Poderia aqui falar um monte sobre preconceito, sobre inclusão, sobre os processos psicológicos de quem é preconceituoso ou de quem sofre preconceito, das diferentes formas de preconceito além da homofobia – da qual já falei aqui -, além das diferentes formas de inclusão de quem é excluído, principalmente por preconceito e ignorância. Mas não irei. Irei me contentar simplesmente em deixar este vídeo para reflexão. É de uma propaganda extremamente positiva.
Será que precisamos nos disfarçar para nos aproximar?
Faz um tempo tenho visto propagandas e principalmente campanhas que têm um enfoque negativo. E por enfoque negativo quero dizer que o foco da propaganda ou campanha não é o que deve ser feito, mas o que deve ser evitado. E, de um ponto de vista psicológico, fazer isso é apostar no fracasso, ou seja, não dá certo.
Não quero aqui falar do mérito dessas campanhas, mas sim da forma como elas são feitas. O pior é que sempre que vejo uma delas eu penso comigo mesmo, “mais um esforço disperdiçado e mais dinheiro jogado fora à toa”. Dois grandes exemplos disso são a campanha “Paz sem voz é medo” do grupo GRPCOM e a campanha “190 km/h é crime“, organizada após o acidente protagonizado pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho. Até hoje não sei qual foi a eficácia dessas campanhas, mas vou aqui descrever porque elas não dão certo e como poderiam ser para funcionarem.
Desnecessário. Essa é a minha opinião. Curta e direta. Agora, para poder compreendê-la, já é necessário de mais tempo de reflexão…
Primeiro, precisamos compreender o que é “homofobia”. A definição de homofobia é a raiva ou repulsa por homossexuais. Existe aí um pequeno erro por parte de algumas pessoas que associal o sufixo -fobia a medo, então seria medo de homossexuais. Mas não estamos aqui nos referindo ao medo em sim, mas sim à repulsa e principalmente à raiva sentida contra os homossexuais. Essa repulsa e raiva podem ser também resumidas ao preconceito contra homossexuais.
Esse preconceito é real e tão real quanto o preconceito aos afro-decendentes (para utilizar o termo politicamente correto) e até ao preconceito contra as mulheres (que ao meu ver é o mais grave de todos). Esse preconceito basicamente diz que os homossexuais são diferentes dos heterossexuais e, por isso, são inferiores ao heterossexuais e devem se manter distantes pois, devido a essa inferioridade ou diferença, trazer problemas aos heterossexuais, como por exemplo, promiscuidade, doenças venéreas, perversidade e outros argumentos pseudo-científicos. Essa é a ideia por trás da homofobia.
O tema da homossexualidade ainda é uma questão controversa. Nossa sociedade ainda não compreende o tema, muito menos a ciência e a religião conseguem chegar a um consenso. O que se sabe é que a ciência tenta compreender, enquanto a religião tenta encaixar dentro de seus conceitos e dogmas. Novamente, não pretendo chegar aqui a nenhuma conclusão sobre o tema, apenas quer apresentar mais dois pontos de vista, o da ciência e o da religião.
Se eu fosse apresentar sozinho cada um desses, daria cada um uma tese. São várias concepções científicas e várias concepções religiosas. Aqui, porém, irei apresentar as questões científicas. As religiosas deixarei para outro post.
As questões Científicas
A ciência nunca chega a nenhuma conclusão e se alguém disser que algum ponto de vista científico é definitivo, então isso não é ciência. Tendo dito isto, quero aqui apresentar algumas questões polêmicas que a ciência traz e que muitos defensores dos direitos dos homossexuais utilizam como defesa, mas que eu pessoalmente questiono:
Ouvindo e lendo pela internet várias opiniões sobre homoafetividade ou homoerotismo, me deparo com vários conceitos e desconceitos sobre o tema. Queria tentar abordar uma dessas questões sob o ponto de vista histórico e psicológico. É claro que não conseguirei esclarecer todas as dúvidas ou abordar todos os pontos sobre o assunto, mas tentarei ao menos esclarecer algumas questões. O que quero tratar é justamente é justamente a história por trás da homossexualidade e dos nomes que usamos para designar esse comportamento.
Homossexualidade ou Homossexualismo?
A primeira questão aqui é sobre o nome que damos para essa condição. Alguns dizem que o correto é falar “homossexualidade” porque “homossexualismo” seria doença. Outros não estão nem aí para isso, pois se assim fosse, cristianismo, espiritismo, capitalismo, marxismo, tudo isso também seria doença. Antes de dizermos o que é o correto, temos que compreender de onde vieram esses nomes?
Mais um PsicoLog Podcast no ar! Aproveitando que eu já tinha essa gravação há quase dois anos e antes que ele fiquei mais datado do que ele já está, disponibilizo a entrevista que Eduardo Sales do Papo de Gordo fez comigo seguindo algumas perguntas feitas por seus ouvintes sobre ansiedade, cirurgia bariátrica e questões psicológicas associadas a esse procedimento. A ideia era que esse áudio fosse utilizado naquele podcast, mas acabou não sendo publicado porque o formato do programa mudou e inclusive o próprio blog! Na época, o Papo de Gordo era o podcast do blog Contrapeso e hoje já existe um site Papo de Gordo com seu podcast. Se você não conhece, vale a pena conhecer, especialmente o episódio mais recente, o 68 – Autoajuda, do qual participo!
Duração: 38 minutos
Mandem E-mails
Mande e-mails e recados de voz para pablo@deassis.net.br com dúvidas, contribuições, elogios, críticas, perguntas, sugestões e qualquer outra coisa que você queira enviar. Toda mensagem será muito bem-vinda!
Este é o primeiro episódio do PsicoLog Podcast de uma série de conversas que tive com o Daniel, conhecido na internet como Falcão Azul do site Monalisa de Pijamas e do Monacast. Nesta nossa primeira conversa, falamos sobre muitas coisas, inclusive sobre o tema das outras conversas que tive com ele. Pedi sua autorização e gravei os bate-papos para lançá-los aqui. Nesta primeira conversa, falamos um pouco sobre o livro Psicologia do Inconsciente de Carl Jung, sobre hábitos e mudanças de hábito e principalmente sobre hábitos alimentares. Ao final, falamos até um pouco sobre como seria o ponto de vista psicanalítico freudiano sobre o assunto. Mas devo admitir que, como a psicanálise não é minha especialidade, dei apenas uma visão um tanto quanto superficial do assunto. Porém, o resto do bate-papo está bastante completo e com vários exemplos. Espero que os temas debatidos sejam de interesse de vocês e qualquer coisa, mandem emails ou comentem aqui no blog!
Duração: 63 minutos
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Faz algum tempo queria escrever sobre bullying, não só porque esse tema está em voga, mas eu também sofri com isso na escola e quando era menor. Mas as contingências afetaram o meu tempo e quando consegui tempo para escrever, tive que atualizar o WordPress. Até parece que meu blog estava fazendo bullying comigo!
Mas quando saiu o vídeo do “menino Zangief” e todas as suas variáveis, eu achei interessante comentar sobre isso. Princialmente depois de ver um twit de um amigo sobre uma notícia de uma entrevista com o próprio menino, Casey Heynes. Ele, como várias vítimas de bullying, foi vítima desse ato cruel por vários anos. Mas, ao contrário de várias vítimas, ele não se vitimizou com o fato. Quero aqui fazer distinção entre essas duas posturas – entre a vítima e a vitimização – e afirmar que em nenhum momento estou desmerecendo o sofrimento de quem passa por isso.
Interessados no meu trabalho podem entrar em contato no email pablo@deassis.net.br.
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