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Refletindo sobre Paradigmas Educacionais com Ken Robinson

Sir Ken Robinson Faz tempo quero começar uma série de reflexões a cerca da educação, não só a educação individual mas principalmente sobre os sistemas de educação públicas e privadas. Mas, antes é bom deixar registrado o que já existe e o que já fizeram sobre educação. Atualmente, o principal nome na área é Sir Ken Robinson, educador britânico radicado nos Estados Unidos e um dos principais pensadores atualmente sobre as mudanças de paradigma educacional.

Quero deixar aqui um breve vídeo que ilustra – literalmente – uma de suas palestras. Neste vídeo, ele fala sobre o atual paradigma educacional, seus principais problemas e como é possível modificá-los. Tanto a educação privada quanto a pública no Brasil sofrem do mesmo mal porque fazem parte de um mesmo sistema padronizado pelo Governo. Mas, melhor do que eu escrever aqui sobre o vídeo, vale mais a pena assistirem a ele.

Em breve, farei mais reflexões, não só sobre este vídeo, mas sobre outros assuntos também. Qualquer comentário que tenham sobre a educação, por favor, deixem aqui que possivelmente servirão para futuras reflexões!

Liberdade…

escolhas… estamos repletos delas… escolhemos o tempo todo mesmo que não queiramos, pois isso em si já é uma escolha!

liberdade… já disseram que isso é uma condenação… a única escolha que não temos é se podemos ou não escolher, porque todos somos condenados a fazer escolhas… nos enganamos quando acreditamos que liberdade é fazer o que queremos, porque não é… quando fazemos o que queremos não estamos sendo livres, estamos sendo escravos dos nossos desejos… eles mandam, e nós obedecemos… escolher é poder dizer não a isso, é ver uma opção, se responsabilizar por ela e tê-la como sua…

parece fácil, mas é o mais difícil para todos nós… se responsabilizar por uma escolha livre é extremamente angustiante, por isso a grande maioria prefere não escolher, ou prefere não se responsabilizar… daí escolhem culpados ou bodes-espiatórios para livrar-los das responsabilidade e com isso livrar-los da angústia inerente às escolhas…

o que poucos percebem é que é justamente essa angústia que nos move como indivíduos, como sujeitos conscientes e criadores, sujeitos criativos…. de um tempo pra cá, com toda essa cultura da culpa, deixamos de crescer como sujeitos, pois tudo passa a ser culpa do outro, do grande inimigo… guerras idiotas são travadas por culpa do outro, batalhas infindáveis que não levam a nada continuam a existir tudo porque não conseguimos perceber que tudo é responsabilidade nossa, nossos atos e inclusive nossas omissões…

mas fazer o que, né? eu vou fazendo a minha parte nesse jogo…

Originalmente publicado em: 04/06/07

Recursos Humanos: ter ou não ter na sua empresa?

Este artigo também poderia ser chamado de “Recursos humanos: custo ou investimento?” ou ainda “É importante investir em RH?

Pergunta-se muito se vale a pena investir em recursos humanos para uma empresa. E eu, como profissional da área, me pergunto por que empresários ainda se fazem essa pergunta! Mas eu acho que sei por quê. A grande questão que se apresenta é que os empresários se questionam não se vale a pena ter um setor ou trabalho de recursos humanos na empresa, mas sim se vale a pena o custo nesse setor.

Hoje em dia existem muitas acessorias de RH que ocupam o espaço deixado por essas empresas, terceirizando os serviços geralmente relacionados aos departamentos de RH das empresas, conhecidos como subsistemas de RH. Esses subsistemas basicamente são: recrutamento, seleção, contratação, descrição e análise de cargos e funções, política de remuneração e benefícios, treinamento e capacitação, desenvolvimento organizacional, avaliação de desempenho, segurança no trabalho, sistema de informações de pessoal e processos de demissão. Atualmente existem empresas terceirizadas que fazem esses trabalhos para qualquer empresa e, principalmente para uma empresa de pequeno porte, muitas vezes vale mais a pena o custo com a contratação desses serviços do que o custo da implantação e manutenção de um setor específico de RH em uma empresa.

Mas acontece que recursos humanos não se limitam unicamente a isso. E isso começa inclusive com o nome. Atualmente chamamos esse setor de Gestão de Pessoas, justamente porque muda-se o ponto de vista sobre as atividades desse setor. Antigamente (e hoje em dia muitos empresários ainda têm essa postura, infelizmente), os funcionários eram vistas como recursos. Atualmente, elas são vistas como pessoas.  Qual a diferença?

Basicamente, se vemos um funcionário como recurso, objetificamos ou coisificamos o funcionário e ele se torna uma peça da produção, como um computador ou máquina, com o diferencial que essa peça pode sair da empresa e ir trabalhar para o concorrente. Então para os empresários que pensam assim, muitas vezes vale mais a pena investir na compra de máquinas e peças para a empresa do que gastar com os funcionários.

Mas se vemos o funcionário como uma pessoa, se personalizamos o funcionário, passamos a entender que ele pode agregar à empresa, muito mais do que uma máquina pode. Como isso?

Nos dias de altas tecnologias e de competição acirrada de hoje, o perfil do trabalho mudou muito. Antigamente o trabalhador e o trabalho era basicamente braçal, físico, era um trabalho de execução. Mas hoje em dia grande parte disso pode e é executado mais eficientemente por máquinas. A tecnologia que trouxe isso trouxe também uma maior competitividade, pois a automatização da produção tornou os produtos mais baratos e mais acessíveis. A tecnologia e a competição forçaram uma mudança no perfil do trabalhador que passou a ser menos braçal e mais mental. Hoje em dia os trabalhadores precisam ser flexiveis, adaptáveis e autônomas, justamente para conseguirem acompanhar as novidades e criar uma boa rede de apoio que o mercado atualmente exige.

Isso faz com que os trabalhadores precisem ter autonomia para tomar dicisões rapidamente. Máquinas não fazem decisões, mas pessoas sim. Investir nas pessoas em uma empresa é investir em trabalhadores autônomos e empreendedores, justamente para que eles possam oferecer à empresa mais do que a execução de tarefas, para que eles possam oferecer alternativas, decisões e ações criativas. Esse investimento faz com que o empresário possa ganhar mais mercado e tenha agilidade de responder melhor aos clientes.

Recursos humanos não é um gasto, mas um investimento. Inclusive isso deve ser uma prática financeira da empresa. Não vou me extender nesse assunto, mas vou disponibilizar um artigo que trata justamente disso, de como uma empresa pode mudar sua gestão financeira para perceber e utilizar os recursos humanos como investimentos ativos da empresa e não como gastos passivos.

Arquivo para download:
Contribuição ao estudo da Mensuração, avaliação e evidenciação de Recursos Humanos