Archives for : psicoterapia

Grupo de Estudos Presencial – Psicoterapia, Sonhos e Imaginação

Grupo de Estudos Presencial - Psicoterapia, Sonhos e ImaginaçãoIniciando em 2017, vou começar mais um grupo de estudos presencial, dando resposta a uma demanda que recebi, chamado “PSI – Psicoterapia, Sonhos e Imaginação”. A demanda inicial foi por um grupo de estudos sobre a aplicação dos sonhos na prática psicoterapêutica e, por mais que eu adorasse estudar isso, comecei montar o estudo, mas encontrei algumas dificuldades.

A primeira delas é o fato de que o estudo dos sonhos na prática junguiana não é tão simples quanto podemos achar. O sonho, para Jung, é a linguagem do inconsciente, mas diferente de Freud, o sonho não esconde nenhum significado, mas revela todos os significados. A imagem do sonho apresenta várias possibilidade se várias compreensões, mas para conseguirmos apreender a profundidade dos sonhos não adianta aprendermos técnicas, mas precisamos compreender a forma simbólica de como o sonho se apresenta. Então, começamos a entrar no campo do Pensamento Simbólico.

E isso nos leva a uma segunda dificuldade: para compreender os símbolos, precisamos compreender a imaginação, principalmente através da teoria junguiana. Para Jung, “Psique é Imagem e Imaginação”, então para compreendermos a linguagem simbólica dos sonhos, precisamos compreender a forma imaginal da psique.

Baseado nisso pensei em montar um grupo de estudos focado na compreensão junguiana dos sonhos, voltado não só para a prática da psicoterapia como também para a compreensão da imaginação. Além disso, gostaria de partir de Jung para compreendermos isso e tentar, na medida do possível, expandir o pensamento desse autor sobre os temas. Para isso, proponho estudarmos o livro A Prática da Psicoterapia e depois partir para o estudo de capítulos selecionados do livro A Natureza da Psique. No primeiro, veremos a relação da psicoterapia com os sonhos e no segundo vamos conseguir aprofundar a compreensão sobre a Imaginação.

Além disso, a proposta do grupo é ser um grupo contínuo, logo qualquer pessoa pode entrar a qualquer momento, enquanto ele estiver ativo. Poderemos eventualmente retomar algum texto já estudado se precisarmos ou então avançar para outros além desses indicados, conforme a demanda do grupo.

Serão quinzenais às segundas-feiras, das 15h às 17h30, tendo início no dia 13/02/2017. O investimento por participante será de R$100 mensais, com desconto especial para meus ex-alunos (por favor, entre em contato para mais informações). O pagamento poderá ser feito através de transferência/depósito bancário, pessoalmente em dinheiro, cartões de débito e crédito, boleto bancário ou então através do aplicativo Opa! Pagamentos. Os encontros serão na clínica Archés – Psicologia Analítica, em Curitiba, na Rua David Carneiro, 431. Dúvidas, podem entrar em contato ou no e-mail pablo@deassis.net.br ou na minha página no Facebook.

PsicoLog Podcast 10 – Psicoterapia Breve

PsicoLog Podcast 10 - Psicoterapia BreveEste episódio é a gravação de uma palestra que dei para uma turma de alunos de psicologia da UniBrasil, em Curitiba, no dia 31 de outubro de 2016. Por isso, talvez eu não seja tão didático quanto gostaria, mas nela eu tentei conversar um pouco sobre psicoterapia e uma aplicação específica dessa prática profissional, a psicoterapia breve, baseada nos estudos e trabalhos de Carl G. Jung. Não é comum que junguianos ofereçam tratamentos breves, pois a psicoterapia é vista como algo que nos leva a descobrir e trabalhar com elementos profundos, mas isso não quer dizer que trabalhos pontuais para lidar com casos específicos não seja possíveis. Ouça aqui essa palestra e, caso tenha alguma questão, deixe aqui seu comentário!

 

Duração: 73 minutos

 

Comentado no Episódio

Artigo: A Imagem enquanto caminho terapêutico

Grupos de estudo virtuais

 

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O Valor de uma Psicoterapia: Teoria Vs. Prática – Resposta a Joustou

Qual seria a chave da compreensão da psicoterapia: a teoria ou a prática?Mais um comentário que traz um debate interessantíssimo e extremamente relevante para compreendermos as bases de uma prática psicoterapêutica. A final de contas, o que dá o valor a essa prática, sua base epistemológica ou seus resultados práticos? O leitor Joustou traz essa provocação no seguinte comentário:

Ao ler o post, mesmo sendo antigo, eu como estudante de psicologia tive um insight: a psicologia se importa mais com debates epistemológicos, isto é, uma posse do conhecimento sobre a subjetividade humana, do que nos seus resultados práticos. Se o terapeuta consegue auxiliar o indivíduo em seus problemas, o conduzir ao autoconhecimento e uma vida mental mais saudável, que diferença faz se o ser humano é determinado pelo ambiente, pelo inconsciente, pela cognição, se busca a autorrealização, se é produto de uma sociedade ou de um tempo histórico? A psicologia por ter como objeto de estudo a subjetividade humana, em suas discussões teóricas parecem mais com uma discussão filosófica, tal, como por exemplo, a natureza do ser, que é questionada desde os gregos, mas que de valor prático nada tem. Quando se pensa no valor prático da psicologia, seja na clinica, na empresa, seja na escola, as teorias devem tornar-se técnicas empregadas para o alcance de algum objetivo, e seja o seu teórico de referencia FREUD, JUNG, SKINNER, ROGERS, BECK, VIGOTSKY,PIAGET,o que importa sim é o resultado. São os resultados práticos que devem justificar a teoria explicativa, e não a teoria justificar o por que o seu emprego prático deve funcionar e as outras não.

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A Psicologia e os Modelos de Conhecimento: reflexões sobre depressão e farmacologia

Como será que diferentes pensamentos sobre psicologia podem conversar?Devo admitir que a repercusão de algumas ideias vai mais além do que imaginava, mas isso é algo bom! Algumas ideias realmente são difíceis de serem compreendidas e eu trabalho bastante com elas. Por muitas vezes meus alunos demonstram dificuldades em compreender algumas questões diferentes, justamente por partir de modelos de conhecimento que não estamos acostumados. E isso pode trazer vários problemas para a compreensão geral das discussões.

Trabalho com psicologia analítica, psicologia existencial e fenomenologia, além de estudos de fenomenologia da imaginação e estudos do imaginário, o que implicam em uma série de pensamentos e formas de pensar que diferem bastante das formas tradicionais de pensamento e de conhecimento. É isso que me refiro quando falo em um “modelo de conhecimento”. E existem vários modelos diferentes que pegamos de “empréstimo” para servir para a nossa forma de conhecer o mundo. 

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Psicofármacos, Terapia e o Efeito Placebo

Muito do sucesso da terapia depende de como acreditamos nelaNunca imaginei que um artigo antigo ainda iria retomar tanta discussão. Mas, uma coisa boa daquilo que já foi dito é a possibilidade de revisá-lo e de construir novas ideias e novos argumentos. Tive vários comentários, mas o mais recente me chamou a atenção para outros pontos sobre a relação entre psicofarmacoterapia e psicoterapia que ainda não havia tocado.

O comentário foi da Luciana, que relatou sua história com a depressão e relação com ambos remédio e psicanálise. Ao final, ela conclui que ambos os caminhos são válidos, ao contrário do que defendo – que somente a psicoterapia é suficiente. Seus argumentos são bastante válidos e baseados em sua experiência e, sobre isso, só tenho a dizer que, se funcionou para ela, se esse foi o seu caminho, então ótimo! É difícil encontrarmos o nosso caminho. Mas, lamento informar que isso pouco teve a ver com os remédios tomados e mais a ver com os encontros vividos. Explico. 

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Uma breve reflexão sobre a dor e o sofrimento

Será que a dor é inevitável e o sofrimento, opcional?Como se trata de uma breve reflexão sobre a dor e o sofrimento, não vou entrar em grandes detalhes. Caso alguém tenha alguma questão ou pergunta que queira fazer, faça nos comentários que tentarei responder da melhor forma possível!

A diferença entre a dor física e a dor psicológica é gritante. Na dor física, o corpo emite uma série de neurotransmissores responsáveis por aliviar os impulsos nervosos da dor – que tem o objetivo de avisar que algo está errado naquele local e impede que você faça algo pior com ele. Assim, se seu pé doi por conta de uma torção, a dor física fará com que você use menos o pé, permitindo que ele se cure naturalmente, enquanto seu cérebro lança neurotransmissores para aliviar essa sensação. Dependendo da intensidade e frequência da dor física, ela até pode ser prazerosa (por conta desses mesmos neurotransmissores), como o prazer da dor do exercício, por exemplo, ou de uma massagem…

Já a dor psicológica provém de sentimentos profundos, de base não física. Sentimos essa dor também no corpo por conta de processos psicológicos como a memória que nos faz relembrar outros momentos onde sentimos dor e nos faz revivier essa dor. A dor psicológica não está associada a nenhum neurotransmissor de prazer, muito pelo contrário: ela está associada a uma diminuição considerável desses neurotransmissores (tanto é que a diminuição crônica deles é considerado critério diagnóstico de depressão).

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Uma nova rodada para a “Cura Gay”

Como aconteceria a Cura Gay?Diante da notícia do arquivamento do projeto da “Cura Gay”, vemos que as manifestações populares conseguem mostrar para os deputados qual é o desejo do povo e não só de uma minoria. Pela notícia, parece que o Dep. João Campos resolveu arquivar o projeto, mesmo ainda acreditando nele. Mesmo assim, tem muita gente ainda falando sobre isso, principalmente por conta da desinformação. E quem mais está desinformado é o próprio legislativo! Um dia após o arquivamento pelo autor original, o Deputado Anderson Ferreira, do PR-PE – também da bancada evangélica do congresso – reapresentou o mesmo projeto, sem alterações, pois ele sente que isso ainda precisa ser discutido…

Pois bem, vamos discutí-lo! Um pouco tempo depois de eu ter escrito meu artigo sobre o que há por trás da cura gay, é lançado um vídeo do deputado Marco Feliciano onde ele se propõe a falar “tudo da cura gay”. Até aí, acho ótimo ele também esclarecer os pontos que ao público ficaram vagos. E, de fato, ele começa esclarecendo vários deles!

Mas, ao mesmo tempo, ele nos chama a atenção a respeito da “desonestidade intelectual” que a mídia supostamente faz ao manipular a opinião do público a respeito desse projeto de decreto legislativo. Segundo suas palavras, “desonestidade intelectual: quando querem destruir a imagem de alguém e quando querem que as pessoas pensem uma coisa, quando na verdade é outra”. O mais interessante e tudo isso é que quem foi desonesto intelectualmente não foi a mídia – que no máximo pode-se dizer ignorante dos detalhes. Quem foi desonesto intelectual foi o próprio pastor que manipulou a verdade para “destruir a imagem” da mídia e dos psicólogos a respeito da cura gay. Então, vamos por partes…

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O uso dos psicotrópicos e a sociedade

Charlie Brown reflete sobre os efeitos colaterais da felicidade... Os efeitos colaterais dos remédios não são os únicos nem os maiores problemas da medicalização. Na real, são várias as críticas sociais do uso de medicamentos de forma indiscriminada, que nos levam a questionar seu uso até de forma controlada. A final, qual é o nosso objetivo com a prescrição desses remédios? E o que estamos falando com tudo isso?

Primeiro, ao receitar remédios para os nossos sentimentos extremos, estamos dizendo que eles são doenças. Ou seja, nossa tristeza e melancolia profundas é um Transtorno Depressivo Maior, nosso medo de falar em público é um Transtorno de Ansiedade de Fobia Social, nossos momentos de descontrole e euforia é um Episódio Maníaco dentro de um Transtorno Bipolar, os adolescentes isolados em seus mundinhos têm Transtorno de Personalidade Esquizóide e as crianças que adoram brincar e não se interessam nos estudos sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH.

Mas será que é isso mesmo? Será que não estamos mascarando de doenças comportamentos que são simplesmente normais? A final, todos temos o direito de ficarmos tristes, até mesmo de passarmos muito tempo tristes – se o nosso sofrimento for muito grande. E, muitas vezes, para não ficarmos tão tristes, devido a uma exigência social, nos colocamos em uma situação extrema de euforia – que nada mais é do que a resposta a uma demanda social de produção constante.

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Sobre a Prática da Psicoterapia

Como saber os segredos da psicoterapia?Ultimamente venho pensando bastante sobre o papel do psicoterapeuta na sociedade. E principalmente porque além de psicólogo, trabalho com psicoterapia, percebo muita gente procurando esse serviço mas encontra maus profissionais – como acontece em todas as áreas – mas não tem parâmetros de comparação para saber se é um bom ou mau serviço.

Não quero comentar sobre o caráter dos bons ou maus profissionais, somente gostaria de esclarecer a minha visão sobre as psicoterapias. Sim, chamo no plural porque existem várias psicoterapias diferentes, com técnicas, objetivos, procedimentos e até mesmo preocupações diferentes, e em sua grande parte são válidas.

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Problemas Conceituais da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Qual o risco das psicoterapias cognitivo-comportamentais?Mais um tema polêmico, mas essa é uma questão que vem surgindo repetidas vezes com meus alunos. Não posso deixar passar. Quem já me ouviu falando sobre isso sabe que eu tenho uma opinião clara sobre isso e até agora não conheci argumentos que pudessem me convencer do contrário. Existem algumas psicoterapias baseadas em aglomerações de técnicas sem fundamento teórico-epistemológico que genericamente são chamadas de “Terapias cognitivo-comportamentias”, que acabam criando uma image distorcida das terapias e teorias cognitivas e comportamentais. Sou contra essa ecletização e aqui poderei expor por quê. Antes de começar a falar, já adianto que sei que haverão muitas críticas dos defensores dessa “pseudoabordagem”, mas já adianto que tentarei responder a essas críticas antes que elas sejam feitas aqui. Outra coisa que devo acrescentar antes de prosseguir é que meu fundamento para tal posicionamento está em questões epistemológicas, metodológicas e políticas relacionadas à psicologia e espero que, caso eu venha a ser criticado, que essas críticas sejam no mesmo nível. Não estou aqui menosprezando nenhum psicólogo específico, muito menos seus pacientes. Somente quero alertar meus leitores para os riscos dessa prática, riscos esses que poucos – ou quase ninguém – conhecem.

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