Archives for : Freud

O Senso Comum e a História do Inconsciente

Doodle homenageando Sigmund Freud, mostrando seu rosto como se fosse a superfície de um iceberg.Hoje é o aniversário de Sigmund Freud. Há 160 anos – no dia 6 de maio de 1856 – nascia o homem que seria conhecido como sendo o pai da Psicanálise. Não só sua teoria, mas ele também são conhecidos por muitas ideias e muitos conceitos e, principalmente, muitas descobertas e invenções. A importância de Freud é tanta que até o Google o homenageou no dia de hoje, com o Doodle.

Freud é conhecido não só pela teoria psicanalítica, mas também pela prática psicoterapêutica associada com a psicanálise. Alguns dos conceitos que ele desenvolveu incluem o Narcisimo, o Complexo de Édipo, Recalque, a importância da sexualidade na vida do sujeito, Pulsões de Vida e de Morte, Id, Ego e Superego – conhecida como a segunda tópica – e até pela organização psíquica nas estruturas do Consciente, Pré-consciente e Inconsciente. Mas uma coisa que ele não fez foi sugerir o que chamamos de “Metáfora do Iceberg”, que compara o inconsciente à parte submersa de um iceberg. Quem fez isso foi Gustav Theodor Fechner.

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Uma breve história dos psicofármacos

Philippe Pinel ordena a retirada das correntes das pacientes internas em Salpêtrière. Clique para ver a imagem maior.Para compreender os efeitos da medicalização, precisamos compreender o que são e de ondem vêm os psicofármacos. Psicofármaco é um nome genérico que se dá a qualquer remédio que possui efeito exclusiva ou principalmente comportamental, um psicotrópico. Mas de onde veio a busca por remédios que têm esse efeito?

Tudo começa no século XIX. Na real, tudo começa antes, mas vamos olhar a partir dos anos de 1800. Nessa época, a ciência se consolidou como a ferramenta da busca da verdade e ela se consolida baseada em um paradigma naturalista e materialista, ou seja, a ciência trabalharia com áreas exclusivamente materiais e naturais, evitando questões filosóficas e espirituais, por exemplo. Isso acaba por fortalecer muitas áreas, como a física, biologia e até a medicina. Mas uma área da medicina não se fortalece tanto assim, a psiquiatria.

A psiquiatria, desde um século antes com Philippe Pinel, é a área da medicina que se preocupa em cuidar dos doentes mentais. Foi com Pinel que problemas relacionados à loucura passou a ser considerada doença, o que para a época foi um grande avanço, pois até então os loucos ou eram vistos como malandros ou como possuídos por demônios. De qualquer forma, eles deveriam ser deixados de lado e não socializados. A psiquiatria começou a reintegrá-los à atenção social, mostrando que a loucura era um problema de saúde.

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Jung e a Psicanálise de Freud

Carl JungDepois de se formar em medicina, fazer os testes de associação de palavras e Bleuler recomendar o livro de Freud, Jung então releu A Interpretação dos Sonhos (sim, porque ele lera o mesmo livro no ano de seu lançamento, porém não consegui compreendê-lo) e no ano de 1906 começou a corresponder-se com o médico austríaco a respeito de seu trabalho. Ambos trocaram cartas até se encontrarem pessoalmente no ano seguinte, quando começaram uma amizade que duraria por anos. Esse primeiro encontro foi marcante e durou mais de 13 horas seguidas de conversas e trocas de idéias que começaram a moldar o rumo da psicanálise.

Jung então começou a estudar e a praticar a psicanálise freudiana e ajudou a desenvolver alguns de seus principais conceitos, como a contra-transferência, e a definir alguns de seus princípios éticos, como a obrigatoriedade de análise para os analistas. Mesmo trabalhando perto de Freud e sendo considerado seu “príncipe herdeiro”, Jung continuou com suas pesquisas, inclusive sobre áreas que Freud iniciara sua pesquisa mas sem aprofundar-se: os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, teoria que teve sua representação na psicanálise freudiana como o conceito das heranças arcaicas.

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Uma introdução à psicologia junguiana

Carl JungSão várias as escolas de pensamento na psicologia. São tantas que chega ser muito difícil classificar todas elas ou ao menos listá-las. É claro que algumas têm mais influência do que outras ou possuem mais “adeptos”, mas de uma forma geral, todas possuem o seu mérito.

Na verdade, fica complicado dizer quais são as diferentes psicologias ou quais são as mais importantes ou quais delas apresentam mais resultados, porque pra cada uma dessas questões existem vários pontos a serem analisados. O importante, na verdade, é conseguirmos ver o que cada uma delas tem a contribuir para a área da psicologia como um todo ou, principalmente, o que cada uma dela fala para cada profissional da área.

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