Archives for : jornada do herói

Processo de Individuação – Resposta a Julio Ito

Como compreender quem nós verdadeiramente somos?Recentemente resolvi comentar os comentários de meus leitores e tenho visto alguma discussão surgindo nos posts. Mas, de vez em quanto, um comentário fica muito grande, a ponto de eu achar melhor colocá-lo como um post independente. Desta vez, o leitor Julio Ito fez uma pergunta deveras interessante em um post recente, sobre uma questão teórica da psicologia junguiana – ao contrário de outros comentários que não são tão agradáveis assim. Como eu acho que esse assunto é por demais sério para se responder brevemente, resolvi escrever um artigo relatando minha posição.

Julio pergunta sobre o Processo de Individuação e qual literatura eu recomendaria para quem quer saber mais sobre isso. Só que antes que eu possa indicar livros, preciso esclarecer algumas questões – que são resultado das minhas várias leituras sobre o tema. Porque a teoria do Processo de Individuação, a meu ver, é A teoria central da psicologia junguiana, é o ponto principal por onde todos os outros conceitos teóricos orbitam. Então, não adianta simplesmente indicar um ou dois livros, pois, é necessário se ter uma visão do todo para se compreender o que esses livros falam também.

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Os Contos de Fadas e o Caminho do Herói

Nos contos de fadas, temos herósi e heroínasTalvez um dos temas mais recorrentes nas histórias seja o mito da jornada do herói. Ele aparece desde filmes até os contos de fadas. Como toda narrativa de herói, o conto de fadas vai apresentar o seu protagonista. Esse protagonista pode ser homem ou mulher, herói ou heroína. Vale lembrar que nos mitos clássicos, a jornada é sempre do herói e nunca da heroína, justamente porque essas culturas apresentam elementos mais patriarcais.

Já nos contos de fadas, além de serem mais universais e estarem além (ou aquém) das divisões entre masculino e feminino – e por mais que os contos respeitem essas questões na delimitação de seus personagens – a figura feminina é mais valorizada, talvez por influência celta, dando assim uma oportunidade para o surgimento de heroínas. Mas mesmo assim é interessante percebermos como existem ligeiras diferenças nas narrativas das históricas clássicas de heróis e dos contos de heroínas, como Cinderela ou Chapeuzinho Vermelho. Tanto o herói quanto a heroina passam pelos mesmos passos, mas ambos terminam a jornada de forma diferente.

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