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Tecnologias e a Educação do Futuro

Tecnologias sempre existiram e sempre existirão!Uma coisa que a gente precisa se lembrar é que tecnologias sempre existiram, pois desde um livro ou um quadro negro ou branco são tecnologias aplicadas à educação. E elas sempre estiveram presentes em sala de aula de uma forma ou de outra, aparecendo como retroprojetores, mimeógrafos, fotocopiadoras, projetores de slides, televisão, VHS e DVDs, filmadoras e, desde os anos 80, com computadores pessoais, mais tarde ligados à internet e eventualmente substituídos por notebooks, tablets e celulares.

Porém, a mera presença dessas tecnologias em sala de aula ou até mesmo na escola como um todo não garante construção de educação ou transformação dos processos de ensino e aprendizagem. A política pedagógica, infelizmente, ainda está presa a um modelo desenvolvido no século XIX, quando o mais importante era a formação do futuro trabalhador das indústrias em ascensão, onde os conteúdos mais importantes a serem ensinados e aprendidos eram relacionados ao trabalho das máquinas, ou seja, a língua local ou formal e matemática, essenciais para operar os maquinários e ler os manuais de instruções. Posteriormente foram incluídas outras disciplinas com conteúdos diferentes, também com o objetivo de preparar alunos para o mercado de trabalho. Inclusive, até hoje, disciplinas como artes ou filosofia ainda são consideradas menores por não oferecerem tantas ferramentas laborais quanto matemática ou ciências.

Desde então, as tecnologias aplicadas em sala de aula servem justamente para fortalecer esse modelo preparatório. Inclusive, acrescentar tais tecnolocias essenciais para o cotidiano nas escolas acaba sendo essencial para a formação do futuro trabalhador. Mas, novamente, nada disso garante nenhuma transformação na educação.

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Uma breve reflexão sobre o Narciso Moderno

O Narciso ModernoO mito do Narciso é muitas vezes utilizado para ilustrar o que chamamos – graças à psicanálise – de Narcisismo. Comumente, relacionamos ao narcisismo o mesmo que egoismo ou então preocupar-se muito com a própria imagem. No mito grego, Narciso era um jovem que foi condenado, devido à sua arrogância, a apaixonar-se por sua própria imagem. Só que as pessoas só conhecem o lado de “Narciso era apaixonado por si mesmo” e usam isso para falar a respeito de pessoas que não conseguem ver além dos próprios umbigos, ou daqueles que se prendem muito em suas imagens virtuais nas Redes Sociais.

Só que o mito fala muito mais do que isso e o que o mito complementa sobre Narciso pode muito bem nos ajudar a compreender o Narciso Moderno.

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O Ponto de Encontro entre Trabalho, Educação, Tecnologia e Psicologia.

Seminários Epistemológicos UnicentroNo último dia 05 de novembro fiz uma palestra na UniCentro, em Irati, a convite do meu amigo César Rey Xavier em seu primeiro evento Seminários Epistemológicos Unicentro. O objetivo era falar sobre interdisciplinaridade e epistemologia, então preparei uma fala de 40 minutos sobre o tema, amarrando com os pontos que atualmente estou trabalhando: o mundo do trabalho, a educação, a tecnologia e a psicologia.  Para quem é leitor do meu blog, já deve saber mais ou menos o teor dessa conversa. Para quem ainda não conhece, coloco aqui o Prezi que utilizei na apresentação. Adoraria ter gravado ao menos o áudio para disponibilizá-lo aqui, mas estava sem esses recursos tecnológicos na hora. Mas ao menos as ideias estão compreensíveis na apresentação.

O ponto principal que estava defendendo é que não dá mais para percebermos esses campos como sendo isolados, mas sim que sejam híbridos, um misto de todos os campos que apresentam características novas. A interdisciplinaridade pode ser vista a partir das diferentes disciplinas ou então a partir do novo campo criado que é necessariamente híbrido.

O Imaginário do Rádio e o Podcast

Como podemos imaginar o podcast?Um tema inusitado, mas tem tudo a ver com a minha dissertação de mestrado que tem justamente esse tema: o imaginário do podcast. Não estou tratando exclusivamente do podcast ou do podcasting em si enquanto mídia, mas sim do que nós usuários dessa mídia – produtores e consumidores – conseguimos imaginar dela e criar com ela. A minha base de partida foram os trabalhos já realizados sobre o imaginário do rádio, dentro de uma área de pesquisa do imaginário.

Então, baseado nessas pesquisas resolvi imaginar o podcast. Quais seriam suas características e potenciais? Como podemos imaginar sua produção? E o principal: onde poderemos chegar com essa mídia? Essa é a base da minha pesquisa. E o artigo que publiquei no final do ano passado, no nº 9 da revista Comunicologia da Universidade Católica de Brasília, trata um pouco sobre esse tema, focando mais nos trabalhos clássicos sobre imaginário do rádio e como isso se relaciona com o podcast. Para quem se interessar, aqui vai o resumo:

Este artigo propõe visualizar o imaginário do podcast a partir dos estudos clássicos do imaginário do rádio. Como ambos se assemelham pela transmissão de áudio à distância, existem elementos de comparação. Ao mesmo tempo, encontram-se elementos de diferenciação. Baseado em Bachelard, Arnheim e McLuhan e seus interlocutores, constrói-se a relação do rádio e do podcast com o inconsciente, a visualidade e a tecnologia. Conclui-se que ao se perceber o imaginário do podcast consegue-se visualizar suas potencialidades e possibilita-se imaginar o que há de único no podcast.

Caso você tenha se interessado e queira baixar e ler o artigo na íntegra, basta baixar no link ao final do texto. E, se você for acadêmico e quiser citá-lo, fique à vontade!

 

Ano novo no Brasil e novos projetos na Internet tupiniquim

Todos sabem que no Brasil, o ano só começa depois do carnaval. Hoje termina oficialmente o carnaval, então entramos na contagem regressiva para que o ano começe a partir da próxima segunda-feira.

screenshotE gostaria de aproveitar esta oportunidade para anunciar dois novos projetos na internet brasileira este ano. Um dele é um novo blog e outro é um novo podcast.

O novo blog é da Federação dos Planetas Unidos, fã-clube de ficção-científica, ciência e tecnologia construído por fãs da série Jornada nas Estrelas. O fã-clube em si é cediado em Curitiba, mas a idéia do blog é para servir como ponto de encontro para fãs de ficção-científica em geral. Ele já começou com o anúncio da TrekCon a ser realizada perto da estréia do novo filme de Jornada nas Estrelas. Se você gosta de Star Trek ou é fã de ficção-científica, esse é um blog interessante para acompanhar!

O novo podcast é mais um projeto do meu amigo Eduardo Moreira, do antigo podcast de Eduardo Moreira. Eu falei aqui que a execução de seu antigo podcast pessoal iria dar muitos frutos. Pois bem, o M2List é mais um podcast fruto dessa morte! Ele é pra ser um projeto musical, uma lista de músicas brevemente comentadas. E já no lançamento do episódio piloto poderemos ver que esse podcast promete, e muito! Eu, como sou um grande fã de música e de podcasts, encontro nesse programa uma ótima forma de aliar os dois! Já sentia saudades de ouvir música no meu iPod, mas sempre que tenho tempo acabo ouvindo algum podcast. Agora não tenho mais esse problema! Parabéns, Moreira, pelo seu novo projeto e que ele traga muitos mais frutos! (E aguardem que logo logo eu faço uma participação lá)

E pra quem quer conferir, vou colocar aqui o audio do episódio piloto do podcast. É só clicar no player pra ouvir e descobrir mais um ótimo podcast!


E visitem o blog do pocast, inclusive para assinar o feed no seu iTunes!

Recursos Humanos: ter ou não ter na sua empresa?

Este artigo também poderia ser chamado de “Recursos humanos: custo ou investimento?” ou ainda “É importante investir em RH?

Pergunta-se muito se vale a pena investir em recursos humanos para uma empresa. E eu, como profissional da área, me pergunto por que empresários ainda se fazem essa pergunta! Mas eu acho que sei por quê. A grande questão que se apresenta é que os empresários se questionam não se vale a pena ter um setor ou trabalho de recursos humanos na empresa, mas sim se vale a pena o custo nesse setor.

Hoje em dia existem muitas acessorias de RH que ocupam o espaço deixado por essas empresas, terceirizando os serviços geralmente relacionados aos departamentos de RH das empresas, conhecidos como subsistemas de RH. Esses subsistemas basicamente são: recrutamento, seleção, contratação, descrição e análise de cargos e funções, política de remuneração e benefícios, treinamento e capacitação, desenvolvimento organizacional, avaliação de desempenho, segurança no trabalho, sistema de informações de pessoal e processos de demissão. Atualmente existem empresas terceirizadas que fazem esses trabalhos para qualquer empresa e, principalmente para uma empresa de pequeno porte, muitas vezes vale mais a pena o custo com a contratação desses serviços do que o custo da implantação e manutenção de um setor específico de RH em uma empresa.

Mas acontece que recursos humanos não se limitam unicamente a isso. E isso começa inclusive com o nome. Atualmente chamamos esse setor de Gestão de Pessoas, justamente porque muda-se o ponto de vista sobre as atividades desse setor. Antigamente (e hoje em dia muitos empresários ainda têm essa postura, infelizmente), os funcionários eram vistas como recursos. Atualmente, elas são vistas como pessoas.  Qual a diferença?

Basicamente, se vemos um funcionário como recurso, objetificamos ou coisificamos o funcionário e ele se torna uma peça da produção, como um computador ou máquina, com o diferencial que essa peça pode sair da empresa e ir trabalhar para o concorrente. Então para os empresários que pensam assim, muitas vezes vale mais a pena investir na compra de máquinas e peças para a empresa do que gastar com os funcionários.

Mas se vemos o funcionário como uma pessoa, se personalizamos o funcionário, passamos a entender que ele pode agregar à empresa, muito mais do que uma máquina pode. Como isso?

Nos dias de altas tecnologias e de competição acirrada de hoje, o perfil do trabalho mudou muito. Antigamente o trabalhador e o trabalho era basicamente braçal, físico, era um trabalho de execução. Mas hoje em dia grande parte disso pode e é executado mais eficientemente por máquinas. A tecnologia que trouxe isso trouxe também uma maior competitividade, pois a automatização da produção tornou os produtos mais baratos e mais acessíveis. A tecnologia e a competição forçaram uma mudança no perfil do trabalhador que passou a ser menos braçal e mais mental. Hoje em dia os trabalhadores precisam ser flexiveis, adaptáveis e autônomas, justamente para conseguirem acompanhar as novidades e criar uma boa rede de apoio que o mercado atualmente exige.

Isso faz com que os trabalhadores precisem ter autonomia para tomar dicisões rapidamente. Máquinas não fazem decisões, mas pessoas sim. Investir nas pessoas em uma empresa é investir em trabalhadores autônomos e empreendedores, justamente para que eles possam oferecer à empresa mais do que a execução de tarefas, para que eles possam oferecer alternativas, decisões e ações criativas. Esse investimento faz com que o empresário possa ganhar mais mercado e tenha agilidade de responder melhor aos clientes.

Recursos humanos não é um gasto, mas um investimento. Inclusive isso deve ser uma prática financeira da empresa. Não vou me extender nesse assunto, mas vou disponibilizar um artigo que trata justamente disso, de como uma empresa pode mudar sua gestão financeira para perceber e utilizar os recursos humanos como investimentos ativos da empresa e não como gastos passivos.

Arquivo para download:
Contribuição ao estudo da Mensuração, avaliação e evidenciação de Recursos Humanos