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O Direito de Lutar pelo Direito do Outro, ou como falta empatia entre nós

minoriasNunca antes na história mundial, o problema dos direitos das minorias está tão em voga. Alguns dizem que é por conta das políticas sociais do atual governo. Outras, que é por conta da facilidade de comunicação nos tempos atuais, que permite maior visibilidade daqueles que antes estavam escondidos. Eu acredito mais nessa segunda alternativa, principalmente porque estamos tendo acesso aos dilemas de minorias de países que não possuem as mesmas políticas sociais que nós, como o problema dos refugiados na Europa.

O mais interessante é que ─ independente de qual minoria estamos falando ─ o debate sempre se polariza em dois lados: aqueles que são contra a minoria e aqueles que são à favor da minoria. Do lado dos que são contra, basicamente o argumento é sempre o mesmo: dar mais direitos para as minorias coloca em risco os direitos adquiridos da maioria. E do lado dos que são favoráveis, os argumentos sempre variam em torno do eixo humanitário, de ajuda daqueles que precisam ser ajudados. Mas esses dois lados quase sempre esquecem de perceber quais são as necessidades reais dessa minoria.

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O que realmente está por trás da “Cura Gay”…

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O tempo que não tenho

Passei os últimos dias enrolados com coisas e projetos e trabalhos e coisas a fazer. Queria ter mais tempo pra me dedicar ao blog, mas acabo me enrolando com outras coisas e não escrevo tanto quanto gostaria! Às vezes acho que me falta disciplina mais do que tempo…

Disciplina é a chave para a liberdade. As pessoas acham que liberdade é fazer o que quiser quando quiser e que isso não requer disciplina. Mas se não temos disciplina, dificilmente seremos livres para fazer qualquer coisa! Sem disciplina nos perdemos nos nossos afazeres, nos distraímos por qualquer coisa e não conseguimos fazer o que queremos. Disciplina é respeito pela escolha e respeito pelo tempo. O fazer precisa de um certo tempo para ser feito e se não temos disciplina, não respeitamos esse tempo. E sinceramente, sem respeito não temos responsabilidade e não temos liberdade.

O tempo que não tenho diz muito a respeito não do que não consigo fazer pois tenho muitos afazeres que me prendem e não me deixam escolher. O tempo que não tenho diz mais sobre o respeito e a responsabilidade que dedico ao tempo para aí sim fazer as coisas que quero.

Não preciso então procurar o tempo que não tenho, pois esse tempo está e sempre esteve aqui. Mas para que eu possa ter este tempo eu preciso me dedicar mais a ele, preciso ter mais disciplina, ser um pouco mais responsável com ele. Preciso me dedicar às coisas que eu preciso fazer para terminá-las e aí sim ter tempo para fazer as coisas que quero. Ser livre não é só fazer o que queremos, mas sim fazer o que precisamos. Como uma vez disse um grande pensador, “liberdade é fazer bem feito o que precisa ser feito” e não só fazermos o que gostamos, o que queremos. Precisamos fazer o que não gostamos também e realizar aquilo que precisa ser realizado, mas fazer bem feito tudo isso! Mesmo que isso signifique sermos mais disciplinados com o tempo que não temos…

Liberdade…

escolhas… estamos repletos delas… escolhemos o tempo todo mesmo que não queiramos, pois isso em si já é uma escolha!

liberdade… já disseram que isso é uma condenação… a única escolha que não temos é se podemos ou não escolher, porque todos somos condenados a fazer escolhas… nos enganamos quando acreditamos que liberdade é fazer o que queremos, porque não é… quando fazemos o que queremos não estamos sendo livres, estamos sendo escravos dos nossos desejos… eles mandam, e nós obedecemos… escolher é poder dizer não a isso, é ver uma opção, se responsabilizar por ela e tê-la como sua…

parece fácil, mas é o mais difícil para todos nós… se responsabilizar por uma escolha livre é extremamente angustiante, por isso a grande maioria prefere não escolher, ou prefere não se responsabilizar… daí escolhem culpados ou bodes-espiatórios para livrar-los das responsabilidade e com isso livrar-los da angústia inerente às escolhas…

o que poucos percebem é que é justamente essa angústia que nos move como indivíduos, como sujeitos conscientes e criadores, sujeitos criativos…. de um tempo pra cá, com toda essa cultura da culpa, deixamos de crescer como sujeitos, pois tudo passa a ser culpa do outro, do grande inimigo… guerras idiotas são travadas por culpa do outro, batalhas infindáveis que não levam a nada continuam a existir tudo porque não conseguimos perceber que tudo é responsabilidade nossa, nossos atos e inclusive nossas omissões…

mas fazer o que, né? eu vou fazendo a minha parte nesse jogo…

Originalmente publicado em: 04/06/07