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Comentário ao Eddie Silva

Eddie Silva, criador do Prêmio Podcast e grande difusor dos podcasts, comecou uma polêmica em seu blog sobre o amadurecimento dos podcasters e a possibilidade dos podcasters em ganhar dinheiro. Eu tenho a minha opinião e comentei lá. Mas mesmo assim, quero deixar aqui registrado para a posteridade o que eu acho disso tudo:

Salve, Eddie!

Bem… eu já passei minha opinião pessoal pra vc via Twitter, mas mesmo assim, gostaria de expor um pouco mais dela aqui, já que tenho mais de 140 caracteres pra isso 😉

Eu sou a favor dos podcasts comerciais. Fato. Todos os meus colaboradores do Nerd Curitibano e do NerdExpress sabem disso e não escondo de ninguém. Tento fazer tanto um blog quanto um podcast de qualidade justamente para conseguir captar leitores e possíveis clientes. Mas nada disso importa se o mercado não está preparado pra esta mídia.
Recentemente, junto ao PodCon aqui em Curitiba, aconteceu o Fórum de Mídias Digitais Sociais. E lá eu pude ver que a realidade das mídias digiais sociais, os blogs, as redes de relacionamento e, por que não, os podcasts, ainda estão muito imaturos nos olhos das grandes corporações. Vi diversos cases que ilustram isso, tanto de empresas que souberam usar a Web2.0 quanto daquelas que se apavoraram e simplesmente retiraram campanhas caríssimas devido à má divulgação nos blogs.

Como que, aqui no Brasil, podemos mostrar justamente a esses clientes que não conhecem internet, não sabem o que são podcasts, que pensam que blogs são coisas de criança, que é vantajoso divulgar em podcasts? Recentemente no Jornal da Globo saiu uma reportagem cuja chamada era, “Você sabe o que é um blogueiro? Saiba como ganhar dinheiro sem sair de casa”… e na matéria basicamente mostrou algumas pessoas (adolescentes quase) que ganham uns R$100 a R$300 por mês com seus blogs pra gastar nas baladas e o Interney e o exemplo da Pólvora! Como assim, “ganhar dinheiro sem sair de casa” e mostrar a Pólvora? E o pior: ignorar os verdadeiros probloggers como o Bobagento pra mostrar jovens que ganham suas mesadas pelos blogs? E o pior foi a chamada! “Você sabe o que é um blogueiro?” Só faltava completarem com frases (q foram jogadas no twitter) como “É de comer?” ou “Olha, mãe, um blogueiro! Posso tocar?” E tudo isso pelo simples fato que na nova novela da globo haverá um personagem que é blogueiro. Como podemos, com um mercado desses, mostrar que uma mídia como o podcast funciona e é um canal viável de publicidade?

Eu realmente admiro sua iniciativa e sua vontade de montar essa agência pra podcasters. E saiba que, se você realmente abrir, eu vou ser um dos seus primeiros clientes! Eu vejo um futuro muito promissor nisso, mas tem certas horas que eu tenho que ser realista: por mais que os podcasters venham a amadurecer, será que o mercado brasileiro está pronto pra eles? Eu quero pensar que em um futuro muito breve poderemos chegar nesse ponto. De verdade. Mas realmente não sei se o problema está na maturidade dos podcasters brasileiros ou com a maturidade do mercado brasileiro.

O Vanassi tem razão em um ponto: tem gente que faz podcast por diversão e a internet propicia isso. Tem gente que faz blog por diversão e tem gente que vive disso, como o Interney, o Bobagento, o Jurandir do Rapadura e o Jovem Nerd, só pra citar alguns. O bom da internet é que ele é um espaço que possibilita tudo isso. Eu vejo que em breve teremos os podcasts profissionais e os não profissionais. Se bem que já existem alguns podcasts profissionais…

Mas, realmente precisamos amadurecer, não só o mercado mas também nós podcasters. Sinto que, nesse sentido, ainda somos crianças querendo brincar de podcast, como quando eu era criança e brincava de fazer programas de rádio com o toca-fitas de casa. Mas, da mesma forma, não adianta você pedir pra essa criança que ela transforme essa brincadeira num negócio de sucesso, que administre, além das gravações e edições e postagens nos blogs, os anúncios, patrocinadores e toda a administração financeira que isso vai acarretar! É um belo de um desafio e sinto que, agora, só precisamos de pessoas como você, que sabem como fazer isso, que tomem a iniciativa! Tenho que admitir que eu estou tentando mesmo. Tento fazer uma periodicidade no meu podcast, tento criar uma identidade nele, tento respeitar os meus ouvintes sempre comentando seus emails e comentários, enfim. Mas mesmo assim, tenho que admitir que estou só engatinhando. Descobri o que são podcasts apenas em 2008 e já consegui ver todo o potencial dessa midia! Só precisamos descobrir como…

E repito: se você for montar essa agência, fique tranquilo que eu serei um dos primeiros a querer participar disso com você!

Parabéns pela iniciativa e pela coragem em divulgar tudo isso! Abraços!

Pablo.

O espaço do Empreendedorismo em recrutamento e seleção

As grandes empresas em sua maioria colocam no perfil do funcionário no recrutamento que ele precisa ser empreendedor. Hoje em dia o mercado praticamente exige isso dos funcionários das grandes empresas, mas nas micro e pequenas empresas parece que isso é quase que exclusividade do empresário, isso quando ele entende sobre empreendedorismo.

Então, parece existir uma espécie de seleção natural com as empresas e os funcionários, onde aqueles que são empreendedores se encaminham para as médias e grandes empresas e aqueles que não são empreendedores são selecionados pelas micro e pequenas empresas. Mas isso é arriscado para as últimas, justamente porque funcionários não empreendedores não oferecem vantagens competitivas no mercado de trabalho para suas empresas. Uma micro ou pequena empresa então que não seleciona pessoas com tal potencial corre o risco que não crescer frente a seus concorrentes e diante de seus clientes. E uma empresa que não consegue crescer no mercado, ou ela fica estagnada ou corre o risco de fechar as portas e perder para concorrentes mais competitivos.

Quando se é empreendedor, não se deve temer a concorrência, pois ela acaba fortalecendo o trabalho. Por isso é importante para uma empresa de pequeno porte ser empreendedora, não só seu empresário, mas também e principalmente seus funcionários.

Um funcionário empreendedor tem autonomia, ou seja, ele deve ser capaz de tomar as melhores decisões sozinho. Isso dá rapidez aos processos e serviços prestados, principalmente na hora do tratamento com o cliente. Para que essa autonomia possa acontecer, é preciso que esse funcionário tenha consciência de seu trabalho, ou seja, ele precisa entender a importância do trabalho e da função que ele está exercendo e não só disso, mas consciência também do papel da empresa diante da sociedade como um todo. Essa consciência traz mais liberdade de ação e de escolha para o funcionário, fazendo com que ele possa ser mais responsável por suas ações dentro da empresa. Isso alivia muito o peso da responsabilidade e das decisões para o empresário, podendo então existir relações de compartilhamento de responsabilidades e de troca de conhecimento.

Essa postura do funcionário empreendedor é diferente da postura do funcionário empregado, que doa seu trabalho em troca de um salário ou remuneração. Um empregado não é responsável por suas ações e simplesmente emprega seu trabalho para a execução de tarefas muitas vezes banais. Já um funcionário empreendedor é capaz de resolver os problemas operacionais quando eles acontecem sem a necessidade de recorrer sempre a um superior para saber o que fazer.

Porém, não adianta exigir na seleção que os candidatos sejam empreendedores e tenham autonomia se a empresa não oferecer o espaço para tal atuação. Um empresário que tem visão estratégica, que é empreendedor e que que sua empresa possa crescer, deve saber que ter em sua empresa funcionários empreendedores significa mudanças na dinâmica da gestão com pessoas, já que elas serão diferentes, terão posturas e desejos diferentes daquelas da administrão típica de recursos humanos. Esses funcionários não serão mais recursos a serem utilizados pela empresa, mas sim pessoas que ajudarão a empresa a crescer enquanto elas mesmas podem crescer.

Recursos Humanos: ter ou não ter na sua empresa?

Este artigo também poderia ser chamado de “Recursos humanos: custo ou investimento?” ou ainda “É importante investir em RH?

Pergunta-se muito se vale a pena investir em recursos humanos para uma empresa. E eu, como profissional da área, me pergunto por que empresários ainda se fazem essa pergunta! Mas eu acho que sei por quê. A grande questão que se apresenta é que os empresários se questionam não se vale a pena ter um setor ou trabalho de recursos humanos na empresa, mas sim se vale a pena o custo nesse setor.

Hoje em dia existem muitas acessorias de RH que ocupam o espaço deixado por essas empresas, terceirizando os serviços geralmente relacionados aos departamentos de RH das empresas, conhecidos como subsistemas de RH. Esses subsistemas basicamente são: recrutamento, seleção, contratação, descrição e análise de cargos e funções, política de remuneração e benefícios, treinamento e capacitação, desenvolvimento organizacional, avaliação de desempenho, segurança no trabalho, sistema de informações de pessoal e processos de demissão. Atualmente existem empresas terceirizadas que fazem esses trabalhos para qualquer empresa e, principalmente para uma empresa de pequeno porte, muitas vezes vale mais a pena o custo com a contratação desses serviços do que o custo da implantação e manutenção de um setor específico de RH em uma empresa.

Mas acontece que recursos humanos não se limitam unicamente a isso. E isso começa inclusive com o nome. Atualmente chamamos esse setor de Gestão de Pessoas, justamente porque muda-se o ponto de vista sobre as atividades desse setor. Antigamente (e hoje em dia muitos empresários ainda têm essa postura, infelizmente), os funcionários eram vistas como recursos. Atualmente, elas são vistas como pessoas.  Qual a diferença?

Basicamente, se vemos um funcionário como recurso, objetificamos ou coisificamos o funcionário e ele se torna uma peça da produção, como um computador ou máquina, com o diferencial que essa peça pode sair da empresa e ir trabalhar para o concorrente. Então para os empresários que pensam assim, muitas vezes vale mais a pena investir na compra de máquinas e peças para a empresa do que gastar com os funcionários.

Mas se vemos o funcionário como uma pessoa, se personalizamos o funcionário, passamos a entender que ele pode agregar à empresa, muito mais do que uma máquina pode. Como isso?

Nos dias de altas tecnologias e de competição acirrada de hoje, o perfil do trabalho mudou muito. Antigamente o trabalhador e o trabalho era basicamente braçal, físico, era um trabalho de execução. Mas hoje em dia grande parte disso pode e é executado mais eficientemente por máquinas. A tecnologia que trouxe isso trouxe também uma maior competitividade, pois a automatização da produção tornou os produtos mais baratos e mais acessíveis. A tecnologia e a competição forçaram uma mudança no perfil do trabalhador que passou a ser menos braçal e mais mental. Hoje em dia os trabalhadores precisam ser flexiveis, adaptáveis e autônomas, justamente para conseguirem acompanhar as novidades e criar uma boa rede de apoio que o mercado atualmente exige.

Isso faz com que os trabalhadores precisem ter autonomia para tomar dicisões rapidamente. Máquinas não fazem decisões, mas pessoas sim. Investir nas pessoas em uma empresa é investir em trabalhadores autônomos e empreendedores, justamente para que eles possam oferecer à empresa mais do que a execução de tarefas, para que eles possam oferecer alternativas, decisões e ações criativas. Esse investimento faz com que o empresário possa ganhar mais mercado e tenha agilidade de responder melhor aos clientes.

Recursos humanos não é um gasto, mas um investimento. Inclusive isso deve ser uma prática financeira da empresa. Não vou me extender nesse assunto, mas vou disponibilizar um artigo que trata justamente disso, de como uma empresa pode mudar sua gestão financeira para perceber e utilizar os recursos humanos como investimentos ativos da empresa e não como gastos passivos.

Arquivo para download:
Contribuição ao estudo da Mensuração, avaliação e evidenciação de Recursos Humanos