria doença. Outros não estão nem aí para isso, pois se assim fosse, cristianismo, espiritismo, capitalismo, marxismo, tudo isso também seria doença. Antes de dizermos o que é o correto, temos que compreender de onde vieram esses nomes?</p>
<p><span id="more-624"></span>Para começo de conversa, o termo &#8220;homossexual&#8221; é relativamente recente e data de meados do século XVIII, quando ele foi descrito como uma doença ou condição discriminante. Antes disso, a palavra não existia e não era usada! Então fica complicado dizer que qualquer pessoa antes disso era homossexual ou não. O que aconteciam eram comportamentos que os pesquisadores atuais chamam de homoafetivos ou homoeróticos. Mas todos esses comportamentos tinham o seu contexto cultural.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Grécia-antiga.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-626" title="Relação sexual na Grécia antiga" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Grécia-antiga.jpg" alt="Relação sexual na Grécia antiga" width="150" height="306" /></a>Se voltarmos ao maior exemplo de comportamento homoafetivo, a Atenas clássica, podemos perceber como isso acontece. Muitos dizem que a Grécia como um todo era homossexual, o que é uma mentira. Para começar, ninguém antes do século XVIII era homossexual. Segundo, se assim fosse, não haveriam nascimentos na Grécia. Temos que compreender o comportamento sexual da época para perceber como era isso. Para começar, já vou dizendo que essa prática era mais comum em Atenas que em outras cidades, como Esparta ou Corinto.</p>
<p>Acontece que em Atenas era muito comum a democracia. A democracia, ao contrário do que acham, não é o &#8220;governo do povo&#8221;, mas sim o governo do <em>cidadão</em>. Um cidadão ateniense era um homem adulto livre nascido na cidade, ou seja, mulheres, escravos, servos, crianças e estrangeiros não eram considerados cidadãos. A política da cidade era feita pelos cidadãos e as ações dos cidadãos eram feitas entre os cidadãos. Eles, além de política, filosofavam e discutiam e se diveritam e faziam tudo entre si. Inclusive a prática da sexualidade por prazer também era feita entre cidadãos. É claro que eles conheciam o conceito de sexo por reprodução e até mesmo muitos cidadãos eram casados e tinham filhos, mas o prazer e a diversão não era feita com mulheres, pois elas eram vistas como objetos ou propriedades. Mulheres eram simples parideiras &#8211; inclusive a palavra grega para mulher <em>gyneko</em>, significa literalmente &#8220;parideira&#8221;.</p>
<p>Então, em Atenas, mais do que uma valorização do comportamento homossexual, existia uma desvalorização da mulher em todos os sentidos. Sobrava então ao homem o comportamento homoerótico ou buscar prazer sexual com outro homem. Os jovens, inclusive, eram iniciados socialmente, também, através de práticas sexuais com outros homens. Não havia necessariamente penetração, mas sim estimulação genital. Eles, então, não eram homossexuais, porque essa prática sexual ateniense não se compara em nada com a prática sexual que temos home em dia.</p>
<p>Diante disso, podemos compreender que as práticas sexuais são culturais e cada cultura possui seus limites e organizações. Lembro-me até de ver uma entrevista no Jô Soares há muito tempo onde um índio de uma tribo do Amazonas dizia que em sua tribo não haviam homossexuais e que isso não era uma questão de preconceito, mas sim que em sua cultura o papel do homem e da mulher e do sexo estão tão definidos que não haveria espaço para essas outras manifestações. Isso, em si, já daria um outro estudo enorme sobre sexualidade!</p>
<p><strong><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cantadahomossexual.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-627" title="As várias formas de se amar foram classificadas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cantadahomossexual.jpg" alt="As várias formas de se amar foram classificadas" width="304" height="397" /></a>Mas então, e a questão do nome?</strong></p>
<p>No século XVIII, com o Iluminismo na Europa e a valorização do pensamento científico, houve uma necessidade de classificar tudo, inclusive o comportamento sexual. Por mais científica que a sociedade fosse, o pensamento religioso ainda imperava. E aqui temos que fazer outra pausa para refletir sobre a influência da religião sobre a sexualidade&#8230;</p>
<p>Podemos dizer que a religião &#8220;oficial&#8221; do ocidente é o cristianismo, ou ao menos a grande maioria dos países ocidentais tem como maioria representativa o cristianismo. Isso quer dizer que pensamos sobre o cristianismo como algo natural, cultural e geralmente não questionamos seus valores.</p>
<p>Porém, antes do cristianismo, existiram várias outras religiões que iam além do judaísmo. E muitas dessas religiões inclusive se utilizavam de práticas sexuais. Os seguidores romanos do deus Baco, tinham as bacanais, conhecidas hoje em dia como &#8220;orgias religiosas&#8221;, onde a prática do sexo e da intoxiacação por álcool era norma. Ao mesmo tempo, os seguidores da deusa Vesta, conhecidas como vestais, praticavam a castidade ritual. O sexo era uma função importante para a religiosidade antiga, seja pela prática ou pela castidade.</p>
<p>Foi com o advento do cristianismo que a sexualidade perdeu espaço. E era necessário que isso acontecesse! Se a sexualidade permanecesse, as práticas das antigas religiões também iriam continuar. O judaísmo, que serviu de base para o cristianismo, conseguiu sobreviver tanto tempo justamente pela imposição da castidade, pois assim haveria uma pureza do sangue e uma asseguração da continuidade da cultura que não se perderia no meio das outras. O cristianismo trouxe o mesmo pensamento.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sexocistao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-628" title="O sexo para o cristianismo deveria ser unicamente no casamento" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sexocistao.jpg" alt="O sexo para o cristianismo deveria ser unicamente no casamento" width="262" height="196" /></a>O sexo, para o cristianismo, deveria servir unicamente para a procriação. Dessa forma, garantiria-se a perpetuação da cultura cristã, sem se misturar ou perder diante das outras que pregavam a sexualidade como caminho religioso. Passaram-se então séculos com essa cultura, onde o sexo só poderia servir para a reprodução. Houve então a valorização do amor romântico e o casamento por amor &#8211; isso na idade média ainda, por influência árabe. O casamento na sociedade ocidental passou a ser o único local onde a prática sexual era permitida, e somente para fins de reprodução, para santificar a criação divina.</p>
<p>E, voltando ao iluminismo, eles precisavam classificar tudo. Ao se falar de sexualidade, definiram o padrão cultural do casamento cristão como o correto e o chamaram de heterossexual, por se tratar de um encontro sexual entre diferente (um homem e uma mulher) e todo o resto era errado, como o homossexual, o que se encontrava sexualmente com um igual (homem com homem ou mulher com mulher). Mas essa não era a única prática sexual abominada pela sociedade: tínhamos também a poligamia, onde um homem casava-se com mais de uma mulher (como ainda acontece entre alguns povos árabes) e a menos conhecida poliandria, onde uma mulher casa-se com mais de um homem, o que acontece em poucas tribos espalhadas pelo mundo. Nada disso era aceito e era visto como desvio ou até mesmo doença.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Como-é-tratado-o-relacionamento-entre-homossexuais.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-629" title="Como é tratado o relacionamento entre homossexuais" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Como-é-tratado-o-relacionamento-entre-homossexuais.jpg" alt="Como é tratado o relacionamento entre homossexuais" width="302" height="200" /></a>A noção de doença ganhou força com o crescimento da medicina. O homossexualismo, ou condição de ser homossexual, era sinônimo de doença e que deveria ou poderia ser curado, justamente por ir contra os padrões ditos naturais de procriacão. Isso ganhou força por dois séculos, até meados do século XX, na década de 70, com a dita &#8220;Revolução Sexual&#8221;, onde o sexo voltou a ganhar importância e vista como meio de se ter prazer, além de procriar. As mulheres também passaram a ser mais valorizadas e seus desejos reconhecidos. Foi nessa época também que se propós deixar de tratar o homossexualismo como doença.</p>
<p>Para isso, disseram algo como, &#8220;se mudarmos o nome, o estiga some!&#8221; e então passaram a chamar de &#8220;homossexualidade&#8221;, ou qualidade de quem é homossexual. Mudou-se o nome, mas o estigma continua. Hoje, ser homossexual pode não ser visto como doença, mas ainda é carregado de preconceito, independentemente de como o chamem. Na prática, não importa como se classifica, pois, ao se classificar, já se coloca o estigma do diferente. O mais engraçado é que essa classificação não tem mais do que 200 anos e antes disso, nem se era pensado!</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Viseu_Manif-223x300.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-630" title="Ama-se quem se quer" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Viseu_Manif-223x300.jpg" alt="Ama-se quem se quer" width="223" height="300" /></a>Pessoalmente, como pesquisador, prefiro chamar a condição do homossexual de homossexualismo, da mesma forma que falo de cristianismo ou marxismo ou capitalismo ou romatismo ou cientificismo &#8211; como um grupo de ideias e conceitos que posso utilizar para classificar alguma realidade. E utilizo o termo homossexualidade para me referir à questão cultural do homossexual hoje em dia. Ser homossexual não é só gostar de pessoas do mesmo sexo, mas se comportar segundo uma cultura própria, com práticas e até mesmo linguajares próprios.</p>
<p>O mais engraçado é que essa mesma cultura, ao se tentar diferenciar da cultura machista e heterossexual dominante, acaba reafirmando-a, dizendo que o homossexual precisa ser diferente do &#8220;normal&#8221;. Criamos então pré-conceitos de diferença e até mesmo o homossexual acaba sendo preconceituoso ao querer se afirmar como diferente, ao se portar como diferente só para marcar presença. Ele afirma, com sua postura, que a sociedade dominante, ao ser errada em não aceitá-lo, está certa ao manter esses padrões para homens e para mulheres. Se é homem, você gosta de mulher e se você gosta de homem, você é mulher: por isso homossexuais homens se portam como mulheres, como resposta direta não à liberação homossexual, mais sim ao heterossexismo, ou o padrão da diferença.</p>
<p><strong>E o que fazer então com o pré-conceito</strong></p>
<p>Pessoalmente, eu vejo que para acabar com o preconceito é necessário acabar com as diferenças e as separações. Não precisamos de rótulos, de títulos, não precisamos de nomes como gays, lesbicas, bissexuais, heterossexuais, transexuais, transgêneros, etcs. Só precisamos aceitar uma coisa: somos todos pessoas, todos amamos e todos sentimos prazer. Se uma pessoa prefere homens, ótimo pra ela. Se prefere mulheres, ótimo também! Se quer os dois, melhor ainda! É como um homem preferir loiras, ou mulheres com seios siliconados ou as gordinhas ou mulheres preferirem homens carecas ou com barriga: é preferência do que mais gosta. E nem por isso chamamos de loirossexuais ou siliconossexuais ou carecossexuais! Não precisamos classificar nossos gostos ou desgostos sexuais, muito menos tentar descobrir de onde veio ou pra onde vai: só precisamos nos permitir amar e gostar e ter prazer com o outro, e sermos amados e gostados e que tenham prazer conosco também. Não somos intrinsica ou naturalmente hetero ou homo ou bi ou pansexuais: somos simplesmente seres sexuais. Se aprendermos a aceitar isso, não iremos ter problemas com preconceito, homofobia, heterofobia ou qualquer outra cosia assim. Mas será que conseguiremos abrir mãos dos rótulos? Na real, acho mais difícil abrirmos mãos dos rótulos e da necessidade de rotular do que do preconceito ao homossexual&#8230;<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homofobia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-631" title="Devemos respeitar todas as formas de amor" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/homofobia.jpg" alt="Devemos respeitar todas as formas de amor" width="400" height="194" /></a></p>
<p>Se quiserem ouvir o papo que me inspirou a escrever sobre isso, ele está <a title="Piratacast #27 - Os Gays e a Polêmica da União Homoafetiva" href="http://www.baupirata.com/2011/07/10/podcast/piratacast/piratacast-27.html">aqui, no Piratacast, do pessoal do Baú Pirata</a>. E também irei publicar <a href="http://pablo.deassis.net.br/2011/07/homossexuais-e-a-ciencia/">outros textos sobre o assunto</a>, então fiquem ligados aqui!</p>
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		<title>PsicoLog 03 &#8211; Entrevista com Papo de Gordo</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 15:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um PsicoLog Podcast no ar! Aproveitando que eu já tinha essa gravação há quase dois anos e antes que ele fiquei mais datado do que ele já está, disponibilizo a entrevista que Eduardo Sales do Papo de Gordo fez comigo seguindo algumas perguntas feitas por seus ouvintes sobre ansiedade, cirurgia bariátrica e questões psicológicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP03.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-621" title="PsicoLog Podcast 03 - Entrevista com Papo de Gordo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP03.jpg" alt="PsicoLog Podcast 03 - Entrevista com Papo de Gordo" width="204" height="204" /></a>Mais um PsicoLog Podcast no ar! Aproveitando que eu já tinha essa gravação há quase dois anos e antes que ele fiquei mais datado do que ele já está, disponibilizo a entrevista que <a href="http://twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Eduardo Sales</a> do <a title="Papo de Gordo" href="http://www.papodegordo.com.br/" target="_blank">Papo de Gordo</a> fez comigo seguindo algumas perguntas feitas por seus ouvintes sobre ansiedade, cirurgia bariátrica e questões psicológicas associadas a esse procedimento. A ideia era que esse áudio fosse utilizado naquele podcast, mas acabou não sendo publicado porque o formato do programa mudou e inclusive o próprio blog! Na época, o Papo de Gordo era o podcast do blog Contrapeso e hoje já existe um site Papo de Gordo com seu podcast. Se você não conhece, vale a pena conhecer, especialmente o episódio mais recente, o<a title="Papo de Gordo 68 - Autoajuda, com Pablo de Assis" href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/06/30/podcast-papo-de-gordo-68-autoajuda/" target="_blank"> 68 &#8211; Autoajuda</a>, do qual participo!</p>
<p>Duração: 38 minutos</p>
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		<itunes:summary>Mais um PsicoLog Podcast no ar! Aproveitando que eu já tinha essa gravação há quase dois anos e antes que ele fiquei mais datado do que ele já está, disponibilizo a entrevista que Eduardo Sales do Papo de Gordo fez comigo seguindo algumas perguntas feitas por seus ouvintes sobre ansiedade, cirurgia bariátrica e questões psicológicas associadas a esse procedimento. A ideia era que esse áudio fosse utilizado naquele podcast, mas acabou não sendo publicado porque o formato do programa mudou e inclusive o próprio blog! Na época, o Papo de Gordo era o podcast do blog Contrapeso e hoje já existe um site Papo de Gordo com seu podcast. Se você não conhece, vale a pena conhecer, especialmente o episódio mais recente, o 68 - Autoajuda, do qual participo!

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		<title>PsicoLog 02 &#8211; Conversa com Falcão Azul 1: Hábitos</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 00:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o primeiro episódio do PsicoLog Podcast de uma série de conversas que tive com o Daniel, conhecido na internet como Falcão Azul do site Monalisa de Pijamas e do Monacast. Nesta nossa primeira conversa, falamos sobre muitas coisas, inclusive sobre o tema das outras conversas que tive com ele. Pedi sua autorização e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP02.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-613" title="PsicoLog Podcast 02 - Conversas com Falcão Azul 1: Hábitos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP02.jpg" alt="PsicoLog Podcast 02 - Conversas com Falcão Azul 1: Hábitos" width="204" height="204" /></a>Este é o primeiro episódio do PsicoLog Podcast de uma série de conversas que tive com o Daniel, conhecido na internet como <a href="http://twitter.com/falcaoazul">Falcão Azul</a> do site <a href="http://www.monalisadepijamas.com.br/">Monalisa de Pijamas</a> e do Monacast. Nesta nossa primeira conversa, falamos sobre muitas coisas, inclusive sobre o tema das outras conversas que tive com ele. Pedi sua autorização e gravei os bate-papos para lançá-los aqui. Nesta primeira conversa, falamos um pouco sobre o livro <em>Psicologia do Inconsciente</em> de <a title="Conheça um pouco mais sobre a psicologia de Carl Jung" href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/jung-psicologia-analitica/">Carl Jung</a>, sobre hábitos e mudanças de hábito e principalmente sobre hábitos alimentares. Ao final, falamos até um pouco sobre como seria o ponto de vista psicanalítico freudiano sobre o assunto. Mas devo admitir que, como a psicanálise não é minha especialidade, dei apenas uma visão um tanto quanto superficial do assunto. Porém, o resto do bate-papo está bastante completo e com vários exemplos. Espero que os temas debatidos sejam de interesse de vocês e qualquer coisa, mandem emails ou comentem aqui no blog!</p>
<p>Duração: 63 minutos</p>
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		<itunes:summary>Este é o primeiro episódio do PsicoLog Podcast de uma série de conversas que tive com o Daniel, conhecido na internet como Falcão Azul do site Monalisa de Pijamas e do Monacast. Nesta nossa primeira conversa, falamos sobre muitas coisas, inclusive sobre o tema das outras conversas que tive com ele. Pedi sua autorização e gravei os bate-papos para lançá-los aqui. Nesta primeira conversa, falamos um pouco sobre o livro Psicologia do Inconsciente de Carl Jung, sobre hábitos e mudanças de hábito e principalmente sobre hábitos alimentares. Ao final, falamos até um pouco sobre como seria o ponto de vista psicanalítico freudiano sobre o assunto. Mas devo admitir que, como a psicanálise não é minha especialidade, dei apenas uma visão um tanto quanto superficial do assunto. Porém, o resto do bate-papo está bastante completo e com vários exemplos. Espero que os temas debatidos sejam de interesse de vocês e qualquer coisa, mandem emails ou comentem aqui no blog!

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		<title>Bullying, a vítima e a vitimização</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2011/03/bullying-a-vitima-e-a-vitimizacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 19:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz algum tempo queria escrever sobre bullying, não só porque esse tema está em voga, mas eu também sofri com isso na escola e quando era menor. Mas as contingências afetaram o meu tempo e quando consegui tempo para escrever, tive que atualizar o WordPress. Até parece que meu blog estava fazendo bullying comigo! Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Achievement_unlocked.png"><img class="alignright size-full wp-image-604" title="Zangief Kid agride seu agressor" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Achievement_unlocked.png" alt="Zangief Kid agride seu agressor" width="325" height="232" /></a>Faz algum tempo queria escrever sobre bullying, não só porque esse tema está em voga, mas eu também sofri com isso na escola e quando era menor. Mas as contingências afetaram o meu tempo e quando consegui tempo para escrever, tive que atualizar o WordPress. Até parece que meu blog estava fazendo bullying comigo!</p>
<p>Mas quando saiu o vídeo do &#8220;menino Zangief&#8221; e todas as suas variáveis, eu achei interessante comentar sobre isso. Princialmente depois de ver um <a href="http://twitter.com/phsantos/status/49463516876382208">twit de um amigo</a> sobre uma notícia de uma entrevista com o próprio menino, <a href="http://iradex.net/3170/casey-heynes-o-zangief-kid-e-entrevistado/">Casey Heynes</a>. Ele, como várias vítimas de bullying, foi vítima desse ato cruel por vários anos. Mas, ao contrário de várias vítimas, ele não se vitimizou com o fato. Quero aqui fazer distinção entre essas duas posturas &#8211; entre a vítima e a vitimização &#8211; e afirmar que em nenhum momento estou desmerecendo o sofrimento de quem passa por isso.</p>
<p><span id="more-603"></span><object width='500' height='375'><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='allowscriptaccess' value='always' /><param name='movie' value='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=633552&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;hd=S&amp;swf=1&amp;width=500&amp;height=375' /><embed src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=633552&amp;relacionados=S&amp;default=S&amp;&hd=S&amp;swf=1&amp;width=500&amp;height=375' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' allowscriptaccess='always' width='500' height='375'></embed></object><p><a href='http://www.videolog.tv/video?633552'>Veja o Video no Videolog.tv</a>.</p></p>
<p>Uma vítima é alguém que sofre alguma agressão. Neste caso, o agressor é o bully. Mas é interessante notar que, psicologicamente falando, todos temos uma parcela vítima e uma parcela agressora em nós mesmos. Jung notou que tudo o que aparece de forma consciênte apresenta um oposto inconsciente. Ou seja, se conscientemente eu sou vítima, inconscientemente eu também sou agressor, e vice-versa. Se eu me identifico com meu Ego, a <a title="Nossa amiga, a Sombra" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/nossa-amiga-a-sombra/">minha Sombra sempre vai trazer o meu oposto dentro de mim</a>.</p>
<p>Toda vítima já sonhou ou imaginou revidar a agressão ou ainda colocar seus agressores na posição de vítimas. Isso mostra como temos esse aspecto em nós mesmos, por mais que não o manifestemos. Ao mesmo tempo, todo agressor ou bully tem um lado vítima em si mesmo e que muitas vezes ele tenta esconder em suas agressões. Muitas vezes ele é vítima em sua casa ou ainda mesmo na escola por não ter notas tão altas quanto seus colegas &#8211; que acabam sendo suas vítimas em troca. Por isso, a psicologia popular diz que essas pessoas no fundo sentem inveja de suas vítimas e ao ridicularizá-las, só estão manifestando o desejo de ser como elas. Isso demonstra essa realidade psicológica de termos em nós mesmos o nosso oposto.</p>
<div id="attachment_607" class="wp-caption alignleft" style="width: 230px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/passive.jpg"><img class="size-full wp-image-607" title="Claro, estou 100% atrás de você. Por que você pensa o contrário?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/passive.jpg" alt="Claro, estou 100% atrás de você. Por que você pensa o contrário?" width="220" height="229" /></a><p class="wp-caption-text">Claro, estou 100% atrás de você. Por que você pensa o contrário?</p></div>
<p>Essa relação vítima-agressor está presente em todos e é muito importante percebermos essa dinâmica justamente para não a ignorá-la. Pois, quando isso acontece, entra o papel da vitimização. Essa dinâmica ocorre quando a vítima não reconhece o seu papel de agressor, se identifica unicamente como vítima e acaba, dessa forma, agindo de forma agressiva com os outros &#8211; mesmo que inconscientemente. É o que os americanos chamam de &#8220;<a title="The Passive Agressive" href="http://therambler.com/2011/02/26/passive-aggression/passive-aggressive/">passive-agression</a>&#8221; ou agressão passiva.</p>
<p>Os passivo-agressivos, ao se identificarem com a vítima e assim ignoram o seu lado agressor, acabam agredindo aos outros enquanto na aparência estão se colocando na posição de vítima. Isso é muito comum em casamentos, quando um conjuje se vitimiza e age como vítima enquanto agride psicologica e moralmente seu suposto agressor.</p>
<p>Por exemplo, um marido passivo-agressivo nunca irá bater em sua mulher, pois ele se reconhece como vítima de seus maus-tratos, falta de atenção, greves de sexo e qualquer outra manobra agressiva que o marido possa identificar. Ele, porém, ao se colocar como vítima, acaba agredindo a esposa. Ele pode dizer que &#8220;por mais uma vez&#8221; ele abre mão de sua sexualidade por causa das dores de cabeça da esposa, ou ainda &#8220;a comida estava ruim porque ela não o ama mais&#8221;, mostrando sutís ataques que à princípio não são percebidos mais com o acúmulo dessas agressões, elas podem provocar tanto ou mais mal do que um soco direto nos dentes.</p>
<p>Nas escolas, não é diferente. Vítimas de bullying acabam sofrendo muito nas mãos de seus agressores. Muitos entram no estado de vitimização e acabam, enquando se colocam como vítimas, agredindo seus agressores. Um menino que, ao menor sinal de ameaça corre para os professores na esperança de que seus bullies sejam punidos está sendo agressor também, mas de forma velada. Uma menina que, ao se sentir ofendida por outras meninas espalha mentiras e boatos na escola como forma de defesa, está se vitimizando e agredindo as bullies. Um jovem que se sente ofendido pode desabafar em seu blog sobre isso, mas acaba xingando e agredindo verbal e moralmente seus agressores enquanto se vitimiza. Não estou aqui falando de mérito ou se os agressores merecem ou não essa revidação, mas somente que a pessoa vitimizada também se torna uma agressora passiva e velada.</p>
<div id="attachment_608" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/O-lobo-em-pele-de-cordeiro.jpg"><img class="size-full wp-image-608" title="O vitimizado é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/O-lobo-em-pele-de-cordeiro.jpg" alt="O vitimizado é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro" width="500" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">O vitimizado é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro</p></div>
<p>Não temos como fugir da relação agressor-vítima. Todos temos esses dois lados. Quando fugimos de sermos agressores, nos vitimizamos, identificando com a posição de vítima e assim agindo inconscientemente &#8211; e frequentemente negando a ação &#8211; como agressores, agimos como passivo-agressivos. Sob a pele de vítima acaba surgindo um grande agressor. O vitimizado é o verdadeiro &#8220;lobo em pele de cordeiro&#8221;.</p>
<p>Ao invés de alimentarmos a cultura da vitimização, devemos sim reconhecer a dinâmica vítima-agressor. Não estou dizendo que devemos valorizar a agressão, mas sim reconhecê-la como real. Todo agressor é também vítima em algum nível e se queremos reconhecer o problema do bullying, devemos também reconhecer essa realidade dos bullies. E toda vítima também deve se reconhecer como agressor e, se necessário, deve agir com agressividade direta e não velada. A ação passivo-agressiva é mais prejudicial que a agressividade direta, pois na primeira tornamos a vítima a única responsável pela agressão sofrida. Entra aí <a title="A culpa é da culpa" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/a-culpa-e-da-culpa/">a dinâmica prejudicial da culpa</a> novamente.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/casey-heynes.jpg"><img class="size-full wp-image-606 alignright" title="Casey Haynes, a vítima de bullyinhg que não se vitimizou" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/casey-heynes.jpg" alt="Casey Haynes, a vítima de bullyinhg que não se vitimizou" width="144" height="256" /></a>A lição que devemos aprender com Casey Haynes, o Zangief Kid, é que não devemos nos vitimizar: ao contrário, devemos nos colocar como principais agentes da nossa vida e fazer algo com ela. Se nos colocamos passivamente à mercê dos mais fortes, a vida nunca irá acontecer para nós. Mas se conseguirmos enfrentar o nosso problema de frente, sem querer fugir dele, pode ser que saiamos com um osso quebrado ou algum machucado, mas teremos ao menos a satisfação de saber que somos donos da nossa própria vida e que sim, temos a condição de enfrentar os nossos problemas de frente e não atacando de forma passiva-agressiva.</p>
<p>Se a escola quer resolver o problema, não adianta coibir a agressão, pois ela vai continuar existindo justamente através da proibição que é agressiva. A escola precisa reconhecer o problema e identificar onde o bully está sendo vítima ou como essa dinâmica está acontecendo entre os alunos. Só então será possível fazer alguma coisa. Ou por acaso alguém pensou que <a title="Menino que agrediu o Zangief Kid diz ser a verdadeira vítima" href="http://jornale.com.br/portal/mundo/81-01-mundo/13406-menino-que-tomou-golpe-de-zangief-kid-se-defende.html">o bully de Casey Heynes pode se sentir uma vítima também</a>?</p>
<p>Se uma coisa os anos de bullying sofrido na escola me ensiraram é que não adianta fugir de nossos problemas, pois eles sempre existirão. Pensei em mudar de escola para fugir dos agressores, mas percebi que só encontraria novos bullies. Mas também não adianta aceitarmos passivamente, pois aí nos transformamos em agressores também. Devemos sim olhar de frente quem nos agride e tentar resolver da melhor forma possível o problema, mas sem nunca apelar para a vitimização.</p>
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		<title>Nosso inimigo, o Ego</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 16:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>
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		<description><![CDATA[Pode parecer estranho um título desses, principalmente depois de haver escrito que a sombra é a nossa amiga. E pode parecer mais estranho ainda quem tem uma noção de &#8220;psicologia do ego&#8221;, achando que essa é a estrutura mais importante da consciência e se perguntando como é que nossa identidade pode ser nossa inimiga. Seriamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/1ego.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-596" title="1ego" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/1ego.jpg" alt="" width="295" height="225" /></a>Pode parecer estranho um título desses, principalmente depois de haver escrito que <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/nossa-amiga-a-sombra/">a sombra é a nossa amiga</a>. E pode parecer mais estranho ainda quem tem uma noção de &#8220;psicologia do ego&#8221;, achando que essa é a estrutura mais importante da consciência e se perguntando como é que nossa identidade pode ser nossa inimiga. Seriamos nós inimigos de nós mesmos?</p>
<p>Já dizia Thomas Hobbes que &#8220;o homem é o lobo do homem&#8221;. É claro que aqui ele estava olhando não de um ponto de vista psicológico, mas sim social, falando sobre a ferocidade que um ser humano é capaz de manifestar a outro, nas agressões, assaltos, assassinatos, ataques de raiva, xingamentos, etc. Mas se podemos fazer isso com os outros, o que não seriamos capazes de fazer contra nós mesmos, certo?</p>
<p><span id="more-584"></span>O Ego, para quem não sabe, é a estrutura da mente que reúne nosso senso de identidade, realidade e personalidade. Dentro da teoria freudiana, o Ego é uma de três estruturas básicas da mente e divide espaço com o  Id e o Superego. Dessas três estruturas, somente o Ego aparece em outras teorias. O Id e o Superego são exclusivas da psicanálise.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego_fa21.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-597" title="O Ego é uma parte de toda a personalidade" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego_fa21.jpg" alt="O Ego é uma parte de toda a personalidade" width="253" height="204" /></a>Jung reconhece o Ego como sendo um complexo &#8211; uma reunião de ideias e afetos em torno de um núcleo temático comum &#8211; o complexo da identidade de eu ou simplesmente o <em>Complexo de Eu</em>. Complexos dentro da teoria junguiana não são necessariamente ruins. Eles são as estruturas básicas da psique. E o Ego é o nome dado ao complexo central da consciência, que reune tudo o que sabemos de nós mesmos. Enquanto a Sombra reúne o que identificamos como sendo &#8220;não-eu&#8221;, o Ego reúne todas as ideias, afetos e imagens relacionadas ao &#8220;Eu&#8221;.</p>
<p>Memórias de infância, nossa imagem corporal, nossos projetos, sonhos e desejos, nossos pontos fortes e fracos, nossos gostos pessoais e todo o mais que identificamos como nosso, ou melhor, como sendo &#8220;eu&#8221;, forma o nosso Ego. Mas como é que isso pode ser o nosso inimigo, se o Ego é quem nós somos?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-598" title="Um ego inflado não percebe sua real aparência" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego2.jpg" alt="Um ego inflado não percebe sua real aparência" width="245" height="355" /></a>Acontece que no Ego reunimos também nossos valores principais e nossa auto-imagem. E geralmente esses dois pontos são tão centrais e fundamentais que raramente são observados ou alterados. Posso dizer que a grande maioria dos problemas do dia-a-dia se dá por uma má sintonia entre essas questões e a realidade. Geralmente acreditamos em algo com tanta força que isso nos impede de ver outras além &#8211; e que muitas vezes são até melhores. Ou ainda nos vemos de tal forma que isso nos impede de seguir por outros caminhos. Vou dar alguns exemplos:</p>
<p>Uma pessoa orgulhosa é vista como sendo forte diante dos outros. O orgulho é uma auto-admiração e em termos psicológicos, é um caminho de retro-alimentação da energia do Ego. Quanto mais orgulho, maior é a força do Ego. Mas uma pessoa orgulhosa acaba não vendo seus próprios erros ou não admitindo novas possibilidades ou qualquer coisa que venha de fora ou que ameace a integridade do Ego. A pessoa assim se fecha em seu próprio erro, em sua própria teimosia e, ao não admitir coisas externas, entrea em um ciclo que pode levar a algo bem negativo.</p>
<p>Uma pessoa com uma auto-imagem forte vai ver suas características como qualidades e pode demorar muito para perceber que uma dessas características o está levando a um mal caminho ou está prejudicando outra pessoa. Alguém que se ache melhor que as outras, mais bonita ou esperta, não vai perceber quando essa forte auto-imagem estiver maltratando alguém ou machucando através de palavras ou omissões.</p>
<p>Além disso, quando algo acontece e esse orgulho ou auto-imagem se quebram, a queda é grande. E aí surgem novas dificuldades e problemas. Quando uma pessoa que acredita fortemente que o seu jeito de viver é o correto de repente percebe que ela está errada, ela custa a admitir que ela viveu sua vida toda como uma mentira. Ela sofre, justamente porque não quer se desfazer da imagem construída por seu Ego. E é aí que nós nos tornamos nossos maiores inimigos.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/xerxes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-599" title="Podemos ser o nosso pior inimigo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/xerxes.jpg" alt="Podemos ser o nosso pior inimigo" width="501" height="296" /></a></p>
<p>Uma psicologia centrada no Ego e que esquece os outros complexos como sendo importantes acaba por não perceber que o próprio Ego precisa abrir mão de sua força e o sujeito precisa também saber trabalhar com seus outros complexos. Sua sombra pode ser sua aliada, mostrando coisas que o Ego não conhecida ou não queria saber mas que podem ser de vital ajuda.</p>
<div id="attachment_600" class="wp-caption alignright" style="width: 292px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego.jpg"><img class="size-full wp-image-600" title="&quot;Meu Ego estava prejudicando minhas abilidades de liderança, então eu dei um jeito nele...&quot;" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ego.jpg" alt="&quot;Meu Ego estava prejudicando minhas abilidades de liderança, então eu dei um jeito nele...&quot;" width="282" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Meu Ego estava prejudicando minhas abilidades de liderança, então eu dei um jeito nele...&quot;</p></div>
<p>A humildade é uma característica de descontrução do Ego. Uma pessoa humilde é aquela que conseguiu tirar grande parte de sua energia desse complexo, permitindo que outras coisas possam vir à tona. Um lider humilde, por exemplo, é aquele que, por mais que saiba que ele é bom no que faz, fazer tudo baseado em si-mesmo nem sempre é a melhor solução. É necessário ter humildade para reconhecer os nossos limites antes que isso se torne um problema.</p>
<p>Tudo na vida precisa ser flexível, principalmente o nosso Ego, nosso senso de identidade. Não podemos acreditar que nunca mudamos, pois sempre somos pessoas diferentes. Como disse o velho sábio Heráclito uma vez, &#8220;nunca atravessamos o mesmo rio duas vezes&#8221;, pois da segunda vez tanto o rio quanto nós mesmos já não somos mais os mesmos. Se soubermos aprender com isso, quem sabe o nosso Ego pode deixar de ser o nosso maior inimigo e se tornar nosso aliado.</p>
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		<title>Educação não se faz só na Escola</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 19:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vi uma reportagem no jornal local do almoço dizendo basicamente que a justiça estava obrigando jovens infratores a frequentarem a escola. Acontece que esses jovens estariam ameaçando professores e destruindo patrimônio escolar. A justificativa que era dada pelo entrevistado era que os jovens tinham o direito constitucional à educação e essa liminar da justiça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/educacao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-590" title="Educação é responsabilidade da família ou da escola?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/educacao.jpg" alt="Educação é responsabilidade da família ou da escola?" width="260" height="230" /></a>Hoje vi uma reportagem no jornal local do almoço dizendo basicamente que a justiça estava obrigando jovens infratores a frequentarem a escola. Acontece que esses jovens estariam ameaçando professores e destruindo patrimônio escolar. A justificativa que era dada pelo entrevistado era que os jovens tinham o direito constitucional à educação e essa liminar da justiça estaria garantido esse direito constitucional. (O entrevistado falou tantas vezes em &#8220;direito constitucional à educação&#8221; que eu já estava ficando de saco cheio!)</p>
<p>Mas uma coisa ficou me chamando a atenção: por que será que a justiça entende que a educação quem dá é somente a escola? E por que, nesse caso, os juizes estavam esquecendo da educação supostamente provida pelos pais? Temos aí duas grandes questões que são muito pouco comentadas/discutida!</p>
<p><span id="more-588"></span>Tudo bem que existe educação na escola e que tudo isso faz parte do que chamamos de &#8220;sistema educacional&#8221;. Tudo bem que os professores são treinado para educar, mas como bem frisou a reportagem, eles não são treinados para lidarem com infratores. A minha questão é que lugar para educar NÃO É A ESCOLA, mas sim a FAMÍLIA. Vamos aos pontos:</p>
<p>A criança só vai à escola depois de alguns anos de vida. Até lá, ela passa grande parte de seu tempo com a família (isso quando ela não é jogada em uma creche porque os pais precisam trabalhar). Durante esse tempo, a criança recebe a educação dos pais. Elas aprendem (ou ao menos deveriam aprender) o respeito ao próximo, a cidadanina, valores sociais e pessoais, higiene, além de aprenderem como falar e as prioridades da vida.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/familia.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-591" title="A família é o melhor caminho para a educação da criança" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/familia.jpeg" alt="A família é o melhor caminho para a educação da criança" width="342" height="230" /></a>Quando a criança vai para a escola, ela já recebeu &#8211; e continua recebendo &#8211; uma educação em casa! E é essa a educação mais importante. Na escola, a criança não será educada, mas sim ensinada. O nosso &#8220;sistema educacional&#8221; não é de educação, mas sim de ensino e aprendizagem. As crianças aprendem matemática, português, estudos sociais, educação física, mas em nenhum lugar diz que ela deve aprender a ser educada. E é esse o grande problema.</p>
<p>Os pais estão deixando de educar os filhos pois acreditam que eles irão recebem a devida educação na escola. E eles chegam na escola mal-educados e descuidados pelos pais &#8211; isso quando os pais não são péssimos exemplos. Em outras palavras, não são só <a title="Como identificar um mau professor" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/11/como-identificar-um-mau-professor/">os professores os responsáveis em serem bons exemplos para as crianças</a>, mas também &#8211; e principalmente &#8211; os pais!</p>
<p>A verdadeira educação se faz em casa, na família e com as pessoas que convivemos todos os dias e não só na escola. A escola é responsável em ensinar disciplinas escolares, passar e desenvolver conhecimento teórico e prático e preparar o aluno para enfrentar o mundo, mas a verdadeira educação se faz em casa. Não é responsabilidade do professor de ensinar bons modos, só de mantê-los. Os pais é que precisam ensinar os limites para os filhos, seus direitos e responsabilidades como cidadãos e pessoas no mundo.</p>
<p style="text-align: left;">Se os pais não participam da educação dos filhos, não vai existir juiz no mundo que conseguirá resolver o problema da educação do Brasil e lei nenhuma garantindo educação para todos vai conseguir melhorar essa questão. Eu só me pergunto por que ninguém cobra dos pais essa boa educação ou por que os pais não são ensinados a educar seus filhos? Isso sim seria o melhor caminho&#8230;<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/900.jpg"><img class="size-full wp-image-592 aligncenter" title="Crianças e Educação" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/900.jpg" alt="Crianças e Educação" width="600" height="400" /></a></p>
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		<title>PsicoLog 01 &#8211; Podcasting na ABCiber</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 00:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast e Podcasting]]></category>
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		<description><![CDATA[Este é o primeiro episódio oficial do PsicoLog Podcast, um podcast de psicologia, tecnologia e tudo mais apresentado por mim, Pablo de Assis. E como havia prometido no episódio piloto, aqui está a apresentação feita por Lucio Luiz, Déborah Salves e eu no IV Simpósio da ABCiber nos dias 1, 2 e 3 de novembro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-580" title="PsicoLog Podcast 01 - Podcasting na ABCiber" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP01.jpg" alt="PsicoLog Podcast 01 - Podcasting na ABCiber" width="204" height="204" /></a>Este é o primeiro episódio oficial do PsicoLog Podcast, um podcast de psicologia, tecnologia e tudo mais apresentado por mim, <a href="http://twitter.com/passis">Pablo de Assis</a>. E como havia prometido no episódio piloto, aqui está a apresentação feita por <a href="http://twitter.com/lucioluiz">Lucio Luiz</a>, <a href="http://twitter.com/deborahsalves">Déborah Salves</a> e eu no<a href="http://www.abciber2010.pontaodaeco.org/node/1"> IV Simpósio da ABCiber</a> nos dias 1, 2 e 3 de novembro de 2010 sobre podcast, entitulado &#8220;<em>O podcast no Brasil e no mundo: democracia, comunicação e tecnologia</em>&#8220;. O texto integral do nosso trabalho está abaixo, mas disponibilizarei os outros arquivos comentados mais tarde em um único pacote. E não se preocupem, pois já tenho preparado outros episódios onde tratarei de psicologia e não só sobre podcasts. =)</p>
<p>Duração: 74 minutos.</p>
<p><strong>Mandem E-mails</strong></p>
<p>Mande e-mails e recados de voz para <a href="mailto:pablo@deassis.net.br">pablo@deassis.net.br</a> com   dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e    qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será  muito   bem-vinda!</p>
<p><strong>Assinem o nosso feed </strong></p>
<p>Se você quiser, você pode baixar este e todos os episódios do  PsicoLog Podcast  assinando o nosso novo feed pelo seu agregador de  feeds favorito, copiando o endereço <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>. Caso você tenha o iTunes instalado e quer assinar diretamente no iTunes, basta clicar neste link: <a href="itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/"><img class="aligncenter" src="http://pablo.deassis.net.br/psicolog/psicologlogo2.png" alt="Assine o Feed do PsicoLog Podcast" width="200" height="200" /></a></p>
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		<itunes:summary>Este é o primeiro episódio oficial do PsicoLog Podcast, um podcast de psicologia, tecnologia e tudo mais apresentado por mim, Pablo de Assis. E como havia prometido no episódio piloto, aqui está a apresentação feita por Lucio Luiz, Déborah Salves e eu no IV Simpósio da ABCiber nos dias 1, 2 e 3 de novembro de 2010 sobre podcast, entitulado "O podcast no Brasil e no mundo: democracia, comunicação e tecnologia". O texto integral do nosso trabalho está abaixo, mas disponibilizarei os outros arquivos comentados mais tarde em um único pacote. E não se preocupem, pois já tenho preparado outros episódios onde tratarei de psicologia e não só sobre podcasts. =)

Duração: 74 minutos.

Mandem E-mails

Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com   dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e    qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será  muito   bem-vinda!

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		<title>Sobre a Morte e o Viver&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 03:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é um tema delicado pra se tratar, principalmente nesse período de final e começo de ano. Mas, a morte vem muitas vezes sem aviso e sem data marcada. Final de ano é um período simbólico de morte de um período e nascimento de outro. Mas não é dessa morte que quero falar. Quero realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Anonymous-Tree-Sunset-232184.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-568" title="Anonymous-Tree-Sunset-232184" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Anonymous-Tree-Sunset-232184.jpg" alt="" width="290" height="219" /></a>Este é um tema delicado pra se tratar, principalmente nesse período de final e começo de ano. Mas, a morte vem muitas vezes sem aviso e sem data marcada.</p>
<p>Final de ano é um período simbólico de morte de um período e nascimento de outro. Mas não é dessa morte que quero falar. Quero realmente falar sobre o fato de termos que lidar com a partida definitiva de pessoas que gostamos.</p>
<p>Nunca é fácil aceitar a morte de alguém e nossa cultura se construiu em cima do pressuposto básico da &#8220;Vida a cima de tudo&#8221; e nós aprendemos que devemos fazer de tudo e mais um pouco para deixar as pessoas vivas e que nunca devemos desejar ou contribuir para a morte de alguém.<span id="more-550"></span></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cancer-mama1.jpg"><img class="size-full wp-image-569 alignleft" title="Símbolo da concientização sobre Câncer de Mama" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cancer-mama1.jpg" alt="Símbolo da concientização sobre Câncer de Mama" width="189" height="267" /></a>Sem querer entrar em questões religiosas, mas temos na lei e na medicina nossos principais representantes dessa premissa. A legislação diz que não devemos matar nem contribuir direta ou indiretamente para a morte de qualquer pessoa, sob pena de prisão. A medicina tenta desenvolver técnicas das mais variadas possíveis para prolongar ao máximo a vida das pessoas &#8211; sem ao menos discutir o que é essa vida e que qualidade se dá a ela.</p>
<p>Uma coisa que me chama a atenção é que a medicina &#8211; e a sociedade em geral que compra o discurso médico para si &#8211; sempre busca últimas alternativas para prolongar a vida da pessoa quantitativamente. Um exemplo, em um caso de câncer: faz-se quimioterapia e radioterapia na tentativa de eliminar as células defeituosas, mesmo sabendo que isso também eliminará células saudáveis: para quê? Para prolongar a vida ao custo do sofrimento do tratamento. Em vários casos, isso basta. Em vários outros, isso não é o bastante.</p>
<p>Quando chega-se em casos extremos, dependendo do câncer, pode-se pensar em um transplante, como é o caso da leucemia. Pode-se fazer um transplante de medula óssea e com isso prolonga-se em alguns anos a vida do paciente. Isso é visto como uma grande conquista!<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Morte.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-570" title="Temos medo da Morte" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Morte.jpg" alt="Temos medo da Morte" width="286" height="215" /></a></p>
<p>Mas uma coisa que me questiono: por que não nos preocupamos em tentar compreender o valor da vida, suas qualidades e trabalhar para melhorar isso, ao invés de só tentar prolongar a quantidade dela?</p>
<p>Minha única resposta a essa questão é: Porque temos medo da morte.</p>
<p>E o que seria esse medo da morte? Ou melhor: o que seria a Morte? E por que devemos nos perguntar isso?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/vida_e_morte1.png"><img class="alignleft size-full wp-image-571" title="Vida e Morte andam juntas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/vida_e_morte1.png" alt="Vida e Morte andam juntas" width="173" height="212" /></a>Saber sobre a morte é saber sobre a vida. Diferente do que tentam nos empurrar, a morte não é o oposto da vida, porque a vida não existe sem a morte e vice-versa. Para algo morrer, é preciso que ele esteja vivo. Da mesma forma, para que algo possa viver, ele tem que poder morrer também. Uma é a <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/nossa-amiga-a-sombra/">sombra</a> da outra e uma é tão necessária quanto a outra. Compreender isso e aceitar isso já é o primeiro passo.</p>
<p>O título desse post é inspirado no livro <em>Sobre a Morte e o Morrer</em> de Elizabeth Kübler-Ross onde ela trata de sua experiência com pacientes terminais, especialmente de câncer. Ela percebeu que esses pacientes, ao receberem o diagnóstico terminal enfrentam todos cinco estágios básicos do luto, onde enfrentamento da morte:</p>
<p>1) <strong>Negação</strong> &#8211; Essa é a primeira reação da pessoa com a morte. <em>Isso não pode estar acontecendo. Esse tipo de coisa não acontece comigo. O diagnóstico está errado, logo eu melhoro.</em> É uma reação natural ao se deparar com uma notícia que não se espera: negá-la. Infelizmente, muita gente, enquanto não precisa enfrentar todo o resto do processo do morrer, se prende na negação e não aceita a possibilidade da morte.</p>
<p>2) <strong>Raiva</strong> &#8211; Depois que a negação passa, quando se percebe que realmente se está morrendo, vem o período da raiva. Aprendemos a lidar com as coisas que não aceitamos com raiva, ódio, agressividade. E lidamos assim com a morte também. <em>Isso tudo é culpa do maldito cigarro. Que droga de doença, por que tinha que ser justo eu? De todas as pessoas que podiam morrer, não pode ser eu que tenho família e toda uma vida pela frente.</em> A raiva e a revolta são posturas justas diante principalmente da razão absurda da morte. Como ela vem sem sentido, sem razão e mostra que nada na vida faz sentido, nos revoltamos e agimos &#8211; naturalmente &#8211; com raiva.</p>
<p>3) <strong>Barganha</strong> &#8211; Não adianta ficar com raiva ou revoltar-se porque essas ações, por mais naturais que sejam e eficazes em vários momentos da vida, aqui de nada vão ajudar. Então tenta-se a barganha, tenta-se pedir por mais tempo de vida diante da certeza da morte. <em>Será que consigo ver meus filhos se casarem? Eu tenho dinheiro e posso pagar os tratamentos mais caros se for preciso.</em> Neste momento a pessoa já percebeu que está se encaminhando para a morte, mas ainda não percebeu sua situação inevitável.</p>
<p>4) <strong>Depressão</strong> &#8211; Com a inevitabilidade da morte chega também a depressão e a realização de que não há nada a se fazer. A impotência acaba se tornando a única certeza e com ela vem a sensação de tristeza, desamparo e desespero. <em>De que adianta lutar, se vou morrer mesmo. Se vou morrer é porque eu não mereço viver.</em> Por pior que isso possa parecer, a depressão é um período necessário para poder compreender a própria situação da vida e também para se livrar, através da catarse do choro, de muita energia reprimida durante a vida.</p>
<p>5) <strong>Aceitação</strong> &#8211; O último passo é justamente a aceitação. Depois de negar a morte, negar o absurdo da vida, negar a inevitabilidade e enfrentar a impotência, o último passo é justamente perceber e aceitar tudo isso e tentar desfrutar o pouco de vida que lhe resta. <em>Já que vou morrer, vou aproveitar o que tenho. Depois que eu me for, as coisas vão continuar bem.</em></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/A-costa-da-Morte.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-574" title="A costa da Morte" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/A-costa-da-Morte.jpg" alt="A costa da Morte" width="279" height="209" /></a>Uma coisa que a autora percebeu também é que esse mesmo processo de lidar com a morte é passado por quem acompanha os pacientes terminais. Ou seja, lidar com a morte não é só lidar com a própria morte, mas sim com a situação de mortalidade, independente se é a sua ou de outra pessoa. Lidar com a morte não é facil, mas acredito que isso acontece porque não queremos aceitá-la.</p>
<p>Mas uma coisa que tenho percebido é que a forma como lidamos com a morte é a mesma forma que lidamos com a vida. Quem tem medo de morrer, tem medo de viver. Isso é claro com pessoas que arriscam a vida: quanto mais perto da morte, mais intensa é a vida. Isso acontece com esportes radicais e até com uso de drogas. É só perceber que as pessoas que têm medo de morrer acabam deixando de viver. A vida é caminhar em direção à morte e isso é inevitável.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/dia-de-los-muertos.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-575" title="dia de los muertos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/dia-de-los-muertos.jpg" alt="" width="180" height="272" /></a>Eu disse tudo isso justamente para tentar trazer uma reflexão diferente pra algo que precisamos viver mas nos recusamos a fazê-lo. Eu vejo muita gente lutando contra a morte como se ela fosse nossa maoir inimiga, mas ela não é. Ela é algo inevitável e deve ser encarada como algo tão natural quanto respirar ou comer.</p>
<p>Morte não escolhe idade, gênero, raça, condição social. A morte nos mostra que somos todos humanos, todos fazemos parte da mesma condição mortal. A morte é a grande socializadora e equalizadora da vida. E é na morte que percebemos não só nossos limites, mas nossos potenciais. <em>Até que a morte nos separe. É um caso de vida ou morte. Nem morto faço isso</em>.</p>
<p>A morte não é ruim. Ela traz coisas que não queremos, como impotência, revolta, saudades, mas ela é tão importante quanto a vida. Se soubermos aceitar isso, com certeza a vida ganhará muito.</p>
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		<title>PsicoLog 00 &#8211; Podcasts, Podcasting e outros podcasts</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 23:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o episódio piloto do PsicoLog Podcast, meu podcast pessoal sobre psicologia, tecnologia e tudo mais! Neste primeiro episódio eu falo um pouco sobre o que é um podcast, minha história com essa mídia e cito também alguns podcasts que produzo, participo e alguns que fui convidado este ano de 2010. Caso você não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP00.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-555" title="Psicolog Podcast 00 - Podcasts, Podcasting e outros podcasts" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/PLP00.jpg" alt="Psicolog Podcast 00 - Podcasts, Podcasting e outros podcasts" width="204" height="204" /></a>Este é o episódio piloto do PsicoLog Podcast, meu podcast pessoal sobre psicologia, tecnologia e tudo mais! Neste primeiro episódio eu falo um pouco sobre o que é um podcast, minha história com essa mídia e cito também alguns podcasts que produzo, participo e alguns que fui convidado este ano de 2010. Caso você não saiba o que é um podcast, basta acionar o player ao final deste post e ouvir do que se trata!</p>
<p>Duração: 30 minutos</p>
<p><strong>Podcasts citados neste episódio:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://universonerd.com.br/nerdexpress/">NerdExpress</a></li>
<li><a href="http://metacast.info/">Metacast</a></li>
<li><a href="http://www.mitografias.com.br/">Papo Lendário</a></li>
<li><a href="http://dextersmind.com.br/">Dark Passengers Podcast</a></li>
<li>Podcast Vida Nerd, Episódios <a href="http://www.vidanerd.com/podcast/2010/01/12/podcast-vidanerd-com-%E2%80%93-episodio-27a-herois/">27a &#8211; Heróis&#8230;</a> e <a href="http://www.vidanerd.com/podcast/2010/02/09/podcast-vidanerd-com-%e2%80%93-episodio-27b-e-suas-sombras/">27b &#8211; &#8230; e suas sombras</a></li>
<li><a href="http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-232-dragoes-monstros-e-o-impronunciavel-cthulhu/">Nerdcast 232 &#8211; Dragões, Monstros e o Impronunciável Cthulhu</a></li>
<li><a href="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/09/30/papo-de-gordo-50-o-melhor-do-pior/">Papo de Gordo Especial 50 &#8211; O Melhro do Pior!</a></li>
<li><a href="http://www.dimensaonerd.com/2010/12/27/cadeia-de-eventos-33-jesus-parte-1/">Cadeia de Eventos 33 &#8211; Jesus Parte 1</a></li>
<li><a href="http://www.soshollywood.com.br/sos-cast-19-hayao-miyazaki/">SOS Cast 19 &#8211; Especial Hayao Miyazaki</a></li>
</ul>
<p><strong>Mandem E-mails</strong></p>
<p>Mande e-mails e recados de voz para <a href="mailto:pablo@deassis.net.br">pablo@deassis.net.br</a> com   dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e   qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será muito   bem-vinda!</p>
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<p>Se você quiser, você pode baixar este e todos os episódios do PsicoLog Podcast  assinando o nosso novo feed pelo seu agregador de feeds favorito, copiando o endereço <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">http://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>. Caso você tenha o iTunes instalado e quer assinar diretamente no iTunes, basta clicar neste link: <a href="itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/">itpc://pablo.deassis.net.br/category/podcasts/psicologpod/feed/</a>.</p>
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		<itunes:summary>Este é o episódio piloto do PsicoLog Podcast, meu podcast pessoal sobre psicologia, tecnologia e tudo mais! Neste primeiro episódio eu falo um pouco sobre o que é um podcast, minha história com essa mídia e cito também alguns podcasts que produzo, participo e alguns que fui convidado este ano de 2010. Caso você não saiba o que é um podcast, basta acionar o player ao final deste post e ouvir do que se trata!

Duração: 30 minutos

Podcasts citados neste episódio:

	NerdExpress
	Metacast
	Papo Lendário
	Dark Passengers Podcast
	Podcast Vida Nerd, Episódios 27a - Heróis... e 27b - ... e suas sombras
	Nerdcast 232 - Dragões, Monstros e o Impronunciável Cthulhu
	Papo de Gordo Especial 50 - O Melhro do Pior!
	Cadeia de Eventos 33 - Jesus Parte 1
	SOS Cast 19 - Especial Hayao Miyazaki

Mandem E-mails

Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com   dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e   qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem  será muito   bem-vinda!

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		<title>Sobre a Morte do Google Wave</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 13:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pode parecer irônico, mas pouco tempo depois que escrevi inicialmente sobre o Google Wave mostrando inclusive uma entrevista feita comigo pelo pessoal do Plug da RPC, foi anunciado a morte dele &#8211; do Google Wave. Imediatamente o pessoal do Plug entrou em contato comigo para fazer uma nova entrevista sobre essa mudança de planos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/RIP-Google-Wave-Dead.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-545" title="RIP-Google-Wave-Dead" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/RIP-Google-Wave-Dead.jpg" alt="RIP Google Wave" width="262" height="200" /></a>Pode parecer irônico, mas pouco tempo depois que escrevi inicialmente sobre o <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/voce-conhece-ou-usa-o-google-wave/">Google Wave</a> mostrando inclusive uma entrevista feita comigo pelo pessoal do Plug da RPC, foi anunciado a morte dele &#8211; do Google Wave. Imediatamente o pessoal do Plug entrou em contato comigo para fazer uma nova entrevista sobre essa mudança de planos do Google e aqui estou eu novamente falando sobre isso!</p>
<p>Sim, o Wave morreu, mas ele ainda está funcionando por enquanto e acho que até mais um ano pelo menos, ou até eles conseguirem oferer ferramentas para os usuários migrarem as informações criadas para outros serviços do Google. Eles pararam com o projeto mas dizem que utilizarão as ferramentas criadas no Wave em outros projetos futuros &#8211; e quem sabe até em uma nova rede social!</p>
<p>Assistam ao vídeo para mais detalhes e informações:</p>
<p><span id="more-544"></span><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="546" height="442" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rW1yzkyOtx8?hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="546" height="442" src="http://www.youtube.com/v/rW1yzkyOtx8?hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/google-wave.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-546" title="google-wave" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/google-wave.jpg" alt="Google Wave" width="485" height="476" /></a></p>
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		<title>Chapeuzinho Vermelho, os Atalhos da Vida e o Lobo Mau</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 16:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contos de fadas não são só histórias para crianças. Elas trazem noções universais sobre o ser humano e nossa condição de vida que valem para todas as pessoas em todas as épocas e todos os tempos. Não é à toa que grande parte dos contos de fadas sobrevive há séculos entre nós. Não vou entrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lobomau.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-534" title="Lobo Mau" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/lobomau.jpg" alt="Lobo Mau" width="220" height="250" /></a><a title="A Mitologia dos Contos de Fadas" href="http://pablo.deassis.net.br/2011/09/a-mitologia-dos-contos-de-fadas/">Contos de fadas</a> não são só histórias para crianças. Elas trazem noções universais sobre o ser humano e nossa condição de vida que valem para todas as pessoas em todas as épocas e todos os tempos. Não é à toa que grande parte dos contos de fadas sobrevive há séculos entre nós. Não vou entrar aqui no mérito dos &#8220;contos de fadas politicamente corretos&#8221; &#8211; ainda &#8211; pois esse não é o nosso foco no momento. O que quero mostrar é o valor que essas histórias &#8211; em seu original &#8211; têm para nossas vidas.</p>
<p>Os contos trazem, representados em seus personagens, valores e atitudes humanas. Elas trazem noções arquetípicas, ou seja, apresentam padrões de comportamento universais e atemporais. De certa forma, elas funcionam muito como mitos ao fazerem isso (para mais sobre mitos e mitologia, aconselho ouvirem o <a href="http://www.mitografias.com.br/">Papo Lendário</a>). <span id="more-533"></span>A grande diferença é que os contos de fadas são mais universais, pois fazem referência a uma terra distante, em um tempo distante, diferente de um mito que faz referência sempre a uma determinada cultura. Toda história que começa com &#8220;era uma vez&#8221; ou &#8220;há muito tempo atrás&#8221; ou ainda &#8220;Em uma terra muito distante&#8221; pode ser considerada um conto de fadas. <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/jung-psicologia-analitica/">Jung e os Junguianos</a> trataram bastante do tema, desde os mitos até os contos de fadas, relacionando-os com questões arquetípicas e comportamentais. <a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/StarWarsOpen.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-535" title="Era uma vez Star Wars..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/StarWarsOpen.jpg" alt="Era uma vez Star Wars..." width="299" height="280" /></a></p>
<p>Tendo feito essa breve introdução ao tema, gostaria então de falar sobre meu tema de hoje: a história de Chapeuzinho Vermelho. Não vou aqui relatar a história dessa história, seus autores ou as variações. Vou simplesmente tratar das temáticas mais conhecidas desse conto e o que ela mostra de comportamento humano. Mas antes, gostaria de relatar as experiências que me fizeram pensar sobre essa história.</p>
<p>Nesse último final de semana fui dar uma aula de <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/psicologia/psicopatologia/">psicopatologia</a> para uma turma de enfermeiros. Como muitas das profissões relacionadas à saúde, os enfermeiros &#8211; infelizmente &#8211; acabam por entrar no paradigma médico, onde a principal ação é a medicação ao invés de tratarmos da pessoa. Muito do questionamento que me fora trazido tinha a ver com o uso de medicação e como devemos usar os remédios no tratamento de certas psicopatologias. Eu disse quase que enfaticamente que os remédios não devem ser usados no tratamento ou como único recuros &#8211; que é o que acaba acontecendo pela facilidade de uso dos medicamentos.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicofarmacos.jpg"><img class="size-full wp-image-536 alignleft" title="Psicofarmacos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicofarmacos.jpg" alt="Psicofarmacos" width="157" height="210" /></a>Além disso, tenho alguns pacientes que chegam até a mim já tomando remédios e em TODOS os casos percebo que eles tomam os remédios ou por influência médica ou para encontrar um atalho rápido para resolver algum problema pessoal. Infelzimente questões como tristeza, irritabilidade, euforia, alucinações, delírios e ansiedade NÃO SÃO problemas, são sim SINTOMAS que apontam para os verdadeiros problemas que em geral são inconscientes. Tomar os remédios vai resolver os sintomas, mas os verdadeiros problemas que geraram tais sintomas continuam lá, inconscientes e despercebidos. Tomar os remédios seria tentar resolver os problemas por suas manifestações, tentando quase que encontrar um atalho rápido para os problemas, mas que no fundo não os resolve.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Chapeuzinho_vermelho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-537" title="Chapeuzinho Vermelho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Chapeuzinho_vermelho.jpg" alt="Chapeuzinho Vermelho" width="190" height="270" /></a>É nesse ponto que me lembrei de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Na história, uma menina que usava um gorro vermelho saiu pelo bosque para levar uma cesta com comida para sua avó que estava doente. Sua mãe dissera que ela seguisse o caminho principal, a rua principal, sem pegar atalhos, pois neles se encontram muitos perigos. E foi isso o que ela fez, até encontrar na beira da estrada, o Lobo Mau. O Lobo não iria fazer nada com a menina pois ela estava muito visível na estrada, então ele tentou convencê-la a pegar um atalho para a casa da avó. Ao aceitar, ela foge do caminho principal, o que permitiu que o próprio Lobo conseguisse pegar um outro caminho e chegasse antes na casa da vovozinha. Ao chegar lá, ele a devorou e se fez passar pela pobre velhinha, para enganar a menina quando ela chegasse. Ela chegou e em pouco tempo e com bastante enganação, o lobo conseguiu devorar a pobre Chapeuzinho Vermelho.</p>
<p>O engraçado, talvez por influência da psicanálise de Freud, o foco principal de análise desse conto é do aspecto sexual que ele apresenta, por causa da tensão entre a chapeuzinho e o lobo, apontando aspectos da sexualidade infantil. Mas poucos se atentam no processo do caminho, com a jornada da menina. E essa jornada e caminho tem um aspecto importante: o atalho.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atalho.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-538" title="Atalho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atalho.jpg" alt="Atalho" width="270" height="270" /></a>Em nossas vidas, sempre queremos encontrar atalhos para resolver nossos problemas de forma mais fácil. É a &#8220;Lei do Menor Esforço&#8221; que acaba prevalencendo. E eu vejo os remédios psicoativos, os psicofármacos, como esse atalho. Mas, como na história da menina do capuz vermelho, tomar esse atalho e tentar fazer as coisas do jeito mais fácil, acaba trazendo consequências desastrosas.</p>
<p>O atalho leva para caminhos de enganos e decepções, de mentiras e falsidade onde nos levam a acreditar que tudo está bem, mas que no fundo, nada é o que parece e só tarde demais que percebemos isso. Os psicofármacos agem justamente assim, enganando o usuário a acreditar que ele não possui problemas, pois os sintomas são eliminados ou disfarçados. Com eles, achamos que resolvemos o nosso problema e não tivemos que enfrentar grandes dificuldades e sofrimentos para tal, bastando tomar alguns comprimidos durante um tempo.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/7274depressao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-539" title="O Caminho da Depressão" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/7274depressao.jpg" alt="O Caminho da Depressão" width="300" height="224" /></a>Mas ao fazer isso não percebemos que o problema não é os nossos setimentos e emoções. Os nossos problemas são os conflitos não resolvidos, os impasses criados, a falta de flexibilidade que impomos na vida, e uma série de outras questões que em NADA tem a ver com os sintomas manifestos. Na realidade, esses sintomas são formas que o nosso organismo encontra para tentar &#8211; com sérias falhas &#8211; resolver os nossos problemas inconscientes. Por exemplo, uma depressão força o sujeito a diminuir o ritmo de vida acelerado e a sentir as dores e sentimentos do corpo que são esquecidos e abandonados em nossas vidas corridas, agitadas e anestesiadas pelo excesso de estimulos que estão presentes em nossas cidades; uma hipocondria força a pessoa a olhar irracionalmente para o seu corpo aparentemente doente que fora abandonado  em nome de um caminho de vida lógico, racional e perfeccionista. E podemos ver em cada &#8220;doença&#8221; que ela em si, seus sintomas, apresentam uma possível solução para os problemas da pessoa.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/shrek2dra4.jpg"><img class="size-full wp-image-541 alignleft" title="O Burro e o Dragão de Shrek" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/shrek2dra4.jpg" alt="O Burro e o Dragão de Shrek" width="275" height="250" /></a>Ignorar os sintomas, anestesiá-los ao tomar os remédios, seria tomar o atalho apontado tentadoramente pelo Lobo Mau. Pensamos assim que resolvemos o nosso problema, mas na realidade entramos em um caminho de decepção. Os remédios não irão resolver os nossos problemas, pois eles só nós poderemos resolver. Mas para isso é necessário encontrá-los e reconhecê-los. Só então é possível saber se devemos enfrentá-los ou simplesmente aceitá-los. Vale lembrar um outro conto de fadas moderno, Shrek, onde o dragão quando era enfrentado ele se tornava um inimigo feroz que matou vários heróis, mas quando ele foi aceito por quem é, ele se tornou o maior aliado do herói. Os nossos problemas são os dragões. E não existem atalhos para lidar com eles.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/redrh.jpg"><img class="size-full wp-image-540 alignright" title="O lobo mau" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/redrh.jpg" alt="O lobo mau" width="200" height="249" /></a>Ao trazer essas imagens, espero não ter confundido mais do que o necessário. Mas são muitas coisas, muitas referências e muitas imagens para trazer uma mensagem simples: não devemos procurar atalhos para resolver os nossos problemas, pois os atalhos da vida não são como os atalhos geográficos: os problemas da vida precisam ser resolvidos de uma forma clara e direta e fugir deles procurando por atalhos só nos levará para mais problemas pois os nossos serão ignorados, abandonados e com toda a liberdade para crescer e tornar-se mais complexos. Quem tem medo do Lobo Mau? Aparentemente todos que fogem dele, mas não deveriam, pois a coragem de enfrentá-lo que o caçador na história tem, é suficiente para saber que é possível sobreviver ao lobo e aos nossos problemas.</p>
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		<title>Como identificar um mau professor</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/11/como-identificar-um-mau-professor/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 13:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
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		<description><![CDATA[Professores, entre outras coisas, servem pra ensinar. Existem muitos bons professores e muito mais maus professores. O objetivo do professor é passar conteúdo para o aluno, &#8220;pro-fessar&#8221; um conhecimento. Um bom professor incentiva o aluno a ir atrás de novos conhecimentos, de construir novos conhecimentos. Um mau professor se preocupa unicamente com o seu próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/professor1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-523" title="professor1" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/professor1.jpg" alt="" width="290" height="241" /></a>Professores, entre outras coisas, servem pra ensinar. Existem muitos bons professores e muito mais maus professores.</p>
<p>O objetivo do professor é passar conteúdo para o aluno, &#8220;pro-fessar&#8221; um conhecimento. Um bom professor incentiva o aluno a ir atrás de novos conhecimentos, de construir novos conhecimentos. Um mau professor se preocupa unicamente com o seu próprio conhecimento e não reconhece que ideias não pertencem à ele e que outras pessoas podem &#8211; e devem &#8211; pensar diferente.</p>
<p><span id="more-522"></span>Para ensinar, um professor se utiliza de recursos didáticos. Eles servem, entre outras coisas, para facilitar a apreensão e compreensão do conteúdo pelos alunos, pois pessoas diferentes aprendem de formas diferentes. Um bom professor sabe reconhecer isso e consegue se utilizar de diferentes meios para atingir seu fim: ensinar de forma com que o aluno aprenda. Um mau professor se utiliza dos recursos didáticos para se defender atrás de leituras, apresentações, quadros-negros, etc.  Esses professores não se permitem ir além desses recursos didáticos e para-didáticos (como presença, organização das cadeiras na sala de aula, horário de entrada e saída, permissões para sair e/ou assistir às aulas) como forma de garantir que, formalmente, ele pareça como um professor quando a essência falta e o professor se mostra que não consegue ensinar, somente mostrar a aprência.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mafalda-prova.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-524" title="É pra isso que serve a escola e as avaliações?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mafalda-prova.jpg" alt="É pra isso que serve a escola e as avaliações?" width="281" height="320" /></a>Os  professores estão, em sua maioria, ligados a uma instituição de ensino  que precisa, entre outras coisas, avaliar o ensino e dão ao professor da  disciplina a incumbência de avaliar o aluno. O que o professor  ensina deve ser avaliado e a avaliação do aluno também serve para  avaliar o professor. Avaliações difíceis mostram professores exigentes.  Avaliações confusas mostram professores confusos.</p>
<p>Correções também  mostram o que o professor pensa que é importante sobre sua disciplina.  Se ele é rígido na correção, isso mostra que ele quer dos alunos um  preciosismo maior sobre a disciplina. Se ele é brando na correção, isso  mostra que ele o professor não se importa tanto com detalhes por parte  dos alunos.</p>
<p>Agora, uma coisa que pode ser percebido na hora da  correção é se o professor desconta pontos e chega a reprovar alunos por  causa de questões formais. Formalidades são importantes, mas será que  isso é essencial? Será que um aluno que aprendeu a disciplina, consegue  mostrar crítica e reflexão, mostra que conhece as normas mas não as  aplicou &#8211; e possivelmente por falta de orientação do professor &#8211; merece  ser reprovado por isso?</p>
<p>Um professor que faz isso, que dá mais  importância ao aspecto formal do que para o conteúdo, é um professor que  quer compensar sua insegurança. Quando o professor não sabe ou não tem  segurança sobre o conteúdo, ele acaba compensando sua incapacidade e  ineficiência superexigindo questões formais a ponto de reprovar um aluno  que mostrou que conhece e sabe do conteúdo exigido. Tudo isso para  mostrar que o professor serve para alguma coisa, mas para que, já que  ele não tem segurança sobre o conteúdo? Infelizmente existem  muitos professores mais interessados em garantir que os alunos sigam as  normas da ABNT do que realmente aprendam o conteúdo e saibam do que  estão falando.</p>
<p>Essas são algumas formas de você identificar um mau professor,  um professor que não tem segurança sobre o que e como ele está lecionando e/ou  avaliando.</p>
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		<title>Sobre o resultado das eleições 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 22:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[Sim, teremos segundo turno para as eleições presidenciais. Não, não é necessariamente o resultado que eu queria. Não teremos segundo turno para as eleições do governo do estado do Paraná. Tudo isso só mostra uma coisa: ainda não estamos prontos para a mudança. Esses e outros fatos apontam para isso: um palhaço foi eleito com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Eleicoes-2010.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-513" title="Resultado das Eleições 2010" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Eleicoes-2010.jpg" alt="Resultado das Eleições 2010" width="250" height="168" /></a>Sim, <a title="A importância do 2o turno nas eleições" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/a-importancia-do-2%c2%ba-turno-nas-eleicoes/">teremos segundo turno</a> para as eleições presidenciais. Não, não é necessariamente o resultado que eu queria. Não teremos segundo turno para as eleições do governo do estado do Paraná. Tudo isso só mostra uma coisa: ainda não estamos prontos para a mudança.</p>
<p>Esses e outros fatos apontam para isso: um palhaço foi eleito com o maior número de votos do Brasil, candidatos foram preso por fazer boca de urna e serão empossados após pagamento da multa, insistimos num continuismo besta bipolar como se só existissem dois lados, direta e esquerda, e que só existe um representante de cada lado.</p>
<p><span id="more-512"></span>&#8220;<strong>Já não vejo diferença entre os dedos e os anéis, já não vejo diferença entre a crença e os fiéis&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mapa2010.jpg"><img class="size-full wp-image-514 alignleft" title="Mapa do resultado das eleições presidenciais 2010" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/mapa2010.jpg" alt="Mapa do resultado das eleições presidenciais 2010" width="250" height="297" /></a>Com estas eleições, o Brasil mostrou que é um país de eleitores comprados. Digo isso não pela escolha que o brasileiro fez, mas pela forma que essa escolha foi feita. Basta ver a distribuição dos resultados das eleições. Cada estado mostra claramente como pensa baseado no resultado das eleições.</p>
<p>Como todos já devem saber, Dilma e José Serra vão para o segundo turno. O terceiro lugar ficou para Marina Silva, com votos suficientes para decidir essas eleições. Mas o mais interessante é ver a influência dos dois polos partidários no Brasil. A Dilma e o PT venceram basicamente nos estados do Nordeste e do Norte, além do Rio Grande do Sul (o que não é surpresa, já que a Dilma é de lá e o RS é conhecido por ser um estado &#8220;bairrista&#8221;). Serra venceu basicamente nos outros estados, pegando o Sul, São Paulo e parte do Centro-Oeste.</p>
<p>Uma coisa que me apontaram no Twitter é que essa divisão mostra bem a influência dos serviços assistencialistas do governo do PT, o que não duvido nem um pouco que o governo tenha usado programas como o Bolsa Família, principalmente porque ele é desvinculado da educação, como forma de compra de votos.</p>
<p>&#8220;<strong>Tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser. Há tão pouca diferença e tanta coisa a fazer&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/caridade.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-515" title="Programas assistencialistas não mudam a realidade." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/caridade.jpg" alt="Programas assistencialistas não mudam a realidade." width="250" height="259" /></a>É natural pensar que esse seria o resultado das eleições, já que o Brasil ainda não sabe pensar sozinho e o governo que o povo elege não investe em educação. Brasileiro está preocupado somente em saúde, segurança e emprego. Não que isso seja errado, mas a prioridade está trocada.</p>
<p>A principal prioridade deveria ser a educação. Por quê? Porque sem ela, podem nos dar de tudo, mas sempre seremos escravos deles. Nos dão o peixe, mas não nos ensinam a pescar. E o resultado das eleições mostra isso.</p>
<p>Quando Lula foi eleito há 8 anos, a crítica a seus programas assistencialistas era esse: dava o peixe mas não ensinava a pescar. Sua defesa era: o povo tem muita fome pra conseguir aprender, então damos primeiro o peixe para depois ensiná-los a pescar. Oito anos se passaram e até agora o governo não conseguiu ensinar o povo a pescar. E o resultado das urnas só mostra que os eleitores estão acostumados e não querem mudar, não querem aprender a pescar, já que recebem ao peixe sem esforço.</p>
<p>&#8220;<strong>Esquerda, direita, direitos e deveres, os três patetas, os três porquinhos, os três poderes&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p>O mais engraçado é que pelo resultado dos outros cargos, podemos ver que o brasileiro não sabe em quem está votando. O deputado federal mais votado de todos foi o palhaço profissional Tiririca, com seu slogan, &#8220;<em>você sabe o que faz um deputado federal? Nem eu. Vote em mim que eu descubro e conto pra você</em>.&#8221;</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/palhaco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-516" title="Quem é o palhaço mesmo?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/palhaco.jpg" alt="Quem é o palhaço mesmo?" width="250" height="187" /></a>Sim, senhoras e senhores: votamos em um palhaço. Literalmente. Deveria ser piada, mas não é. O Brasil oficialmente tem um palhaço no congresso nacional. E temos jogadores de futebol também. Isso, além dos políticos de praxe.</p>
<p>Outra coisa que é interessante notar é como o eleitor é incoerente. No Paraná, por exemplo, escolheram em primeiro turno com 52% dos votos o candidato Beto Richa, que apoia o candidato presidencial José Serra. Ao mesmo tempo, os <em>mesmos</em> eleitores escolheram o Requião e a Gleisi para o senado, ambos oposição ao Beto Richa e que apoiam a Dilma. Ao mesmo tempo, o Paraná teve a maioria votante no candidato presidencial José Serra. Qual a coerência ideológica dessa escolha? Nenhuma. Votamos em qualquer um independente de partido e esquecemos que é o partido que manda.</p>
<p>&#8220;<strong>Assenção e queda são dois lados da mesma moeda&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/democracia-falsa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-517" title="A democracia seme ducação favorece a quem?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/democracia-falsa.jpg" alt="A democracia seme ducação favorece a quem?" width="250" height="300" /></a>E enquanto o povo acredita que escolhendo o continuismo do governo ou não tendo coerência na hora de escolher candidatos ou ainda escolher palhaços ou pessoas de procedência duvidosa, enquanto o povo pensar que isso vai fazer com que o Brasil melhore, nós nos encaminhamos para o caminho oposto.</p>
<p>Sim, o Brasil está ficando cada vez pior. Temos 20 anos de democracia e o Brasil está cada vez pior. Quem vocês acham que ganham com esses resultados? O &#8220;povo&#8221;? Você? Não. Quem ganha com isso são os grupos políticos que continuam no poder e fazem de tudo para perpetuar o <em>status quo</em>, para fazer com quem nada mude e quem tem poder continue tendo poder. E graças ao seu voto, os ricos continuarão ficando mais ricos, os pobres contiuarão recebendo só o suficiente para não desistir (e nessa cesta básica tem uma boa e generosa porção de esperança falsa) e a classe média é quem paga o pato.</p>
<p>&#8220;<strong>Pensei que houvesse um muro entre o lado claro e o lado escuro, pensei que houvesse diferenças entre gritos e sussuros&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p>Mas, alguns podem argumentar, essa discrepância de escolhas é bom para a democracia! Escolher candidatos de situação e de oposição é bom para termos um crescimento da democracia.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sarney.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-518" title="O grito do povo adiantou de alguma coisa?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sarney.jpg" alt="O grito do povo adiantou de alguma coisa?" width="250" height="226" /></a>Bom, se isso fosse verdade, a maturidade política do brasileiro deveria bem maior. Não adianta escolhermos candidatos que, por mais que defendam bandeiras diferentes, defendem também o continuismo desse poder. Por muitos anos, desde antes da ditadura militar, isso era um fenômeno forte e real no Nordeste, conhecido como coronelismo. Infelizmente, estas eleições provaram que o conorelismo agora está integrado, aceito e perpetuado no Brasil. Principalmente porque uma das governadoras eleitas é filha de um dos maiores coronéis do Brasil.</p>
<p>Não adianta gritar, mostrar sua voz. Aquela manifestação do Fora Collor feito pelos carapintada no começo da década de 90 agora é só um fato histórico e ninguém aprendeu nada. Temos medo de votar em uma candidata a presidente porque ela é religiosa, mas escolhemos um senador que apresenta histórico de desequilíbrio mental. Ao mesmo tempo damos nosso voto a uma candidata a presidente que muda de opinião sobre questões polêmicas só para poder ganhar votos da maioria, ao invés de oferecer caminhos para que o povo tenha voz.</p>
<p>&#8220;<strong>Mas foi engano, foi tudo em vão. Já não há mais diferença entre a raiva e a razão&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p>Essas eleições só mostraram que há pouca esperança para o futuro do Brasil. Enquanto continuarmos a escolher sempre os mesmos, nunca vamos mudar. Enquanto nossas escolhas forem utilitárias, pensando nos poucos centavos que receberemos de assistencialismo, nunca vamos melhorar. Enquanto não soubermos valorizar o que há de importante, vamos continuar no mesmo lugar.</p>
<p>Garanto que metade das pessoas que votaram em quem votaram foi para não eleger seu oponente. Garanto que metade das pessoas que votaram na Dilma foi para não eleger o Serra e metade das pessoas que votaram no Serra foi para não eleger a Dilma, perpetuando o mito do <a title="Voto útil é um mito." href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">Voto Útil</a>. Enquanto isso candidatos diferentes com propostas diferentes que poderiam ao menos reanimar nossos espíritos de revolta não recebem votos suficientes para ir pra frente.</p>
<p>A minha única esperança é que o terceiro lugar nas eleições presidenciais recebeu mais votos do que o esperado pelas pesquisas, mostrando que sim, existem pessoas que querem algo diferente, que querem um novo ar. Vamos esperar que nas próximas eleições o povo perceba que essa doença do continuismo está acabando com o país e que merecemos escolher pessoas diferentes.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/brazil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-519" title="Quando é que o Brasil vai passar a ser o país do presente?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/brazil.jpg" alt="Quando é que o Brasil vai passar a ser o país do presente?" width="460" height="276" /></a></p>
<p>&#8220;<strong>Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo pra sonhar&#8230;</strong>&#8220;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um pouco sobre o perfil dos eleitores brasileiros</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/10/um-pouco-sobre-o-perfil-dos-eleitores-brasileiros/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 18:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Cada povo tem o representante que merece.&#8221; Até este momento, tentei manter-me isento na hora de falar de política, pois não queria parecer estar fazendo propaganda política ou defesa, apologia ou ataque a nenhum partido ou ideologia. Quem me conhece, sabe que eu tenho meus pontos de vista, minhas ideologias e minhas preferências partidárias, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;Cada povo tem o representante que merece.&#8221;</p>
</blockquote>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/titulo-de-eleitor.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-496" title="Perfil do eleitor brasileiro" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/titulo-de-eleitor.jpg" alt="Perfil do eleitor brasileiro" width="250" height="267" /></a>Até este momento, tentei manter-me isento na hora de <a href="http://pablo.deassis.net.br/category/tudo-mais/politica-e-cidadania/">falar de política</a>, pois não queria parecer estar fazendo propaganda política ou defesa, apologia ou ataque a nenhum partido ou ideologia. Quem me conhece, sabe que eu tenho meus pontos de vista, minhas ideologias e minhas preferências partidárias, mas meus leitores não precisam ser induzidos a eles. Eu acredito que as escolhas políticas devem ser pessoais e críticas, por isso só aponto a forma, o contexto e espero que as pessoas saibam escolher.</p>
<p>E qual a importância de se saber escolher? Ao menos, os representantes do executivo irão exercer políticas que influenciarão a todos por quatro anos, tempo suficiente para se fazer um curso superior, por exemplo. Alguns podem não estar nem aí, pensando que ou seu voto não vale para nada ou os candidatos não servem para nada. Então essas pessoas ajudam a se propagar uma má administração pública por pelo menos mais quatro anos.</p>
<p>O pior não são nem essas pessoas, mas aquelas que não sabem votar para o legislativo. Talvez pela forma como as propagandas políticas são feitas, mas parece que ninguém sabe escolher candidato a deputado e senador. Se escolhem, não se lembram depois em quem votou. A importância dada é baixíssima, já que seu candidato, se eleito, compartilhará um espaço com outros 500 deputados eleitos e sua atuação irá depender de acordos partidários ou de força de bancada. Então o eleitor escolhe qualquer um e geralmente, acaba escolhendo ou um número qualquer. Isso mesmo:  deputado vira um simples número que pode ser sorteado aleatoriamente.  <span id="more-494"></span>Mas essas mesmas pessoas não percebem que os deputados e representantes do legislativo (deputados federais, estaduais, vereadores municipais e senadores) irão fazer leis que perdurarão por muito mais do que os quatro anos do mandato. São justamente esses politicos que irão moldar a forma como as políticas públicas serão feitas pelos próximos anos, através dos projetos de lei. Pode parecer besteira, mas vamos ver um caso real, que teve como base propostas do governo que tiveram apoio nas leis do congresso e senado federais.</p>
<p>Quem me conhece sabe que discordo da <em>forma como</em> a &#8220;Bolsa Família&#8221; é aplicada no Brasil. Pra começar, ela é uma deturpação de um projeto original do senador <a href="http://www.cristovam.org.br/">Cristovam Buarque</a> da época do governo FHC, o &#8220;Bolsa Escola&#8221;, que daria um auxílio financeiro a famílias carentes que estaria vinculado ao desempenho escolar de seus filhos. Se eles estudassem e passassem de ano, a família receberia o dinheiro. Essa proposta original visava criar uma geração de crianças que fossem pra escola e aprendessem, construíssem seus futuros através da educação, ao invés de através do trabalho infantil.  <a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/charge-bolsa-familia.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-498" title="Você conhece a história da Bolsa Família e de quem a defende?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/charge-bolsa-familia.jpg" alt="Você conhece a história da Bolsa Família e de quem a defende?" width="350" height="288" /></a></p>
<p>Mas o governo que seguiu e popularizou o projeto, deturpou seu objetivo. Mudou o nome para &#8220;Bolsa Família&#8221; e começou a dar o auxílio financeiro para famílias com filhos em idade escolar. Cada filho dá direito a uma quantia em dinheiro. Não existia mais a necessidade do desempenho da criança na escola, bastanto que ela estivesse matriculada. A ideia é que esse dinheiro sirva para a inserção econômica da família carente. Ou seja, o foco não é mais a educação, mas a economia. Mas, espere um momento: se o foco é a economia, por que vincular o auxílio aos filhos? Essa deturpação acaba criando casos caricatos que, de tão exagerados, parecem reais:</p>
<ul>
<li>Famílias carentes passaram a ter mais filhos para receber mais auxílio.</li>
<li>Pais de família passaram a não trabalhar, para, além de receber auxílio desemprego e apoio do INSS, ter renda suficiente para estar na faixa de auxílio da Bolsa Família.</li>
<li>Como não existe mais a obrigação do acompanhamento e desempenho escolar e existe, em vários estados, e o fato da progressão automática, ou seja, crianças não reprovam mais e, independente de notas ou aproveitamento, acabam passando de ano automaticamente, diminuindo assim artificialmente o índice de reprovação, muitos pais obrigam seus filhos a trabalhar depois das aulas, para complementar a renda, ao invés de estudar.</li>
</ul>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/charge-IPTU2.jpg"><img class="size-full wp-image-497 alignleft" title="São os políticos que fazem as leis que afetam nossas vidas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/charge-IPTU2.jpg" alt="São os políticos que fazem as leis que afetam nossas vidas" width="370" height="250" /></a>É claro que não existem dados oficiais disso, mas essas são situações que a lei permite existir. E essa lei só existe porque nós, os eleitores, elegemos deputados que capacidade de escrever uma lei que permitisse tais barbaridades. Se você juntar todas essas condições em uma só família, podemos ter um núcleo com um pai e uma mãe, ela trabalha como empregada doméstica e ele desempregado, eles com três filhos na escola e a família recebendo a Bolsa Família. Posso chutar que esse núcleo fictício pode receber uma renda maior que R$3000, considerando os bicos dos pais e dos filhos e que metade disso vem de auxílios variados do governo. <em>Enquanto isso, professores universitários ganham menos de R$1000 para educar os futuros profissionais do país</em>.</p>
<p>Não sei se vocês percebem essa inversão de valores. O que as leis valorizam é a pobreza, não a educação. As leis atuais valorizam o complexo do &#8220;pobre coitado&#8221; ao invés da valorização do conhecimento e do trabalho. Por isso o povo brasileiro tem orgulho de ter eleito um candidato semi-analfabeto, sindicalista, que passou boa parte de sua vida desempregado e vivendo de aposentadoria por invalidez por ter perdido seu dedinho de uma das mãos em um acidente de trabalho para ser nosso presidente, Chefe de Governo e Chefe de Estado.  E acabamos tendo orgulho também de eleger pessoas como o José Sarney, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Severino_Jos%C3%A9_Cavalcanti_Ferreira">Severino Cavalcanti</a> e vários outros envolvidos em escândalos e CPIs. Pode até ser que não tenha orgulho desses políticos, mas de alguma forma acabou elegendo eles para esses cargos. Além disso, acabam apoiando e defendendo um presidente que jura de pés juntos que não sabia das maracutaias que aconteciam <em>na sala ao lado da sua</em> no Palácio do Planalto. Sinceramente? Se um governante não tem condições de organizar o prédio onde trabalha, que capacidade ele tem para governar um país? E o mesmo está acontecendo com a atual candidata governista e sua acessora e sucessora. (Não sabe do que estou falando? Leia <a href="http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=93721&amp;codDep=11">aqui</a>, <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/erenice-dilma-e-a-teoria-do-acidente/">aqui</a> e <a href="http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/9/caso_erenice_dilma_diz_que_foi_lula_quem_definiu_trocas_nos_ministerios_111629.html">aqui</a>.)</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Eleitor-culpado-WEB.gif"><img class="alignright size-full wp-image-499" title="O problema são dos eleitores que votam em corruptos e seus amigos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Eleitor-culpado-WEB.gif" alt="O problema são dos eleitores que votam em corruptos e seus amigos" width="350" height="233" /></a>Quando me propus falar sobre o perfil dos eleitores, queria mostrar como somos nós que acabamos colocando todas essas pessoas que não gostamos e discordamos. Mas no final, o governo somente reflete seus eleitores. Não tenho esperanças de querer mudar a situação do Brasil nestas eleições, mas espero que nos próximos anos nós eleitores possamos aprender a escolher melhor os candidatos. Só que para isso, os cidadão precisamos saber o que queremos e qual é o nosso papel como brasileiros. Precisamos nos valorizar e conhecer a nós mesmos. Só assim vamos conseguir finalmente termos políticos e representantes dignos de um país com as potencialidades do Brasil.</p>
<p>Para terminar, gostaria de deixar aqui um conto taoista que reflete um pouco essa necessidade de conhecer a nós mesmos para assim podermos mudar o mundo:</p>
<blockquote><p>Esta história foi muitas vezes contada, mas Jung, que portanto nos dava poucos conselhos diretos, disse-me um dia: «Nunca faças seminários (nem conferências) sem contar às pessoas esta história». Num dos seus últimos Natais, pouco tempo antes da sua morte, quando nós assistíamos ao Jantar do Clube , ele contou-a para nós de novo. Não havia certamente ninguém na sala que não conhecesse já a história e portanto, depois que ele a contou, toda atmosfera mudou. Eu fiz, como tinha feito antes, porque ele me tinha dado instruções para a repetir assim tantas vezes.</p>
<p>Houve uma terrível seca, na parte da China, onde vivia Richard Wilhelm, amigo de Jung e tradutor do I Ching. Depois das pessoas ter tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva. Isto interessou muito a Wilhelm que se preparou para estar lá quando o fazedor de chuva chegasse. O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior diante da porta.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/chuva.jpg"><img class="size-full wp-image-500 alignleft" title="O Brasil só vai melhorar se nós melhorarmos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/chuva.jpg" alt="O Brasil só vai melhorar se nós melhorarmos" width="300" height="225" /></a>Não se ouviu falar mais dele durante três dias, pois, não somente choveu, mas houve uma grande caída de neve, o que nunca se tinha visto nesta época do ano. Muito impressionado,Wilhelm procurou o fazedor de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve. O fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”. Wilhelm insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve. O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>A importância do 2º turno nas eleições</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/09/a-importancia-do-2%c2%ba-turno-nas-eleicoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 20:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mais importante em um processo democrático de eleições é o debate. Sem o debate, não temos como saber de fato quais são as propostas e  &#8211; principalmente &#8211; como é o pensamento do candidato e se ele é preparado para governar. É claro que isso acontece melhor com os cargos maioritários de senador, governador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/conversa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-486" title="Debate" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/conversa.jpg" alt="Debate" width="230" height="230" /></a>O mais importante em um processo democrático de eleições é o debate. Sem o debate, não temos como saber de fato quais são as propostas e  &#8211; principalmente &#8211; como é o pensamento do candidato e se ele é preparado para governar. É claro que isso acontece melhor com os cargos maioritários de senador, governador e presidente. Para os deputados estaduais e federais, o melhor é a variedade de opiniões presentes, contanto que tenham consistência com aquilo que você acredita.</p>
<p>Mas o debate que estou falando não é o da televisão, mas o do dia-a-dia, aquele que vemos nas ações dos candidatos e nas relações que mantêm com o povo. Durante as campanhas, nós vemos o que a mídia nos mostra e os debates dos candidatos na televisão e internet. Mas e os debates das pessoas?</p>
<p><span id="more-485"></span>Será que nós nos permitimos conversar sobre os candidatos, sobre suas propostas e ideias? Uma coisa importante é conhecer <a title="Saiba como escolher seu candidato" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/como-escolher-o-seu-candidato-nas-proximas-eleicoes/">como melhor escolher seus candidatos</a>, além de reconhecer que é a escolha pessoal que trará um melhor debate, ao invés de simplesmente votar em qualquer um ou tornar o seu <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">voto útil</a>. Só que mais importante do que isso é a conversa entre os eleitores.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/urna_eletronica_voto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-487" title="Seu voto é importante" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/urna_eletronica_voto.jpg" alt="Seu voto é importante" width="229" height="172" /></a>Não digo que a gente deve tentar convencer o outro do seu voto, pois isso não é debate mas sim pregação. Digo que devemos conversar e conhecer os outros lados, ver as necessidades. E, no nosso processo democrático isso se dá com a possibilidade de dois turnos.</p>
<p>O primeiro turno serve para filtrar a opinião geral da população e escolher dois candidatos que irão debater durante o segundo turno. E devemos aproveitar esses tempos para nos aprofundarmos nos debates e conhecer os diferentes pontos de vista e quem sabe até mesmo mudar de opinião.</p>
<p>Tem muita gente que não gosta de dois turnos, pois isso significa menos tempo de programas de televisão ou mais politicagem ocorrendo. Mas convenhamos: isso acontece com ou sem eleições e esse debate é importante, pois isso garante que nossas escolhas serão ouvidas, principalmente por nós mesmos.</p>
<p>Garanta o processo democrático e faça duas coisas que irão garantir que os próximos quatro anos não sejam a contra-gosto:</p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 30px;">1) Votem em quem vocês realmente querem que vença, independente de pesquisa de intenção;</p>
<p style="padding-left: 30px;">2) Garanta um segundo turno para aprofundar as ideias e conhecer melhor os candidatos escolhendo agora no primeiro turno aquele que você realmente quer que vença.</p>
</blockquote>
<p>No final, essas duas dicas abam sendo só uma: <a title="Saiba como melhor utilizar seu voto" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">utilize seu voto como ferramenta da sua escolha pessoal</a>. Só assim iremos garantir um processo democrático sincero e verdadeiro com o ideal de toda a nação.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/democracia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-488" title="democracia" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/democracia.jpg" alt="" width="450" height="298" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como escolher o seu candidato nas próximas eleições</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 21:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política e Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos chegando na reta final da nossa campanha eleitoral. Ela está sendo chamada de a primeira campanha da internet. Então quero aproveitar a internet não para dizer em quais candidatos votar, mas sim para mostrar como escolher seu candidato. Por quê?Porque tem muita gente que não dá valor ao voto e vota simplesmente por votar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/candidate.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-477" title="Você sabe como escolher seu candidato?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/candidate.jpg" alt="Você sabe como escolher seu candidato?" width="250" height="186" /></a>Estamos chegando na reta final da nossa campanha eleitoral. Ela está sendo chamada de a primeira campanha da internet. Então quero aproveitar a internet não para dizer em quais candidatos votar, mas sim para mostrar como escolher seu candidato. Por quê?Porque tem muita gente que não dá valor ao voto e vota simplesmente por votar. E no final, isso acaba nos levando sempre ao pior caminho.</p>
<p>Como este é um tema um tanto quanto importante, este post será um pouco longo. Então, para poder escolher melhor o seu candidato, devemos prestar atenção nos seguintes itens:</p>
<ol>
<li>Pesquisas de opinião</li>
<li>Partidos políticos</li>
<li>Continuismo</li>
<li>Candidato</li>
</ol>
<p><strong><span id="more-476"></span>1) Não preste atenção às pesquisas de opinião</strong></p>
<p>Como o próprio nome diz, elas são simples pesquisas de opinião e não revelam qualidade dos candidatos, só dizem quem é mais popular. E popularidade não mostra competência.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/pesquisas_eleitorais1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-478" title="Você sabe o que dizem as pesquisas eleitorais?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/pesquisas_eleitorais1.jpg" alt="Você sabe o que dizem as pesquisas eleitorais?" width="180" height="244" /></a>Pessoalmente, acredito que as pesquisas de opinião deveriam ser proibidas de serem anunciadas em campanha, sob pena de cassação da candidatura. Por que isso? Simplesmente porque muita gente vota em quem está na frente e que tem chance de vencer, porque elas também querem se sentir vencedoras. Consequentemente, as campanhas acabam sendo de cooptação de votos ao invés de ser de discussão e debate de ideias e propostas.</p>
<p>Ao ouvir as pesquisas de opinião, tendemos a escolher ou o candidato que está vencendo ou, caso não gostemos dele, escolhemos o candidato que tem mais chances de derrotá-lo, e caímos no erro do voto útil. Para saber porque <a title="Você sabe o que é voto útil?" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">voto útil</a> não serve para nada, <a title="Voto útil não existe" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/09/nao-existe-voto-util-so-eleitor-mal-informado/">clique aqui</a>.</p>
<p>Ao não prestar atenção nas pesquisas de opinião, temos que procurar outros meios para escolher o nosso candidato e passamos a utilizar outros critérios ao invés de simples popularidade.</p>
<p><strong><!--more-->2) Conheça as ideias e história recente dos partidos antes de escolher o candidato</strong></p>
<p>Por mais chato que possa parecer, o sistema eleitoral brasileiro privilegia os partidos. Tanto que os candidatos a deputado estadual, deputado federal e vereador não é feito por candidato, mas por partido, num sistema conhecido como voto de legenda. Os candidatos a cargos maioritários como presidente, governador e senador são eleitos individualmente. Porém, os candidatos sempre refletem os ideiais do partido, ou ao menos deveriam.</p>
<p>Votar em um candidato independentemente do partido do qual ele pertence é colocar no poder uma pessoa junto com toda uma equipe que reflete esse partido. Então não adianta você dizer que está votando na pessoa e não no partido, porque no final das contas, quem vai mandar e quem vai escolher o rumo a seguir não é o candidato eleito, mas sim o partido do qual ele pertence!<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/partidos-politicos.jpg"><img class="aligncenter  size-full wp-image-479" title="Partidos Políticos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/partidos-politicos.jpg" alt="Partidos Políticos" width="464" height="285" /></a></p>
<p>Por isso é muito importante você conhecer as ideias, ideais e ideologias dos partidos antes de escolher o candidato, pois geralmente as propostas dos candidatos serão reflexo desses valores dos partidos. Além disso, é importante conhecer a história recente desse partido, para conhecer seus valores, seus erros e acertos. Você não quer colocar no poder um partido que perdoa políticos corruptos, certo? Ou talvez você queira valorizar um partido que tenha um histórico de propostas das quais você concorda e apoia. Por isso conhecer o partido é muito importante.</p>
<p><strong><!--more-->3) Continuísmo não é sempre bom</strong></p>
<p>Temos que reconhecer que o Brasil é composto por praticamente 200 milhões de pessoas. E dessas 200 milhões de pessoas, nem todas gostam da forma como as coisas estão caminhando. E por mais que as “pesquisas de opinião” mostrem o contrário, temos sempre que questionar se a amostragem de 2000 pessoas é suficiente para representar 200,000,000 de cidadãos. Sim, uma pesquisa de opinião pega no máximo 0,000001% da população como amostra. Será que essa pesquisa está mostrando a sua opinião ou a opinião das pessoas que você conhece?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ampulheta.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-480" title="A quanto tempo esse político está no poder?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ampulheta.jpg" alt="A quanto tempo esse político está no poder?" width="250" height="260" /></a>Por mais que possa parecer estranho, um país consegue se desenvolver melhor tendo opiniões divergentes debatendo, tendo direita e esquerda trabalhando juntos, porque quando um lado prioriza uma questão, o outro lado vai valorizar outra questão. E sim, todas elas importam. Nem direita nem esquerda são os lados certos, mas sim os dois, trabalhando juntos.</p>
<p>Por exemplo, no Paraná, nos últimos 20 anos, tivemos somente 2 governadores diferentes, porém, de partidos diferentes, com propostas e ideologias diferentes. Por mais que aqui não tenhamos tanta variação, tivemos um momento de ruptura ideológica que foi bom para repensar o rumo das ações e priorizar aspectos que eram esquecidos pelo outro governador.</p>
<p>O mesmo deve acontecer em todas as esferas do governo e do legislativo. Não devemos priorizar a “equipe que está ganhando”, pois nem sempre ela irá ganhar. Temos que tentar coisas novas e não podemos ter medo disso. Na hora de escolher seu candidato, você deve refletir se já não é tempo de tentarmos algo diferente do que já existe.</p>
<p><strong><!--more-->4) Conheça a história e as propostas de seu candidato</strong></p>
<p>Esse talvez seja o ponto mais importante. Agora que você já resolveu não ouvir aos outros e pensar por si só, viu quais partidos tem propostas interessantes que podem te representar caso sejam eleitos, refletiu sobre quais candidatos e partidos já estão a muito tempo e quais devem ter sua chance, sobra olhar para os candidatos e escolhe-los.</p>
<p>Para isso, o mais importante é conhecer suas propostas e história. E quando digo história, não digo só história política, porque nem sempre o melhor candidato é o político mais experiente. Muitas vezes o melhor candidato é aquele que nunca foi eleito, mas tem ideias fortes e mostrou em sua história pessoal um caminho de retidão  e coerência.</p>
<p>Ao que me consta, o Brasil é um dos poucos países onde “política” é uma carreira profissional. Em outros, os políticos são cidadãos com vidas particulares que passam períodos cuidando de seu país, estado ou cidade. Esses são talvez os melhores políticos, pois eles não estão interessados em poder mas sim no bem-estar geral.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/candidato.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-481" title="Conheça as propostas  de seu candidato" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/candidato.jpg" alt="Conheça as propostas de seu candidato" width="400" height="320" /></a></p>
<p>Junto com a história, conhecer as propostas é sempre interessante. Você pode conhecer as bandeiras políticas do partido, mas as propostas do candidato é tão importante quanto. Um candidato pode ter ideias ou métodos diferentes dos outros do mesmo partido e talvez esse possa ser uma boa opção. Ou talvez ele tenha uma certa experiência de vida que dá a ele a condição de lutar por aquilo que você acredita ser importante.</p>
<p>Só é essencial perceber que é a combinação de todos esses fatores que vai fazer com que o seu voto seja realmente válido e seu desejo tenha representatividade política. Pense bem antes de escolher seus candidatos e escolha da melhor forma possível!</p>
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		<item>
		<title>Não existe voto útil, só eleitor mal informado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 18:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em épocas de eleição, vale a pena escrever sobre isso, pois em qualquer outro momento do ano esse tipo de conversa fica deslocada e corre o risco de se perder no vazio. Existem vários temas falados pelas pessoas sobre as eleições em si – sem entrar no mérito dos candidatos (irei tratar sobre isso em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/voto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-451" title="Como votar?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/voto.jpg" alt="Como votar?" width="298" height="169" /></a>Em épocas de eleição, vale a pena escrever sobre isso, pois em qualquer outro momento do ano esse tipo de conversa fica deslocada e corre o risco de se perder no vazio.</p>
<p>Existem vários temas falados pelas pessoas sobre as eleições em si – sem entrar no mérito dos candidatos (irei tratar sobre isso em outro post) – que são mais desinformações do que informações. Vou aqui fazer a minha parte para ajudar nisso. Sei que a quantidade de leitores do meu blog não é suficiente para ser um grande formador de opinião, mas se eu conseguir mostrar isso a pelo menos um pequeno grupo de pessoas que poderá repassar essa informação, sentirei-me satisfeito.</p>
<p>Uma das questões que mais me incomoda quando ouço pessoas falarem sobre eleições é a tal questão do “voto útil”, ou seja, o voto da pessoa tem que valer pra alguma coisa, por isso ela vota em quem tem mais chances de ganhar. Temos aqui dois problemas sérios: o primeiro deles é que a escolha acaba ficando desproporcional à vontade da população e caímos no risco de escolhermos diretamente um candidato que não queremos.<span id="more-448"></span></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/eleicao-2010-voto-politico.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-454" title="Vale votar só em quem vai ganhar?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/eleicao-2010-voto-politico.jpg" alt="Vale votar só em quem vai ganhar?" width="339" height="290" /></a>Uma coisa que ouvimos muito é “eu não voto em candidato X porque sei que não vai ganhar. Por isso vou votar no candidato Y que tem mais chances de derrotar o candidato Z, que não quero que ganhe.” Uma coisa que já digo de cara: esse pensamento é errado e é errado porque nosso sistema eleitoral é de DOIS turnos, não de um. Em outras palavras, não preciso votar em quem tem mais chances de ganhar ou de derrotar o oponente, pois se não houver maioria absoluta (50% +1 dos votos válidos), a eleição vai para o segundo turno, onde os dois mais votados concorrem pela maioria dos votos válidos.</p>
<p>Então, se quero votar no candidato X, que tem pouca intenção de votos nas pesquisas, eu posso e devo votar nele. Não preciso votar em candidato Y, só porque ele tem mais chances de derrotar o candidato Z que você não quer de jeito nenhum que vença porque o candidato Z só irá vencer se ele tiver maioria dos votos. Para que isso não aconteça, basta não votar nele ou não votar em branco ou nulo! Assim, as eleições irão para o segundo turno e as chances de seu candidato concorrer lá aumentam.</p>
<p>Nas pesquisas eleitorais eles só perguntam em quem você irá votar nas próximas eleições. Isso leva a um pensamento do eleitor que é: “<em>Não vou votar em quem eu quero pois ele não tem chances de vencer. Então vou votar em quem acho que tem mais chances, para o meu voto servir para alguma coisa.</em>” Eu não tenho os dados, mas tenho <span style="text-decoration: underline;">CERTEZA</span> que se, junto a essa pergunta fosse feita outra, como: “I<em>ndependente de quem você acha que irá ganhar ou que tem mais chances de vencer, se dependesse unicamente de <span style="text-decoration: underline;">você</span>, quem você gostaria que fosse o próximo candidato eleito?</em>”, a gente veria uma enorme discrepância entre o voto de fato e a intenção real do voto. Garanto até que essa discrepância seria tanta a talvez até mudar o resultado das eleições para um rumo completamente diferente. Quem sabe, se as pessoas realmente votassem nos candidatos que querem, não nos que acham que vão ganhar, as eleições seriam muito mais verdadeiras e e demonstrassem as reais intenções da população.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/eleicoes2010.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-457" title="É preciso conhecer nosso sistema eleitoral." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/eleicoes2010.jpg" alt="É preciso conhecer nosso sistema eleitoral." width="280" height="210" /></a>Mais isso só é válido para as eleições que tem segundo turno, ou seja, para os cargos de presidente, governador e prefeito. Os cargos do senado são eleitos em um único turno, então nesse caso vale o “voto útil”. E os cargos para deputado federal, deputado estadual e vereador são votos por legenda, e o que vale mais é a ideologia do partido. Mas isso é uma outra história&#8230;</p>
<p>Sei que o sistema eleitoral brasileiro não é perfeito – por começar com a obrigatoriedade do voto – mas é o sistema que temos. Se não participamos dele, não temos nenhum direito de reclamar das coisas que acontecem no governo. E sem poder reclamar, eles podem fazer o que quiserem e nós ficamos a esmo, jogados no canto, sem praticar cidadania e sem usufruir dos nossos direitos. Vale a pena conhecer os nossos direitos e exigi-los, como é o caso da eleição. No final, somos nós que colocamos os políticos no poder, seja por escolha ou omissão. Então, escolha bem agora no dia 3 de outubro!</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/urna_eletronica_voto_eleicao_candidato.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-452" title="Saiba como votar!" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/urna_eletronica_voto_eleicao_candidato.jpg" alt="Saiba como votar!" width="450" height="228" /></a></p>
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		<title>A culpa é da culpa</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 22:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Culpa não existe. Culpa é um sistema criado para manipulação das massas. Se você sente culpa por alguma coisa, qualquer coisa, parabéns, você faz parte de uma massa manipulada por alguém! E enquanto isso, você se distancia de ser alguém de verdade e continua sendo mais um peão nesse jogo. Mas eu sinto culpa e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Culpa não existe. Culpa é um sistema criado para manipulação das massas. Se você sente culpa por alguma coisa, <em>qualquer coisa</em>, parabéns, você faz parte de uma massa manipulada por alguém! E enquanto isso, você se distancia de ser alguém de verdade e continua sendo mais um peão nesse jogo.</p>
<p><em><strong>Mas eu sinto culpa e esse sentimento é real! Não é uma invenção, uma manipulação.</strong><br />
</em></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpa-blog.jpg"><img class="size-full wp-image-435 alignright" title="A culpa é sua!" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpa-blog.jpg" alt="A culpa é sua!" width="240" height="168" /></a>É sim. O que prova que você foi tão manipulado que não consegue pensar diferente. Mas se a culpa é um sentimento real e manipulado ao mesmo tempo, só existe uma explicação: sentimos <em>algo</em> que aprendemos a chamar de culpa, que não é culpa. É engraçado que existem sistemas e teorias inteiras baseadas no conceito de culpa, que só servem para propagar essa enganação. O sistema legal é uma delas, por exemplo. A teoria psicanalítica utiliza de conceitos de moralidade e culpa também. E quem as ouve e acredita nisso só está se enterrando mais nesse pântano.</p>
<p><strong><em><span id="more-429"></span>Mas o que é isso que eu sinto então?</em></strong></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/0culpa77.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-438" title="Carregamos o peso da responsabilidade das costas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/0culpa77.jpg" alt="Carregamos o peso da responsabilidade das costas" width="250" height="250" /></a>Todos nos seres vivos e existentes nesta terra somos fadados a fazer escolhas e sermos livres. &#8220;<em>Somos todos condenados à liberdade</em>&#8220;. Essa talvez seja a única coisa da qual não temos escolha: a liberdade. Na real, podemos escolher não termos escolha e vivermos de má-fé, nos enganando o tempo todo (é isso que faz a maioria das pessoas). Mas, para chegarmos nesse ponto, tivemos que fazer uma escolha e escolhemos constantemente nos manter nesse estado.</p>
<p>Por sermos seres livres, temos que fazer escolhas. Escolher por escolher é simples: o problema é que toda escolha tem sua consequência e é aí que vem o &#8220;X&#8221; da questão.</p>
<p>Quando nos deparamos com o desconhecido, nosso organismo ativa um sistema de auto-defesa que nos avisa que algo está errado. É um alerta, uma sensação desagradável que basicamente nos faz ficar atentos ao perigo e termos a reação ou de lutar ou de fugir (<em>fight or flight</em>) para nos protegermos. Quando a ameaça é real, está na nossa frente ou é algo que podemos fazer, como um animal prestes a nos atacar ou uma casa pegando fogo, fica fácil saber qual a nossa reação. Mas, quando essa ameaça vem de algo desconhecido e que não temos controle nenhum, como o nosso futuro ou a consequência indireta das nossas ações?</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpas.jpeg"><img class="size-full wp-image-436  alignright" title="Esse sentimento é  real: é a angústia..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpas.jpeg" alt="Esse sentimento é real: é a angústia..." width="260" height="194" /></a>Isso faz com que sintamos algo que chamamos de &#8220;angústia&#8221;. Essa angústia é o que nos move para fazermos algo da nossa vida e nos faz tomarmos decisões melhores. Quando escolhemos algo que não nos agrada, essa angústia toma conta de nós e, para evitar esse sentimento, da próxima vez que isso acontece, escolhemos diferente, até acertarmos. É isso que chamaos de responsabilidade: quando, além de escolhermos, escolhemos também as consequências das nossas escolhas.</p>
<p>A experiência e os bons projetos de vida são a melhor forma de não vivermos constantemente angustiados. Mas existe uma forma mais fácil de fazer isso: a culpa.</p>
<p><strong><em>A culpa é minha e eu faço com ela o que eu quiser!</em></strong></p>
<p>Quando os primeiros grupos humanos descobriu que todos nós vivemos a partir desse princípio da angústia e da responsabilidade sobre nossas escolhas, eles descobriram que poderiam manipular esse sentimento para controlar as massas. Eles criaram a culpa.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpaHJS.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-437" title="&quot;A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser!&quot;" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/culpaHJS.jpg" alt="&quot;A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser!&quot;" width="450" height="231" /></a>Uma coisa que precisamos entender sobre as escolhas e a responsabilidade: TODA escolha que tomamos sempre envolve pelo menos duas pessoas, ou seja, está em uma relação. Não precisa ser uma pessoa necessariamente, mas sim algo com o qual nos relacionamos. Porém, essa responsabilidade sempre é compartilhada com a outra parte, pois as decisões nunca são feitas sozinhas. Por exemplo, se um casal faz sexo e a mulher engravida, tanto o homem quanto a mulher são responsáveis pelo bebê, ou seja, precisam aceitar as consequências da gravidez.</p>
<p>O mesmo acontece com um caso de estupro: não só o estuprador é responsável pelo ato de violência, mas a mulher estuprada também, pois ela precisa aceitar e conviver as consequências desse ato, sejam elas DSTs, uma gravidez indesejada ou trauma emocional. Em nenhum caso as partes envolvidas em qualquer ação podem ficar omissas de suas responsabilidades, ou seja, das consequências dessas ações. Por isso, ambas as partes convivem com a angústia.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bush-a-culpa.jpg"><img class="alignleft  size-full wp-image-439" title="De quem é a culpa?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bush-a-culpa.jpg" alt="De quem é a culpa?" width="250" height="349" /></a><strong><em>A não ser que se encontre um culpado&#8230;</em></strong></p>
<p>Na relação de culpa, pega-se a relação responsável, e coloca-se toda a responsabilidade que deveria ser compartilhada somente em cima de uma pessoa. Essa pessoa é então culpada e o sentimento de culpa que ela sente é o de angústia da responsabilidade pela ação. A outra parte, por não ser responsável pelas consequências de seus atos, não sente mais angústia! E qual a vantagem disso? É que a parte <em>culpada </em>pode ser <strong>des</strong><em>culpada</em> pela parte não culpada. E assim, ninguém vive mais com angústia!</p>
<p><strong><em>Se ninguém vive mais angustiado, qual o problema? Isso não é bom?</em></strong></p>
<p>O problema é que a angústia nos leva a sermos responsáveis. Se não temos mais angústia, não temos porque nos responsabilizar por nossas ações. Podemos escolher sem medo das consequências, porque se fizermos algo errado, podemos ser desculpados depois. Tudo bem eu quebrar o copo por não prestar atenção às coisas à minha volta: vão me perdoar e não terei que fazer mais nada a respeito disso.</p>
<p>A vida sem angústia é uma vida irresponsável, é uma vida que não nos pertence, pois não temos mais responsabilidade sobre a consequência das nossas escolhas. Tudo pode acontecer e nada mais é nosso. Se cometemos um erro, ele não nos pertence. Mas se cometemos um acerto, nós o queremos para compensar a falta de experiência alcançada com nossos erros.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/maniqueismo.jpeg"><img class="size-full wp-image-440 alignright" title="A vida é só sim ou não?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/maniqueismo.jpeg" alt="A vida é só sim ou não?" width="250" height="201" /></a>Erros e acertos fazem parte da vida e todas as experiências são válidas. Viver de culpas e desculpas é somente aceitar os acertos e dispensar os erros. Sem erros, temos menos experiências e para preencher essa lacuna procuramos sempre mais acertos! Então sempre queremos mais e mais. Só ficamos satisfeitos com a perfeição. O mundo então passa a ser monocromático, onde só o bom e o certo é aceitável. O mau e o errado é ignorado, desculpado e deixado de lado.</p>
<p>A vida perde sua cor. E de quem é a culpa? Da culpa. Ou seja, graças a esse mecanismo de culpa-desculpa que vivemos, deixamos de nos responsabilizar por nossos atos, deixamos de aprender com nossos erros, deixamos de mudar e sermos pessoas melhores graças às nossas experiências.</p>
<p><strong><em>Me sinto culpado agora. Qual é a solução pra isso?</em></strong></p>
<p>Pra começar, deixar de se sentir culpado. Como? Reconheça a situação que promoveu esse sentimento. Reconheça as partes envolvidas e aceite a sua responsabilidade sobre o ocorrido. Não queira aceitar a responsabilidade pelos outros já que isso é tornar o outro irresponsável, o que o torna irresponsável também. Não queira abraçar o mundo e reconheça suas limitações. Aprenda que o erro também é válido e necessário para chegarmos onde queremos chegar. Faça projetos responsáveis e faça escolhas responsáveis. Perceba que essas ações são próprias da sua vida e retome ela para você e não deixe que <em>ninguém </em>escolha por você.</p>
<p><strong>&#8220;<em>Pedras no caminho? Coleciono todas, pois com elas irei construir o meu castelo</em>&#8220;.</strong></p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/castelo.jpg"><img class="alignleft size-full  wp-image-441" title="Com as  pedras no caminho faço o meu castelo..." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/castelo.jpg" alt="Com as pedras no caminho faço o meu castelo..." width="250" height="335" /></a>Viver sem culpa é viver responsável por suas ações, é não aceitar desculpas e fazer as coisas para que as consequências das nossas escolhas sejam sempre as melhores possíveis, dentro daquilo que queremos, planejamos e projetamos para a nossa vida e daqueles com os quais nos relacionamos. &#8220;<em>Devo fazer minha escolha como se ela fosse a escolha da humanidade toda</em>&#8220;, já dizia Sartre, grande inspirador deste texto. Mas isso não quer dizer que devemos escolher por todos, somente que a minha escolha deve levar em consideração as outras pessoas: quais? Todas.</p>
<p>Talvez assim possamos recobrar as cores da nossa vida criada pelas nuances das nossas escolhas. Tentem! Se der certo, me avisem aqui. Sei que dá certo pra mim e queria compartilhar esse sentimento com vocês.</p>
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		<title>O problema do Ato Médico</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 20:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Ato Médico]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem é da área da saúde, já sabe do que se trata o Ato Médico. Para quem não é dessa área, talvez essa discussão seja nova. Não vou entrar em detalhes históricos, nem datas e nomes, pois em vários lugares na internet você consegue encontrar sobre isso. Vou aqui dar a minha opinião sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carimbo_ato_medico.jpg"><img class="size-full wp-image-420    alignright" title="carimbo_ato_medico" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carimbo_ato_medico.jpg" alt="Ato Médico faz mal à saúde" width="173" height="175" /></a>Para quem é da área da saúde, já sabe do que se trata o Ato Médico. Para quem não é dessa área, talvez essa discussão seja nova. Não vou entrar em detalhes históricos, nem datas e nomes, pois em vários lugares na internet você consegue encontrar sobre isso. Vou aqui dar a minha opinião sobre o assunto.</p>
<p>Só para situar quem não conhece, o Ato Médico é o nome dado ao projeto de lei nº  7.703/2006 que busca formalizar a profissão do médico enquanto profissional da saúde. Por incrível que possa parecer, a profissão do médico não tem uma formalização legal dizendo quais são as atribuições próprias do médico nem o que ele deve ou pode fazer, principalmente com relação às outras profissões da área da saúde. O Ato Médico visa corrigir isso, regulamentando a profissão do médico.</p>
<p>Até aí, tudo bem, nada contra a iniciativa.  Muito pelo contrário, acho até o projeto algo louvável! O problema começa com a forma como o projeto trata o médico e os outros profissionais da saúde.</p>
<p><span id="more-414"></span>Para vocês terem uma ideia, vou postar aqui alguns artigos que acho que devem ser aprovados sim e os médicos devem sim lutar por eles:</p>
<blockquote><p>Art. 2º O    objeto da atuação do médico é a saúde do ser humano e das  coletividades    humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo  de zelo, com o melhor    de sua capacidade profissional e sem  discriminação de qualquer natureza.<br />
Parágrafo único. O médico desenvolverá suas ações  profissionais no campo da    atenção à saúde para:<br />
I – a promoção, a proteção e a recuperação da saúde;<br />
II – a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das  doenças;<br />
III – a    reabilitação dos enfermos e portadores de  deficiências.</p></blockquote>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medico.jpeg"><img class="alignright size-full wp-image-422" title="medico" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/medico.jpeg" alt="" width="200" height="200" /></a>Louvavel os médicos quererem regulamentar sua profissão e que conste em lei que o médico deverá cuidar da promoção, proteção e recuperação da saúde, por exemplo.</p>
<p>Acontece que entre os oito artigos desse projeto, existem alguns que, se aprovados, iriam complicar a vida dos profissionais da área da saúde. Alguns deles são:</p>
<blockquote><p>Art. 4º    São atividades privativas do médico:<br />
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva  prescrição terapêutica;<br />
XI –    determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;<br />
§ 1º    Diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o  ser humano,    aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da  função do corpo,    sistema ou órgão, caracterizada por, no mínimo, 2  (dois) dos seguintes    critérios: (omitido)<br />
§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os     caracterizados por quaisquer das seguintes situações:<br />
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos  químicos ou abrasivos;<br />
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para  injeção, sucção,    punção, insuflação, drenagem, instilação ou  enxertia, com ou sem o uso de    agentes químicos ou físicos;<br />
§ 6º O    disposto neste artigo não se aplica ao exercício da  Odontologia, no âmbito de    sua área de atuação.<br />
§ 7º São    resguardadas as competências específicas das profissões de  assistente social,    biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico,  fisioterapeuta, fonoaudiólogo,    nutricionista, profissional de  educação física, psicólogo, terapeuta    ocupacional e técnico e  tecnólogo de radiologia.<br />
Art. 7º    Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de  Medicina editar    normas sobre quais procedimentos podem ser praticados  por médicos, quais são    vedados e quais podem ser praticados em  caráter experimental.</p></blockquote>
<p>Não vou me extender sobre cada um desses artigos, até mesmo porque eles não são os únicos que possuem problemas (para mais detalhes, ver esta página sobre o <a href="http://atomediconao.com.br/">Ato Médico</a>), mas vou falar um pouco sobre a ideia geral deles.</p>
<p>Basicamente esses artigos desrespeitam as ações de saúde de outros profissionais da área, como psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biomédicos, farmacêuticos bioquímicos, enfermeiros, dentistas, fonoaudiólogos, profissionais de educação física e outros profissionais técnicos. Por mais que a lei trate deles, é de uma forma que não condiz com a realidade. Por exemplo:</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atomedicocartoon.jpeg"><img class="size-full  wp-image-421 alignleft" title="atomedicocartoon" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/atomedicocartoon.jpeg" alt="" width="268" height="188" /></a>Dizer que o diagnóstico nosológico e prescrição terapêutica é atividade privativa do médico é dizer basicamente que só o médico pode diagnosticar doenças e dizer quais são os tratamentos para eles. Acontece que psicólogos fazem diagnósticos de doenças mentais, por exemplo, e prescrevem seus tratamentos. Se essa lei for aprovada, os médicos podem obrigar que todas as pessoas visitem primeiro os médicos para depois serem encaminhados para o tratamento especializado, seja ele psicológico, fonoaudiológico ou fisioterapêutico. Esses profissionais se tornarão basicamente técnicos dos médicos, colocando em prática o que os médicos mandam.</p>
<p>Se a gente parar para pensar, para os médicos conseguirem diagnosticar, além das doenças clínicas que já fazem, problemas mentais e comportamentais, questões fonoaudiológicas como disturbios na fala, problemas fisioterapêuticos ou ergonômicos em um ambiente de trabalho, entre as outras doenças, transtornos e problemas de saúde, ele precisaria estudar pelo menos mais 50 anos.</p>
<p>Por isso temos profissionais da área da saúde treinados e capacitados para fazer o diagnóstico de sua área, prescrever tratamentos e terapias, fazer prognósticos de saúde e praticar ações que não requerem a formação do médico. Uma dessas ações terapêuticas é a acupuntura que desde a sua aceitação no Brasil tem sido multidisciplinar.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ato_medico.jpg"><img class="size-full wp-image-423   aligncenter" title="Apoio multidisciplinar da  saúde" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ato_medico.jpg" alt="Apoio multidisciplinar da saúde" width="402" height="240" /></a></p>
<p>Em outras palavras, até agora vários profissionais da área da saúde tem utilizado dessa arte milenar chinesa para terapia em suas áreas, inclusive os médicos e os psicólogos. Mas se o Ato Médico for aprovado, a acupuntura não poderá mais ser aplicada por todos esses profissionais e só por médicos, pois ela se utiliza  agulhas para punção subcutânea. Fico pensando se tatuagens não seriam proibidas também, pois o princípio é o mesmo!</p>
<p>O movimento contra o Ato Médico não é contra a regularização à profissão, mas sim contra a redação do projeto de lei da forma como está, pois ela fere a liberdade de atuação dos outros profissionai da área. Caso você tenha curiosidade, pode visitar o site <a href="http://atomediconao.com.br/">Diga NÃO ao projeto de lei do Ato Médico</a> para conhecer melhor o projeto de lei e as propostas de alteração.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cartaz_ato_medico5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-424" title="O Ato Médico Ata-nos" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/cartaz_ato_medico5.jpg" alt="O Ato Médico Ata-nos" width="200" height="264" /></a>E antes que médicos reclamem, tentem compreender o outro lado disso tudo, dos outros profissionais da saúde. Somos mais de 3 milhões de profissionais e os médicos são somente 340 mil. Como podem esses 340 mil profissionais tomarem conta das profissões de mais de 3 milhões de profissionais que cuidam de 190 milhões de pessoas no Brasil? Uma matemática simples mostra que existe um médico para cada 559 habitantes no Brasil, e 63 profissionais da área da saúde para cada brasileiro. Não que os outros profissionais da área da saúde queiram fazer o trabalho dos médicos, mas não podemos deixar que os médicos façam o trabalho dos outros profissionais da saúde.</p>
<p>E justamente por isso é que esse problema não é só dos profissionais, mas sim de toda a população brasileira que terá seus tratamentos de saúde (que não são só médicos) prejudicados pois os médicos ficarão sobrecarregados enquanto os outros profissionais não poderão fazer o trabalho para o qual foram treinados, sem a aprovação de um médico.</p>
<p>Inclusive, nesta época de eleições, vale a pena saber quais são os<a href="http://www.atomediconao.com.br/ti/deptotarjapreta.asp"> candidatos que apóiam o Ato Médico</a>. Aí a escolha passa a ser sua: caso você apóie a egemonia dos médicos sobre todos os profissionais da saúde, vote neles! Caso você discorde, então escolha outros candidatos. E caso algum deles seja eleito, fiquem de olho e cobrem a sua vontade. No final, o poder acaba sendo nosso!</p>
<p><a href="http://www.atomediconao.com.br/ti/deptotarjapreta.asp"><img class="aligncenter size-full wp-image-419" title="Deputado Tarja-Preta" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/pribcipal_tarjapreta.jpg" alt="Deputado Tarja-Preta" width="450" height="180" /></a></p>
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		<title>Jung e a Psicologia Analítica</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 19:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para além de sua relação com a psicanálise de Freud, Jung também aprofundou seus estudos em diversas outras áreas de conhecimento humano, tanto aquelas que já eram conhecidas por cientistas e psicanalistas, como a análise de sonhos e a mitologia, como outras pouco estudadas, como a alquimia. Jung entendia que todos esses estudos serviam como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/jung-carl-1955feb14.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-403" title="Carl Jung na revista Time" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/jung-carl-1955feb14.jpg" alt="Carl Jung na revista Time" width="280" height="368" /></a><a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicanalise-de-freud/">Para além de sua relação com a psicanálise de Freud</a>, Jung também aprofundou seus estudos em diversas outras áreas de conhecimento humano, tanto aquelas que já eram conhecidas por cientistas e psicanalistas, como a análise de sonhos e a mitologia, como outras pouco estudadas, como a alquimia. Jung entendia que todos esses estudos serviam como formas de compreendermos as diferentes manifestações da psique humana e do inconsciente coletivo (termo que mais tarde foi revisto e renomeado como “psique objetiva”).</p>
<p>Talvez por causa disso tudo &#8211; de sua relação de amor e ódio com a psicanálise de Freud e de seus objetos de estudo pouco ortodóxos &#8211; a psicologia junguiana seja coberta com uma aura mística que assusta os mais céticos e atrai os mais curiosos. Independente dos comentários que são feitos de fora, por aqueles que pouco conhecem sua obra ou daqueles mais ufanistas que conhecem cada linha de seus livros, a influência da psicologia analítica de Jung é inegável. <span id="more-388"></span>Mais conhecidamente, temos os termos “introvertido” e “extrovertido” que foram cunhados na psicologia por sua teoria dos Tipos Psicológicos. E menos divulgados estão, por exemplo, sua influência sobre o estudo da mitologia, com o conceito de arquétipos, influenciando pesquisadores como Joseph Campbell e Christopher Vogler, que acabaram por influenciar áreas como a literatura e o cinema com obras como <em>O Herói de Mil Faces</em> e <em>A Jornada do Escritor</em>.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carlgjung.jpg"><img class="size-full wp-image-404 alignleft" title="Carl G. Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carlgjung.jpg" alt="Carl G. Jung" width="172" height="218" /></a>Mas essas são as contribuições teóricas. As práticas são as que acabaram por criar a Psicologia Analítica &#8211; conhecida também como Psicologia Junguiana ou Psicologia Complexa &#8211; e suas diferentes escolas de pensamento: a clássica, com psicólogos como von Fraz e Jacobi, a desenvolvimentista, com psicólogos como Neumann e Whitmont, e a arquetípica, com o psicólogo James Hillman. Temos então uma ampla possibilidade de aplicações, principalmente em psicologia clínica, mas não unicamente. As psicólogas estadunidenses Myers e Briggs criaram um sistema de classificação de personalidade inspirado completamente na teoria dos tipos psicológicos de Jung, que é amplamente utilizado em empresas e em recursos humanos.</p>
<p>Jung em si nunca teve a intenção de criar uma “escola de psicologia” &#8211; como a psicanálise &#8211; e sempre encorajou seus alunos a encontrarem seus próprios caminhos e vocações. Em um evento, diz uma anedota, que ele comentou a sua amiga e aluna Marie-Louise von Franz sobre uma palestra de um colega psicólogo sobre psicologia analítica: “Ainda bem que não sou junguiano”. Mesmo assim, hoje em dia estudamos sua obra e utilizamos seu trabalho como <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/uma-introducao-a-psicologia-junguiana/">guia através de nossas jornadas pelo inconsciente e na descoberta de nós mesmos</a>.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/turrid50jung1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-411" title="Carl Gustav Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/turrid50jung1.jpg" alt="Carl Gustav Jung" width="230" height="270" /></a></p>
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		<title>Jung e a Psicanálise de Freud</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 17:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arquétipos e o Inconsciente Coletivo]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de se formar em medicina, fazer os testes de associação de palavras e Bleuler recomendar o livro de Freud, Jung então releu A Interpretação dos Sonhos (sim, porque ele lera o mesmo livro no ano de seu lançamento, porém não consegui compreendê-lo) e no ano de 1906 começou a corresponder-se com o médico austríaco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Carl-Jung.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-397" title="Carl Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Carl-Jung.jpg" alt="Carl Jung" width="180" height="255" /></a><a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/uma-introducao-a-psicologia-junguiana/">Depois de se formar em medicina, fazer os testes de associação de palavras e Bleuler recomendar o livro de Freud</a>, Jung então releu <em>A Interpretação dos Sonhos</em> (sim, porque ele lera o mesmo livro no ano de seu lançamento, porém não consegui compreendê-lo) e no ano de 1906 começou a corresponder-se com o médico austríaco a respeito de seu trabalho. Ambos trocaram cartas até se encontrarem pessoalmente no ano seguinte, quando começaram uma amizade que duraria por anos. Esse primeiro encontro foi marcante e durou mais de 13 horas seguidas de conversas e trocas de idéias que começaram a moldar o rumo da psicanálise.</p>
<p>Jung então começou a estudar e a praticar a psicanálise freudiana e ajudou a desenvolver alguns de seus principais conceitos, como a contra-transferência, e a definir alguns de seus princípios éticos, como a obrigatoriedade de análise para os analistas. Mesmo trabalhando perto de Freud e sendo considerado seu “príncipe herdeiro”, Jung continuou com suas pesquisas, inclusive sobre áreas que Freud iniciara sua pesquisa mas sem aprofundar-se: os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, teoria que teve sua representação na psicanálise freudiana como o conceito das heranças arcaicas.</p>
<p><span id="more-387"></span>A fortificação da psicanálise como ciência teve muito o que agradecer aos trabalhos e pesquisas de Jung. Foram elas que deram uma base empírica fora do campo da clínica aos conceitos de repressão e inconsciente, principalmente através dos estudos de associação de palavras, entre outras colaborações de Jung. Essa influência foi tanta que teve inclusive seu reconhecimento com a nomeação de Jung pelo próprio Freud como o primeiro presidente da Associação Internacional de Psicanálise (IPA) e sua reeleição no ano seguinte.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carl-jung-freud.jpg"><img class="size-full wp-image-398 aligncenter" title="Psiquiatras e psicanalistas na Universidade de Clark" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carl-jung-freud.jpg" alt="Psiquiatras e psicanalistas na Universidade de Clark" width="500" height="372" /></a>Ironicamente, na mesma época de fundação da IPA houve o rompimento de Freud e Jung, devido a discordâncias teóricas. Em seu livro <em>Símbolos da Transformação</em> (originalmente chamado de <em>Metamorfoses e símbolos da libido</em>) Jung fala sobre sua teoria da Energia Psíquica, a libido Freudiana, e sobre seu caráter neutro não-sexual. Como Freud não podia abrir mão da sexualidade em sua psicanálise, ele então declarou Jung como <em>persona non grata</em> nos círculos psicanalíticos.</p>
<p>Isso fez com que Jung se distanciasse da prática clínica no hospital psiquiátrico e se exilasse em sua casa, iniciando a fase que foi conhecida como “o confronto com o inconsciente”. Durante esse tempo, ele continuava atendendo pacientes particulares e iniciou um processo de regressão/introspecção que fez com que entrasse em contato com elementos psíquicos próprios, que o ajudaram a moldar suas principais teorias, como os complexos ideo-afetivos, o Ego, a <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/06/nossa-amiga-a-sombra/">Sombra</a>, a Persona, o Self, a Anima e o Animus, entre vários outros.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/dr-carl-jung-sitting.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-399" title="Carl Jung em sua casa" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/dr-carl-jung-sitting.jpg" alt="Carl Jung em sua casa" width="337" height="450" /></a></p>
<p>No próximo post, veremos como se deu a construção da <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicologia-analitica/">psicologia analítica de Jung</a>.</p>
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		<title>Uma introdução à psicologia junguiana</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 03:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
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		<description><![CDATA[São várias as escolas de pensamento na psicologia. São tantas que chega ser muito difícil classificar todas elas ou ao menos listá-las. É claro que algumas têm mais influência do que outras ou possuem mais “adeptos”, mas de uma forma geral, todas possuem o seu mérito. Na verdade, fica complicado dizer quais são as diferentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carljung.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-393" title="Carl Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/carljung.jpg" alt="Carl Jung" width="360" height="194" /></a>São várias as escolas de pensamento na psicologia. São tantas que chega ser muito difícil classificar todas elas ou ao menos listá-las. É claro que algumas têm mais influência do que outras ou possuem mais “adeptos”, mas de uma forma geral, todas possuem o seu mérito.</p>
<p>Na verdade, fica complicado dizer quais são as diferentes psicologias ou quais são as mais importantes ou quais delas apresentam mais resultados, porque pra cada uma dessas questões existem vários pontos a serem analisados. O importante, na verdade, é conseguirmos ver o que cada uma delas tem a contribuir para a área da psicologia como um todo ou, principalmente, o que cada uma dela fala para cada profissional da área.</p>
<p><span id="more-386"></span>Um erro bastante comum da população em geral é valorizar uma teoria psicológica por seus resultados práticos. Isso tem muito a ver com os valores sociais envolvidos, mas pouco diz sobre a validade das diferentes teorias. Então a questão aqui não é qual vale mais ou qual é a melhor, mas sim “qual fala mais sobre mim”.</p>
<p>É pensando nisso que posso apresentar o básico do que seria a Psicologia Analítica. Como ela se aproxima de várias teorias e abordagem psicológicas diferentes, não quero dizer quem é melhor ou pior ou qual tem mais validade: somente quero mostrar um novo ponto de vista.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/JungZeit.jpg"><img class="size-full wp-image-394 alignleft" title="Jung" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/JungZeit.jpg" alt="Jung" width="260" height="334" /></a>Tudo surgiu com um médico suíço chamado Carl Gustav Jung. Ele nasceu na Basiléia em 1875 em uma família um tanto quanto peculiar, com um pai erudito e estudioso e pastor protestante e uma mãe simples, rígida, com família de tradições espiritualistas. Desde jovem, o sonho de Carl era ser arqueólogo, mas a faculdade de arqueologia nessa época era muito cara e proibitiva também pela distância, então ele e sua família resolveram que seria melhor ele estudar medicina.</p>
<p>Ele fez a faculdade, terminou seu curso se interessando bastante pela área da psiquiatria e em 1900 foi trabalhar com o psiquiatra Eugen Bleuler no hospital de Burghölzli, da Universidade de Zurich. Nessa época ele teve seus primeiros contatos com pacientes psicóticos e também com a teoria da psicanálise de Freud.</p>
<p>Talvez este seja o ponto de maior importância na história de Jung e da psicologia analítica: seu encontro com Freud. Enquanto Jung trabalhava com Bleuler, ele realizava testes de associação de palavras com pacientes e voluntários, com o objetivo de tentar encontrar alguma base de comparação de consciência com os pacientes. Porém, ele achou mais interessante as exceções do teste do que seus padrões propriamente ditos.</p>
<p>Baseado nesses resultados, ele desenvolveu uma teoria preliminar da repressão de elementos conscientes que em parte se tornariam inconscientes. Seu mentor Bleuler sugeriu que ele lesse os trabalhos de Freud que, entre outras coisas, versavam também sobre repressão e inconsciente.</p>
<p>No próximo post veremos como se deu a relação de <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicanalise-de-freud/">Jung com a psicanálise de Freud</a>.</p>
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		<title>Punição serve para absolutamente NADA!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 03:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um título incisivo para um tema importante. Não canso de ouvir que a impunidade é o grande problema, que o sistema judicial é lento e devia punir mais, que com mais punição haveriam menos crimes. Entendo a ansiedade popular, mas não adianta pedir por punição ou reclamar da impunidade porque nada disso vai resolver os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/justica.jpg"><img class="size-full wp-image-373 alignright" title="Justiça" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/justica.jpg" alt="Justiça" width="230" height="305" /></a>Um título incisivo para um tema importante.</p>
<p>Não canso de ouvir que a impunidade é o grande problema, que o sistema judicial é lento e devia punir mais, que com mais punição haveriam menos crimes. Entendo a ansiedade popular, mas não adianta pedir por punição ou reclamar da impunidade porque nada disso vai resolver os problemas.</p>
<p>Punição é utilizada para evitar que uma pessoa emita um comportamento ou faça alguma coisa, muito utilizada como forma de educação &#8211; infelizmente. Existem duas formas de se fazer isso: uma é retirando algo prazeroso para a pessoa, como em um castigo; a outra é colocando algo que a pessoa não gosta, como em uma palmada. Podemos também entender a punição simplesmente como algo desagradável que ocorre que nos faz deixar de fazer alguma coisa, como uma mordida de cachorro que nos faz desgostar dos bichos. Primeiro, gostaria de mostrar por que punição não serve para nada e depois vou mostrar quais são as melhores alternativas e por quê.</p>
<p><span id="more-371"></span>Desde o começo do século passado, estudiosos em psicologia e ciência do comportamento pesquisam o que faz com que pessoas façam ou deixem de fazer ou emitir comportamentos. Um desses estudiosos &#8211; e talvez o mais conhecido e importante da área &#8211; é <em>Burrhus Frederich Skinner</em>, que desenvolveu a filosofia conhecida como <em>behaviorismo radical</em>.</p>
<p>Um de seus estudos é sobre a punição e seus mecanismos. Ele identificou que a punição em si só vai funcionar em exatamente uma condição: se ela é aplicada imediatamente após o ato que se deseja eliminar. Por exemplo, se você pega uma crinça fazendo algo errado e ela é punida enquanto ela faz isso, essa punição serve para algo. Se a punição é dada em qualquer outro momento, ela não vai funcionar.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/palmada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-374" title="palmada" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/palmada.jpg" alt="palmada" width="330" height="264" /></a></p>
<p>E por que não vai funcionar? Basicamente por três motivos:</p>
<p>1) A punição pode ter efeito generalizador: ou seja, dependendo de como a punição é feita, a pessoa punida pode generalizar e temer qualquer ato ou comportamento relativo ao comportamento punido. Por exemplo, uma pessoa que é punida severamente por dirigir em alta velocidade pode passar a dirigir muito devagar, até mesmo em rodovias e estradas onde a velocidade máxima é muito maior do que a da cidade. Isso pode parecer bom, mas em alguns casos pode ser ruim, como em um trauma ou medo, como o medo de todos os tipos de bichos de estimação (cachorros ou gatos) por ter sido mordido por um cachorro.</p>
<p>2) A punição não tem efeito duradouro: A pessoa punida pode deixar de emitir o comportamento punido, mas depois de um tempo, ela pode voltar a emitir o comportamento. Isso é o que mais acontece, por exemplo, por quem é punido pela justiça e é preso. Por incrível que possa parecer, o maior número de pessoas presas no Brasil já estiveram presas antes, ou seja, são reincidentes. Em outras palavras, a punição não serviu para elas, porque elas voltaram a cometer crimes após terem sido punidas.</p>
<p>3) A punição só vai funcionar na presença do agente punitivo: A pessoa que é punida só vai evitar o comportamento quando quem o puniu estiver presente. Isso é muito claro no trânsito quando as pessoas desaceleram somente perto de postos policiais, viaturas ou radares eletrônicos. Quando não existe forma de a pessoa receber uma multa, ela acelera e quebra todas as leis de trânsito, mostrando que a punição utilizada na tentativa de educar não deu certo.</p>
<p>Mas nada disso é tão complicado quanto o fato de a punição somente retirar o comportamento: ela não fala o que a pessoa deve fazer ao invés disso! A punição em si não educa, não conserta, não melhora, ela só tenta evitar, sem muito sucesso.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/algemas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-375" title="algemas" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/algemas.jpg" alt="" width="330" height="247" /></a>A fantasia popular diz que se o governo ou a justiça punir mais, ou seja, se houver menos impunidade, as pessoas aprenderão através do exemplo, pois verão que serão punidas e cometerão menos crimes. E a fantasia popular também diz que as pessoas cometem crime ou fazem coisas erradas justamente porque sabem que há impunidade, ou seja, não serão punidas. O que podemos concluir dessa fantasia popular é que a punição é a única ou a melhor forma de se educar socialmente. Vamos analisar esses fatos da fantasia popular sobre punição e  impunidade&#8230;</p>
<p>O primeiro ponto é com relação à aprendizagem através do exemplo. Sabemos que isso funciona, porque muito do que aprendemos o fazemos vendo os outros. Aprendemos a falar assim, e aprendemos a fazer muita coisa &#8211; ou a não fazer tantas outras &#8211; porque vemos as consequências desses atos sem necessariamente ter que fazê-los. Então faz sentido aprender que se cometermos um crime seremos punidos e então não iremos cometer o crime para evitar a punição porque vemos outras pessoas sendo punidas. Mas, na prática não funciona assim.</p>
<p>Um exemplo claro é um comportamento simples cuja punição não depende de execução da justiça ou governo: sexo seguro. Todos sabemos (ou deveríamos saber) que transar sem camisinha aumenta o risco de transmissão de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e de uma gravidez indesejada. Mas mesmo assim muita gente arrisca sexo não seguro porque acredita que essas coisas &#8220;só acontecem com os outros&#8221;. DSTs ou gravidez indesejada pode ser vista como punição justamente porque são coisas que acontecem e não desejamos. Mas mesmo sabendo disso, mesmo sendo mostrado diariamente na mídia, as pessoas continuam fazendo isso. E esse é um tipo de punição imediata, sem possibilidade de recorrer, de dar um jeitinho ou de subornar para evitar. Novamente, a punição mostra-se ineficaz.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ladrão.gif"><img class="alignright size-full wp-image-376" title="ladrão" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/ladrão.gif" alt="ladrão" width="292" height="280" /></a>O segundo ponto a ser analisado sobre a fantasia popular é o fato de as pessoas cometerem crimes por saberem que há impunidade, ou seja, &#8220;vamos fazer algo errado porque não vamos ser punidos&#8221;. Isso coloca na ação intensional a vontade de fazer algo errado e parte do pré-suposto que as pessoas &#8211; ou sua maioria &#8211; são intrinsicamente ruins e propensas a fazer coisas erradas. Bom, se isso for verdade, ela irá fazer algo errado mesmo correndo o risco de ser punida! Então de nada adianta punir. Outro problema disso é que ignoramos os valores pessoais ou qualquer outra forma de se aprender e pensamos que aprendemos somente pela punição.</p>
<p>Não adianta colocar todo o peso da educação sobre a punição, porque, como já vimos, ela não vai funcionar. Então, ao invés de pensarmos que é a punição ou a falta de impunidade que irá garantir a ausência de crimes, devemos nos concentrar em passar melhores valores ao público, em mostrar pelo exemplo não o que não se faz mas sim o que se deve fazer.</p>
<p>Uma coisa a fantasia popular está certa: aprendemos melhor através do exemplo. Mas uma coisa a fantasia popular não percebe: <a title="Veja exemplos de propagandas positivas e negativas." href="http://pablo.deassis.net.br/2011/08/quem-observa-os-observadores-as-propagandas-negativas/">é muito mais eficar o exemplo positivo</a>, daquilo que se faz, do que o exemplo negativo, daquilo que não se faz. Por exemplo: pessoas dirigem rápido porque assim chegam antes nos lugares desejados. Adianta multá-los? Não, porque isso não vai evitar que corram, só que diminuam perto dos radares e da polícia. Então o valor não deve estar no não correr. Por quê? Porque a pessoa não vai saber o que fazer se não correr! Ao invés de focar no não corra, a mensagem deve ser: saia mais cedo de casa e dirija com mais calma. Assim, a pessoa vai saber o que fazer.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/droga_Ziraldo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-378" title="Drogas, by Ziraldo" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/droga_Ziraldo.jpg" alt="Drogas, by Ziraldo" width="248" height="353" /></a>O mesmo está nas campanhas de: não use drogas. Pois bem, se o usuário não usar drogas, o que ele vai fazer consigo mesmo ao invés disso? Ele sabe que sempre pode recorrer às drogras e simplesmente não usá-las não vai adiantar. Ao invés disso a mensagem deve ser: pratique esportes e cuide da saúde. Assim, a pessoa vai saber o que fazer ao invés de usar drogas.</p>
<p>Chegamos então à solução do problema da punição: a educação positiva. Não adianta educar a não fazer por dois motivos: ao se falar que a pessoa não pode fazer tal ato, como dirigir acima do limite de velocidade, estamos ao mesmo tempo falando que é possível fazer isso e também ao fazer isso não estamos falando o que a pessoa deve fazer ou como deve se comportar, só como ela não deve se comportar. Então: o que ela irá fazer? Se vc só fala &#8220;não corra&#8221; e não fala mais nada, a pessoa não sabe como ela deverá chegar, ela só sabe que é possível correr, então  &#8211; mesmo que proibido &#8211; ela irá correr!</p>
<p>É o que acontece no nosso sistema penal. A pessoa é presa por cometer um crime. Ela então é punida e aprende que não deve cometer o crime. Mas ao sair da cadeia, o que ela irá fazer ao invés de cometer o crime? Nosso sistema é penal, ou seja, aplica penas, punições e não se pretende corrigir os problemas, como no sistema correcional dos Estados Unidos. O criminoso entra criminoso e não aprende o que fazer para substituir o comportamento criminoso! O criminoso continuará criminoso, mesmo sendo punido e todas as pessoas que verem isso não irão sofrer nada com sua punição e continuarão fazendo coisas erradas.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/valores.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-377" title="Quais são os seus valores?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/valores.jpg" alt="Quais são os seus valores?" width="317" height="254" /></a>A mudança deve começar com cada pessoa. Ao invés de eu querer que o outro seja punido por seu erro, eu devo começar a corrigir os meus pequenos erros e minhas falhas. De nada adianta falar que o cara que dirigia a 190Km/h e matou duas pessoas num acidente deve ser preso se nós atravessamos a rua fora da faixa de pedetres ou atravessamos o sinal vermelho &#8211; que também são crimes segundo o mesmo código de trânsito. Não adianta falar que o assassino da namorada deve ser preso e condenado se nós não nos preocupamos com as milhares de pessoas que estão morrendo de fome ou de frio na nossa cidade e nós não fazemos nada para ajudar, mesmo podendo fazer qualquer coisa para salvar vidas.</p>
<p>Nossos valores estão trocados e errados. Temos que refletir em nós mesmos e nos preocuparmos com a nossa vida ao invés de querer que os outros sejam punidos. Sejamos sinceros: o que ganhamos com a punição do outro? Absolutamente NADA! O que o outro punido ganha? NADA! Então, pra que continuar querendo punição? Não seria melhor lutarmos por educação, melhores valores ou uma melhor qualidade de vida?</p>
<p>Quais são os seus valores?</p>
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		<title>Como acabar com sua empresa em 140 caracteres</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 17:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vi no Twitter esse post que me chamou a atenção. Fui até o link e vi que era uma apresentação de um TCC (muito bem montado, por sinal) sobre o tema, sobre como empresas utilizam mal seu perfil no Twitter. A pesquisa é da publicitária Carolina da Silva Lima (@CadyWitty) e apresenta os dados da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/deadtwitter.png"><img class="size-full wp-image-362 alignleft" title="deadtwitter" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/deadtwitter.png" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p>Vi no <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> esse post que me chamou a atenção. Fui até o link e vi que era uma apresentação de um TCC (muito bem montado, por sinal) sobre o tema, sobre como empresas utilizam mal seu perfil no Twitter. A pesquisa é da publicitária Carolina da Silva Lima (<a href="http://twitter.com/CadyWitter">@CadyWitty</a>) e apresenta os dados da pesquisa com mais de 1200 pessoas, desde o perfil demográfico até detalhes de preferências sobre perfis corporativos.</p>
<p>Para quem é usuário do Twitter a bastante tempo, essas noções apresentadas podem parecer muito óbvias, mas aparentemente não são para as empresas que nunca estiveram por este ambiente virtual. Vale a pena conferir, principalmente se você pensa em ter uma empresa com perfil no Twitter  ou simplesmente se você é um usuário de twitter que segue ou quer  seguir algum perfil corporativo.</p>
<p>A monografia pode ser lida <a href="http://www.slideshare.net/CadyShare/como-acabar-com-sua-empresa-no-twitter-monografia-final-iii">aqui</a> e aqui temos a apresentação do slides da pesquisa:</p>
<div id="__ss_4573584" style="width: 550px;"><strong style="display: block; margin: 12px 0 4px;"><a title="Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres" href="http://www.slideshare.net/CadyShare/apresentao-monografia-4573584"><span id="more-361"></span>Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres</a></strong><object id="__sse4573584" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="460" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=apresentao-monografia-100622074025-phpapp02&amp;stripped_title=apresentao-monografia-4573584" /><param name="name" value="__sse4573584" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse4573584" type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="460" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=apresentao-monografia-100622074025-phpapp02&amp;stripped_title=apresentao-monografia-4573584" name="__sse4573584" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="padding: 5px 0 12px;">View more <a href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a href="http://www.slideshare.net/CadyShare">Carolina Lima</a>.</div>
</div>
<p>Vi no <a href="http://kingolabs.com.br/blog/2010/07/06/como-acabar-com-sua-empresa-em-apenas-140-caracteres/">KingoLabs</a>.</p>
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		<title>Quem observa os observadores: Mídia e Psicopatologia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 19:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz um tempo tenho observado algumas propagandas e como elas vendem seus produtos. É claro que é objetivo do publicitário ao produzir essas campanhas de vender a imagem do produto, mas acredito que muitas vezes eles pegam um pouco pesado. Eles acabam vendendo algo que não precisaria vender e criam necessidades desnecessárias. O que mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley.png"><img class="alignright size-full wp-image-355" title="watchmen-smiley" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley.png" alt="Quem observa os observadores?" width="150" height="150" /></a>Faz um tempo tenho observado algumas propagandas e como elas vendem seus produtos. É claro que é objetivo do publicitário ao produzir essas campanhas de vender a imagem do produto, mas acredito que muitas vezes eles pegam um pouco pesado. Eles acabam vendendo algo que não precisaria vender e criam necessidades desnecessárias.</p>
<p>O que mais me chama a atenção é o excesso de propagandas que vendem a felicidade. Sejamos sinceros: ninguém consegue vender felicidade porque, como diz o <span style="text-decoration: line-through;">clichê</span> ditado pupoplar, dinheiro não compra felicidade! Isso porque felicidade é um sentimento que temos ao alcançarmos objetivos de vida, sejam eles simples ou complexos. A felicidade que temos ao comprar vem do fato de a compra ser um objetivo que alcançamos. Mas felicidade mesmo não pode ser comprada ou vendida ou mensurada ou feito nada com ela além de ser sentida e vivida.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley-sad.gif"><span id="more-351"></span><img class="size-thumbnail wp-image-356 alignleft" title="watchmen-smiley-sad" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/watchmen-smiley-sad-150x150.gif" alt="Alguém já parou pra perceber isso?" width="150" height="150" /></a>Acontece que quando estamos felizes &#8211; e isso é algo que a mídia de forma geral tenta nos convencer que precisamos &#8211; acabamos comprando mais e alimentamos mais o sistema. Na nossa sociedade acabou que é praticamente proibido ser triste, ficar deprimido, pois quando fazemos isso, não trabalhamos, não produzimos, não ganhamos dinheiro e consequentemente não gastamos. Mas não pense que isso é culpa do capitalismo, já que em um sistema comunista ou socialista ficar deprimido significa não contribuir para o bem social. Isso é um problema da nossa sociedade moderna que olha mais para fora do que para dentro.</p>
<p>A depressão  &#8211; por incrível que pareça &#8211; é algo necessário, pois com ela podemos refletir sobre nossas escolhas, sobre nosso caminho e sobre nossa vida. É tão necessário que os antigos gregos já reconheciam duas artes do teatro, a comédia que falava sobre as felicidades e eventos cômicos da vida, e a tragédia que falava das nossas tristezas e servia de cano de escape para os nossos sofrimentos.</p>
<p>É claro que ninguém quer ser triste ou sofrer, mas não podemos negar o valor e a necessidade disso. Infelizmente, não é isso que querem as empresas, o comércio e o mercado. Não há lugar para tristeza nesses meios, já que a prerrogativa deles é vender, comprar e consumir. Como exemplo, deixo aqui a propaganda de uma loja de departamentos conhecida. Seu slogan é &#8220;Vem ser feliz&#8221; e em vários momentos nessa peça podemos ver pessoas felizes, correndo e os funcionários da loja dizendo que eles querem fazer as outras pessoas felizes.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="465" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YsUzTzx5GuA&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/YsUzTzx5GuA&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Nada contra a felicidade, mas quando ela é tratada como mercadoria, começamos a ter um grande problema, principalmente porque cada vez mais as pessoas irão comprar para poderem ser felizes. O mercado adora isso! Mas não as pessoas, já que elas não sabem o que é ser feliz.</p>
<p>Um outro caso que me chamou muito a atenção é de uma marca de sabonete que vende literalmente a proteção a doenças que podem matar pessoas. É essa a imagem ao menos que acabamos tendo com a propaganda que passa na televisão. Vemos frazes do tipo: &#8220;Há bactérias em tudo que tocamos, que podem te deixar doente&#8221; ou &#8220;Previna-se contra doenças&#8221; ou ainda &#8220;você deve lavar as mãos várias vezes&#8221;, impondo o consumo excessivo do sabonete.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="465" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/y-2pc-rUOSg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/y-2pc-rUOSg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Posso pensar aí em dois grandes problemas psicopatológicos: o Transtorno  Obsessivo Compulsivo e a Paranóia, ou Transtorno Delirante.</p>
<p>O Transtorno Obsessivo Compulsivo se caracteriza por atos compulsivos utilizados para livrar a ansiedade de um pensamento obsessivo. Se esse pensamento for que tudo à nossa volta está contaminado (&#8220;<em>Há bactérias em tudo que tocamos, que podem te deixar doente</em>&#8220;), um ato compulsivo relacionado a isso pode ser o de lavar as mão várias e várias vezes para livrar-nos da contaminação (&#8220;<em>Você deve lavar as mãos várias vezes</em>&#8221; e &#8220;<em>Previna-se contra doenças</em>&#8220;).</p>
<p>Já o Transtorno Delirante é caracterizado pela presença de delírios, ou seja, de crenças irracionais sem fundamento. Acreditar que existem bactérias em tudo o que tocamos e que elas podem provocar doenças não é um delírio, já que isso é um fato. O delírio começa a acontecer quando acreditamos que essas bactérias podem estar atrás de nós e se nós não utilizarmos o tal sabonete para nos prevenir de doenças, vamos morrer. Isso já é delírio e beira a paranóia, que é o delírio de perseguição. Para mais detalhes sobre esses quadros, leiam este post: <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/02/uma-breve-historia-das-doencas-mentais/">Uma breve história das doenças mentais</a>.</p>
<div id="attachment_357" class="wp-caption aligncenter" style="width: 449px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bacteriaDonSmith.jpg"><img class="size-full wp-image-357" title="bacteriaDonSmith" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bacteriaDonSmith.jpg" alt="Cuidado com as bactérias?" width="439" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Cuidado com as bactérias?</p></div>
<p>A grande questão que deixo agora é: a gente para pra pensar sobre os anuncios que vemos todos os dias na televisão e sobre a imagem que eles estão vendendo? Essas duas propagandas aqui são só dois exemplos de propagandas que criam necessidades desnecessárias, um de comprar felicidade e outro de superproteção à doenças mortais. Mas existem tantas outras, certo? Cada uma ou alimenta esses padrões de mercado ou  colocam objetivos irreais para pessoas reais. Só para citar mais UM exemplo (que depois irei comentar), a imagem de belexa anoréxica de vários comerciais de roupa íntima feminina.</p>
<p>Muitas vezes ficamos passivos diante de tudo isso, sendo somente observados como gado que consome o que nos empurram. Mas devemos perceber que também podemos observar tudo isso e sim podemos dizer não ao que nos vendem as propagandas. Podemos querer ser felizes, mas para isso basta colocar pequenos objetivos diários a serem alcançados e não precisar comprar qualquer coisa para isso. Podemos querer não ficar doentes, mas bactérias também fazem bem à saúde. O que precisamos é ficar atentos ao que nos é vendido, é tornarmos observadores ao invés de simples observados.</p>
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		<title>Você conhece ou usa o Google Wave?</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2010/06/voce-conhece-ou-usa-o-google-wave/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 10:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs e Internet]]></category>
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		<category><![CDATA[email]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu conheço e uso o Google Wave. E uso até com bastante frequência, principalmente para organizar gravações de podcasts. De várias formas, ele acaba sendo mais prático do que email, principalmente quando criando trabalhos colaborativos. Mas, infelizmente ele foi muito mal vendido, como uma rede social, como um novo Twitter. Hoje, utilizando essa ferramenta, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/googlewave.png"><img class="alignleft size-full wp-image-331" title="Você conhece ou usa o Google Wave?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/googlewave.png" alt="Você conhece ou usa o Google Wave?" width="219" height="164" /></a>Eu conheço e uso o <a href="https://wave.google.com/">Google Wave</a>. E uso até com bastante frequência, principalmente para organizar gravações de podcasts. De várias formas, ele acaba sendo mais prático do que email, principalmente quando criando trabalhos colaborativos. Mas, infelizmente ele foi muito mal vendido, como uma rede social, como um novo Twitter.</p>
<p>Hoje, utilizando essa ferramenta, um amigo vendo comentou, &#8220;você é a única pessoa no mundo que ainda usa isso,&#8221; para o qual respondi, &#8220;eu e meus amigos com quem coordeno trabalhos!&#8221; O <a href="https://wave.google.com/">Google Wave</a> tem sim sua utilidade, basta você descobrir e ter o hábito de utilizar. Uma coisa chata para o usuário é ter que entrar sempre na página do Wave para ver se alguém mandou algo, como se faz com o email. E, como poucos utilizam o Wave, acaba ficando chato de entrar sempre.</p>
<p><a href="https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/14973/"><img class="size-full wp-image-333 alignright" title="Google Wave Add-on for FireFox" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/waveaddon.png" alt="Google Wave Add-on for FireFox" width="200" height="117" /></a><span id="more-330"></span>Uma coisa que eu utilizo é um plugin no FireFox que avisa quando há novas Waves. Dessa forma, não preciso abrir sempre, somente quando há nova Wave e o plugin avisa. Para instalar o plugin, basta entrar nesta página e instalar: <a href="https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/14973/">Google Wave add-on for FireFox</a>. Ele é um plugin experimental, ou seja, ele não foi revisado pela Mozilla, mas foi testado por mim e para mim ele funciona muto bem.</p>
<p>E para quel ainda não conhece o Google Wave, basta assistir a este vídeo de uma entrevista que dei para o programa <a href="http://www.rpctv.com.br/paranaense/plug.phtml">Plug! da RPC</a> (canal afiliada à rede Globo, aqui do Paraná). Ele foi gravado no final do ano passado e muita coisa mudou.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="470" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bs7Of42G9GI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="470" src="http://www.youtube.com/v/bs7Of42G9GI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Neste vídeo em inglês, você pode ver com mais detalhes as ferramentas do Google Wave e toda a sua potencialidade.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="356" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xBzuuWZPaXc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="356" src="http://www.youtube.com/v/xBzuuWZPaXc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E para você ver o que é possível ser feito com o Google Wave, algumas pessoas criaram este vídeo contando uma cena do Pulp Fiction usando a ferramenta do Google.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="356" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xcxF9oz9Cu0&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="356" src="http://www.youtube.com/v/xcxF9oz9Cu0&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E se você gostou, basta encontrar alguém que tenha convites, receber um, começar a usar e convidar seus amigos para utilizar! Eu uso bastante para coordenar trabalhos, principalmente gravação de podcasts onde há muita troca de ideias e mensagens e acaba ficando melhor do que trocar trocentos emails que acumulam a caixa de entrada e acabam se perdendo.</p>
<p>Eu uso e recomendo!</p>
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		<title>Fale mais sobre isso no Formspring.me</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 15:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs e Internet]]></category>
		<category><![CDATA[formspring.me]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[passis]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não vou aqui explicar o que é esse serviço, nem detalhar pra que serve. Bom, vou ao menos falar pra que serve, né? Basicamente, o Formspring.me tenta ser uma nova forma de &#8220;rede social&#8221; onde pessoas respondem perguntas ou de amigos ou de anônimos. Bem simples, não? Pensando nessa possibilidade, comecei a utilizá-lo para responder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.formspring.me/passis"><img class="size-full wp-image-322 alignleft" title="Formspring" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Formspring.png" alt="Formspring" width="220" height="227" /></a></p>
<p>Não vou aqui explicar o que é esse serviço, nem detalhar pra que serve. Bom, vou ao menos falar pra que serve, né?</p>
<p>Basicamente, o <a href="http://www.formspring.me/">Formspring.me</a> tenta ser uma nova forma de &#8220;rede social&#8221; onde pessoas respondem perguntas ou de amigos ou de anônimos. Bem simples, não? Pensando nessa possibilidade, comecei a utilizá-lo para responder perguntas sobre psicologia e o que mais qualquer pessoa quiser saber.</p>
<p>Atualmente existem várias perguntas e respostas sobre psicologia e questões pessoais. Quem só tiver curiosidade, pode visitar <a href="http://www.formspring.me/passis">minha página lá</a>. E quem quiser fazer uma pergunta, por lá também pode fazê-lo! Assim que eu vejo uma nova pergunta, eu prontamente as respondo. Às vezes demora um pouco porque o serviço de aviso via email do Formspring é um pouco lento. Mas eu respondo a todas as perguntas!</p>
<p><span id="more-319"></span>E, caso você não queira visitar a página, pode fazer a pergunta por aqui mesmo, utilizando o campo ao lado, onde diz &#8220;<a href="http://www.formspring.me/passis">Fale mais sobre isso&#8230;</a>&#8221;</p>
<p>É isso! Façam perguntas eu eu respondo! =D</p>
<p><strong>EDITADO 8/6</strong></p>
<p>Adicionei também ao final de todos os posts a possibilidade de fazerem perguntas anônimas para mim no <a href="http://www.formspring.me/passis">Formspring</a>. Como os comentários aqui do blog não são anônimos, por motivo de segurança, quem quiser fazer alguma pergunta ou esclarecer alguma dúvida sobre algum dos textos anonimamente poderá fazê-lo através desse campo. As respostas poderão ser vistas diretamente na minha página do Formspring. As melhores perguntas eu irei transformar em posts aqui no blog. É claro que elas continuarão sendo anônimas. Nem todas as perguntas virão para cá, mas todas as perguntas feitas por lá serão respondidas.</p>
<p><strong>EDITADO 10/6</strong></p>
<p>Agora vocês podem conferir as últimas perguntas feitas para mim no Formspring.me diretamente na barra lateral do blog. Para ver as respostas, basta clicar na pergunta ou ir direto para minha página lá. E caso, você se interesse em fazer perguntas, basta fazê-la seguindo as instruções aqui deste post. Obrigado!</p>
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		<title>Nossa amiga, a Sombra</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 17:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jung e psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[complexo]]></category>
		<category><![CDATA[inimigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Mau]]></category>
		<category><![CDATA[projeção]]></category>
		<category><![CDATA[Sombra]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sombra é um dos conceitos mais importantes da teoria junguiana, ou seja, do psicólogo Carl Gustav Jung que desenvolveu a linha psicológica que conhecemos como Psicologia Junguiana ou Psicologia Analítica ou Psicologia Complexa&#8230; Sim, são vários nomes para uma mesma teoria, o que mostra sua diversidade de entendimentos. A Sombra é um dos conceitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-312" title="Nossa sombra" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra1.jpg" alt="Nossa sombra" width="162" height="240" /></a>A Sombra é um dos conceitos mais importantes da teoria junguiana, ou seja, do psicólogo Carl Gustav Jung que desenvolveu a linha psicológica que conhecemos como Psicologia Junguiana ou <a title="Aprenda um pouco mais sobre Jung e a Psicologia Analítica" href="http://pablo.deassis.net.br/2010/08/jung-e-a-psicologia-analitica/">Psicologia Analítica</a> ou Psicologia Complexa&#8230; Sim, são vários nomes para uma mesma teoria, o que mostra sua diversidade de entendimentos.</p>
<p>A Sombra é um dos conceitos centrais presentes em praticamente todas as formas de se compreender a psicologia de Jung, mas, novamente, cada forma tem uma maneira diferente de compreendê-la. Vou aqui descrever como eu a concebo.</p>
<p>A Sombra é a parte mais obscura da nossa psique (psique não é mente. Em breve vou escrever sobre como mente e psique são dois conceitos diferentes e sobre como eu não acredito em &#8220;mente&#8221;). Ela recebe tudo aquilo que não aceitamos como parte da nossa personalidade ou &#8220;identidade&#8221; ou &#8220;Ego&#8221;, chamado de &#8220;Complexo de Eu&#8221;. Aqui vale uma breve explicação sobre o que é complexo:</p>
<p><span id="more-310"></span>Complexo Ideo-Afetivo é uma associação de ideias e afetos em torno de um núcleo temático comum. Então, o Complexo do Ego são todas as ideias e afetos (experiências, memórias, sonos, aspirações, desejos, traumas, etc) que relaciono com aquilo que chamo de &#8220;Eu&#8221;. Da mesma forma, a Sombra é um complexo e ela reune tudo aquilo que chamo de &#8220;não-eu&#8221;. Bastante simples, por sinal.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-313" title="A sombra nos é inconsciente" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra2.jpg" alt="A sombra nos é inconsciente" width="186" height="216" /></a>O complicado é percebermos a Sombra. Como toda boa sombra, ela sempre fica atrás de nós (se estamos olhando para a fonte de Luz) e dificilmente vemos ela chegando. Também, se está escuro, não vemos a sombra. E geralmente só percebemos a Sombra porque ela está projetada em algo.</p>
<p>Projeção aqui é o conceito chave pra compreender tudo isso. Basicamente, tudo o que nos é inconsciente (e a Sombra se inclui nisso, por motívos óbvios) só nos é percebido quando é projetado. E o que isso quer dizer? Basicamente que quando eu olho para algo e eu reconheço que isso é diferente de mim, eu estou projetando nela a minha sombra; principalmente se além de reconhecer a diferença eu coloco repulsa ou algo que me separe ainda mais disso.</p>
<p>Como a Sombra reune tudo o que reconheço (inconscientemente, a princípio) como sendo não-Eu, basicamente tudo o que vejo como não-eu no mundo se torna projeção da minha sombra. Em outras palavras, quando eu vejo isso, eu estou vendo no outro o que reconheço como sendo não-eu em mim mesmo.</p>
<p>O mecanismo pode parecer um pouco complicado, mas basicamente funciona assim: como não reconheço determinada característica em mim, então eu reprimo isso, que fica inconsciente. Mas isso não fica esquecido, mas sim jogado no mundo, no outro, que é visto como portando isso que não reconheço em mim, que é minha sombra. Eu posso conscientizar isso, mas não internalizo como sendo eu.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra.jpg"><img class="size-full wp-image-315 alignright" title="Sombra!?" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra.jpg" alt="Sombra!?" width="270" height="338" /></a>Um bom exemplo disso, e um exemplo bem banal: José é um cara preguiçoso, mas ele não quer reconhecer isso. A preguiça nele é reconhecida como sendo um não-eu, já que ele não reconhece para si nem para os outros que ele é preguiçoso. Ele então pede a Pedro que está sentado ao seu lado para fazer o favor de alcançar uma pasta que está na outra mesa. Pedro lamenta e diz que não pode e que o próprio José poderia pegar a pasta, já que a distância é a mesma. José então fica indignado e chama Pedro de preguiçoso porque ele foi incapaz de se levantar para pegar a pasta. O engraçado é que o próprio José também foi incapaz de levantar para pegar a pasta, o que o torna, segundo seus próprios critérios, um preguiçoso. Mas como a preguiça no José faz parte de sua Sombra, ele não reconhece como sendo de si mesmo, mas sim projetado no outro e como sendo o outro.</p>
<p>Na nossa Sombra, geralmente colocamos os nossos defeitos, nossas culpas, vergonhas, coisas ruins que são socialmente ou pessoalmente reprovados ou qualquer coisa que nos é reprimida. Colocamos também tudo aquilo que nos foi proibido por culpa ou vergonha, quando estavamos cantarolando e criando e então disseram para nos calar. Só que isso não é ruim!</p>
<p>É importante perceber que nossa psique é como a natureza: ela não é moral. Qualidades e defeitos são valores conscientes que damos a características nossas. Raiva, por exemplo, pode ser visto como defeito, mas pode ser uma qualidade para quem sabe canalizar esse sentimento de forma proveitosa. Se não sabemos e nos ensinam (ou aprendemos) que devemos reprimir isso e/ou negar determinado sentimento/desejo/pensamento, ele acaba virando sombra.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra6.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-316" title="A sombra fica no nosso pé" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombra6.jpg" alt="A sombra fica no nosso pé" width="268" height="266" /></a>E como toda boa sombra, ele fica no nosso pé. Quanto maior a luz da consciência, maior é a projeção da sombra. Quanto mais perto está a fonte da luz, mais nítida é a sombra projetada. Em outras palavras, quanto maior é a dominação da consciência, maior é a projeção da nossa Sombra no mundo e nos outros e menor é a compreensão de nós mesmos.</p>
<p>Nossa Sombra pode ser nossa amiga. Na verdade ela é uma realidade que não pode ser negada. Se deixamos nossa sombra inconsciente, ela vira nossa inimiga e acaba mostrando que no mundo existem vários inimigos, que no mundo existe um Mau que não pertence à mim (mas que na realidade, <em>esse mau somos nós mesmos</em>). Infelizmente é isso o que acontece com os vários tipos de fanatismo: sempre existe um inimigo, sejam os partidos de direita, os ateus ou simplemente aqueles que pensam diferente de nós. Esse inimigo nada mais é do que a projeção da nossa sombra inconsciente.</p>
<p>Mas se essa Sombra é tratada como amiga, sempre quando reconhecemos que algo fora nos incomoda, trazemos isso para nós e perguntamos:<em> o que tenho <strong>eu</strong> dessa característica que vejo como sendo ruim nos outros</em>? Quando reconhecemos que o mau do outro é na verdade um mau nosso, crescemos como pessoa. Nesse passo fazemos uma maior integração da sombra e ela se torna nossa amiga.</p>
<p>Uma Sombra amiga dá abrigo em dias de sol e luz forte, ela descansa nossos olhos, ela nos serve de fonte de diversão e entretenimento quando brincamos com suas diferentes projeções. Para para isso, temos que aprender a mexer com a sombra, ela precisa ser integrada e nossas características ruins precisam ser vistas como sendo nossas e a sombra, nossa amiga.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombratree.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-314" title="Sombra de árvore" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/sombratree.jpg" alt="Sombra de árvore" width="557" height="271" /></a></p>
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		<title>Quem observa os observadores? Uma Introdução</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 20:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Quis Custodiet Ipso Custodet&#8221; é uma frase muito antiga do poeta romano Juvenal que quer dizer literalmente &#8220;Quem vai guardar aqueles que guardam&#8221; ou às vezes, &#8220;quem observa os observadores&#8221;. Essa frase, para quem assistiu ao filme Watchmen ou leu a graphic novel, sabe que essa frase aparece algumas vezes como forma de protesto contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Who_Watches_The_Watchmen.png"><img class="size-full wp-image-299  alignright" title="Who watches the Watchmen" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/whowatches.jpg" alt="Who watches the Watchmen" width="323" height="248" /></a>&#8220;<em>Quis Custodiet Ipso Custodet</em>&#8221; é uma frase muito antiga do poeta romano <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LSoJquRNC7Y">Juvenal</a> que quer dizer literalmente &#8220;Quem vai guardar aqueles que guardam&#8221; ou às vezes, &#8220;quem observa os observadores&#8221;. Essa frase, para quem assistiu ao filme <a href="http://http://www.submarino.com.br/produto/6/21649947/dvd+watchmen:+o+filme/?franq=272988">Watchmen</a> ou leu a <a href="http://www.submarino.com.br/produto/9/737869/watchmen/?franq=272988">graphic novel</a>, sabe que essa frase aparece algumas vezes como forma de protesto contra os heróis mascarados. O engraçado é que em nenhum momento da história eles são chamados de <em>Watchmen</em> (ao menos no original do Alan Moore), mas esse nome vem justamente da referência a essa frase.</p>
<p>Mas, independente de Alan Moore, essa frase reflete um pouco em como pode ser nossa vida na internet. Quem possui vida online é constantemente observado. Ao mesmo tempo, também observa. Vale ver como funciona, por exemplo, o Orkut. Lá, cada vez que olhamos o perfil de alguém, o sistema avisa o observado quem o observou. Somos constantemente vigiados.</p>
<p><span id="more-298"></span>Outro lugar onde isso acontece é o <a href="http://twitter.com/passis">Twitter</a>. Seguimos pessoas e somos seguidos por outras. Quem segue, observa. Quem é seguido é observado. Como todos seguimos e somos seguidos, somos ao mesmo tempo observador e observado. Neste caso, a resposta à pergunta &#8220;quem observa os observadores&#8221; seria &#8220;os observados&#8221;. Hoje em dia, isso dá uma ideia bem diferente sobre o que seria o Panóptico de Jeremy Bentham (o que pode ser assunto para outro post).</p>
<p>Isso é um prato cheio para quem sofre de alguma forma de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/49286/paranoia/?franq=272988">Paranóia</a>. Paranóia, para quem não conhece, é chamada brevemente como &#8220;mania de ser observado&#8221;. É aquela sensação de que alguém o está vigiando, observado o tempo todo, geralmente por alguém que não conhecemos. É aquela impressão que temos quando alguém está longe e nos olha brevemente e achamos que ela nos está observando há tempos.<a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/olho125.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-302" title="Olho" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/olho125.jpg" alt="Olho" width="400" height="266" /></a></p>
<p>Mas como funciona isso? A base da paranóia é o delírio. O delírio, segundo Hillman, é o único sintoma que é 100% psicológico, ou seja, não existe nenhuma base fisio, neuro ou sociológica para o delírio. O delírio pode ser caracterizado como uma crença infundada em alguma coisa. Podem ser crenças bizarras ou não-bizzaras, mas sempre essas crenças não vem como fundamento. Algumas pessoas, inclusive, dizem que acreditar na existência de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1972799/deus+,+um+delirio/?franq=272988">Deus é um delírio</a> já que não existem fundamentos reais para tal, somente a fé. Ele é 100% psicológico porque, se a qualquer momento forem encontrados fundamentos para a crença, ele deixa de ser delírio.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/twitter_block.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-305" title="twitter_block" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/twitter_block.jpg" alt="" width="149" height="144" /></a>É claro que neste breve espaço, não é possível falar muito sobre isso, inclusive sobre as inplicações disso como, por exemplo, o fato de algumas empresas vigiarem ou controlarem a vida virtual de seus empregados. Isso muitas vezes vai além do fato de alguns sites e serviços online serem bloqueados da rede da empresa, mas também um controle sobre as comunidades do Orkut ou sobre o que a pessoa twitta. Em breve, falarei um pouco mais sobre isso, aprofundando sobre questões tecnológicas e psicológicas desse tema para compreendermos quem somos os observados que observamos nós, os observadores.</p>
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		<title>Ensáios sobre Bistromática 1: A vida, o universo e tudo mais!</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 17:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É incrível como algumas coisas na vida nos fazem pensar em quão irracionais e não-absolutos são os números e o comportamento humano. Vendo alguns eventos recentes com alguns amigos e pensando sobre alguns planos pessoais sobre novos podcasts que não sei se terei tempo em realizar, percebi que Douglas Adams já falou sobre um possível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/42.png"><img class="alignright size-full wp-image-293" title="42" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/42.png" alt="A vida, o universo e tudo mais" width="148" height="162" /></a>É incrível como algumas coisas na vida nos fazem pensar em quão irracionais e não-absolutos são os números e o comportamento humano. Vendo alguns eventos recentes com alguns amigos e pensando sobre alguns planos pessoais sobre novos podcasts que não sei se terei tempo em realizar, percebi que <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21669587/colecao+douglas+adams+-+o+guia+do+mochileiro+das+galaxias/?franq=272988">Douglas Adams</a> já falou sobre um possível caminho para resolver alguns desses problemas. É claro que a aplicação apresentada para esse caminho era a propulsão de naves transgaláticas (ou seja, capazes de atravessar a galáxia), mas talvez isso possa ser aplicado ao estudo do comportamento humano. Estou falando sobre a Bistromática.</p>
<p>Segundo o autor (em livre tradução minha), no livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21652178/vida,+o+universo+e+tudo+mais,+a+-+vol.+3/?franq=272988"><em>A Vida, o Universo e Tudo Mais</em></a>:</p>
<blockquote><p>Bistromática é, em si, uma nova e revolucionária forma de compreender o comportamento dos números. Assim como a teoria da relatividade geral de Albert Einstein observou que o espaço não é um absoluto e depende do movimento do observador no tempo e que o tempo não é um absoluto e depende do movimento do observador no espaço, assim agora também percebe-se que os números não são absolutos, mas dependem do movimento do observador em restaurantes.</p></blockquote>
<p><span id="more-288"></span>Mais adiante, ele explica um pouco da teoria sobre a bistromática:</p>
<blockquote><p>O primero número não-absoluto é o número de pessoas para as quais a mesa foi reservada. Isso irá variar durante o curso dos três primeiros telefonemas ao restaurante e então terá nenhuma relação aparente ao número de pessoas que realmente aparece ou ao número de pessoas que subsequentemente juntam-se a eles depois do show/jogo/festa/trampo, ou ao número de pessoas que vão embora quando percebem que ninguém mais apareceu.</p>
<p>O segundo número não-absoluto é o tempo marcado de chegada, que agora é conhecido como sendo um daqueles conceitos matemáticos dos mais bizarros, uma recipriversexclusão, um número cuja existência só pode ser definida como sendo qualquer coisa além de si-mesmo. Em outras palavras, o tempo marcado de chegada é o único momento no tempo quando é impossível que qualquer membro do grupo chegue. Recipriversexclusão agora é uma parte vital em vários campos da matemática, incluindo estatística e contabilidade, e também forma as equações básicas usadas para construir o Campo do Problema de Outra Pessoa.</p>
<p>O terceiro e mais misteriosa peça de não-absolutidão de todos está na relação entre o número de itens na conta, o custo de cada item, o número de pessoas na mesa e o que cada um está preparado para pagar. (O número de pessoas que de fato trouxeram algum dinheiro é somente um sub-fenômeno nesse campo.)</p></blockquote>
<p>E como isso é aplicado à matemática ou a qualquer coisa? O capitão da Starship Bistromath, Slartibartfast, explica: &#8220;<em>No bloco de um garçom, os números dançam. Realidade e inrealidade colidem em um nível tão fundamental que um se torna o outro e tudo é possível</em>&#8220;.</p>
<p>Talvez alguns exemplos possam ajudar a esclarecer alguns dos conceitos básicos da bistromática no nosso dia-a-dia, para podermos compreender um pouco o comportamento dos números (e, possivelmente mais tarde, o comportamento de algumas pessoas que, talvez, funcionem como números).</p>
<p>A primeira coisa que chama a atenção é o fato que a bistromática funciona com números não-absolutos. Segundo a teoria dos conjuntos que aprendemos na escola, todos os números são Complexos, divididos em números Reais e Imaginários (na realidade, o único número imaginário é <em>i</em>, ou a raiz quadrada de -1, ou em equação linear (-1)^(1/2)), e os números Reais em números Irracionais e Racionais, e estes em Naturais. Mas, a princípio, todos esses números são absolutos, ou seja, eles são o que são.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bistro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-291" title="bistro" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/bistro.jpg" alt="" width="249" height="166" /></a>Números não-absolutos seriam números que não são aquilo que são ou números que aparentemente se comportam diferentemente daquilo que se pretendem ser. O primero número não-absoluto apresentado por Adams é o número de pessoas esperadas na reserva da mesa. É fácil perceber como isso é verdadeiro quando percebemos que nossos amigos convidados acabam trazendo outros amigos convidados ou alguns convidados não aparecem. O número de pessoas em uma reserva é sempre um número estimado, nunca um número absoluto.</p>
<p>O segundo número não-absoluto é o tempo marcado de chegada. Se o encontro é para as sete da noite, espere pessoas chegando horas antes e horas depois, mas praticamente ningué chegará às 19hs. Pessoas que se dizem pontuais e se gabam desse fato nunca são pontuais e sempre chegam antes do horário marcado. Outras pessoas são cientes do fato do número marcado de chegada ser uma recipriverexclusão (ou seja, qualquer coisa além de si-mesmo) e não se preocupam em chegar alguns minutos ou até mesmo horas atrasados, contanto que compareçam e marquem presença. Existem outros casos de recipriverexclusão fora de restaurantes, mas isso poderemos falar em outros posts.</p>
<p>O terceiro número não-absoluto é talvez o mais óbvio e o mais esquecido de todos e um que forma um fenômeno muito comum em bares e restaurantes. Por ser um número com uma explicação muito longa irei simplificá-lo como o termo de seu sub-fenômeno mais comum: o calote. O calote é o que mais acontece em bares e faz parte da dinâmica dos números. Dificilmente uma conta sairá exatamente como ela foi planejada. Sempre haverá uma falha na contagem de ítens ou até mesmo nas pessoas que os consumiram. E algumas pessoas tentam evitar o calote tantando evocar o conceito de &#8220;preço ou pagamento justo&#8221;, o que acaba aí sim reforçando ainda mais esse fenômeno bistromático não-absoluto.</p>
<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/restaurant.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-292" title="restaurant" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/restaurant.jpg" alt="" width="460" height="276" /></a></p>
<p>Não sei se é possível explicar em poucas palavras e talvez seja necessário uma postagem exclusiva para explicar os conceitos detalhados da bistromática, mas ao menos deixo aqui esta singela introdução sobre o conceito que, com certeza, irei aprofundar em textos futuros. Se alguém tiver algum comentário a fazer sobre isso, fiquem à vontade para deixá-lo aqui no blog!</p>
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		<title>Uma breve história das doenças mentais*</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 22:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações. Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/02/uchr_08_img0882.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-275" title="Os transtornos mentais sempre acompanharam a humanidade." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/02/uchr_08_img0882.jpg" alt="Os transtornos mentais sempre acompanharam a humanidade." width="204" height="272" /></a>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações.</p>
<p>Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos como sinais de profetas.</p>
<p>Com a influência do cristianismo na cultura ocidental, esses mesmos comportamentos passaram a ser vistos como sendo negativos e influenciados por demônios. A depressão, por exemplo, dizia-se que era influenciada pelo <a title="Solomon, Andrew. O Demônio do Meio Dia." href="http://www.submarino.com.br/produto/1/182286/demonio+do+meio-dia,+o/?franq=272988"><em>demônio do meio-dia</em></a>. Como a Igreja tinha bastante influência na sociedade, essas pessoas eram ou abandonadas por estarem possuídas ou eram levadas a igrejas para serem exorcizadas.</p>
<p><span id="more-274"></span>No final da idade média e início do Renascimento, pessoas que apresentavam esses comportamentos eram deixados de lado pela sociedade. Eles eram chamados de loucos e muitas vezes eram trancados com criminosos para afastar suas influências das pessoas ditas normais.</p>
<p>Com o tempo e o avanço da medicina, começou-se a perceber que esses “loucos” não possuíam só comportamento desviante, mas apresentavam sintomas claros que se repetiam em várias pessoas. Agora, ao invés de trancados em cadeias com criminosos comuns, eles eram trancados em asilos e manicômios para serem estudados e tratados. Neste ponto, passou-se a reconhecer a loucura como doença mental.</p>
<p>*Originalmente escrito para a apostila &#8220;<em>Um breve manual de transtornos mentais &#8211; uma breve introdução à psicopatologia e aos sistemas diagnósticos de classificação</em>&#8220;.</p>
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		<itunes:subtitle>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Desde que as pessoas se reconhecem enquanto pessoas, existe a percepção de comportamento normal, padrão e comportamento desviante. Em diferentes momentos da história, esses comportamentos desviantes receberam vários nomes e classificações.

Para os antigos, alguns desses comportamentos eram vistos como sinais de deuses, tanto positivos quanto negativos. Alguns casos de esquizofrenia, por exemplo eram vistos como sinais de profetas.

Com a influência do cristianismo na cultura ocidental, esses mesmos comportamentos passaram a ser vistos como sendo negativos e influenciados por demônios. A depressão, por exemplo, dizia-se que era influenciada pelo demônio do meio-dia. Como a Igreja tinha bastante influência na sociedade, essas pessoas eram ou abandonadas por estarem possuídas ou eram levadas a igrejas para serem exorcizadas.

No final da idade média e início do Renascimento, pessoas que apresentavam esses comportamentos eram deixados de lado pela sociedade. Eles eram chamados de loucos e muitas vezes eram trancados com criminosos para afastar suas influências das pessoas ditas normais.

Com o tempo e o avanço da medicina, começou-se a perceber que esses “loucos” não possuíam só comportamento desviante, mas apresentavam sintomas claros que se repetiam em várias pessoas. Agora, ao invés de trancados em cadeias com criminosos comuns, eles eram trancados em asilos e manicômios para serem estudados e tratados. Neste ponto, passou-se a reconhecer a loucura como doença mental.

*Originalmente escrito para a apostila "Um breve manual de transtornos mentais - uma breve introdução à psicopatologia e aos sistemas diagnósticos de classificação".</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Psicopatologia, Textos e Apostilas</itunes:keywords>
		<itunes:author>Pablo de Assis</itunes:author>
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		<title>Mitologia, tecnologia e tudo mais na Campus Party!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 02:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Mitologia]]></category>
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		<description><![CDATA[A semana ainda não acabou na Campus Party, mas muita coisa já aconteceu. Além de reencontrar e conhecer velhos amigos, consegui passear um pouco na cidade com o pessoal do Papo de Gordo e fazer um pouco de festa, além de conversar com amigos, me divertir e gravar podcast. Eu vim para a Campus Party [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A semana ainda não acabou na Campus Party, mas muita coisa já aconteceu. Além de <a href="http://pablo.deassis.net.br/2010/01/primeiro-dia-de-campus-party-e-amizades-virturreais/">reencontrar e conhecer velhos amigos</a>, consegui passear um pouco na cidade com o pessoal do Papo de Gordo e fazer um pouco de festa, além de conversar com amigos, me divertir e gravar <a href="http://metacast.info/">podcast</a>.</p>
<p>Eu vim para a Campus Party com o objetivo de alimentar e movimentar o <a href="http://campus.metacast.info/">Campus Metacast</a>, uma iniciativa minha e de Eduardo Sales Filho para agregar em um só lugar todos os podcasts lançados durante esta semana na Campus Party. E acredito que até agora estamos fazendo um bom trabalho. Até quinta-feira no momento que estou escrevendo este post são 15 podcasts lançados no feed do Campus Metacast, e eu sei de fato que teremos muitos mais podcasts lançados até o final da Campus Party.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-266"></span>Um deles, inclusive, será um episódio do <a href="http://www.mitografias.com.br/">Papo Lendário</a> gravado com o <a href="http://filosofianerd.blogspot.com/">Eduardo Spohr</a>, autor do livro <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/abatalhadoapocalipse/">A Batalha do Apocalipse</a>. Pergunei pro Mitocôndria, o apresentador do podcast, se teríamos um episódio do Papo Lendário esta semana gravado aqui da Campus Party, mas ele disse que não saberia sobre o quê. Sugeri então que gravássemos sobre Tecnologia e sua relação com mitologia. Ele adorou a ideia!</p>
<div id="attachment_267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 541px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/078.JPG"><img class="size-full wp-image-267     " title="Pablo, Eduardo Spohr e Mitocôndria" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/078.JPG" alt="Pablo, Eduardo Spohr e Mitocôndria" width="531" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Pablo, Eduardo Spohr e Mitocôndria após gravação do Papo Lendário.</p></div>
<p>Ele coletou depoimentos de várias pessoas sobre o que é tecnologia para elas, que serão intercaladas com o áudio da conversa nossa com o Eduardo Spohr. E vale dizer que essa conversa foi genial e saiu melhor do que o esperado.</p>
<p>Começamos falando sobre o conceito de <em>techne</em> e da sua relação com a arte e as Musas. Depois falamos sobre alguns mitos gregos relacionados com tecnologia, como Hefesto e Dédalo. As contribuições de Eduardo foram brilhantes e concluímos que enquanto o caminho do herói e conseguir se aproximar e descobrir sua essência, a tecnologia acaba por nos afastar dela.</p>
<div id="attachment_269" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/teia+de+aranha.jpg"><img class="size-full wp-image-269 " title="Tecer uma teia é técnico e mitológico." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/teia+de+aranha.jpg" alt="Tecer uma teia é técnico e mitológico." width="224" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Tecer uma teia é técnico e mitológico.</p></div>
<p>A tecnologia deve servir como ferramenta para nos ajudar a descobrir quem somos, para nos acompanhar no nosso processo de individuação. Porém, o que acontece é o contrário: acabamos nos tornando dependentes da tecnologia e com isso nos afastamos do nosso caminho.</p>
<p>Na mitologia, os deuses e heróis usavam da tecnologia para atingirem seus objetivos. A tecnologia era um caminho, uma ferramenta. Mas, se ela é utilizada para se sobrepor aos deuses, coisas estranhas podem acontecer.</p>
<p>Um exemplo que não comentamos no episódio é Aracne. Ela era uma mortal muito hábil na técnica de tecer. As pessoas costumavam dizer que ela deveria ter sido abençoada por Atená, a deusa da tecelagem. Mas Aracne dizia que não, que a deusa em nada tinha a ver com isso.</p>
<p>Atená não gostou e propôs um desafio à Aracne que concedeu. Ambas teceram tapetes lindíssimos e a deusa ficou irritada com a arrogância da mortal. Atená tocou a testa de Aracne mostrando a ela toda a culpa de suas ações. A mortal ficou muito mal com isso e, deprimida, se enforcou. Como Atená não queria que a moça se suicidasse, ela a transformou na aranha, sempre presa a seu fio e tecendo.</p>
<div id="attachment_268" class="wp-caption alignright" style="width: 234px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/icaro.jpg"><img class="size-full wp-image-268  " title="Ícaro não soube encontrar o caminho do meio." src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/icaro.jpg" alt="Ícaro não soube encontrar o caminho do meio." width="224" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Ícaro não soube encontrar o caminho do meio.</p></div>
<p>A técnica e a tecnologia podem nos levar à arrogância e isso pode nos separar da nossa essência e do nosso caminho à transcendência. Por isso é importante conhecermos esses mitos para nos lembrarmos das histórias das experiências humanas. A tecnologia não é algo de agora, de hoje e sempre existiu, sempre esteve aí e é uma experiência humana como todas as outras.</p>
<p>Não que devamos nos afastar dos computadores e dos avanços tecnológicos, porém devemos saber encontrar o caminho do meio, o equilíbrio da balança. Assim não corremos o risco de nos tornamos máquinas nem de nos afastarmos no mundo.</p>
<p>Vale a pena ouvir o episódio do Papo Lendário! E vale a pena refletirmos um pouco mais sobre nossa relação com a tecnologia&#8230;</p>
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		<title>Primeiro dia de Campus Party e amizades virturreais</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 05:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de muito tempo sem tocar no meu blog pessoal, finalmente estou de volta. E retorno em grande estilo: estou direto de São Paulo na Campus Party Brasil 2010, a maior festa de tecnologia, criatividade e inovação do mundo! Sim, segundo conversas de corredor fontes extra-oficiais, esta edição da Campus Party já é a maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de muito tempo sem tocar no meu blog pessoal, finalmente estou de volta. E retorno em grande estilo: estou direto de São Paulo na Campus Party Brasil 2010, a maior festa de tecnologia, criatividade e inovação do mundo! Sim, segundo <span style="text-decoration: line-through;">conversas de corredor</span> fontes extra-oficiais, esta edição da Campus Party já é a maior do mundo, com mais inscritos do que qualquer outra versão.</p>
<p>E esta é uma ótima oportunidade para reencontrar velhos amigos podcasters e novos amigos podcasters. Novos em termos, porque muitos desses &#8220;novos&#8221; eu já conhecia online. E isso é a parte engraçada disso tudo. Você conhece a pessoa online, conversa com ela, conhece um pouco de seus hábitos e de repente a reconhece na sua frente.</p>
<p>Ou outra situação, muito comum com podcasts. Você ouve um podcaster, ele ouve você no seu, vocês se conhecem mas nunca efetivamente conversaram. E então se encontram pessoalmente nesta grande festa.</p>
<p>Realmente é uma experiência diferente. Na verdade, é um grande incentivo para que as pessoas tornem reais as amizades virtuais. Quebrar a barreira da distância virtual dos dados é muito bom. Um abraço, um aperto de mão ou algo do gênero vale muito mais do que emoticons nos chats do MSN ou Skype.</p>
<p>E para vocês terem uma ideia do que já aconteceu por aqui neste primeiro dia de Campus Party, vejam o que já fiz:</p>
<ul>
<li><a href="http://campus.metacast.info/2010/01/25/segunda-feira-na-campus-party-2010/">Segunda-Feira na Campus Party 2010</a></li>
<li><a href="http://campus.metacast.info/2010/01/26/drops-primeiras-impressoes-da-campus-party/">[Drops] Primeiras Impressões da Campus Party</a> (Podcast)</li>
</ul>
<p>E estes são alguns dos amigos virtuais que tive o prazer de conhecer pessoalmente!</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 649px"><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/podcasters-segunda.jpg"><img class="size-full wp-image-264    " title="Podcasters na Campus Party" src="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/2010/01/podcasters-segunda.jpg" alt="Podcasters na Campus Party" width="639" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Podcasters na Campus Party</p></div>
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		<title>Garfield se preparando para vir pra Curitiba</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 20:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se é coincidência, mas Garfield novamente faz referência à nossa cidade. Desta vez, ele está preparando o guardarroupas (que ficou muito estranho depois da reforma ortográfica) para vir pra cá, separando as roupas de inverno e as roupas de verão e percebendo que precisa de mais roupas para passar um simples dia em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é coincidência, mas Garfield novamente faz referência à nossa cidade. Desta vez, ele está preparando o guardarroupas (que ficou muito estranho depois da reforma ortográfica) para vir pra cá, separando as roupas de inverno e as roupas de verão e percebendo que precisa de mais roupas para passar um simples dia em Curitiba. Quem mora aqui ou conhece a cidade, sabe do que estou falando&#8230; Então, vamos à tirinha! Para ver mais, visitem <a href="http://www.garfield.com">www.garfield.com</a>.</p>
<p><a href="http://entaovejabem.files.wordpress.com/2009/03/garfiel_-curitiba2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-217" title="garfiel_-curitiba2" src="http://entaovejabem.files.wordpress.com/2009/03/garfiel_-curitiba2.jpg" alt="garfiel_-curitiba2" width="510" height="159" /></a></p>
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		<title>Hollywood não se cansa do Mito do Herói?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 02:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada assisti Força Policial, chamado aqui pelas distribuidoras como &#8220;A Tropa de Elite americana&#8221;. Pride and Glory, como é chamado em inglês, é pra ser um filme sobre a polícia de Nova York, mais especificamente sobre alguns policiais do 31º Distrito que se vêm envolvidos em uma crise de corrupção que está prestes a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada assisti <em>Força Policial</em>, chamado aqui pelas distribuidoras como &#8220;A Tropa de Elite americana&#8221;. <em>Pride and Glory</em>, como é chamado em inglês, é pra ser um filme sobre a polícia de Nova York, mais especificamente sobre alguns policiais do 31º Distrito que se vêm envolvidos em uma crise de corrupção que está prestes a vir à tona. Se a história realmente seguisse a linha de Tropa de Elite e girasse em torno dessa trama principal, com o elenco que eles reuniram (que conta com nomes como Edward Norton e Colin Farrel) e com algumas cenas realmente muito boas que eles produziram, esse filme tinha de tudo pra ser um enorme sucesso. Mas acontece que Hollywood ainda insiste em usar o tão manjado Mito do Herói, que sempre funcionou e sempre vai funcionar. Mas chega uma hora que cansa, né?</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://www.mannythemovieguy.com/images/pride_and_glory.jpg" alt="" width="500" height="277" /></p>
<p style="text-align: left;">Aos que me perguntam: mas o que raios é esse mito do herói que você tanto fala? Bom, vou tentar resumir bem resumidinho pra ver se faz algum sentido.</p>
<p style="text-align: left;">Um grande mitólogo chamado Joseph Campbell, junto (num mesmo momento, mas não juntos) com um psicólogo e psiquiatra chamado Carl G. Jung, desenvolveram uma teoria psicológica baseada no desenvolvimento dos mitos. Segundo eles, os mitos refletem padrões psicológicos típicos a todos os humanos, os Arquétipos. Esses arquétipos são padrões típicos de comportamento que falam das situações típicas da vida humana, como nascimento, morte, desfios, crise, maternidade, fome, desejo, depressão, alegria, entre vários outros. Na verdade, pra cada situação típica que você conseguir pensar, você consegue relacionar isso a um arquétipo. E pra cada arquétipo, existe um mito ou padrão mítico que fala sobre essa experiência. Esse padrão mítico é conhecido como mitologema.</p>
<p style="text-align: left;">Então podemos falar do mito de Hércules, de Aquiles, de Édipo, de Sansão, de Sigfried e de quem mais for. Todos esses mitos diferentes que contam histórias diferentes sobre pessoas ou personagens diferentes, todos eles seguem um mesmo mitologema ou tema mítico, o do herói. Esse mitologema tem uma estrutura muito semelhante, ele fala de uma jornada que necessariamente tem alguns passos a serem seguidos.</p>
<p style="text-align: left;">A começar, o herói tem algumas características. Uma delas é a do &#8220;duplo nascimento&#8221; ou da &#8220;dupla filiação&#8221;. Isso quer dizer que o herói necessariamente tem dois pais ou duas mães ou dois nascimentos. E isso pode se dar de várias formas. Hércules, por exemplo, é filho de Zeus com Alcmene, mas ele também tem um pai mortal, Anfitrião. O Super-Homen também tem isso, ele é filho do pai criptoniano Jor-El e do pai terreno Jonathan Kent. O mesmo acontece com Jesus de Nazaré, que é filho de Deus e de José. Além de ter dois pais (ou duas mães), o duplo nascimento pode acontecer por um segundo nascimento, devido a algum evento importante, como uma iniciação numa ordem secreta, ou sobreviver a um grave acidente, como aconteceu com o Batman, que viu seus pais serem assassinados na sua frente; esse evento traumático serviu como um segundo nascimento para Bruce Wayne. O duplo nascimento é o que diferencia o herói dos outros mortais, pois ele garante ao herói um status de quase-divindade. E é por isso que as histórias dos heróis são tão emocionantes pra nós, já que eles podem um pouco mais do que nós meros mortais e nos servem de exemplo.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://ethos-2009.wikispaces.com/file/view/Achilles.jpg/73160799/Achilles.jpg" alt="" width="250" height="241" /></p>
<p style="text-align: left;">Além de ter um nascimento diferente, o herói passa por uma jornada complicada. Ele inicialmente descobre que é diferente e por isso precisa trilhar um caminho diferente. É então que ele começa sua jornada enfrentando perigos que muitos não ousariam enfrentar. Estamos falando de monstros e vilões e bruxas e seres de outros planetas e cientistas malucos e demônios e coisas que nós meros mortais não enfrentamos. Acontecem muitas coisas em sua jornada e ao final acontece algo chamado de <em>redenção </em>do herói, que é quando ele percebe que ele chegou no seu ápice, já se mostrou maior que tudo e todos, mas que agora ele precisa voltar para a sociedade e devolver tudo aquilo que ou ele tirou dela ou ela deu a ele. É um momento onde o herói se descobre humilde e humano, como todos os outros e é então que ele se torna sábio. Muitas vezes, esse momento acontece na morte do herói, que é quando ele reconhece sua finitude, que ele chegou ao fim e que ele não é mais tão &#8220;super&#8221; quanto acreditava.</p>
<p style="text-align: left;">Se você parar pra pensar, essa é a estrutura básica de mais da metade das histórias que conhecemos, seja elas das HQs dos super-heróis, ou dos desenhos animados ou dos filmes de Hollywood. Até aí, tudo bem. Mas acontece que Hollywood já conseguiu mostrar que consegue fazer histórias muito boas sem precisar recorrer a esse mitologema, a essa estrutura típica. Aliás, o cinema mundial conseguiu mostrar isso. O próprio <em>Tropa de Elite</em> é um filme que mostra um herói decadente, que no final ele não se redime, no final ele se encontra dentro de sua própria força!</p>
<p>Existem vários outros modelos que só dependem da nossa imaginação. É claro que o mito do herói fala bastante para nós, pois ele fala da nossa condição humana, da construção da nossa identidade social. Mas, sinceramente, hoje em dia sabemos que nossa vida não se resume só à nossa identidade social. Nós temos nossas crises, nossos problemas, nossos conflitos internos, nossos sonhos e muito mais coisas que fogem do simples padrão do mito do herói. E acho que é isso que Hollywood não entendeu até agora.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignright" src="http://www.nathanwhitehead.com/images/PNG_blueLG.png" alt="" width="200" height="297" />O filme <em>Pride and Glory</em> conta, de novo, o mito do herói. Pra não soltar spoliers, basicamente o nosso herói (que tem duplo nascimento, pois seu pai, além de ser seu pai biológico, é policial, ou seja, ele nasceu para a vida e para a polícia) precisa enfrentar uma jornada onde ele se depara com a realidade de sua vida. E a jornada não é fácil, pois ele precisa fazer escolhas difícies, mas no final ele se redime e vai buscar justiça e não vingança. Justiça é a vingança para a sociedade e vingança é a justiça pessoal. Ou seja, nosso herói prefere se redimir para a sociedade do que buscar a glória pessoal. Novamente, Hollywood se utiliza da resolução do conflito do mito do herói e não consegue se renovar!</p>
<p style="text-align: left;">Eu poderia pensar em vários finais alternativos para a história, entre eles, do nosso herói bonzinho desde o começo perceber que a polícia é corrupta e que não existe redenção e se entregar à corrupção. Ou ainda, dele perceber isso e resolver se aposentar antes da hora. Ou ainda, de ele ser condenado por algo que ele não cometeu, pois ele, ao tentar ser bonzinho, os outros policiais acabam entregando o herói da história que não faz nada pra não incriminar seus amigos e parentes, ele vai pra cadeia e é morto pelos outros bandidos que pensam que foi ele quem matou ou foi responsável pela morte do vilão-mor. Então todos se esquecem desse herói perdido e a vida continua, pois a sociedade toda está corrupta e não adianta a ação de um herói solitário para redimi-la.</p>
<p style="text-align: left;">Essa mesma trama principal poderia ter seguido vários outros caminhos. E qualquer caminho que ela seguisse, com certeza teria sido muito melhor do que o rumo que ela seguiu. Esse filme foi muito ruim e muito fraco e não traz nada de novo para nenhum espectador ou para qualquer pessoa que pelo menos tem o costume de ler ou ver filmes de vez em quanto. Ou até mesmo pra quem se lembra dos contos-de-fadas que ouviam quando crianças! Assitam só se vocês quiserem ver algumas poucas cenas de ação e violência gratuita e uma cena de abertura de alguns minutos em take único sem cortes (esse foi o ponto alto da produção do filme). De resto, esqueçam <em>Força Policial</em> e assistam de novo <em>Tropa de Elite</em>. Capitão Nascimento deixa toda a polícia de Nova York no chinelo!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinegospel.files.wordpress.com/2008/02/tropa-de-elite.jpg" alt="" width="500" height="319" /></p>
<p style="text-align: left;">E espero que esse filme sirva pelo menos para percebermos que o mito do herói já não funciona mais como funcionou antigamente e que hoje precisamos procurar um novo mito para nossas vidas&#8230; mas que mito seria esse? Bem, isso é um assunto para um outro artigo&#8230;</p>
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		<title>Por que não comemoro o Dia Internacional da Mulher</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 17:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo todo fica todo florido hoje, dia 8 de março. Muitos votos de felicidade para as mulheres, pois a final, hoje é o Dia Internacional da Mulher! Mas eu não comemoro esse dia. Eu não desejo a nenhuma mulher nada pelo dia de hoje. Eu acho isso uma incrível e tremenda hipocrisia. Por quê? Bem, porque eu me perguntei há algum tempo, &#8220;por que se comemora o dia internacional da mulher&#8221;? E a resposta abriu meus olhos.</p>
<p>Tudo começou com a industrialização do mundo. O trabalho começa a migrar do campo e do artesanato pras fábricas e indústrias. Como tudo era muito novo, o foco dos industriários era o trabalho e a produção e pouco se pensava sobre o trabalhador. A final, o trabalhador já estava &#8220;acostumado&#8221; a ser mal tratado nos campos e nas produções artesanais onde era empregado (ou praticamente escravo com pouco pagamento).</p>
<p>Nessa época, final do século XIX, início do século XX, todos trabalhavam, homens, mulheres, jovens, velhos, crianças. As contas eram muitas e o pagamento era pouco. Se a pessoa tinha a mínima condição física de trabalhar, ela trabalhava. Crianças de 4 anos estavam nos chãos de fábrica e idosos com mais de 60 também. Homens e mulheres trabalhavam com certa igualdade, mas é claro que a mão-de-obra masculina ainda era mais valorizada, pelo simples motivo que o mundo era machista e entendia que o homem tinha mais força física, maior inteligência e mais resitência para aguentar o trabalho das fábricas. Mas mesmo assim as mulheres trabalhavam.</p>
<p>Nessa época começaram os primeiros movimentos feministas ou de valorização (e muitas vezes exagerado, temos que reconhecer, mas talvez necessário) do trabalho da mulher. Muitas mulheres protestavam nessa época tentando ter mais direitos enquanto trabalhadoras. Muitas morreram tentando isso em vários protestos. Reza a lenda que várias delas foram trancadas dentro de um prédio de uma malharia com início de incêndio e foram queimadas vivas. Muitas outras morreram pisoteadas nas manifestações ou nas mãos dos policiais que tentavam conter as coisas.</p>
<p>Esses grupos feministas, com o apoio dos partidos comunistas e socialistas do mundo todo, elegeram o dia 8 de março como o dia internacional da mulher devido a uma manifestação onde várias mulheres morreram, para reconhecermos nesse dia o valor da força da mulher no trabalho. E conseguiram. Em Copenhagen, em 1910, esses grupos feministas e socialistas organizaram uma conferência que declarou dia 8 de março como o dia internacional da mulher.</p>
<p>Esse dia foi comemorado nas décadas de 1910 e 1920, mas depois esfriou, até a década de 1960 quando, durante a guerra fria, ele voltou a ser comemorado. E 1975 a ONU declara como o Ano Internacional da Mulher e começa a patrocinar a comemoração do Dia Internacional da Mulher. E parece que deu certo. Nos anos &#8217;80, o trabalho das mulheres começa a ser mais valorizado e muitas começam a ter lugares de privilégio nos trabalhos, gerência e até mesmo presidência.</p>
<p>Mas hoje em dia isso tudo só passa como desculpa para se vender flores e chocolates e batons e cosméticos. Virou comercial, como tudo. Hoje, o Dia Internacional da Mulher só significa que as lojas de produtos femininos vão vender um pouco mais, que as floriculturas também. Hoje, quando falamos do Dia Internacional da Mulher, não pensamos na luta pela valorização das mulheres. Além disso, estamos comemorando o martírio de várias delas com flores e chocolates. COMEMORAMOS o Martírio de Mulheres! Isso não é meio estranho para um dia que deveria ser de valorização?</p>
<p>E outra. Hoje em dia, sinceramente, isso parece estar meio datado. As mulheres já conseguiram o que queria e se igualaram aos homens. Já podem usar calças, não precisam mais ter filhos para serem alguém na sociedade e podem trabalhar o quanto quiserem, falar grosso e beber cerveja, como todas as outras pessoas. Era isso que as mulheres queriam, né? Se tornarem iguais aos homens. Tá, e agora que conseguiram, querem ter um dia para que os homens se lembrem disso. E enquanto os outros 364 dias? Bem, esses ficam para os homens, né? Já que só existe um dia internacional pra mulher, os outros dias são para os homens!</p>
<p>Acho uma tremenda hipocrisia isso. Se conseguimos valorizar as mulheres e idenficá-las como iguais, precisamos então diferenciá-las com um dia exclusivo? Pode parecer #mimimi de homem querendo também ter um dia de valorização do homem, mas não é. Sinceramente, não gosto dos homens e prefiro muito mais as mulheres, mas mesmo assim, enquanto psicólogo, sou forçado a reconhecer que o século XXI será das mulheres enquanto os homens entram em crise. Estamos vivendo uma crise da masculinidade apontada por vários pesquisadores hoje em dia.</p>
<p>Os homens já não sabem mais qual é o seu lugar na sociedade. Muitos, que foram criados para o trabalho, hoje cuidam das casas, dos filhos, enquanto as mulheres trabalham. Os homens, que eram proibidos de brincarem de casinha, hoje fazem isso de verdade. E frente a isso se sentem impotentes para fazer qualquer outra coisa, impotentes para dizerem não às mulheres e com isso se tornam impotentes diante das mulheres. E não respondem como os homens são supostamente esperados a responder na cama (ou em qualquer outro lugar). As mulheres então correm atrás de outros homens e os homens atrás de outras mulheres que não os precionem tanto. Casamentos acabam devido a isso. Famílias são destruídas por causa disso. Homens que não se sentem homens buscam isso na violência, no alcoolismo, nas drogas, nas brigas, batendo nas mulheres e nos filhos. Homens só precisam bater nos outros  para diminuir o outro e se sentir maior. Violência familiar acontece principalmente porque os homens não sabem mais qual é o seu lugar e procuram isso através da única forma que sabem: violência, a mais primitiva busca pelo poder.</p>
<p>É claro que a crise da masculinidade não tem nada a ver com o Dia Internacional da Mulher. Mas, sinceramente, diante desse mundo onde vivemos, e diante de tudo isso, vale a pena comemorar o Dia Internacional da Mulher? Será quem em pleno Século XXI vale a pena comemorar o massacre e o martírio de mulheres no início do século XX com flores e chocolates e tiras cor-de-rosa? Vale a pena trazer a feminilidade à tona, a delicadeza das mulheres, a beleza e a sutileza do &#8220;sexo frágil&#8221; sendo que elas hoje em dia estão muito mais fortes do que os homens? Será que temos que ser hipócritas o suficiente para dar um dia para as mulheres, darmos os parabéns por elas não terem pênis e sangrarem todos os meses com direito a cólicas e dores de cabeça, só para que o resto do ano a gente possa ter a desculpa pra não fazer isso?</p>
<p>Me desculpem as mulheres, mas de mim vocês não vão ouvir hoje nenhum voto de parabéns ou felicidades. Mas saibam que de mim vocês vão ter durante os 365,25 dias do ano todo o respeito e valorização que vocês merecem. Não preciso de um decreto de um dia internacional pra reconhecer o quanto adoro as mulheres e o quanto eu quero sempre tê-las comigo.</p>
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		<title>Ahhh&#8230; a Nostalgia: O Pato</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 20:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava eu vendo alguns vídeos no Youtube (sim, faço isso quando não tenho mais nada pra fazer da vida) quando me deparo com este clipe brilhantemente animado de uma das minhas músicas favoritas da infância: O Pato, de Toquinho. Vou deixá-los com o clipe e logo abaixo eu posto a letra da música pra vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu vendo alguns vídeos no Youtube (sim, faço isso quando não tenho mais nada pra fazer da vida) quando me deparo com este clipe brilhantemente animado de uma das minhas músicas favoritas da infância: O Pato, de Toquinho. Vou deixá-los com o clipe e logo abaixo eu posto a letra da música pra vocês acompanharem também.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/z8-yWOXXJ4Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/z8-yWOXXJ4Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span>Lá vem o pato<br />
Pata aqui, pata acolá<br />
La vem o pato<br />
Para ver o que é que há</span></p>
<p>O pato pateta<br />
Pintou o caneco<br />
Surrou a galinha<br />
Bateu no marreco<br />
Pulou do poleiro<br />
No pé do cavalo<br />
Levou um coice<br />
Criou um galo</p>
<p>Comeu um pedaço<br />
De jenipapo<br />
Ficou engasgado<br />
Com dor no papo<br />
Caiu no poço<br />
Quebrou a tigela<br />
Tantas fez o moço<br />
Que foi pra panela</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resposta a: &#8220;O que é o troço podcast&#8230;&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 18:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast e Podcasting]]></category>
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		<description><![CDATA[A Mafê Mellancia fez um post um tanto quanto polêmico justificando porque ainda é válida a associação entre Podcast e Rádio. Se quiserem conferir o que ela escreveu, cliquem aqui. Então eu começei a escrever uma resposta e vi que ela estava um tanto quanto grande e resolvi transformá-la em um post aqui. Então, vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Mafê Mellancia fez um post um tanto quanto polêmico justificando porque ainda é válida a associação entre Podcast e Rádio. Se quiserem conferir o que ela escreveu, <a href="http://mellancia.wordpress.com/2009/03/04/o-que-e-o-troco-podcast/">cliquem aqui</a>.</p>
<p>Então eu começei a escrever uma <a href="http://mellancia.wordpress.com/2009/03/04/o-que-e-o-troco-podcast/#comment-476">resposta</a> e vi que ela estava um tanto quanto grande e resolvi transformá-la em um post aqui. Então, vamos lá!</p>
<p>====</p>
<p>Sei que não faço podcast a tanto tempo quanto a Mafê ou quanto tantos daqueles que estão aqui&#8230; Mas desde que me conheço por gente, sei que sou muito crítico com as palavras, porque sei que uma palavra dita errada é muito mais difícil de corrigir do que uma pedra lançada&#8230; Então vamos lá!</p>
<p>Realmente, a analogia entre rádio e podcast é quase inevitável. Mas isso é só porque ambos se tratam de audio e nada mais. Podcast é audio. Rádio é audio. Ambos envolvem a transmissão (casting). Logo, pode-se associar ambas, certo?</p>
<p>Churrasco é comida. Salada é comida. Ambas se compram em restaurantes. Logo, pode-se associar ambas? Bem, os vegetarianos vão discordar veementemente e os mais radicais vão dizer que carne não é comida, é crime. E os carnívoros também vão discordar, dizendo que só salada não alimenta nada e que é necessário as proteínas encontradas somente nas carnes, logo só salada não é comida.</p>
<p>O problema dessas associações é a supersimplificação dos objetos associados e comparados. E o problema nesta associação entre rádio e podcast começa quando analisamos o ponto em comum entre ambos: o audio. Podcast é audio? Não! Podcast é um meio pelo qual arquivos de mídia são transmitidos! Uma mídia em podcast pode ser em audio? Pode, como também pode ser em vídeo, conhecido como videocast ou &#8220;podcast de vídeo&#8221;, como também pode ser um arquivo PDF ou fotos em JPEG, já que o formato da mídia não importa, o importante é o meio pelo qual é transmitido&#8230;</p>
<p>A Mafê já disse lá em cima: &#8220;Podcast é a forma que o seu áudio é distribuído e recebido&#8221;, e eu ampliaria que não é só pra audio, mas pra qualquer mídia. O iTunes recebe arquivos em audio e vídeo, mas imagino que outros coletores possam receber outras formas de mídia também. E essa forma é através de uma assinatura de um feed.</p>
<p>Oras, se podcast não é o arquivo de audio, mas a forma como ele é recebido, vale ainda a associação entre podcast e rádio? A forma que ambos são recebidos é completamente diferente! Podcast é via podcast, rádio é via ondas de rádio. Um é via internet e coletado num coletor de feeds, outros é via ondas mecânicas e coletado num aparelho de rádio. Um requer assinatura e dá ao ouvinte o poder de ouvir quando quiser, outro basta ligar o aparelho, sem assinar e só sintonizar e deixa o ouvinte passivo pra escolher as músicas e programas a ouvir e quando ouvi-los. Eu sinceramente acho que as diferenças entre podcast e rádio são maiores do que as semelhanças&#8230;</p>
<p>Já que a gente define podcast pela forma como é transmitida, por que não associar podcast com algo que é transmitido da mesma forma: uma assinatura. Assina-se o feed para ouvir podcast. Então, podemos associar podcast a uma revista que você assina! Quando me perguntam o que é podcast eu digo que é como uma revista em audio pela internet que você faz uma assinatura e recebe em casa sempre que é lançado sem precisar se preocupar com isso. Então eu ensino como a pessoa pode assinar um podcast. E acreditem: não é difícil usar essa associação!</p>
<p>Eu prefiro associar o podcast à assinatura de uma revista do que associar à transmissão de rádio. E isso nos dá ainda a possibilidade de desassociar o podcast somente ao audio e nos permite abrir à definição para qualquer arquivo de mídia! Se pegarmos as definições de dicionário ou da wikipedia sobre podcast, todos vão se referir a arquivos de mídia e não somente de audio&#8230;</p>
<p>E realmente, se queremos expandir o conceito de podcast, se queremos amadurecer enquanto podcasters, então acho que devemos também deixar de associar essa mídia a outras que não vão ajudar nesse amadurecimento. Existem outros caminhos melhores e cabe a nós tentarmos descobrir qual é!</p>
<p>E essa é a minha opinião. My 2 cents&#8230;</p>
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		<title>Garfield passa o final de semana em Curitiba</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 15:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O site www.garfield.com apresenta todos os dias as tiras do dia feitas pelo cartunista Jim Davis. E, qual é a minha surpresa quando a tira de hoje mostra Garfield justamente aqui, em Curitiba?? E daí vocês me perguntam: como é que você sabe que Jim Davis estava mostrando a sua cidade? A resposta é simples: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site <a href="http://www.garfield.com/">www.garfield.com</a> apresenta todos os dias as tiras do dia feitas pelo cartunista Jim Davis. E, qual é a minha surpresa quando a tira de hoje mostra Garfield justamente aqui, em Curitiba?? E daí vocês me perguntam: como é que você sabe que Jim Davis estava mostrando a sua cidade? A resposta é simples: Curitiba é exatamente assim e tem sido assim pelas últimas semanas. Então confiram a tirinha e comprovem por vocês mesmos!</p>
<div id="attachment_200" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://entaovejabem.files.wordpress.com/2009/03/garfield-curitiba1.jpg"><img class="size-full wp-image-200" title="garfield-em-curitiba" src="http://entaovejabem.files.wordpress.com/2009/03/garfield-curitiba1.jpg" alt="garfield-em-curitiba" width="510" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Dicída-se de uma vez!&quot;</p></div>
<p style="text-align:center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Como recuperar as músicas perdidas no seu iPod</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 22:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de escrever sobre como funcionava o iPod e descrever o que descobri quando tive erros no meu iPod classic G7 de 8oGb, recebi vários pedidos de pessoas que tiveram os mesmos problemas. Então comecei a trabalhar num texto este que estão lendo) sobre como recuperar esses dados perdidos. Antes de tudo, é necessário perceber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://pcsaudavel.com/wp-content/uploads/2008/04/ipod_classic3.jpg" alt="" width="245" height="289" />Depois de escrever sobre <a href="http://pablo.deassis.net.br/2008/12/como-funciona-o-seu-ipod/">como funcionava o iPod</a> e descrever o que descobri quando tive erros no meu iPod classic G7 de 8oGb, recebi vários pedidos de pessoas que tiveram os mesmos problemas. Então comecei a trabalhar num texto este que estão lendo) sobre como recuperar esses dados perdidos.</p>
<p>Antes de tudo, é necessário perceber os sintomas, porque esta solução que vou apresentar aqui só vai funcionar para este caso específico. Muitas vezes pode acontecer que o seu iTunes abra e não reconheça o banco de dados porque está corrompido por algum motivo. Como aconteceu comigo da primeira vez: estava usando normalmente meu iPod e logo em seguida, liguei-o ao computador e acessei o iTunes. Quando o programa abriu, ele não reconheceu o iPod e disse que ele estava corrompido, precisando ser formatado. Naquele momento eu tinha aproximadamente uns 20Gb de músicas e filmes na memória do iPod e menos de 10 Gb livres no meu computador.</p>
<p>Uma coisa que aprendi com isso: o iTunes parte do pressuposto que você guarda todas as músicas no seu HD e na sua biblioteca do iTunes. Mas acontece que minha biblioteca de música era o iPod! Ele ainda funcionava como HD externo, e tinha mais ou menos uns 15Gb de backup que conseguia acessar, então o HD ainda estava funcionando. Procurei na internet e só encontrei alguns fóruns onde pessoas descreviam o mesmo problema onde a solução era formatar o iPod. Só que isso ia representar dois problemas pra mim: eu ia perder minha biblioteca de músicas e ia perder meus backups que estavam lá também.</p>
<p>Fucei um pouco mais e achei um <a href="http://www.macosxhints.com/article.php?story=20070724011824701">artigo em inglês</a> explicando como resolver esse problema e descobri que tudo não se passava de um problema no banco de dados do iPod! então, agora, vou explicar como recuperar o banco de dados.</p>
<p>A primeira coisa que você tem que fazer é liberar seu Explorer para ver arquivos invisíveis no seu iPod. Depois disso, você deve fechar o iTunes (caso ele esteja aberto). O próximo passo deve ser feito com o iTunes fechado. Em seguida, você deve encontrar o caminho <em>/Volumes » iPod_name » iPod_Control » iTunes </em>no seu iPod e lá você vai encontrar o arquivo <em>iTunesDB</em> corrompido, que deve então ser deletado. Logo em seguida, você deve abrir seu iTunes.</p>
<p>Ao fazer isso, ele abrirá normalmente e mostrará que a biblioteca do seu iPod está vazia. Pelo menos ele não mostrará mais o aviso de erro pedindo pra você formatar o iPod e perder todos os dados lá. Seu próximo passo é refazer esse banco de dados. Essa é a parte trabalhosa do seu trabalho, porque você vai encontrar nada menos que 50 pastas diferentes com suas músicas. Se você então procurar pelo caminho <em>/Volumes » iPod_name » iPod_Control » Music</em> as pastas F00 a F49, você deve adicionar todas as músicas de cada uma dessas pastas. Lembre-se que você deve adicionar os arquivos/ficheiros e não pastas. Isso é um pouco trabalhoso, eu admito, mas é a única forma que conheço para fazer isso. Você deve arrastar os arquivos do seu Explorer direto para seu iPod no iTunes.</p>
<p>Uma coisa que você deve atentar é que provavelmente você estará mexendo com uma quantidade muito grande de arquivos (dos vários Gbs de músicas) num sistema relativamente frágil que é do iPod, é capaz que ele esquente muito caso você tente fazer as coisas muito rápido. Eu sugiro que você faça mais devagar e talvez dar uma pausa depois da 20ª pasta.</p>
<p>Pronto! Todo esse processo reconstruiu o banco de dados do seu iTunes. Eu sugiro que, logo que você acabe esse processo, desabilite no Explorer o acesso aos arquivos e pastas invisíveis, pois descobri depois que mexer neles enquanto o iTunes está ligado pode danificar novamente o banco de dados. Tomando esses cuidados, você poderá muito bem voltar a usufruir dos prazeres que só o seu iPod pode dar a você.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i58.photobucket.com/albums/g265/ciceru/advertisings/MarisaMiller_ipod.jpg" alt="" width="480" height="352" /></p>
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		<title>Ano novo no Brasil e novos projetos na Internet tupiniquim</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos sabem que no Brasil, o ano só começa depois do carnaval. Hoje termina oficialmente o carnaval, então entramos na contagem regressiva para que o ano começe a partir da próxima segunda-feira. E gostaria de aproveitar esta oportunidade para anunciar dois novos projetos na internet brasileira este ano. Um dele é um novo blog e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sabem que no Brasil, o ano só começa depois do carnaval. Hoje termina oficialmente o carnaval, então entramos na contagem regressiva para que o ano começe a partir da próxima segunda-feira.</p>
<p><a href="http://www.federacao.org/"><img class="alignleft size-full wp-image-191" title="screenshot" src="http://entaovejabem.files.wordpress.com/2009/02/screenshot.png" alt="screenshot" width="222" height="190" /></a>E gostaria de aproveitar esta oportunidade para anunciar dois novos projetos na internet brasileira este ano. Um dele é um novo blog e outro é um novo podcast.</p>
<p>O novo blog é da <a href="http://www.federacao.org/">Federação dos Planetas Unidos</a>, fã-clube de ficção-científica, ciência e tecnologia construído por fãs da série Jornada nas Estrelas. O fã-clube em si é cediado em Curitiba, mas a idéia do blog é para servir como ponto de encontro para fãs de ficção-científica em geral. Ele já começou com o anúncio da TrekCon a ser realizada perto da estréia do novo filme de Jornada nas Estrelas. Se você gosta de Star Trek ou é fã de ficção-científica, esse é um blog interessante para acompanhar!</p>
<p>O novo podcast é mais um projeto do meu amigo Eduardo Moreira, do antigo podcast de Eduardo Moreira. Eu falei aqui que <a href="http://entaovejabem.wordpress.com/2009/01/03/cronica-de-uma-morte-anunciada/">a execução de seu antigo podcast pessoal iria dar muitos frutos</a>. Pois bem, o <a href="http://m2list.wordpress.com/">M2List</a> é mais um podcast fruto dessa morte! Ele é pra ser um projeto musical, uma lista de músicas brevemente comentadas. E já no lançamento do episódio piloto poderemos ver que esse podcast promete, e muito! Eu, como sou um grande fã de música <strong>e</strong> de podcasts, encontro nesse programa uma ótima forma de aliar os dois! Já sentia saudades de ouvir música no meu iPod, mas sempre que tenho tempo acabo ouvindo algum podcast. Agora não tenho mais esse problema! Parabéns, Moreira, pelo seu novo projeto e que ele traga muitos mais frutos! <span style="color:#888888;">(E aguardem que logo logo eu faço uma participação lá)</span></p>
<p>E pra quem quer conferir, vou colocar aqui o audio do episódio piloto do podcast. É só clicar no player pra ouvir e descobrir mais um ótimo podcast!</p>
<p><img src="http://m2list.files.wordpress.com/2009/02/m2list-banner3.jpg" alt="" /><br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=%3Dhttp%3A%2F%2Fm.podshow.com%2Fmedia%2F20762%2Fepisodes%2F144603%2Fm2list-144603-02-23-2009.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span></p>
<p>E visitem o <a href="http://m2list.wordpress.com/">blog do pocast</a>, inclusive para assinar o feed no seu iTunes!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como emagrecer de forma efetiva e matematicamente correta</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 17:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma Caloria é a energia necessária para aquecer 1 g de água de 21,5° a 22,5°C. Não  é necessário ser nenhum gênio para calcular que, se o ser humano beber um  copo de água gelada (200 ml ou 200 g), Aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-right:12.75pt;">Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma Caloria é a energia necessária para aquecer 1 g de água de 21,5° a 22,5°C. Não  é necessário ser nenhum gênio para calcular que, se o ser humano beber um  copo de água gelada (200 ml ou 200 g), Aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em cada 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente  7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal(200 g X 37°C).</p>
<p style="margin-right:12.75pt;"><a href="http://www.linkphoto.com.br/imagens_blog/colonia-verao2008/ZW0Q0308.jpg"><img class="alignleft" src="http://www.linkphoto.com.br/imagens_blog/colonia-verao2008/ZW0Q0308.jpg" alt="" width="213" height="320" /></a>E,  para  manter  esta  temperatura,  o  corpo usa a única fonte de energia disponível:  a gordura corporal, ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável. A  termodinâmica  não  nos  deixa  mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, na temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400 g x 37°C). Agora,  não  vamos  nos  esquecer  de  descontar  as  calorias  da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400 g. Passando  a  régua,  tem-se  que  uma  pessoa  perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelada. Obviamente  quanto  mais  gelada  for  a  cerveja maior será a perda destas calorias.</p>
<p style="margin-right:12.75pt;">Como  deve  estar  claro  a  todos,  isto  é muito mais efetivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora.</p>
<p style="margin-right:12.75pt;">Amigos,  emagrecer  é  muito  simples,  basta  beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.</p>
<p style="margin-right:12.75pt;text-align:center;">Saúde a todos!!!</p>
<p style="text-align:center;"><strong>E, já pro boteco!!!</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://lh6.ggpht.com/0001coisas.blogspot.com/SQBtITV8NzI/AAAAAAAAB8M/4_3-YkNBrlI/s400/sorriso_da_cerveja-175.jpg"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/0001coisas.blogspot.com/SQBtITV8NzI/AAAAAAAAB8M/4_3-YkNBrlI/s400/sorriso_da_cerveja-175.jpg" alt="" width="168" height="207" /></a></p>
<p><span style="color:#999999;">(Mensagem recebia via email, então se você já leu isto em algum lugar, provavelmente foi em algum email recebido.)</span><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Top 7 melhores números para ser fazer uma lista de Tops</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 20:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já que todos estão fazendo seus tops, vou fazer aqui o meu top 7 com os melhores números para se fazer lista de Tops, com suas justificativas, é claro. 7 &#8211; 100: Com 100 possibilidades para sua lista, ele pode ficar bastante completa. Esse valor é aconselhado para listas que tem muitos candidatos, como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já que todos estão fazendo seus tops, vou fazer aqui o meu top 7 com os melhores números para se fazer lista de Tops, com suas justificativas, é claro.</p>
<p>7 &#8211; 100: Com 100 possibilidades para sua lista, ele pode ficar bastante completa. Esse valor é aconselhado para listas que tem muitos candidatos, como a lista dos melhores filmes da década de 1990 ou as mulheres mais sexys do mundo.</p>
<p>6 &#8211; 11: A lista de Tops utilizada pelo pessoal do <a href="http://www.depoisdas11.com/">Depois das 11 Pocast</a>!Não é um número muito redondo nem conhecido, mas mesmo assim, por sua originalidade, merece um lugar aqui nesta lista.</p>
<p>5 &#8211; 3: Uma lista curtae rápida. Medalhas de bronze, prata e ouro. Ou para universos amostrais muito pequenos, como os melhores aparelhos da série N da Nokia.</p>
<p>4 &#8211; 5: Uma lista um pouco maior e mais elaborada para universos pequenos. Ainda é possível fazer um Top 5 dos melhores aparelhos da série N da Nokia, ou quem sabe os Top 5 maiores defeitos do iPhone.</p>
<p>3 &#8211; 15: Um número desafiador para quem faz listas de Tops, já que ela requer um pouco mais de esforço do que uma simples lista de 10 e oferece mais informação que uma lista de 5. Ela só não está melhor posicionada justamente porque ela dá mais trabalho e acaba não oferecendo muito mais informações do que o nosso segundo lugar na lista:</p>
<p>2 &#8211; 10: O clássico dos Tops! O 10 oferece uma quantidade decimalmente perfeita para quem quer saber os melhores ou piores de qualquer coisa.</p>
<p>1 &#8211; 7: E em primeiro lugar, o mu favorito, o Top 7. Mas por que 7? Ele oferece mais informação do que o 5 e não se estende tanto quanto o 10 e o 15, mas mesmo assim oferece uma quantidade suficientemente boa para qualquer lista de Tops. E por isso, ela fica em primeiro lugar!</p>
<p>Sim, eu não tenho mais nada pra fazer da vida. =D</p>
<p><span style="color:#999999;">PS: Pra todos aqueles que me escrevem sobre seus iPods, eu posso responder às dúvidas de todos. Só me esperem um pouco pra eu ter mais tempo pra elaborar essas respostas que são um tanto quanto técnicas e merecem mais cuidado e atenção de minha parte, do que uma lista de Top 7&#8230;</span></p>
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		<title>A História atrás da Sexta-Feira 13</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 16:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é sexta-feira 13, um dia que todos acham que tem algo de diferente, mas é tão normal quanto qualquer outro. Hoje, coincidentemente, é a estréia do novo filme Sexta-Feira 13, recontando, de novo, mais uma vez, pela 11ª vez, tudo de novo, a história do serial killer from hell Jason Voorhess. Mas não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é sexta-feira 13, um dia que todos acham que tem algo de diferente, mas é tão normal quanto qualquer outro. Hoje, coincidentemente, é a estréia do novo filme <a href="http://www.portaldecinema.com.br/Filmes/sexta_feira_13_parte_11.htm">Sexta-Feira 13</a>, recontando, de novo, mais uma vez, pela 11ª vez, tudo de novo, a história do serial killer from hell Jason Voorhess.</p>
<p>Mas não é desse &#8220;Sexta-Feira 13&#8243; que quero falar. Quero falar sobre o dia de hoje mesmo. Chamam Sexta-Feira 13 como o dia do azar. Mas já se perguntaram por que justamente hoje é o dia do azar? Por que não no sábado 14? Ou na segunda-feira 16? Pra mim, a segunda é mais azarada, porque chegamos no meio do mês e percebemos que acabou o dinheiro do mês e não temos mais nada pra mais 15 dias! Isso sim é azar&#8230;</p>
<p>Mas, muitas lendas giram em torno da sexta-feira 13. A mais aceita envolve a morte de Jesus Cristo. Segundo as tradições bíblicas, na última ceia, realizada numa quinta-feira, haviam 13 pessoas sentadas à mesa e isso levou à morte de Jesus, numa sexta-feira.</p>
<p>Uma outra referência a isso é a origem do azar relacionado ao número 13. Segundo as tradições místicas do Tarot, a carta 13 (XIII) é a carta da Morte. Como as pessoas não gostam da morte, associam a morte ao azar. Mas isso é pura ignorância e preconceito, já que a carta da Morte traz uma necessidade de transformação e de mudança. Talvez as pessoas achem que é um azar precisar mudar alguma coisa. Eu pessoalmente gosto de mudanças.</p>
<p>E existem ainda outras referências à sexta-feira 13, mas não me lembro de cabeça. Então tá. É isso.</p>
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		<title>O tempo que não tenho</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 03:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passei os últimos dias enrolados com coisas e projetos e trabalhos e coisas a fazer. Queria ter mais tempo pra me dedicar ao blog, mas acabo me enrolando com outras coisas e não escrevo tanto quanto gostaria! Às vezes acho que me falta disciplina mais do que tempo&#8230; Disciplina é a chave para a liberdade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei os últimos dias enrolados com coisas e projetos e trabalhos e coisas a fazer. Queria ter mais tempo pra me dedicar ao blog, mas acabo me enrolando com outras coisas e não escrevo tanto quanto gostaria! Às vezes acho que me falta disciplina mais do que tempo&#8230;</p>
<p>Disciplina é a chave para a liberdade. As pessoas acham que liberdade é fazer o que quiser quando quiser e que isso não requer disciplina. Mas se não temos disciplina, dificilmente seremos livres para fazer qualquer coisa! Sem disciplina nos perdemos nos nossos afazeres, nos distraímos por qualquer coisa e não conseguimos fazer o que queremos. Disciplina é respeito pela escolha e respeito pelo tempo. O fazer precisa de um certo tempo para ser feito e se não temos disciplina, não respeitamos esse tempo. E sinceramente, sem respeito não temos responsabilidade e não temos liberdade.</p>
<p>O tempo que não tenho diz muito a respeito não do que não consigo fazer pois tenho muitos afazeres que me prendem e não me deixam escolher. O tempo que não tenho diz mais sobre o respeito e a responsabilidade que dedico ao tempo para aí sim fazer as coisas que quero.</p>
<p>Não preciso então procurar o tempo que não tenho, pois esse tempo está e sempre esteve aqui. Mas para que eu possa ter este tempo eu preciso me dedicar mais a ele, preciso ter mais disciplina, ser um pouco mais responsável com ele. Preciso me dedicar às coisas que eu preciso fazer para terminá-las e aí sim ter tempo para fazer as coisas que quero. Ser livre não é só fazer o que queremos, mas sim fazer o que precisamos. Como uma vez disse um grande pensador, &#8220;liberdade é fazer bem feito o que precisa ser feito&#8221; e não só fazermos o que gostamos, o que queremos. Precisamos fazer o que não gostamos também e realizar aquilo que precisa ser realizado, mas fazer bem feito tudo isso! Mesmo que isso signifique sermos mais disciplinados com o tempo que não temos&#8230;</p>
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		<title>Blogueiros de Curitiba se encontram em Shopping</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 18:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois é, o #ebc saiu no jornal! Tudo bem que é um jornal da internet, mas nada mais apropriado para falar de blogueiros do que usar a internet, certo? Pois bem. Basicamente a matéria fala sobre o Encontro de Blogueiros de Curitiba, realizado toda sexta-feira no Shopping Estação, no centro de Curitiba. Se quiserem ler [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, o #ebc saiu no jornal! Tudo bem que é um jornal da internet, mas nada mais apropriado para falar de blogueiros do que usar a internet, certo? Pois bem. Basicamente a matéria fala sobre o Encontro de Blogueiros de Curitiba, realizado toda sexta-feira no Shopping Estação, no centro de Curitiba. Se quiserem ler a matéria, é só <a href="http://induscom.com.br/content/view/15713/85/">clicar aqui</a>.</p>
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		<title>Desejo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 16:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazia tempos que não chovia tanto assim. De certa forma, a chuva era reconfortante. Enchia todos os ambientes de som e um cheiro gostoso de chuva. No campo tudo fica mais gostoso. A única coisa que não era bom era sua solidão. Estava sozinho. Estava se dedicando ao seu livro e por isso queria solidão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazia tempos que não chovia tanto assim. De certa forma, a chuva era reconfortante. Enchia todos os ambientes de som e um cheiro gostoso de chuva. No campo tudo fica mais gostoso. A única coisa que não era bom era sua solidão.</p>
<p>Estava sozinho. Estava se dedicando ao seu livro e por isso queria solidão. O livro estava saindo melhor do que se estivesse na cidade, mas mesmo assim ele sentia falta de uma companhia, uma outra pessoa que fosse, nem que fosse só para olhar e admirar. Por isso gostava muito de dormir. Em seus sonhos ele era visitado por todo tipo de pessoas e isso ao menos o confortava.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://images.passis.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/Rmm-9woKCnwAAGCqcPQ1/BeachHorses.jpg?et=huU7n4fHjtaAZQV7VbaDSA" alt="" width="213" height="160" /><br />
Ele preparou uma caneca de chocolate quente e foi até a varanda admirar a chuva caindo na grama e formar pequenas poças de água. As goteiras eram ritmadas e vê-las e ouvi-las lhe era muito bom. Pareciam o galopar de uma tropa de cavalos, mas não em qualquer lugar, mas sim na praia, com as ondas quebrando a seus pés. Ele podia vê-los correndo, sem dono, sem destino. Era só fechar seus olhos.</p>
<p>Mas nisso ele também a via. Não conseguia ver seu rosto, mas sabia que era ela. Ela chorava, ou não. Era difícil saber quando se está sonhando. Mas parecia um an<img class="alignright" src="http://images.passis.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/RmnANwoKCnwAAGgXk-k1/gallery_orlandi_eve.jpg?et=n6s8KX8NfX1vOBXO56qyWw" alt="" width="160" height="223" />jo. Tudo o que ele queria era estar com ela, mas estavam longe. Por isso gostava de sonhar, pois nos sonhos ele podia ao menos a ver. Nunca sabia o que dizer. Para ele era estranho isso, pois estava escrevendo um livro, um romance, repleto de personagens e histórias de amor. Mas quando isso falava sobre sua própria vida, ele não sabia o que dizer. A única coisa que sabia fazer era olhar e admirar, mesmo em seus sonhos.</p>
<p>Fazia quase uma semana que chovia direto. Mas era uma chuva fraca e de vez em quando parava por alguns minutos. Pareciam lágrimas do céu lavando a terra. Quando acabou seu chocolate quente, ele voltou para dentro e pensou consigo mesmo por que será que ela sempre estava triste em seus sonhos? Ela não tinha motivos para isso, a final, ela era amada por ele e era tão linda. Mas mesmo assim estava triste. Mas quem tinha motivos para estar triste era ele que estava sozinho naquela casa afastada de todos, inclusive dela. Mas ela também estava sem ele. Então ele percebeu que ela também poderia estar triste, que ela também poderia desejá-la.</p>
<p>Correu para o telefone que estava desligado desde o dia em que chegara. O colocou na tomada e discou seu número. Não sabia o que iria falar, mas ele precisava ao menos mostrar que também a amava, que não havia se esquecido dela. Amar em segredo é fácil pois não se cai em erros. O difícil é quando precisamos mostrar isso. E a beleza está justamente na possibilidade de errar&#8230;</p>
<p><span style="color:#888888;">Originalmente publicado em: 08/07/2007</span></p>
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		<title>ERR-OR 404! ER-ROR 404!</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 17:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das minhas maiores diversões na antiga internet da década de 90 (sim, comecei a passear por estas bandas nos idos de 1996) era encontrar as páginas de erro da Angelfire. Lá naquela época, quando não existiam blogs (ou se existiam, eles não eram tão difundidos) e as pessoas se comunicavam via IRC ou ICQ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das minhas maiores diversões na antiga internet da década de 90 (sim, comecei a passear por estas bandas nos idos de 1996) era encontrar as páginas de erro da <a href="http://www.angelfire.lycos.com/umexemplodepagina404">Angelfire</a>. Lá naquela época, quando não existiam blogs (ou se existiam, eles não eram tão difundidos) e as pessoas se comunicavam via IRC ou ICQ (qualquer hora eu escrevo sobre ICQ também) e os emails tinham um limite de 6Mb e eram só permitidos emails em texto (meldels, tô velho!), a maioria das pessoas que queriam (ou tinham um conhecimento suficiente de HTML) expor suas idéias na internet usavam algum serviço gratuito de hospedagem e criação de sites, como o <a href="http://www.geocities.com/">Geocities</a> (antes de virar Yahoo! Geocities) e o <a href="http://www.angelfire.com/">Angelfire</a> (entre tantos outros que não me lembro mais). Ver um endereço no buscador do <a href="http://www.yahoo.com/">yahoo</a> ou do <a href="http://www.altavista.com/">altavista</a> ou até mesmo do <a href="http://www.cade.com.br/">cadê</a> que começasse com geocities.com ou angelfire.com significava um conteúdo feito pelos usuários e não pelas empresas (talvez o início da Web 2.0).</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://af.lygo.com/d/common/logo.gif" alt="null" /></p>
<p>Mas o mais divertido era ver uma página na Angelfire e encontrar as páginas aleatórias de erro. Geralmente, os erros 404 (página não encontraga) são chatos e sem graça, mas a Angelfire revolucionou isso tornando essas páginas de erro divertidas, fazendo com que sua frustração por não encontrar sua página fosse menor. Isso, inclusive foi usado pelo Orkut, mas como eles só tem UMA mensagem de erro, ficou chato ver o &#8220;No donur for you, Orkut&#8221;.</p>
<p>Hoje, ao reencontrar uma página da Angelfire através do Twitter, voltei a fuçar nas mensagens de erro. E as velhas lembranças voltaram&#8230; Infelizmente, as mensagens antigas mudaram. Acho que eles sempre mudam. Então, só vou colocar aqui as mensagens atuais que eu conseguir pescar. E não vou me dar o trabalho de traduzir, me desculpem. Quem sabe eu traduzo isso depois?</p>
<blockquote><p><span style="color:#000080;">Your lucky numbers for today: 4, 0, 4.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. </span></p>
<p><span style="color:#800000;">We didn&#8217;t do it.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Missing: One Home Page.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#000080;"><span style="color:#800000;">On the internet, no one can hear you scream.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL.</span> </span></p>
<p><span style="color:#000080;">CDIV<br />
(Et tu, Angelfire?)<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#800000;">If you&#8217;re reading this, it means this page is no more.<br />
It&#8217;s probably  not your fault.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#000080;">The page you wanted is taking a long lunch.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL.</span></p>
<p><span style="color:#800000;">&#8216;I remember when the internet only had a few pages, and they all worked&#8217; &#8211;  &#8216;Sure, Grampa&#8230;&#8217;<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#000080;">Great, now you&#8217;ve gone and done it. You&#8217;ve broken the Internet.<br />
Way to go!<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#800000;">Sometimes we like to get a little crazy and type in totally random URLs to see what happens.<br />
This is what happens.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#000080;">Apparently, this page is not compatible with any browsers.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#800000;">This page has moved to California to find itself.<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p>
<p><span style="color:#000080;">First crop circles and now this&#8230;<br />
Weird!<br />
Actually, we couldn&#8217;t find the page you requested.  Please check the URL. 		<img src="http://www.angelfire.lycos.com/sys/ot_e404.gif?foof=yay" alt="" width="1" height="1" /></span></p></blockquote>
<p>Qual é sua favorita?</p>
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		<title>Crônica de uma Morte Anunciada</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2009/01/cronica-de-uma-morte-anunciada/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 02:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs e Internet]]></category>
		<category><![CDATA[anúncio]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo que o nosso amigo Eduardo Moreira vem anunciando a morte de seu podcast, o Podcast de Eduardo Moreira. Diz ele que ele iria suicidar seu podcast e anunciou a data: 31 de dezembro de 2008. E ele cumpriu o prometido. Anunciou a morte de seu podcast, mas não para parar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que o nosso amigo <a href="http://www.eduardomoreira.net/">Eduardo Moreira</a> vem anunciando a morte de seu podcast, o Podcast de Eduardo Moreira. Diz ele que ele iria suicidar seu podcast e anunciou a data: 31 de dezembro de 2008. E ele cumpriu o prometido. Anunciou a morte de seu podcast, mas não para parar com o podcasting, mas sim para iniciar DOIS novos projetos. Ele mata um podast e cria dois podcasts. Mais sobre isso, vocês podem ler no próprio Blog de Eduardo Moreira ou em seu Drops.</p>
<p>O que eu gostaria de comentar aqui é sobre o anúncio da morte do podcast. São poucas as mortes anunciadas. Uma delas são as mortes feitas através da Pena Capital em países que se utilizam desse sistema <span style="text-decoration:line-through;">bárbaro </span>de punição<span style="text-decoration:line-through;"> que não serve pra nada</span>. Outras são as cartas de suicídio que descrevem como e quando o suicida irá ser seu próprio algoz.</p>
<p>Mas é interessante o anúncio de uma morte e a consequência dela. Geralmente, um suicídio não é aceito. Fato. A medicina trata a ideação suicida (a idéia de suicídio ou de morte) como um sintoma clínico da depressão, por exemplo, sintoma tal que deve ser tratado. Tive pacientes que foram internados por psiquiatras por falarem de idéias de morte e suicídio com eles. A sociologia trata o suicídio como algo epidemiológico. O primeiro estudo sociológico sobre suicídio foi feito por Durkheim onde ele mostra que a grande quantidade de suicídios faz com que ele seja um problema epidemiológico e sociológico também. A religião trata o suicídio como um pecado mortal, como algo que não podemos fazer, pois Deus nos deu a vida e nós não podemos tirá-la. Podemos inclusive falar no aspecto jurídico, pois todos temos o direito à vida e não direito sobre a vida.</p>
<p>É muito difícil falarmos sobre o suicídio ou aceitarmos ele. Mas uma coisa é certa: as coisas morrem. Todos morreremos. E por que não podemos falar ou pensar sobre a nossa morte? Eduardo Moreira fez isso. E ao fazê-lo, reiterou que dia 31 de dezembro de 2008 seria o último dia que poderíamos fazer a piada que ele é &#8220;Eduardo Moreira, do Blog de Eduardo Moreira, do Podcast de Eduardo Moreira, do Gengibre de Eduardo Moreira, da casa de Eduardo Moreira&#8221;&#8230; E agora ele pode estar certo. Não mais poderemos fazer essa piada. MAS, poderemos fazer outras piadas! Como dizer que &#8220;Ele é Eduardo Moreira, do Eduardomoreira.net, do finaldo Podcast de Eduardo Moreira, do Antigo Gengibre de Eduardo Moreira e agora simplesmente Drops, ainda da casa de Eduardo Moreira&#8221;, etc&#8230;</p>
<p>hehehe</p>
<p>O tempo passa, as mortes vêm para trazer mudanças (no caso do Eduardo Moreira, morreu um podcast para nascer dois, o <a href="http://feedbacknews.wordpress.com/">FeedbackNews</a> Podcast e o TargetHD), mas algumas coisas continuam para sempre. Eduardo Moreira, você sempre será lembrado por quem você é, foi e será! Seu nome será lembrado por muito tempo! E boa sorte nos seus (e nossos) novos projetos!</p>
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		<title>In Vino Veritas</title>
		<link>http://pablo.deassis.net.br/2008/12/in-vino-veritas/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 23:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo de Assis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Campus Party 2
