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PsicoLog Podcast 12 – Tipos Psicológicos

PsicoLog Podcast 12 - Tipos PsicológicosNeste episódio, continuação do PsicoLog 11, o Grupo de Estudos de Psicologia Analítica e Educação conversamos sobre o livro de Jung, Tipos Psicológicos, foco de estudos deste ano. Este episódio não pretende explicar detalhadamente o conceito, apenas apresentar uma ideia geral dos tipos. Falamos um pouco de história, dos fundamentos, aplicações e testes tipológicos como o MBTI e o QUATI, além das atitudes introvertidas e extrovertidas e das quatro funções que juntas formam os tipos psicológicos. Se quiser situar melhor a conversa, lembre-se de ouvir o episódio 11. O próximo episódio será a continuação e encerramento desta conversa.

Duração: 55 minutos.

Comentado no Episídio

Grupo de Estudos Presencial – Psicologia Analítica e Educação

PsicoLog Podcast 11 – Psicologia Analítica e Educação

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Grupo de Estudos Presencial – Psicoterapia, Sonhos e Imaginação

Grupo de Estudos Presencial - Psicoterapia, Sonhos e ImaginaçãoIniciando em 2017, vou começar mais um grupo de estudos presencial, dando resposta a uma demanda que recebi, chamado “PSI – Psicoterapia, Sonhos e Imaginação”. A demanda inicial foi por um grupo de estudos sobre a aplicação dos sonhos na prática psicoterapêutica e, por mais que eu adorasse estudar isso, comecei montar o estudo, mas encontrei algumas dificuldades.

A primeira delas é o fato de que o estudo dos sonhos na prática junguiana não é tão simples quanto podemos achar. O sonho, para Jung, é a linguagem do inconsciente, mas diferente de Freud, o sonho não esconde nenhum significado, mas revela todos os significados. A imagem do sonho apresenta várias possibilidade se várias compreensões, mas para conseguirmos apreender a profundidade dos sonhos não adianta aprendermos técnicas, mas precisamos compreender a forma simbólica de como o sonho se apresenta. Então, começamos a entrar no campo do Pensamento Simbólico.

E isso nos leva a uma segunda dificuldade: para compreender os símbolos, precisamos compreender a imaginação, principalmente através da teoria junguiana. Para Jung, “Psique é Imagem e Imaginação”, então para compreendermos a linguagem simbólica dos sonhos, precisamos compreender a forma imaginal da psique.

Baseado nisso pensei em montar um grupo de estudos focado na compreensão junguiana dos sonhos, voltado não só para a prática da psicoterapia como também para a compreensão da imaginação. Além disso, gostaria de partir de Jung para compreendermos isso e tentar, na medida do possível, expandir o pensamento desse autor sobre os temas. Para isso, proponho estudarmos o livro A Prática da Psicoterapia e depois partir para o estudo de capítulos selecionados do livro A Natureza da Psique. No primeiro, veremos a relação da psicoterapia com os sonhos e no segundo vamos conseguir aprofundar a compreensão sobre a Imaginação.

Além disso, a proposta do grupo é ser um grupo contínuo, logo qualquer pessoa pode entrar a qualquer momento, enquanto ele estiver ativo. Poderemos eventualmente retomar algum texto já estudado se precisarmos ou então avançar para outros além desses indicados, conforme a demanda do grupo.

Serão quinzenais às segundas-feiras, das 15h às 17h30, tendo início no dia 13/02/2017. O investimento por participante será de R$100 mensais, com desconto especial para meus ex-alunos (por favor, entre em contato para mais informações). O pagamento poderá ser feito através de transferência/depósito bancário, pessoalmente em dinheiro, cartões de débito e crédito, boleto bancário ou então através do aplicativo Opa! Pagamentos. Os encontros serão na clínica Archés – Psicologia Analítica, em Curitiba, na Rua David Carneiro, 431. Dúvidas, podem entrar em contato ou no e-mail pablo@deassis.net.br ou na minha página no Facebook.

Epistemologia Junguiana – Psicologia Analítica

Carl JungNa minha disciplina de Epistemologia da Psicologia, um dos grupos fez o trabalho sobre alguns valores e pressupostos epitemológicos da Psicologia Analítica. Como esse grupo fez em formato digital e me enviou para avaliação, resolvi disponibilizá-lo aqui para consulta, para quem se interessar pelo tema. Para quem não conhece, Epistemologia é a teoria do conhecimento, como construímos o conhecimento e como sabemos do conhecimento. Este trabalho ilustra um pouco disso na forma de um cartaz, mostrando alguns dos pontos estudados.

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Para melhor vizualização, sugiro acompanhar a apresentação em tela cheia!

Ainda estamos dormindo e não vamos acordar tão cedo…

Venha para o Brasil, disseram... Será legal, disseram...Com o risco de parecer conspiracionista, preciso esclarecer algumas questões que percebo do que vejo das recentes manifestações no Brasil. E aproveitar para fazer um breve resumo de tudo o que venho pensando ultimamente.

Admito que inicialmente via tudo isso como manifestações populares legítimas, baseadas em críticas reais sobre a forma como o Brasil estava sendo condizido. A final, eu também sou contra a realização da Copa do Mundo em 2014, considerando que não temos infra-estrutura social para isso. Eu também estou de saco cheio da roubalheira, da corrupção dos mandos e desmandos do governo e dos parlamentares.

E quando o povo começou a tomar as ruas incentivados pelo aumento do ônibus, eu achei uma iniciativa bem interessante. E quando a polícia começou a reagir com medo – pois aquelas agressões gratuitas que vimos só pode ser fruto do medo – eu vi legitimidade. Principalmente quando a bandeira levantada era “Não são só vinte centavos”.

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Face a Face com Carl G. Jung

Face a face com Carl JungFoi pesquisando para preparar uma aula que encontrei este documentário sobre Jung. Na realidade, é uma entrevista feita com Carl Gustav Jung no final da década de 50 (como podem verificar pela qualidade das imagens). Nela, o entrevistador faz todo tipo de pergunta, tanto sobre sua vida quanto sobre sua obra. Então, se você sempre teve curiosidade em saber quem foi o psicólogo e psiquiatra suiço Carl Gustav Jung, aqui está sua chance de ouvir diretamente dele! E para aqueles que não sabem inglês, o vídeo está legendado. Em alguns momentos, o vídeo treme e a resolução é baixa, mas nada que atrapalhe nem a compreensão nem a leitura das legendas.

O vídeo foi editado em quatro partes, e deixo todas elas aqui, uma abaixo da outra.

Parte 1

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Nossa amiga, a Sombra

Nossa sombraA Sombra é um dos conceitos mais importantes da teoria junguiana, ou seja, do psicólogo Carl Gustav Jung que desenvolveu a linha psicológica que conhecemos como Psicologia Junguiana ou Psicologia Analítica ou Psicologia Complexa… Sim, são vários nomes para uma mesma teoria, o que mostra sua diversidade de entendimentos.

A Sombra é um dos conceitos centrais presentes em praticamente todas as formas de se compreender a psicologia de Jung, mas, novamente, cada forma tem uma maneira diferente de compreendê-la. Vou aqui descrever como eu a concebo.

A Sombra é a parte mais obscura da nossa psique (psique não é mente. Em breve vou escrever sobre como mente e psique são dois conceitos diferentes e sobre como eu não acredito em “mente”). Ela recebe tudo aquilo que não aceitamos como parte da nossa personalidade ou “identidade” ou “Ego”, chamado de “Complexo de Eu”. Aqui vale uma breve explicação sobre o que é complexo:

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Hollywood não se cansa do Mito do Herói?

Semana passada assisti Força Policial, chamado aqui pelas distribuidoras como “A Tropa de Elite americana”. Pride and Glory, como é chamado em inglês, é pra ser um filme sobre a polícia de Nova York, mais especificamente sobre alguns policiais do 31º Distrito que se vêm envolvidos em uma crise de corrupção que está prestes a vir à tona. Se a história realmente seguisse a linha de Tropa de Elite e girasse em torno dessa trama principal, com o elenco que eles reuniram (que conta com nomes como Edward Norton e Colin Farrel) e com algumas cenas realmente muito boas que eles produziram, esse filme tinha de tudo pra ser um enorme sucesso. Mas acontece que Hollywood ainda insiste em usar o tão manjado Mito do Herói, que sempre funcionou e sempre vai funcionar. Mas chega uma hora que cansa, né?

Aos que me perguntam: mas o que raios é esse mito do herói que você tanto fala? Bom, vou tentar resumir bem resumidinho pra ver se faz algum sentido.

Um grande mitólogo chamado Joseph Campbell, junto (num mesmo momento, mas não juntos) com um psicólogo e psiquiatra chamado Carl G. Jung, desenvolveram uma teoria psicológica baseada no desenvolvimento dos mitos. Segundo eles, os mitos refletem padrões psicológicos típicos a todos os humanos, os Arquétipos. Esses arquétipos são padrões típicos de comportamento que falam das situações típicas da vida humana, como nascimento, morte, desfios, crise, maternidade, fome, desejo, depressão, alegria, entre vários outros. Na verdade, pra cada situação típica que você conseguir pensar, você consegue relacionar isso a um arquétipo. E pra cada arquétipo, existe um mito ou padrão mítico que fala sobre essa experiência. Esse padrão mítico é conhecido como mitologema.

Então podemos falar do mito de Hércules, de Aquiles, de Édipo, de Sansão, de Sigfried e de quem mais for. Todos esses mitos diferentes que contam histórias diferentes sobre pessoas ou personagens diferentes, todos eles seguem um mesmo mitologema ou tema mítico, o do herói. Esse mitologema tem uma estrutura muito semelhante, ele fala de uma jornada que necessariamente tem alguns passos a serem seguidos.

A começar, o herói tem algumas características. Uma delas é a do “duplo nascimento” ou da “dupla filiação”. Isso quer dizer que o herói necessariamente tem dois pais ou duas mães ou dois nascimentos. E isso pode se dar de várias formas. Hércules, por exemplo, é filho de Zeus com Alcmene, mas ele também tem um pai mortal, Anfitrião. O Super-Homen também tem isso, ele é filho do pai criptoniano Jor-El e do pai terreno Jonathan Kent. O mesmo acontece com Jesus de Nazaré, que é filho de Deus e de José. Além de ter dois pais (ou duas mães), o duplo nascimento pode acontecer por um segundo nascimento, devido a algum evento importante, como uma iniciação numa ordem secreta, ou sobreviver a um grave acidente, como aconteceu com o Batman, que viu seus pais serem assassinados na sua frente; esse evento traumático serviu como um segundo nascimento para Bruce Wayne. O duplo nascimento é o que diferencia o herói dos outros mortais, pois ele garante ao herói um status de quase-divindade. E é por isso que as histórias dos heróis são tão emocionantes pra nós, já que eles podem um pouco mais do que nós meros mortais e nos servem de exemplo.

Além de ter um nascimento diferente, o herói passa por uma jornada complicada. Ele inicialmente descobre que é diferente e por isso precisa trilhar um caminho diferente. É então que ele começa sua jornada enfrentando perigos que muitos não ousariam enfrentar. Estamos falando de monstros e vilões e bruxas e seres de outros planetas e cientistas malucos e demônios e coisas que nós meros mortais não enfrentamos. Acontecem muitas coisas em sua jornada e ao final acontece algo chamado de redenção do herói, que é quando ele percebe que ele chegou no seu ápice, já se mostrou maior que tudo e todos, mas que agora ele precisa voltar para a sociedade e devolver tudo aquilo que ou ele tirou dela ou ela deu a ele. É um momento onde o herói se descobre humilde e humano, como todos os outros e é então que ele se torna sábio. Muitas vezes, esse momento acontece na morte do herói, que é quando ele reconhece sua finitude, que ele chegou ao fim e que ele não é mais tão “super” quanto acreditava.

Se você parar pra pensar, essa é a estrutura básica de mais da metade das histórias que conhecemos, seja elas das HQs dos super-heróis, ou dos desenhos animados ou dos filmes de Hollywood. Até aí, tudo bem. Mas acontece que Hollywood já conseguiu mostrar que consegue fazer histórias muito boas sem precisar recorrer a esse mitologema, a essa estrutura típica. Aliás, o cinema mundial conseguiu mostrar isso. O próprio Tropa de Elite é um filme que mostra um herói decadente, que no final ele não se redime, no final ele se encontra dentro de sua própria força!

Existem vários outros modelos que só dependem da nossa imaginação. É claro que o mito do herói fala bastante para nós, pois ele fala da nossa condição humana, da construção da nossa identidade social. Mas, sinceramente, hoje em dia sabemos que nossa vida não se resume só à nossa identidade social. Nós temos nossas crises, nossos problemas, nossos conflitos internos, nossos sonhos e muito mais coisas que fogem do simples padrão do mito do herói. E acho que é isso que Hollywood não entendeu até agora.

O filme Pride and Glory conta, de novo, o mito do herói. Pra não soltar spoliers, basicamente o nosso herói (que tem duplo nascimento, pois seu pai, além de ser seu pai biológico, é policial, ou seja, ele nasceu para a vida e para a polícia) precisa enfrentar uma jornada onde ele se depara com a realidade de sua vida. E a jornada não é fácil, pois ele precisa fazer escolhas difícies, mas no final ele se redime e vai buscar justiça e não vingança. Justiça é a vingança para a sociedade e vingança é a justiça pessoal. Ou seja, nosso herói prefere se redimir para a sociedade do que buscar a glória pessoal. Novamente, Hollywood se utiliza da resolução do conflito do mito do herói e não consegue se renovar!

Eu poderia pensar em vários finais alternativos para a história, entre eles, do nosso herói bonzinho desde o começo perceber que a polícia é corrupta e que não existe redenção e se entregar à corrupção. Ou ainda, dele perceber isso e resolver se aposentar antes da hora. Ou ainda, de ele ser condenado por algo que ele não cometeu, pois ele, ao tentar ser bonzinho, os outros policiais acabam entregando o herói da história que não faz nada pra não incriminar seus amigos e parentes, ele vai pra cadeia e é morto pelos outros bandidos que pensam que foi ele quem matou ou foi responsável pela morte do vilão-mor. Então todos se esquecem desse herói perdido e a vida continua, pois a sociedade toda está corrupta e não adianta a ação de um herói solitário para redimi-la.

Essa mesma trama principal poderia ter seguido vários outros caminhos. E qualquer caminho que ela seguisse, com certeza teria sido muito melhor do que o rumo que ela seguiu. Esse filme foi muito ruim e muito fraco e não traz nada de novo para nenhum espectador ou para qualquer pessoa que pelo menos tem o costume de ler ou ver filmes de vez em quanto. Ou até mesmo pra quem se lembra dos contos-de-fadas que ouviam quando crianças! Assitam só se vocês quiserem ver algumas poucas cenas de ação e violência gratuita e uma cena de abertura de alguns minutos em take único sem cortes (esse foi o ponto alto da produção do filme). De resto, esqueçam Força Policial e assistam de novo Tropa de Elite. Capitão Nascimento deixa toda a polícia de Nova York no chinelo!

E espero que esse filme sirva pelo menos para percebermos que o mito do herói já não funciona mais como funcionou antigamente e que hoje precisamos procurar um novo mito para nossas vidas… mas que mito seria esse? Bem, isso é um assunto para um outro artigo…