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Jung e a Psicologia Analítica

Carl Jung na revista TimePara além de sua relação com a psicanálise de Freud, Jung também aprofundou seus estudos em diversas outras áreas de conhecimento humano, tanto aquelas que já eram conhecidas por cientistas e psicanalistas, como a análise de sonhos e a mitologia, como outras pouco estudadas, como a alquimia. Jung entendia que todos esses estudos serviam como formas de compreendermos as diferentes manifestações da psique humana e do inconsciente coletivo (termo que mais tarde foi revisto e renomeado como “psique objetiva”).

Talvez por causa disso tudo – de sua relação de amor e ódio com a psicanálise de Freud e de seus objetos de estudo pouco ortodóxos – a psicologia junguiana seja coberta com uma aura mística que assusta os mais céticos e atrai os mais curiosos. Independente dos comentários que são feitos de fora, por aqueles que pouco conhecem sua obra ou daqueles mais ufanistas que conhecem cada linha de seus livros, a influência da psicologia analítica de Jung é inegável.

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O espaço do Empreendedorismo em recrutamento e seleção

As grandes empresas em sua maioria colocam no perfil do funcionário no recrutamento que ele precisa ser empreendedor. Hoje em dia o mercado praticamente exige isso dos funcionários das grandes empresas, mas nas micro e pequenas empresas parece que isso é quase que exclusividade do empresário, isso quando ele entende sobre empreendedorismo.

Então, parece existir uma espécie de seleção natural com as empresas e os funcionários, onde aqueles que são empreendedores se encaminham para as médias e grandes empresas e aqueles que não são empreendedores são selecionados pelas micro e pequenas empresas. Mas isso é arriscado para as últimas, justamente porque funcionários não empreendedores não oferecem vantagens competitivas no mercado de trabalho para suas empresas. Uma micro ou pequena empresa então que não seleciona pessoas com tal potencial corre o risco que não crescer frente a seus concorrentes e diante de seus clientes. E uma empresa que não consegue crescer no mercado, ou ela fica estagnada ou corre o risco de fechar as portas e perder para concorrentes mais competitivos.

Quando se é empreendedor, não se deve temer a concorrência, pois ela acaba fortalecendo o trabalho. Por isso é importante para uma empresa de pequeno porte ser empreendedora, não só seu empresário, mas também e principalmente seus funcionários.

Um funcionário empreendedor tem autonomia, ou seja, ele deve ser capaz de tomar as melhores decisões sozinho. Isso dá rapidez aos processos e serviços prestados, principalmente na hora do tratamento com o cliente. Para que essa autonomia possa acontecer, é preciso que esse funcionário tenha consciência de seu trabalho, ou seja, ele precisa entender a importância do trabalho e da função que ele está exercendo e não só disso, mas consciência também do papel da empresa diante da sociedade como um todo. Essa consciência traz mais liberdade de ação e de escolha para o funcionário, fazendo com que ele possa ser mais responsável por suas ações dentro da empresa. Isso alivia muito o peso da responsabilidade e das decisões para o empresário, podendo então existir relações de compartilhamento de responsabilidades e de troca de conhecimento.

Essa postura do funcionário empreendedor é diferente da postura do funcionário empregado, que doa seu trabalho em troca de um salário ou remuneração. Um empregado não é responsável por suas ações e simplesmente emprega seu trabalho para a execução de tarefas muitas vezes banais. Já um funcionário empreendedor é capaz de resolver os problemas operacionais quando eles acontecem sem a necessidade de recorrer sempre a um superior para saber o que fazer.

Porém, não adianta exigir na seleção que os candidatos sejam empreendedores e tenham autonomia se a empresa não oferecer o espaço para tal atuação. Um empresário que tem visão estratégica, que é empreendedor e que que sua empresa possa crescer, deve saber que ter em sua empresa funcionários empreendedores significa mudanças na dinâmica da gestão com pessoas, já que elas serão diferentes, terão posturas e desejos diferentes daquelas da administrão típica de recursos humanos. Esses funcionários não serão mais recursos a serem utilizados pela empresa, mas sim pessoas que ajudarão a empresa a crescer enquanto elas mesmas podem crescer.

Como reter os talentos em sua empresa de pequeno porte

O grande problema de treinar e investir nos funcionários em uma empresa de pequeno porte é o medo que se tem de se perder esse investimento. Paga-se para o funcionário ficar melhor, investe-se em capital intelectual e esse capital muitas vezes sai pela porta da frente para o concorrente. Esse é um dos novos trabalhos das áreas de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas: a Retenção de Talentos ou Administração de Talentos.

Toda empresa e empresário que tem visão estratégica, sabem que atualmente o capital financeiro é somente uma parcela do capital total da empresa. O capital intelectual da empresa é uma parte do capital empresarial que vem ganhando importância aos poucos. Da mesma forma como o empresário presa pela manutenção do capital financeiro, ele deve se preocupar também com a administração e retenção do capital intelectual.

Para isso, o empresário precisa pensar como o funcionário: o que ele espera da empresa? Um funcionário, como toda pessoa, espera, além de outras coisas, ter um bom ambiente de trabalho e possibilidades de crescimento. Isso pode ser resolvido investindo-se também em melhorar o ambiente de trabalho e as relações entre os colaboradores. A empresa deve-se tornar um ambiente não onde o funcionário precisa ir, mas sim onde o funcionário quer e sente prazer em ir.

Isso também melhora se o empresário pensa em um bom plano de carreira, associado aos projetos de investimento. Não basta pagar um curso ou um treinamento para o empresário se, depois disso, ele continua no mesmo lugar na empresa. Ao investir nesse capital intelectual, deve-se também preparar o novo campo de trabalho. Não fazer isso seria como querer comprar um novo software ultramoderno para o computador sem querer atualizar o hardware que dê conta de rodar o novo programa.

Ao mesmo tempo, a postura do empresário precisa mudar. Não adianta ele querer controlar os funcionários, como é a atitude tradicional, e passar a perceber que no mercado de hoje não cabe isso. Hoje em dia é preciso investir no desenvolvimento e na autonomia e não mais no controle e medo. Além disso, os funcionários precisam ser valorizados, não só com salários altos, mas principalmente com elogios e reconhecimentos. Muitas vezes um “bom dia, como vai?” sincero é suficiente para um funcionário se sentir mais valorizado.

Reter um talento na empresa pode parecer complicado, mas para tal, bastam pequenas ações simples. E a grande maioria delas depende principalmente da vontade do empresário de querer pensar um pouco mais nos funcionários e colaboradores.

Recursos Humanos: ter ou não ter na sua empresa?

Este artigo também poderia ser chamado de “Recursos humanos: custo ou investimento?” ou ainda “É importante investir em RH?

Pergunta-se muito se vale a pena investir em recursos humanos para uma empresa. E eu, como profissional da área, me pergunto por que empresários ainda se fazem essa pergunta! Mas eu acho que sei por quê. A grande questão que se apresenta é que os empresários se questionam não se vale a pena ter um setor ou trabalho de recursos humanos na empresa, mas sim se vale a pena o custo nesse setor.

Hoje em dia existem muitas acessorias de RH que ocupam o espaço deixado por essas empresas, terceirizando os serviços geralmente relacionados aos departamentos de RH das empresas, conhecidos como subsistemas de RH. Esses subsistemas basicamente são: recrutamento, seleção, contratação, descrição e análise de cargos e funções, política de remuneração e benefícios, treinamento e capacitação, desenvolvimento organizacional, avaliação de desempenho, segurança no trabalho, sistema de informações de pessoal e processos de demissão. Atualmente existem empresas terceirizadas que fazem esses trabalhos para qualquer empresa e, principalmente para uma empresa de pequeno porte, muitas vezes vale mais a pena o custo com a contratação desses serviços do que o custo da implantação e manutenção de um setor específico de RH em uma empresa.

Mas acontece que recursos humanos não se limitam unicamente a isso. E isso começa inclusive com o nome. Atualmente chamamos esse setor de Gestão de Pessoas, justamente porque muda-se o ponto de vista sobre as atividades desse setor. Antigamente (e hoje em dia muitos empresários ainda têm essa postura, infelizmente), os funcionários eram vistas como recursos. Atualmente, elas são vistas como pessoas.  Qual a diferença?

Basicamente, se vemos um funcionário como recurso, objetificamos ou coisificamos o funcionário e ele se torna uma peça da produção, como um computador ou máquina, com o diferencial que essa peça pode sair da empresa e ir trabalhar para o concorrente. Então para os empresários que pensam assim, muitas vezes vale mais a pena investir na compra de máquinas e peças para a empresa do que gastar com os funcionários.

Mas se vemos o funcionário como uma pessoa, se personalizamos o funcionário, passamos a entender que ele pode agregar à empresa, muito mais do que uma máquina pode. Como isso?

Nos dias de altas tecnologias e de competição acirrada de hoje, o perfil do trabalho mudou muito. Antigamente o trabalhador e o trabalho era basicamente braçal, físico, era um trabalho de execução. Mas hoje em dia grande parte disso pode e é executado mais eficientemente por máquinas. A tecnologia que trouxe isso trouxe também uma maior competitividade, pois a automatização da produção tornou os produtos mais baratos e mais acessíveis. A tecnologia e a competição forçaram uma mudança no perfil do trabalhador que passou a ser menos braçal e mais mental. Hoje em dia os trabalhadores precisam ser flexiveis, adaptáveis e autônomas, justamente para conseguirem acompanhar as novidades e criar uma boa rede de apoio que o mercado atualmente exige.

Isso faz com que os trabalhadores precisem ter autonomia para tomar dicisões rapidamente. Máquinas não fazem decisões, mas pessoas sim. Investir nas pessoas em uma empresa é investir em trabalhadores autônomos e empreendedores, justamente para que eles possam oferecer à empresa mais do que a execução de tarefas, para que eles possam oferecer alternativas, decisões e ações criativas. Esse investimento faz com que o empresário possa ganhar mais mercado e tenha agilidade de responder melhor aos clientes.

Recursos humanos não é um gasto, mas um investimento. Inclusive isso deve ser uma prática financeira da empresa. Não vou me extender nesse assunto, mas vou disponibilizar um artigo que trata justamente disso, de como uma empresa pode mudar sua gestão financeira para perceber e utilizar os recursos humanos como investimentos ativos da empresa e não como gastos passivos.

Arquivo para download:
Contribuição ao estudo da Mensuração, avaliação e evidenciação de Recursos Humanos

O que motiva um funcionário?

Um bom pagamento ou um emprego?

O que motiva um funcionário, um bom pagamento ou emprego?

Retirado das tiras Dilbert, de Scott Adams

Um causo de seleção e contratação de pessoal numa empresa

Ouvi essa história há algum tempo, não me lembro quando nem onde.

Mas havia um gestor de RH que sempre que iria fazer análise dos currículos recebidos, ele usava de um critério peculiar. Ele empilhava todos os currículos que recebia, independentemente do cargo que iria preencher, e separava na metade. A metade superior ele descartava, e analisava somente a metade restante. Questionado por um de seus estagiários o motivo dessa prática, ele responde: “Não gosto de selecionar pessoas sem sorte“.

Esse é só um causo sobre seleção de pessoal, mas ajuda a ilustrar que um gestor, na hora de selecionar, precisa elencar certos critérios. No nosso causo, o primeiro critério que o gestor usava era a sorte. Se o candidato tinha a sorte de ter seu currículo no local certo da pilha, ele seguia para a próxima etapa da seleção; se ele ele não tivesse essa sorte e seu curriculo estivesse no topo da pilha, ele nem seria considerado para a próxima etapa.

Alguns gestores usam de critérios iniciais como idade, experiência prévia, disponibilidade, morar próximo do local do trabalho, entre outros. Muitas vezes candidatos muito bons são descartados justamente por não satisfazerem os critérios iniciais do gestor. Numa grande empresa, essa postura é possível de se ter, já que o volume de currículos potenciais recebidos é maior. Porém, numa pequena empresa, a quantidade de candidatos que se apresentam para ocupar determinado cargo não é tão grande assim e possivelmente não será para cargos futuros também. Nesses casos não é aconselhavel que quem estiver fazendo a análise do currículo do cadidato utilize de critérios eliminatórios, ou seja, que possam descartar o candidato do processo de seleção, mas somente de critérios classificatórios, que ajudem a elencar ou nivelar os candidatos.

Esses critérios classificatórios podem ter pesos diferentes, dependendo da importância que determinado critério possa ter no processo de seleção. Por exemplo, para selecionar um segurança ou uma secretária que precisem estar cedo na sede da empresa, talvez o critério de morar próximo do local de trabalho possa ter um peso maior do que um critério como idade. Mas se o candidato mora longe, mas está disposto a trabalhar nos horários propostos, não há motivos para não considerá-lo para o cargo, já que ele pode compensar isso e acrescentar à empresa em outros critérios, como criatividade, expontaneidade ou experiência.

Um empresário de pequeno porte não pode se dar ao luxo de dispensar candidatos. Por mais que um processo de seleção já esteja concluído e a vaga preenchida, é aconselhável que o empresário guarde os currículos não selecionados, junto com alguma avaliação do processo de seleção, alguma descrição das entrevistas, para facilitar futuros processos de seleção. Nunca se sabe quando uma pequena empresa possa precisar contratar mais uma pessoa para cumprir aquela mesma função, seja por demissão do funcionário anterior ou até mesmo crescimento da empresa.

O importante nisso é considerar que a forma como uma micro empresa vai usar para selecionar e contratar pessoas vai ser mais pessoal do que o de uma grande empresa, por isso aconselha-se tentar abarcar vários aspectos diferentes do processo sobre todos os candidatos. Isso pode parecer trabalhoso ao princípio, mas pode facilitar muito futuros processos de seleção e contratação de pessoal.

Importância dos recursos humanos nas micro e pequenas empresas

Li uma certa vez que os micro e pequenos empresários vivem apagando incêndios, ou seja, são eles que vão resolver todos os pequenos problemas que aparecem, além de cuidarem da gestão de toda a empresa, correndo atrás de fornecedores, bancos, clientes e outras coisas. Eles então não têm tempo de se preocupar com questões que parecem menores, como o fortalecimento de um setor de recursos humanos, além de que isso lhes custaria muito caro e provavelmente é um investimento que eles não estão dispostos a fazer nesse momento, por diferentes motivos.

Porém, uma coisa que devemos levar em consideração é que em uma empresa de pequeno porte o cuidado com as pessoas deve ser algo muito importante. No nosso atual sistema social, acredita-se que se prende um funcionário no trabalho com o medo do desemprego ou com a ameaça de que “sempre tem alguém que pode trabalhar no seu lugar”. Pensa-se que dessa forma o empregado vai ficar dócil e obediente, com medo de ser mandado embora. Recupera-se aqui antigas concepções de Maquiavel, mesmo que sem querer, onde um líder (ou o príncipe, como dizia o filósofo) deve liderar pelo medo.

Mas hoje sabemos que não devemos tratar as pessoas assim, porque isso não é garantia de que ele ficará na empresa. É por isso que muito empresário teme em investir em seus funcionários, porque teme que eles possam trabalhar para a concorrência. Mas se o empresário cria um clima de medo em sua empresa, é muito provável que isso possa acontecer sim. E é por isso que o empresário de pequeno porte precisa pensar em uma boa gestão de recursos humanos para a sua empresa.

Isso não quer dizer que ele precise contratar uma pessoa especializada em recursos humanos para cuidar disso para ele. Mas quer dizer que o empresário precisa pensar que um custo em recursos humanos é mais um investimento que lhe trará retornos e acrescentará no valor da sua empresa.

Investir em recursos humanos também não quer dizer ter um departamento que cuide dos recrutamentos, seleções, contratações, treinamentos, avaliações e demissões, até mesmo porque em uma empresa de pequeno porte essas questões não são tão rotineiras assim.

Investir em recursos humanos quer dizer ter um olhar mais cuidadoso com as pessoas que trabalham em sua empresa, é criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam em casa, se sintam confortáveis e com vontade de voltar lá no dia seguinte, não só pelo salário ou pelas obrigações, mas porque eles realmente gostam do que fazem e onde fazem.

Investir em recursos humanos quer dizer adotar uma postura de liderança autorizada e não autoritária, onde os funcionários e empregados recorram ao lider como alguém que realmente sabe o que fazer e não como alguém que quer as coisas feitas.

Investir em recursos humanos é treinar e capacitar seus funcionários, ao mesmo tempo que se tem um bom plano de carreira, que o funcionário se veja crescendo junto com a empresa.

Investir em recursos humanos é investir no crescimento da própria empresa, já que ela só vai crescer se as pessoas nela crescem também.

Um olhar psicológico sobre as micro e pequenas empresas

Atualmente, mais de 70% das empresas formalmente registradas são micro ou pequenas empresas e mais de 50% dos empregos formais estão nas micro e pequenas empresas. Mas mesmo assim, existe muito pouco material de trabalho sobre elas, principalmente no que se refere ao trabalho psicológico sobre as micro e pequenas empresas.

Quando se pensa em psicologia aplicada ao trabalho empresarial, pensa-se logo em Recursos Humanos ou Gestão de Pessoas, modelos que incluem atividades como recrutamento, seleção, contratação, treinamento, plano de carreira, avaliação de desempenho, demissão, gestão de conflitos e desenvolvimento pessoal e organizacional. Geralmente essas atividades são desenvolvidas por um setor específico de uma empresa, geralmente coordenado por um psicólogo especializado na área. E todas essas atividades e funções são muito bem trabalhadas e desenvolvidas para grandes empresas. Qualquer manual de recursos humanos ou gestão de pessoas terá exemplos e casos de grandes multi-nacionais. Mas esses mesmos exemplos e modelos ficam desproporcionais quando aplicados a micro e pequenas empresas.

Uma empresa de pequeno porte pode ter de dois a quarenta e nove funcionários, incluindo os sócios (mais funcionários para indústrias e construção). A maioria desses funcionarios estão ocupados com serviços operacionais e de produção e um micro ou pequeno empresário provavelmente só terá porte para administrar e manter esses funcionários. Mas sabemos que se há alguma pessoa em algum lugar, há ali problemas potenciais.

As pessoas se cansam, se frustram, se distraem, se preocupam e acabam não fazendo exatamente o que o protocolo do serviço manda. Existem várias formas de controle desse trabalho, como o salário ou outros benefícios, porém só isso não é suficiente. Idealmente, para que se possa ter um bom trabalho é preciso antes ter um bom ambiente de trabalho. E esse ambiente é muito mais do que somente o espaço físico: ele inclui principalmente as pessoas e as relações pessoais.

Ao mesmo tempo, numa empresa de pequeno porte, quem vai se preocupar com as questões relacionadas aos modelos de recurosos humanos e gestão de pessoas são os sócios ou donos da empresa, os empresários, pois eles muitas vezes não têm condições de contratar alguém especializado em tempo integral, até mesmo porque muitos desses trabalhos são esporádicos e não requerem que um especialista seja contratado permanentemente.

A solução encontrada por esses especialistas foi a de abrir consultorias e acessorias em RH especializadas na prestação e terceirização de serviços para essas empresas. Isso resolve o problema do empresário quando ele precisa capacitar um grupo de empregrados recém contratados. E no resto do tempo cabe ao empresário cuidar das rotinas e dos eventuais problemas pessoais que possam surgir.

Mas será que esse empresário está preparado para o mar de questões que as pessoas trazem para o trabalho da empresa? Seria ótimo se o trabalho se resumisse unicamente numa rotina de produção ou prestação de serviços. Porém, o trabalho é muito mais e dificilmente alguém que está preocupado com fornecedores, gerencias, lojas, espaços físicos, contas, pagamentos, entradas, funcionários, finanças, propagandas e outras rotinas administrativas vai ter tempo de ouvir cada um de seus funcionários. E uma empresa de pequeno porte dificilmente terá condições de contratar um especialista para cuidar somente disso.

Existem várias questões que micro e pequenas empresas apresentam que muitas vezes não são levadas em consideração, principalmente porque os principais modelos de gestão de pessoas são das grandes empresas. Mas essas grandes empresas se baseiam num sistema que consegue dar conta dos modelos e das individualidades das pessoas. Numa empresa de pequeno porte isso fica mais complicado já que as personalidades das pessoas envolvidas – sócios, funcionários, clientes ou até mesmo distribuidores – é muito mais visível.

É por isso e por outros motivos que é necessário e de extrema importância que haja um olhar psicológico sobre as micro e pequenas empresas. Esse olhar não vai ser só sobre o sistema de gestão e as rotinas de RH, mas vai ser principalmente sobre as pessoas que constituem essas organizações.