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A importância do 2º turno nas eleições

DebateO mais importante em um processo democrático de eleições é o debate. Sem o debate, não temos como saber de fato quais são as propostas e  – principalmente – como é o pensamento do candidato e se ele é preparado para governar. É claro que isso acontece melhor com os cargos maioritários de senador, governador e presidente. Para os deputados estaduais e federais, o melhor é a variedade de opiniões presentes, contanto que tenham consistência com aquilo que você acredita.

Mas o debate que estou falando não é o da televisão, mas o do dia-a-dia, aquele que vemos nas ações dos candidatos e nas relações que mantêm com o povo. Durante as campanhas, nós vemos o que a mídia nos mostra e os debates dos candidatos na televisão e internet. Mas e os debates das pessoas?

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A culpa é da culpa

Culpa não existe. Culpa é um sistema criado para manipulação das massas. Se você sente culpa por alguma coisa, qualquer coisa, parabéns, você faz parte de uma massa manipulada por alguém! E enquanto isso, você se distancia de ser alguém de verdade e continua sendo mais um peão nesse jogo.

Mas eu sinto culpa e esse sentimento é real! Não é uma invenção, uma manipulação.

A culpa é sua!É sim. O que prova que você foi tão manipulado que não consegue pensar diferente. Mas se a culpa é um sentimento real e manipulado ao mesmo tempo, só existe uma explicação: sentimos algo que aprendemos a chamar de culpa, que não é culpa. É engraçado que existem sistemas e teorias inteiras baseadas no conceito de culpa, que só servem para propagar essa enganação. O sistema legal é uma delas, por exemplo. A teoria psicanalítica utiliza de conceitos de moralidade e culpa também. E quem as ouve e acredita nisso só está se enterrando mais nesse pântano.

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Um pequeno paraíso…

Estava ontem conversando com uma amiga sobre o amor… e me vieram muitas idéias, muitas coisas, várias experiências, mas somente uma certeza: amor é uma escolha.

Somos todos livres para amar e podemos amar quem quisermos. Amor não é atração. Posso amar uma criança, um velho, meus pais, meus irmãos, um amigo ou amiga, sem me sentir atraído por eles. Mas eu os amo porque escolhi amá-los… Amor é doação, é entrega e abandono de si pelo outro. Essa escolha eu faço pelo outro e não por mim.

Não existe essa estória de amor condicional e incondicional. Amor é amor e ponto. Dele, não se fala, somente se vive… Dizer que amo de formas diferentes, que amei de um jeito e agora amo de outro é falar de algo sobre o qual não se tem nada a falar… Quando amo, amo e ponto. Quando escolho amar é porque (ou para que) aceitei me responsabilizar por essa pessoa, aceitei viver junto com essa pessoa, não importa onde ela esteja… A distância não influencia no amor, nem o tempo, pois o amor está além do tempo e do espaço. Nossas escolhas são nossas, e que elas também sejam escolhas da humanidade toda.

Amo sim. “Amor, verbo intransitivo”, já ouvi isso antes. Amo e ponto, sem objeto e sem sujeito, pois o amor dissolve essas barreiras. Quem ama pertence a uma relação de troca, uma relação que transcende limites. Quem ama, ama e ponto. Amor não dito, que é vivido, torna-se quem ama. Quem ama, quando vive, torna-se amor.

E é justamente por isso que quando amamos precisamos escolher amar. Amar é viver e viver é uma eterna escolha. Quando escolhemos somos responsáveis por essa escolha, e quando amamos, nos tornamos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos…

Texto original publicado em 05/07/07

Clareza na comunicação dentro da empresa

Não vivemos sozinhos. O tempo todo estamos nos relacionando com outras pessoas e a forma principal de nos relacionarmos é através da comunicação. Existem diversos níveis de comunicação, como a verbal, a não-verbal, a corporal, as imagens, as regras, etc, etc. Não vou entrar aqui em detalhes sobre comunicação ou linguagem, pois quero tocar num ponto específico: a clareza de comunicação nas empresas. E isso vale tanto para as grandes quanto para as micro e pequenas empresas.

Grande parte dos problemas das empresas acontece justamente porque as pessoas não dizem o que elas querem, o que elas precisam. Muitas vezes se espera algo de um funcionário mas ele não sabe de tal expectativa e acaba frustrando o resultado esperado pelo gestor. Outras vezes um funcionário não consegue transmitir ao seu gerente as dificuldades que sente em seu trabalho e as coisas não são realizadas conforme o previsto.

Os problemas de comunicação podem ocorrer em diversos níveis. Mas o problema fundamental acontece quando o funcionário não sabe o que é esperado dele e a empresa não sabe o que esperar do funcionário. Poucos são os que se perguntam, “o que será que a empresa exige ou espera de mim?” e são poucas as empresas e empresários que se perguntam “o que será que eu posso exigir desse funcionário?” ou ainda “o que será que esse funcionário espera de mim como gestor?”

Antigamente as empresas escolhiam os funcionários e estes deveriam se resignar aos mandos e desmandos dos chefes. Atualmente, o empregado também escolhe a empresa e a relação é de troca mútua. É ilusão imaginar que os grupos de trabalho são divisões hierárquicas onde o subalterno somente obedece o que o superior manda. Atualmente é necessário por diversos motivos que haja um ambiente de troca entre todos, e isso se dá através de um ambiente que permita uma clara relação de comunicação.