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Um olhar psicológico sobre as discussões culturais e naturais sobre gênero e sociedade

Temos como negar o que está diante de nós?Estava no Facebook dias atrás quando vi o desabafo de uma amiga sobre uma questão pertinente aos estudos culturais de gênero que ela estuda no mestrado. Ela estava desabafando que existem pesquisadores que, de certa forma, levantam a bandeira do negacionismo biológico, colocando que tudo é uma construção cultural. No caso, ela estava explicando que existem pessoas que, para defenderem que as diferenças de gênero são questões socialmente construídas, atacam qualquer possibilidade de aceitar marcações biológicas para a definição de gênero. Ou seja, gênero deveria ser uma escolha ou construção pessoal, não uma imposição cultural, muito menos utilizando-se de argumentos biológicos.

Esse é um debate acalorado, com apoiadores de ambos os lados. Eu, particularmente, aceito a posição da minha amiga que, por mais que existam definições culturais na discussão sobre gêneros, não podemos esquecer que possuímos corpos biológicos e que esses corpos biológicos impõem de certa forma limitações como menstruações para as mulheres (por mais que muitas delas prefiram tomar remédios para evitar os desconfortos mensais) e a impossibilidade de gerar vida para os homens, por exemplo.

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Carl Jung, sobre Dogma e Ciência

Em tempos de questionamento da prática psicológica, temos que ter certeza em que pé estamos, se do lado do dogma ou do lado da ciência. Fico feliz em poder dizer que eu sempre tento questionar tudo da forma mais clara o possível, tentando manter-me sempre com um olhar científico. Dogmas são inquestionáveis e o conhecimento científico precisa sempre ser questionado.

Deixo aqui um breve recado de Carl Jung sobre o tema:

O dogma, ou seja, uma profissão de fé inquestionável, é estabelecido somente quando o objetivo é eliminar para sempre toda e qualquer dúvida. Mas isso já não tem a ver com os julgamentos de natureza científica, e sim com um desejo de poder.

Se dogmas são posições inquestionáveis que têm a ver com um desejo de poder, como confiar um conhecimento científico em posições que refletem desejos pessoais? É algo a se pensar quando queremos realmente esclarecer as dúvidas do mundo à nossa volta…